Scary Deep Love
11 Não
Quando a porta se abriu, entrou lá dentro Adam White.
Dean puxou Dafne contra si e agarrou-a.
- Calma Dean, não sabes o que eu vim cá fazer! – Este mostrava um sorriso de orelha a orelha.
- Então podes-te começar a explicar… — ripostou Dean.
Um outro homem de fato entrou.
- Deixe-me explicar esta parte agora por favor Mr. White – aproximou-se de Dean e Dafne e estendeu-lhes a mão. – Permitam-me que me apresente, o meu nome é Harry Kyles, e sou o advogado de Adam
Ambos apertaram a mão, Dafne só depois de ter recebido a confirmação de Dean.
- E está aqui porquê?
- Oh Miss Hall, eu vim aqui porque o menino Adam me pediu para a tentar deixar sair, e foi mesmo isso que eu acabei de fazer, a menina pode sair. – deu-lhe um sorriso.
- Então e o Dean…? – inquiriu ela com uma expressão desconfiada.
- Dafne, tu tens de ir se podes sair, eu fico aqui… Não importa! – Dean largou-a, e tentava fazer levantar-se.
Ela fez força com o corpo para baixo, para não se levantar.
- Ai isso é que importa! Tu não vais ficar aqui… Tu não podes! – mordia o lábio – Ele também vai, não, vai Mr. Kyles?!
Em vez de Kyles, quem na realidade respondeu foi Dean.
- Eu já estou habituado a isto, vai lá Dafne, por mim…
- Por ti, eu fico!
- Então, pela Flora! – Ela levantou-se, nunca lhe largando a mão e tentou puxá-lo, foi inútil.
- Miss Hall, devo informá-la que é impossível neste momento tirar Mr. Winchester daqui… Um de vocês deve permanecer, e como Adam a escolheu a si para sair. – prontificou.
Dean depressa lhe largou a mão e baixou o olhar.
Dafne percebeu, que por isto ele não queria que ela ficasse.
Ela preferia ter morrido ali, do que ter de sair para ir com Adam. Mas se ele não queria que ela ficasse, não ia ser ela que iria fazer mais força, ele que lutasse por ela uma vez na vida.
Saíram de lá. Dafne não falava, Adam sentia-se especial, porque achava que aquilo a faria apaixonar-se por ele… A verdade é que mesmo depois do que ela lhe disse, ele não desistiu dela.
Será que era amor? Dafne interrogava-se se ele realmente gostaria dela. Dean dizia que amava, mas depois parecia não querer que ela fizesse parte da vida dele.
Quando chegou de volta a PandoraVille, Flora estava na casa de Dafne e Sam tinha acabado de sair para ir ter com o irmão.
- Querida — Bride abraçou-a como se abraça um filho de sangue.
Dafne contou-lhe o que se tinha passado.
- Então e foi você que matou Mrs. MacFarland? – um detective olhava directamente para Dean.
- Ah claro, porque eu não tenho mais nada para fazer do que andar a matar velhotas, principalmente quando estou numa espécie de engate… Pronto num passeio romântico – inspirou – Dafne vamos sair e matar umas velhotas por aí? – expirou e tentou imitar a voz de Dafne – Claro Dean, em vez de me levares para casa e darmos uma queca, porque não?
O detective bateu na mesa.
- Mr. Winchester acha isto alguma piada?
- Honestamente não, mas vocês parecem achar, já disse que não cometi o crime, muito menos a Dafne e vocês continuam-me a chatear…
- A verdade é que chegaram agora os resultados pos-mortem e acho que está com sorte… A hora da morte, é anterior à hora a que você afirma estar na praia…
- Então pronto, podem-me largar!
- Por enquanto, você é inocente até prova de contrário.
- Isso quer dizer que posso sair não é? – Dean levantou-se. – Há algo que quero remediar…
O detective abriu-lhe a porta, avisando que o poderia contactar a qualquer hora. Ele afirmou e saiu.
À porta da policia estava Sam.
- Então Dean, como correu?
Dean continuou a andar para o carro, e contou-lhe tudo.
