Scars Of Love

34 Capítulo 33


Notas iniciais
Olá queridos leitores! :) Primeiramente, quero pedir-vos as mais sinceras desculpas por me ter ausentado durante um tão longo período de tempo. Fi-lo por questões escolares, mas principalmente, por questões pessoais. Assim, peço-vos a vossa compreensão. Hoje trago um capítulo pequeno, mas revelador... Desde já agradeço aos que ainda permanecem fieis à leitura da história, aproveitando para vos avisar que passarei a postar nos fins de semana por uma questão de gestão do meu tempo. Obrigada a todos! Boa leitura! ^^

(Isabella)

Quando acordei o relógio marcava o meio-dia. Não tinha dormido muito para as horas que me tinha deitado. Petrus já não estava no quarto. As promessas que tínhamos feito… Não podia esquecê-las, mas também não me podia desconcentrar. Era verdade, ele completava-me.

Depois de tomar um duche rápido e vestir algo leve, desci para procurar Petrus e os outros. Encontrei-o na sala de estar.

— Como é que te sentes? – perguntei.

— Sinto-me melhor. E tu? Como estás?

— Não recuperei totalmente, mas estou bem.

— Não te vale de nada mentires-me, sabes disso.

Sorri.

— Onde estão os outros? Já acordaram?

— Nenhum deles acordou ainda, sabes que eles não têm tanta resistência quanto nós. – fui sentar-me à beira dele. – Já sei o que vais dizer Isabella.

— A culpa não foi só tua Petrus. Tu não tens assim as costas tão largas, não tens de levar com as culpas todas.

Petrus ia começar a falar novamente quando a sala se transformou na grande sala violeta em que eu e Petrus tínhamos estado anteriormente. A nossa Rainha estava, como habitualmente, sentada no seu lindo e grande trono.

— Isabella, como havia dito, vim dar-te mais informações sobre o punhal que te dei. Neste pergaminho, – apareceu um pergaminho na sua mão direita. – está tudo explicado do que pode acontecer com o teu punhal e também a sua história.

— Obrigada minha Rainha.

Algo tão rápido e repentino… A sala violeta desapareceu. Voltamos à sala de estar. O pergaminho encontrava-se agora nas minhas mãos. Li-o em voz alta:

“Desde Artémis, este Punhal não pertenceu a mais ninguém. Artémis, uma anciã musical que viveu há milhares de anos, forjou este Punhal para proteger aquele que amava. Juntou safira com metal e pediu à Lua para que esta lhe concedesse o poder dos seus raios lunares. Quanto mais Artémis praticava com o Punhal mais ele se transformou até se tornar numa enorme e bela espada.

Enquanto não lutava, a grande espada permanecia na forma de punhal, sendo depois ativada quando era chamada. Artémis manejava aquela espada com uma enorme facilidade, enquanto que um humano não poderia fazê-lo.

Artémis apaixonou-se por um humano. Naquela altura, a Sociedade dos Anciões Musicais tinha regras muito rígidas e não permitiam envolvimentos com outros que não fossem da sua espécie. Artémis foi contra as regras e acabou por se revoltar. A Sociedade acabou por matar o seu amado e então, Artémis acabou por matar quase todos os Anciões Musicais e o seu edifício. A ponta da sua espada, ao bater no chão, rachou o solo em todas as direções. O edifício ficou em pedaços. Não sobrou pedra sobre pedra.

Para se conseguir manobrar a espada com a última tática, a pessoa que a possuir tem de ter um coração cheio de amor, cheio de vontade de proteger, cheio de amizade. O Punhal adquire o seu máximo poder nos dias de lua cheia. Este Punhal pode apenas pertencer a uma pessoa com um enorme poder musical, mas acima de tudo, a uma pessoa que tenha um coração cheio de bondade.”

Assim acabava o pergaminho. Eu e Petrus estávamos estupefactos.

— Ainda bem que não sou humano… – disse o Petrus em tom de brincadeira.

— Olha, não brinques! Isto é sério!

— Eu sei, desculpa…

— Bem, parece que o meu treino vai ter que evoluir no seu nível de dificuldade.

Aquele punhal era misterioso, sentia-o desde o primeiro momento em que o tinha visto. Certamente que me traria grandes surpresas…

Notas finais
Ainda nem tudo foi revelado, isso posso garantir-vos! Até ao próximo capítulo! ^^