Scary Deep Love
9 Meu
Atirando com a almofada pelo quarto, Dean viu que perdera algo e alguém muito especial. Ele sentia mais por ela, do que alguma vez pensava a vir sentir por alguém.
Ele tinha de sair dali. Se aquilo lhe estava a acontecer não era bom. Ainda sentia o gosto dos lábios dela na sua boca. Ele dera-lhe tanto, e Dafne dera-lhe tanta coisa que ele nunca mais julgara em sentir. Ao chegar a um sitio e saber que estava lá alguém para ele. Que ele vivia por alguém, e que isso era mutuo. Mas a verdade é que não podia ficar, e ela nunca iria ter verdadeiramente uma família.
Dafne passou pelo parque e desfazia-se em lágrimas… Ela só queria voltar para trás e ficar com ele. Agarrá-lo e ficar com ele para todo o sempre, ela queria-o!
- Então…? – Sam deixara Flora na caixa de areia e abraçara a amiga. Dafne Hall nunca pensou vir a gostar tão rápido de alguém como começara a gostar daqueles dois irmãos.
- Vocês vão embora, é mesmo o melhor. E esses ataques hão de parar, nem que a Bride faça mezinhas ou coisas do género lá que vocês fazem... – Enterrara a cabeça no ombro dele, tinha de se por em bicos de pés para o poder fazer.
Ele agarrou-lhe nos ombros, e baixou-se um pouco para que pudesse estar cara a cara com ela.
- Dafne, querida sabes que se precisares de alguma coisa, a melhor que podes fazer é ligar-te e vimos logo aqui ter contigo – ela fez uma cara esquisita e ele mexeu os olhos – Pronto, eu venho ter contigo…
- Obrigada Sam, por tudo! – Eles despediram-se.
- O nosso nome é Winchester, aposto que não sabes – Dafne nada disse.
Ambos concordaram que era melhor não dizer nada à pequena Flora, por isso Sam partiu calado.
- Tu tens a certeza que é isto que queres? – Perguntava Sam pela milésima vez.
- Sim tenho – fecharam a mala do carro, e cada um foi par ao seu lado do carro.
Quando chegou à porta do carro, Dean viu que tinha um papel lá preso, tirou para amassar, mas viu que tinha algo escrito, e dizia o seguinte:
“Dean, desculpa por não poder ter sido quem devia para nós, e provavelmente não te mereço mais do que o que pensava.
Só quero que saibas, que apreciei cada momento que estive contigo. Até o último onde nos despedimos. Nunca me vou esquecer de como sorris, e mais especial ainda, de como me pões a mim a sorrir.
O nosso encontro onde te preocupaste mais em fazer-me sentir bem, do que noutras coisas, como sexo.
Como me defendeste do Adam, para mim, aí, o meu coração estava tão alegre e apaixonado por ti.
Como tratavas a minha irmã. Quando tiver filhos, espero que o pai deles seja como tu.
Como me davas a mão, e como me abraçavas.
Ah, e quando dormimos juntos, eu senti que merecia alguém, que realmente devia estar com alguém.
E se achas que isto pode-me tornar melhor para ti, sei o teu último nome Dean Winchester.
Eu amo-te e é por isso que isto me custa.
Com amor,
Dafne Hall”
Ele conseguia ver que na carta existiam borrões, ela chorara ao escrevê-la. E ele adicionara-lhes alguns. Ela amava-o. Ele também a amava, pelo menos isso era o que ele sentia.
E agora ia tudo acabar, porque aquela não era a vida dele.
- Dean? – perguntou Sam
- Vamos, entraram no carro e partiram.
E cerca de um ano passara desde que os irmãos haviam partido de PandoraVille.
Dafne saía com Adam. Jeremy e Bride, mãe e filho, tinham sido o grande braço direito que Dafne necessitou no inicio. Na realidade, eles já se consideravam uma família, o que até tornava Dafne feliz
O que toda a gente sabia, é que Dafne apenas andava com Adam por pena. Ela não gostava realmente dele. Ela queria o rapaz que tinha feito barraca com Adam e ela no restaurante À um tempo atrás. Toda a gente sabia. Até ela própria. Tentava-se enganar, mas não era possível. Já er amais fácil, mas não o melhor.
Até certa noite.
Adam já tinha pedido a Dafne para morarem juntos, mas ela não quis. Diz que ainda é cedo para ambos.
Bateram à porta. Era tarde, por isso Dafne achou que seria Adam com mais uma das suas tardes visitas, amanhã era o aniversário de Flora, e ela ia fazer uma surpresa à menina, iriam à praia, e depois iriam à antiga cidade, para voltar a ver o parque que Flora gostava.~
Estava a abrir a porta.
