Scars Of Love
11 Capítulo 10
Notas iniciais
Boa Leitura! ^^
(Isabella)
Já se tinham passado dois aninhos, quase três desde que tinha visitado Nagasaki. Estava com muitas saudades. Apanhar um avião e ir para o Japão não era algo que eu fosse capaz de fazer, ainda para mais, sozinha. Ouvi a campainha tocar, o que me fez quebrar a minha linha de pensamentos. Quando abri a porta, fiquei mais parva do que nunca.
— Tu ainda tens a lata de aparecer aqui? Com licença! – ia fechar a porta, mas Valéria colocou o pé para o impedir.
— Não me vais mandar embora tão depressa… – não gostei do seu olhar.
— Então porquê?
— Eu sei o que tu és, Isabella… Fica já sabendo que estou ao serviço do Lorde Luther…
— Tu és… – não me deu tempo para terminar.
— Uma Red Voice, exatamente. – disse com um sorriso malévolo no rosto.
— Não acredito… Mesmo assim, fica desde já a saber que a coisa vai ficar complicada para o vosso lado, principalmente para o teu “Lorde”. – disse eu com repugnância.
— Presta atenção ao dia da tua ascensão, muita coisa pode acontecer… – e no momento exato em que disse estas palavras esfumou-se no ar, num vermelho selvagem. As palavras dela ecoavam na minha cabeça como se fossem sinos. Tinha de ligar a Simão, ele precisava de saber, imediatamente! O telefone estava a chamar, mas como no Japão era de madrugada, se calhar não iriam atender.
— Boa Noite… – disse Simão com uma voz de ensonado.
— Simão, sou eu a Isabella.
— Menina Isabella que se passa?
— Desculpa se te acordei, mas resumindo tudo, o Luther arranjou Red Voices para se aliarem a ele.
— Como? Explique-me tudo Menina Isabella!
Expliquei-lhe tudo o que aconteceu na visita que Valéria me fez, se é que se pode chamar visita àquilo e Simão disse-me que a ameaça que ela me fez quanto ao dia da minha ascensão era muito grave e que faltava menos de uma semana para que ela acontecesse. Advertiu-me para estar atenta e precavida…
— Obrigada, Simão por tudo e desculpa ter-te acordado mais uma vez.
— Não tem de agradecer Menina Isabella, é o meu dever.
Tocaram à campainha e fui abrir, mas desta vez hesitei, podia ser a Valéria outra vez. Abri a porta e era o Petrus.
— Isabella! – disse ele, abraçando-me depressa e com muita força.
— Está tudo bem, tem calma.
Após explicar tudo a Petrus, este perguntou:
— Porque é que será que a nossa tatuagem não deu sinal?
— Porque provavelmente não corria grande perigo.
— Mas eu tive um mau pressentimento, senti que algo não estava bem contigo.
— Acalma-te Petrus.
— Como é que queres que me acalme, se com a chegada do dia da tua ascensão corro o risco de…
— Anda cá. – sentei-me no sofá e ele deitou-se, deitando a sua cabeça nas minhas pernas.
Na minha explicação não tinha mencionado o nome de Valéria, então quando o fiz…
— A Valéria? A Valéria?! – Petrus estava a ficar mais perturbado com a situação, mas não vou negar que também estava um pouco receosa com tudo.
— É impressionante, sim, eu também concordo e acredita que estou tão admirada quanto tu.
— No dia da tua ascensão eu quero estar presente.
— Mas eu nasci de manhã e provavelmente vamos estar a dormir a essa hora.
— Não quero saber disso, o que eu quero é estar ao teu lado. – levantou-se e abraçou-me, beijando-me com ternura e preocupação.
Entretanto, os meus pais chegaram e também tive de lhes explicar tudo, já estava cansada de explicar sempre o mesmo, mas tinha de ser… A coisa estava a ficar séria, tinha de ter cuidado…
Notas finais
Até ao próximo capítulo! ^^
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