Scars Of Love
10 Capítulo 9
Notas iniciais
Boa leitura! ^^
(Isabella)
Fiquei surpreendida. Tínhamos sido transportados de outra forma, pois mal chegamos ao nosso quarto após as despedidas, os nossos corpos brilharam um pouco e do nada, já estávamos à entrada de minha casa. Estava tudo fechado e eu nem tinha telemóvel para ligar à minha mãe, tinha deixado tudo no Japão. Toquei à campainha duas vezes e ninguém me atendeu. Petrus olhou para mim e disse:
— Se calhar não está em casa.
— Se calhar… Bem vou tocar mais uma vez, se não atender chamo os meus quatro amiguinhos para me ajudarem a abrir.
Toquei uma terceira vez e vi a luz da cozinha a acender-se, mas quem veio à porta não foi a minha mãe, mas sim o meu pai. O meu queixo caiu no chão. Os meus pais tinham-se separado há alguns anos e o meu pai poucas vezes me vinha visitar.
— Isabella? És tu?
— Sim, pai. Sou eu. Abre a porta.
— E quem é esse rapaz que está contigo? – perguntou o meu pai muito desconfiado.
Ele já estava a fazer filmes.
— Oh pai, abre lá a porta.
O meu pai lá abriu a porta e entramos. Não estava uma noite muito fria, mas já estava a ficar gelada!
— A mãe onde está?
— Estou aqui, Isabella!
Saltei o sofá e fui abraçar a minha mãe. Comecei a chorar que nem um doida e sussurrei ao ouvido da minha mãe um “Amo-te”. Soltamo-nos, fiquei a observá-la e a minha mãe percebeu o significado do meu olhar.
— Então Petrus, como estás?
— Muito bem Dª Isabel. – respondeu ele.
— Isabel explica-me o que se está a passar aqui.
— Não há nada a explicar, Duarte. A Isabella e o Petrus namoram, mais nada.
— Mais nada? Achas isso pouco?
— Eu autorizei, está bem?
— Vá, não discutam agora por causa disso! Oh mãe, o que é que o pai está a fazer aqui?
— Enquanto tu estavas fora, eu e o teu pai juntamo-nos. Decidimos refazer a relação.
— Fazem bem, fazem bem. – comentou Petrus, com um sorriso na cara, provavelmente lembrando-se do reiniciar da nossa.
— Concordo plenamente!
— Bem, agora vamos dormir sim? – disse a minha mãe.
— Primeiro tenho de tomar um duche mãe.
— Eu também, Dª Isabel.
— Vá, vão lá tomar o duche e depois vão-se deitar.
— Boa noite mãe, boa noite pai.
— Boas noites. – disse Petrus.
Fomos tomar um banhito e fomos dormir. Fui à janela, observar as estrelas e a Lua. Dei com Petrus a observar-me. Estava deitado na cama, com as mãos atrás do pescoço, a olhar-me de alto abaixo. O seu olhar era de uma grande ternura.
— O teu pai não gostou muito que eu viesse dormir contigo, pois não?
— A minha mãe também era assim, mas depois de tudo o que aconteceu, a mentalidade dela mudou. Vais ver, o meu pai vai acabar por aceitar.
— Espero que sim. Vem cá. – abriu os braços para mim com um largo sorriso na cara.
Aconcheguei-me nos seus braços e adormeci num ápice.
“Isabella vem para as minhas asas brancas, vem, entrega-te a mim, não a esse reles mortal que está deitado ao teu lado, vem, une-te a mim.”
— Não! – gritei.
— Que se passa, Isabella? Estavas a ter um pesadelo, tem calma.
Tinha acordado completamente encharcada de suor… Contei-lhe o pesadelo que tive e entretanto a minha mãe entrou no quarto e tive também que lhe contar tudo.
— O Luther não morreu, ele só enfraqueceu e voltou para a escuridão. Ele vai voltar… Tenho de ligar ao Simão.
Tive de utilizar o telefone fixo, pois tinha deixado o telemóvel em Nagasaki.
— Estou sim, bom dia?
— Olá Rita, sou eu, a Isabella, preciso de falar com o Simão, podes chama-lo por favor?
— Mas passa-se alguma coisa? Estás bem?
— Sim, quer dizer, mais ou menos, o Simão depois explica-vos.
— Menina Isabella, como está?
— Nada bem Simão, aqui são quatro horas da manha e eu acordei aflita, a suar por todos os lados por causa de um pesadelo que tive com o Luther.
— Mas ele não morreu? – contei também a Simão o pesadelo que tive e ele concordou comigo, que o Luther não tinha morrido, mas sim voltado para a escuridão. – Fraco como ele ficou, não vai voltar tão cedo, Menina Isabella. Vai ser preciso muito tempo para ele recuperar a totalidade dos seus poderes, se conseguir recuperar a totalidade.
— Fico mais descansada Simão, mas se ele tem aquele poder todo, não compreendo o porquê de ele querer o nosso poder, talvez seja uma doença que tenha, mas se ele é um anjo, penso que não tem doenças. Muito sinceramente, já nem sei que pensar…
— Menina Isabella fique calma, quando ele voltar a menina talvez já tenha ascendido e os seus poderes serão maiores para o combater e derrota-lo.
— Que bom Simão… Bem, fala com as meninas, explica-lhes tudo que eu vou dormir mais umas horitas.
— Vá lá Menina Isabella, fique bem.
Fui para o quarto e sentei-me na beira da cama. Sentia-me fraca…
— Estás bem? – perguntou o Petrus.
— Um pouco fraca, mas nada que umas horas de sono não resolvam.
— Vem cá. – aconchegou-me nos seus braços e acabei por adormecer.
Somente desejei não sonhar com Luther outra vez …
Notas finais
Até ao próximo capítulo! ^^
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