- Sim Adam… — disse com uma voz de desprezo, quando olhou para cima, ela Sam.
- Sam? Oh meu Deus! – atirou-se a ele – Que saudades!
Limpou os olhos.
- Dafne desculpa, mas eu… O Dean precisa de ajuda rápido!
Ela ia para falar, mas ele não deixou.
- Nós estávamos a fazer um trabalho nosso, e ele foi atirado contra uma parede, e bateu com a cabeça, e está a deitar algum sangue, e por isso era o único sitio mais perto daqui, que havia… E um braço bateu num vidro e está todo cortado.
Dafne entrou em pânico instantâneo. Mesmo depois de tudo, seria sempre Dean…
Ela acenou, disse-lhe que o trouxesse para dentro, enquanto ia buscar o kit de primeiros socorros.
Quando ela voltou, ele já tinha deitado o irmão no sofá, e ela sentou-se rapidamente no pequeno espaço que havia ao lado dele.
- Coitadinho! – Dafne passou-lhe a mão na cara, e sentiu aquela pele de novo, perto de si. Tantas emoções se “reanimaram”.
- Sim, consegues ajudá-lo? – perguntou Sam.
Dafne acenou, e começou por lhe limpar o sangue da testa, tratar de desinfectar e tapar o ferimento, acabando por pôr ligadura na cabeça dele.
Sam pedira-lhe se podia tomar um duche. Ela concordou, efectivamente, ele estava muito sujo e precisava de relaxar um pouco. Flora já dormia, era tardíssimo. E ela estava sozinha com ele na sala.
Tirou com muito cuidado todos os vidro que ele tinha espetado no braço, limpando e desinfectando cuidadosamente todas a feridas que ele tinha no braço.
Pôs a mão dele na perna dela para poder conseguir fazer o tratamento. E voltar a sentir o toque dele na sua pele. Arrepiava-a, fazia-a sentir-se bem e segura, coia que não acontece com Adam, por isso nunca fizera amor com ele. Não fora por falta de pedidos dele.
Passado uma hora e meia, Dafne acabara, e Dean ainda estava desmaiado.
Dafne dissera a Sam que ele se podia deitar na sua cama, que ela dormiria com Flora na cama da pequena. Ela estava cansada mas no entanto não queria dormir. Queria acordá-lo e falar com ele, dizer o quanto sentia a sua falta.
Ficou sentada a vê-lo dormir. Acabou por adormecer, encostando a cara no braço bom dele e pondo as pernas dela, no meio das dele. Ela tinha uns calções curtos e um top. Sam quando entrara tirara-lhe as calças, Dafne ajudar, para que não se sentisse desconfortável quando acordasse.
- Mana!! Mana!! Daffy!! — Era voz de Flora, ela acordara Dafne, que abriu os olhos e se lembrou como adormecera… Estranhamente, tinha um braço dele a envolve-la, e o outro, o aleijado, a mão estava na cara dela.
Ela levantou-se cuidadosa, mas rapidamente com medo que ele acordasse e dessa conta de como tinha dormido, uma perna dele, tinha estado possessivamente à volta da anca dela.
Nem com Adam, ela permitia que isso acontecesse.
Correra sem fazer barulho para o quarto e fechara a porta.
- Flora! Eu já não te disse que não quero gritos cá em casa? – Abraçara a menina rapidamente – Parabéns!
- Então, e vamos passear? Tu disseste que íamos à praia, eu lembro-me.
A menina largara Dafne e começara a correr para a gaveta onde ela sabia que a irmã lhe guardara o fato de banho.
- Flora espera…
- Oh bolas! Vais dizer que não, não é? — a menina cruzava os braços e fazia beicinho.
- Não princesa, nada disso! – Dafne hesitou – Temos pessoas cá em casa…
- Quem? – Sorriu a sua boca e os seus olhos.
- O Dean e o Sam… — A menina saiu a correr à procura deles.
Ela agarrou-a e tapou-lhe a boca, antes que pudessem fazer barulho.
- Eles andam cansados, por isso, não os acordes, eu faço o pequeno-almoço, e depois vamos a fazer, o que temos de fazer, sim?
Tirou a mão da boca dela.
- Oh… Eu queria falar com eles, mas está bem…
Dafne sorriu-lhe.