- Mas como assim ele tirou-a de lá, vocês não eram os dois suspeitos?
- Exacto, eu deixei-a ir, mas mesmo assim esta história cheira mal. Vieste no carro da Bride? – riu-se, era um carro cujos assentos eram rosa, e era decorado com bonequinhos e o cheiro era a flores. – Isto era tudo muito giro de ter ver cá dentro, mas o único problema é que eu vou aqui também.
Quando chegaram a casa de Bride bateram à porta
- Chegaram! – Dafne abraçou Sam, mas a verdadeira vontade dela… Bem, ela não sabe se era abraçar o irmão ou de o estrangular por a deixar naquele estado.
- Dafne podemos falar?
Ela fez um sorriso triste.
- Não preciso, eu já sei o que vais dizer. Não quero ouvir mais isso, por favor, eu já sei… Decidi uma coisa…
- O quê? – perguntou ele prontamente, o que ela decidiu em tão pouco tempo.
- Vou dar outra oportunidade ao Adam..
- O QUÊ?! – ele olhava perplexo para ela.
- Sim, afinal, como tu próprio disseste não podemos ter mais que uma noite, e eu quero filhos, família… Contigo não dá… És tu, mas não dá.
- Dafne não, por favor… Mais uma vez… Uma oportunidade.
- Para quê? Para não saber de ti, te perder de vista, não saber como estás?
- Mas é o que eu faço da vida… É o que sempre fiz. Já lhe deste a oportunidade?
O olhar dele ficou fogoso de esperança e isso encheu Dafne de ternura.
- Bem não, vou falar com ele. E por isso é que não podemos ficar juntos. O que é que os teus filhos iam dizer quando lhes perguntassem o trabalho – falavam mais agudo com a voz de menina – Bem professora, o meu pai caça fantasmas enquanto você dorme, é normal, no outro dia até o ajudei a matar um.
Ela fez uma cara séria e ele riu-se, não conhecia este lado sarcástico dela, mas adorou.
Chegou-se mais perto dela. Ele percebeu a indecisão que ela sentiu sobre chegar-se mais ou afastar-se dele. Dafne não sabia o que devia fazer.
- Dean… — ele ia para se aproximar mais dela, mas ela fechou a mão e pô-la no seu peito.
Mesmo aquele toque, aquele simples toque o fez arder. Ele queria-a, e a pior parte, é que não sabia dizer como. Não podia.
- Mais uma… — disse.
- Mais uma quê? – Perguntou ela.
- Oportunidade – murmurou baixinho.
- Dean, não… E dou-te a ti, porque não lhe dou a ele? – Objectivou ela.
- Bem… Eu gosto mesmo de ti?
Ela empurrou-o.
- Gostas Dean? Será que gostas mesmo?! – apontou-lhe o dedo – Se gostasses de mim, tinhas-me deixado ficar contigo na policia, não me tinhas mandado embora.
- Eu só te queria segura.
Fofo, mas não o suficiente para ela.
- E eu sou capaz de tomar bem conta de mim, não preciso de alguém sempre a olhar, e a dizer o que devo ou não fazer. Para isso tinha os meus pais… — Cruzou os braços – Achas que não me safo bem sozinha?
- Acho que te safas é bem demais.
Ele tentou aproximar-se, mas ela desistiu, voltou logo para trás.
- É melhor eu e a Flora irmos.
- E a oportunidade?
Dafne virou costas, pegou em Flora, despediu-se de Bride e do marido que lia o resto do jornal. Sam estava lá em cima e ela não ia subir.
Na manhã seguinte acordou, Flora já brincava em cima da cama com os peluches.
- Olá pequerrucha, já estás acordada?
- Sim, eu ouvi bater à porta, mas não fui ver, fiquei aqui agarrada a ti.
Flora dormia sempre que nem uma pluma, ao mínimo barulho acordava.
- E chamaram por mim?
- Não, não falaram – continuou na sua brincadeira.
Dafne levantou-se, foi à casa de banho e ouviu tocarem à campainha.
Foi abrir. Era Adam.
- Olá Dafne como estás? Espero bem que por esta hora aquele Dean já esteja preso.
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