Scarloon Samuel I - Herói
8 CAPÍTULO 08 — SORTE E AZAR
Ele não perdeu tempo.
Avançou na minha direção sem hesitar.
Com a Copyraitos firme em minhas mãos, fiz o mesmo.
Clarencio armou um soco.
Eu preparei um golpe de espada.
No instante em que ficamos ao alcance um do outro, nós atacamos ao mesmo tempo.
[Massa demaize]
Aumentei a massa da lâmina exatamente no momento do impacto.
Meu corte seguia certeiro…
Mas, no último segundo, Clarencio percebeu o movimento e recuou.
Ainda assim, não foi rápido o suficiente.
SWINH!
A lâmina arrancou parte de seus dedos.
Seu rosto se contraiu de dor.
Só que, antes mesmo de eu aproveitar a abertura, ele transformou a própria esquiva em um contra-ataque.
Seu corpo girou para frente.
Seu punho veio baixo.
Consegui enxergar.
Ainda havia tempo para reagir.
[Vrido] x3
Três placas de vidro surgiram entre nós.
Vidro temperado.
Achei que aquilo bastaria.
Mas Clarencio simplesmente mudou a trajetória do golpe.
Em vez de acertar o centro do painel, socou exatamente sua borda.
POW!
O vidro inteiro explodiu em milhares de fragmentos brilhantes.
— QUE?!
Ele sorriu.
Seu punho atravessou os estilhaços e acertou minha costela.
TUM!
Por um instante, minha visão apagou.
VOSH!
Meu corpo foi lançado para trás.
Rolei pelo chão até parar.
Levei a mão ao lado do corpo.
Doía.
Doía demais.
Parecia que alguma coisa ali dentro tinha quebrado.
— Que força é essa…?
Clarencio deu uma risada baixa.
— Concorda que alguém sem poderes precisa se esforçar o dobro para alcançar alguém como você?
Respirei fundo e consegui me levantar.
Mas ele já estava correndo novamente.
Droga.
Segurei minha espada com força.
Ele veio outra vez com o mesmo soco.
Respondi com um corte horizontal, da esquerda para a direita.
Só que, no instante em que a espada iniciou o movimento…
Clarencio simplesmente abaixou o corpo.
Girou por baixo da lâmina enquanto continuava avançando.
Nem consegui acompanhar.
Seu outro braço já vinha na direção do meu rosto.
POW!
O impacto foi tão forte que meus pés saíram do chão.
Mesmo sendo lançado para trás, ainda consegui reagir.
Segurei a espada com as duas mãos e a cravei na direção da cabeça dele.
Clarencio apenas levantou o braço para bloquear.
SWINH! TUM!
O golpe acertou.
Mas, quando olhei…
A lâmina só conseguiu arrancar uma única gota de sangue.
Nada além disso.
Antes que eu pudesse entender…
O outro punho dele já estava vindo.
POW!
Outro soco.
Outra vez fui arremessado pelo salão.
Segurei o rosto.
Tudo girava.
Minha visão tremia.
Quando consegui focar novamente…
Clarencio já corria na minha direção.
Parecia um trem.
Não parecia nem humano.
E era justamente isso que ele deveria ser.
Sem perder tempo, invoquei outra vez o vidro.
[Vrido]
[Vrido]
[Vrido]
[Vrido]
Painel após painel surgiu diante dele.
Uma barreira improvisada.
Meu Impar copiado se esgotou completamente.
Acabou.
Agora eu não tinha mais nenhum.
Restava apenas minha espada.
"…"
O Rafael disse que Clarencio era o Mada mais fraco.
Mas justamente por não possuir um Impar…
Ele transformava toda luta em combate corpo a corpo.
E nisso…
Eu estava completamente em desvantagem.
Fechei os olhos por um instante.
Respirei fundo.
— Eu consigo…
Tá tudo bem.
Quando tornei a abrir os olhos…
Clarencio estava contornando os painéis de vidro depois de bater de frente neles.
Apertei o cabo da espada.
Lembrando de todos aqueles meses de treinamento.
Eu não treinei à toa.
Ele avançou outra vez.
Dessa vez, esperei.
Observei sua postura.
A posição dos pés.
A movimentação dos ombros.
As aberturas.
Até que encontrei uma.
Seu soco veio reto.
Desviei por muito pouco, saltando para a esquerda.
No mesmo movimento, reuni toda a força que tinha.
Minha Copyraitos desceu violentamente na direção de sua costela exposta.
Era a chance perfeita.
SWINH!
O golpe acertou em cheio.