- Anda lá minha menina, hoje são os teus 6 anos e quero que te divirtas…
Foram para o quarto de Flora, e Dafne ajudou-a a vestir o fato de banho e vestiu-lhe um vestidinho fresco para usar por cima…
Quando estavam na cozinha, Dafne cozinha panquecas, fora o que a irmã lhe pedira para fazer nos anos, e ainda usava o seu pijama, quando ouviram alguém a andar…
- Dafne…? – Era a voz de Dean, e ela nunca pensou que ele pudesse ficar ainda mais bonito, mesmo com aquela ligadura na cabeça.
Dafne correu para o lado dele e agarrou-o.
- Estás bem? É melhor sentares-te, essa cabeça ontem estava feia… — guiou-o e ele deixou-se levar. Aquelas mãos a tocarem nele… Ele adorou.
- Sim eu estou bem… Foste tu que trataste disto? – aquela voz que a encantava, ela julgava nunca mais a ouvir, tinha tantas saudades.
- Sim fui eu, vá senta-te! – Ele sentara-se como ela lhe pedira, e ficara com o olhar no ventre dela. Olhava agora para baixo e via que ela usava um pijama, extremamente curto. E sexy.
- Hoje faço anos! – Flora tirara-os daquele transe estranho e interiormente, ambos agradeceram.
Dafne foi tratar das panquecas.
- O Sammy?
- Ele ficou a dormir na minha cama, ainda lá está – Dafne pôs o prato de panquecas em frente à irmã – Cuidado que está quente!
- Parabéns Flora! – Dean sorrira-lhe e ela ficara muito feliz.
- Obrigada – Agradeceu – O Adam vai connosco?!
Bola Flora, pensou Dafne, tens sempre de dizer tudo mal?!
- Não Flora não vai! – Ela servira um prato de panquecas a Dean – Vou mudar de roupa, venho já… Dean queres vir connosco? Escusas de ficar aqui sozinho… Bem, quer dizer, o Sam está a dormir.
Ele sorriu.
- Gostava muito.
Ela mudou de roupa, deixou um bilhete a Sam para quando ele acordasse, e seguiram para a praia.
Flora ia mais à frente e eles iam um pouco mais atrás, Dean coxeava um pouco.
- Porque me ajudaste? – perguntou Dean.
- Porque eu não fiquei com ressentimentos sobre nós, e, se eu precisasse não me ajudavas? – respondeu ela.
Dean olhou de olhos bem abertos para ela.
- Claro que ajudava, que raio de pergunta é essa?
- Então pronto, é a mesma coisa.
Sentaram-se na areia, e Flora foi brincar para a bordinha de água.
Afinal Flora decidiu que não queria mais ir à cidade, e então estiveram os quatro juntos durante o dia.
Adam tocou à campainha, já se punha o sol.
- Aquele carro é de quem eu penso? –Ia para lhe dar um beijo, mas ela desviou-se.
- Sim é, eles estão com a Flora na sala… — Adam fez uma cara torta que a namorada ignorou.
Quando chegou à sala, Dafne estava ao lado dela, e ele agarrou-se a ela. E ela não sabe o que lhe doeu mais, o constrangimento de ele se agarrar a ela, ou a dor que via no olhar de Dean.
- Adam larga-me… — soltou-se dos braços dele.
- Porquê querida? – Ele tentou agarra-la e ela foi ter com Flora.
- Vocês tem de sair daqui – rosnou Adam.
- Porquê?! – disseram.
- Esta é PandoraVille, e não vos gostamos de ter aqui! Ela é minha namorada, por isso, tem de sair da cidade!
- Adam, eu não sou tua, nós nem é bem um namoro… E eles não vão sair daqui! – argumentou. – Foi para a porta da entrada e disse – Sai… E não Adam, não voltes! És um mimado. Posso ser honesta contigo?! Eu não quero saber, só saí contigo por pena!
Adam estava escandalizado e os irmãos nem sabiam o que dizer, Dean levantou e foi para ao pé dela, e Sam agarrou uma mão de Flora e juntou-se-lhes.
- Pensa bem no que estás a fazer! – Disse Adam com raiva.
- Já pensei, e por minha vontade, ele era meu! – Agarrou o braço de Dean. – Agora Adam, sai.
Adam saira, prometera voltar e dizer que ia falar mal dela. Ela não se importava, estava com eles de novo, e tinha Bride, o marido desta e Jeremy. Estava feliz.
Sam depois daquilo disse que ia ver Bride e que levava a Flora, para Bride lhe dar os parabéns.
A palavra “meu” ainda soava nos ouvidos de Dean.
Sam e Flora saíram, enquanto Dafne se preparava para dar uma nova olhadela nos ferimentos de Dean.
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