Por um instante, achei que tinha conseguido.
Mas o único som que ecoou foi outro.
CRACK!
Minha espada…
Quebrou.
Os pedaços da lâmina caíram pelo chão.
E o corte?
Só deixou um arranhão superficial.
Uma fina linha de sangue.
Nada mais.
Clarencio já respondia.
Seu punho veio como um míssil.
Instintivamente tentei me proteger.
Foi então que lembrei.
Rafael.
[Artefato]
A espada-tesoura surgiu em minha mão.
Segurei-a atravessada à minha frente, usando-a como um escudo.
O impacto foi brutal.
Mesmo bloqueando, senti o soco atravessar a arma e atingir meu corpo.
Olhei rapidamente.
A lâmina da tesoura estava levemente rachada.
Ao lado dela…
Minha antiga espada agora não passava de um monte de pedaços espalhados pelo chão.
Mas não havia tempo para lamentar.
Clarencio segurou a espada-tesoura com a mão nua.
A lâmina chiou contra sua pele, mas não conseguiu penetrar.
Com um movimento seco, ele a arremessou para longe.
A arma ricocheteou pelo salão inteiro até parar perto da parede.
Olhei para sua mão.
Não havia sangue.
Apenas uma linha branca na palma, como se tivesse encostado em uma faca cega.
Não havia mais nada entre nós.
Apenas eu.
E ele.
POW!
Seu punho acertou minha barriga.
Foi tão rápido que parecia um borrão.
Meu corpo voou novamente.
TUM!
CRACK!
Bati contra a parede com tanta força que senti o castelo inteiro tremer.
Minha visão ficou parcialmente vermelha.
Ao meu redor…
Uma enorme poça de sangue começava a se formar.
E, ao fundo…
Clarencio caminhava lentamente em minha direção.
Ele disse calmamente, com um tom de desapontamento.
— Você… pretendia mesmo me matar? Com esse nível atual?
Eu nem conseguia responder.
Naquele momento, toda a minha concentração estava voltada para uma única coisa.
Respirar.
Se eu relaxasse por um segundo, provavelmente apagaria ali mesmo.
Clarencio me observou em silêncio por alguns instantes.
— Ainda me pergunto como você derrotou tantos dos meus Gomendis… Você não demonstrou nenhuma habilidade realmente surpreendente.
Esse cara…
Mesmo depois de tudo, ainda conseguia falar tão calmamente.
Forcei o ar para dentro dos pulmões.
— Eu… vou matar todos os Madas…
Pela primeira vez, sua expressão mudou.
Ele pareceu realmente surpreso.
— Sério? Apanhando para o mais fraco desse jeito? Escuta… se esse conselho servir para alguma coisa, você não vai conseguir.
— Eu vou…
Respirei com dificuldade.
— Eu preciso.
Ele me encarou por alguns segundos.
Seu olhar não transmitia arrogância.
Era quase compreensão.
Mas, ao mesmo tempo, uma completa falta de esperança.
— Entendi… Então por que você não levanta e me mostra que consegue?
Sorri de canto, mesmo sentindo o gosto de sangue na boca.
— Espera só… alguns segundinhos.
— Pra você ver.
Ele realmente esperou.
Um segundo.
Dois.
Cinco.
Dez.
Então suspirou.
— Acho que você não vai conseguir. Você mal consegue se mover.
Ele estava certo.
Eu ainda conseguia mover meu corpo…
Mas não o suficiente para acompanhar aquele monstro.
Eu só precisava de uma oportunidade.
Uma única brecha.
Algum plano.
Qualquer distração.
Qualquer coisa…
— Clarencio?
Uma voz interrompeu o silêncio.
Olhei imediatamente na direção dela.
Dois Scars.
Ou melhor…
Dois Gomendis.
Um tinha a cabeça em formato de um triângulo branco.
A outra possuía uma cabeça circular, com orelhas de gato curvadas.
Sem perceber, um sorriso surgiu no meu rosto.
Clarencio se virou imediatamente.
Pela primeira vez desde o começo da luta, ele pareceu realmente surpreso.
— O que vocês estão fazendo aqui?
Não perdi um único segundo.
[Chá ringan]
Meu olho direito brilhou.
Copiei o Impar do Scar triângulo.
[Costeletas]
Cresce espinhos em seu corpo.
[Quitites]
Aumenta ou diminui a largura e o comprimento dos espinhos.
[Gymitis]
Cria espinhos em superfícies. (MS)
Perfeito.
Um Impar ofensivo.
Na melhor hora possível.
A sorte finalmente estava do meu lado.
[Gymitis]
Espinhos começaram a surgir pelo chão.
Todos apontando diretamente para Clarencio.
— [Quitites]!
Gritei o nome da habilidade.
No mesmo instante, os espinhos cresceram em velocidade absurda.
RASG!
Eles atravessaram as pernas de Clarencio.
Seu grito ecoou por todo o castelo.
Mesmo ferido, ele tentou avançar na direção dos Gomendis.
Mas eu já esperava exatamente essa reação.
[Gymitis]
Mais espinhos surgiram ao redor dele.
— [Quitites]!
Os espinhos dispararam para cima.
RASG!
Atravessaram seus braços.
Prendendo-os completamente.
Clarencio fechou os olhos, cerrando os dentes por causa da dor.
Apoiei a mão na parede e consegui ficar de pé.
Devagar.
Cada músculo do meu corpo reclamava.
Mas eu sorri.
— Kk…
— Eu disse.
— Só precisava de alguns segundos.
Ele abriu apenas um dos olhos para me encarar.
— Como… você tem esse Impar?
Dei de ombros.
— Não te interessa.
Respirei fundo.
E usei as duas habilidades mais uma vez.
[Gymitis + Quitites]
Um enorme espinho atravessou seu peito.
Entrou por um lado.
Saiu pelo outro.
Clarencio cuspiu uma grande quantidade de sangue.
Seu grito foi diminuindo…
Até desaparecer completamente.
Seu corpo ficou imóvel.
Preso naquela floresta de espinhos.
…
Os dois Gomendis assistiam a tudo.
Os dois me encaravam com puro terror.
Sem dizer nada, caminhei lentamente até a espada-tesoura, que havia sido arremessada para longe.
O Scar triângulo deu um passo à frente.
Parecia pronto para me atacar.
Mas a Scar gato segurou seu braço.
Os dois trocaram um olhar silencioso.
Depois disso…
Ela simplesmente o levou para fora do castelo.
Ainda bem.
Eu definitivamente não tinha condições de lutar contra mais ninguém.
E, se minha memória não falhava…
Aqueles eram justamente os dois Gomendis que ainda restavam.
Mas acabaram fugindo.
Faz parte.
Peguei meus dois Artefatos no chão.
Depois caminhei até o corpo de Clarencio.
Seu rosto estava completamente imóvel.
Seu corpo…
Coberto de sangue.
Aquilo era horrível.
Repugnante.
Mas fazia parte da minha missão.
Segurei a espada-tesoura.
E a cravei em seu peito.
[Covalente]
Desconecta conceitos.
Por alguns instantes…
Passei a enxergar diversas linhas saindo do corpo dele.
Mas apenas uma realmente chamava atenção.
Ela parecia uma corrente.
Era completamente negra.
E emanava uma aura diferente de todas as outras.
A corrente saía de seu pescoço…
E seguia para fora do castelo.
Provavelmente…
Era a ligação entre o Fragmento do Medo e Adam.
Sem pensar muito.
Ergui a tesoura.
E cortei aquela corrente.
Assim que a corrente foi cortada…
Algo começou a emergir do corpo de Clarencio.
Era como uma sombra que se recusava a permanecer escondida.
Uma aura negra escapava lentamente, tomando forma diante dos meus olhos.
Ela se contorceu por alguns instantes.
Até se transformar em um triângulo completamente negro.
Dele escorria um lodo escuro, grosso e pulsante.
Só de olhar…
Eu conseguia sentir.
Era o Fragmento do Medo.
Estendi a mão.
E o peguei.
No mesmo instante, senti seu peso.
Era muito maior do que sua aparência fazia parecer.
Mas havia outra sensação.
Muito pior.
Quanto mais eu olhava para aquele triângulo…
Maior era a vontade de permanecer com ele.
De segurá-lo.
De nunca mais soltá-lo.
Quase como uma obsessão disfarçada de admiração.
Então…
Fazer a parte mais simples acabou não sendo tão difícil.
[Metálica + Covalente]
Conecta conceitos.
Novamente consegui enxergar aquela corrente.
Só que, desta vez…
Ela estava livre.
Sem nenhum dono.
Esperando apenas alguém para se conectar.
Para conceder sua força.
Respirei fundo.
Ergui a tesoura.
E fiz mais um corte.
Mas, dessa vez…
Em vez de separar…
Ela uniu.
Uniu aquilo que jamais deveria estar ligado.
As correntes negras dispararam em minha direção.
Enrolaram-se ao redor do meu pescoço.
E se prenderam a mim.
Meu corpo inteiro pareceu ficar mais pesado.
A sensação era impossível de descrever.
Era…
Poder.
Um poder absurdo.
Quase viciante.
Quase excitante.
Por alguns instantes, fiquei completamente hipnotizado por aquela sensação.
Mas consegui voltar à realidade.
Minha percepção voltou ao normal.
Mesmo completamente machucado…
Meu corpo parecia diferente.
Mais forte.
Muito mais forte.
O mundo ao meu redor parecia desacelerado.
As cores estavam mais vivas.
Os sons mais nítidos.
Eu conseguia até ouvir o vento passando do lado de fora do castelo.
Mas aquele não era o momento para ficar admirando aquilo.
Eu precisava voltar.
Peguei a bússola.
Depois o mapa.
Os dois continuavam intactos.
Graças a Deus.
Passei lentamente pelos corpos espalhados pelo castelo.
Até chegar à entrada.
O chão parecia mais um lago de sangue.
Antes de partir…
Olhei uma última vez para trás.
Observei aquele lugar em silêncio.
Então me ajoelhei.
Juntei as mãos.
E fiz uma oração.
— Por favor… que essas almas perdidas encontrem o caminho certo.
— E que nada de ruim aconteça com aqueles que não mereciam passar por tanto sofrimento.
— Suas mortes não serão em vão.
Abri os olhos.
Levantei-me.
E fui embora.
Esse foi o primeiro.
De muitos.
Olhei para a bússola.
E comecei a seguir o caminho de volta.
Minha missão…
Havia sido concluída com sucesso.
5 horas depois
Já conseguia enxergar o Coliseu no alto de uma pequena colina.
Durante o caminho de volta, percebi uma coisa.
Meus movimentos estavam mais rápidos.
Meu corpo parecia muito mais leve.
Mesmo coberto de ferimentos.
Resolvi correr por alguns metros.
E confirmei minha suspeita.
Eu estava muito mais veloz.
Mais rápido do que qualquer humano comum.
Sem dúvida.
Quando finalmente cheguei ao Coliseu, os guardas me receberam com olhares preocupados.
Meu rosto estava coberto de hematomas.
E várias partes do meu corpo ainda sangravam.
Só respondi que estava bem.
Que tudo o que eu precisava era de uma boa noite de sono.
Sem perder tempo, subi direto para a sala do Rafael.
Assim que ele me viu…
Seu semblante mudou completamente.
Expliquei toda a batalha.
Contei como tudo aconteceu.
Desde o começo até o fim.
Inclusive o motivo de eu estar naquele estado.
Rafael permaneceu em silêncio por alguns segundos.
Pensativo.
— Eu… realmente não considerei a possibilidade de você ficar sem Impares para copiar durante a luta contra ele.
Ele cruzou os braços.
— E ele ainda era uma máquina em combate corpo a corpo?
Assenti.
— Isso mesmo.
— Ele chegou até a quebrar um vidro temperado. Eu não sei exatamente o que isso significa, mas sei que ele é muito resistente.
Rafael soltou um pequeno suspiro.
— Sim… bastante resistente.
— Eu não imaginava que o Fragmento do Medo fortalecia tanto os atributos físicos.
Olhei para minhas próprias mãos.
— Então… quer dizer que agora eu tenho as mesmas características físicas do Clarencio?
Ele balançou a cabeça.
— Não exatamente.
— Clarencio tinha muitos anos de experiência lutando desarmado.
— Além disso, provavelmente treinava o próprio corpo constantemente para compensar a falta de um Impar.
— Você ganhou parte desse aumento físico…
— Mas ainda está longe do nível dele.
Cocei a cabeça.
— Entendi…
— Então eu vou apanhar muito no próximo também?
Rafael sorriu de leve.
— Nem tanto.
— Agora que você possui um Fragmento, seus atributos físicos estarão em um nível equivalente ao dos outros Madas.
— Além disso, você poderá copiar o Impar do próximo.
— O nome dele é Lúcio.
Sorri.
— Saquei.
— Espero que seja assim mesmo.
— Mas isso fica para o próximo ano.
Ele apoiou os braços sobre a mesa.
— E pode ficar tranquilo.
— Vou dar um jeito de mandar pelo menos uma ajuda para você durante o começo da missão.
— Principalmente enquanto os Gomendis ainda forem um problema.
Inclinei a cabeça.
— Você vai comigo para dar suporte, Rafa?
Ele riu.
— Não, claro que não.
— Vou mandar um amigo meu.
— Só preciso combinar tudo e oferecer uma recompensa.
— Porque ele não trabalha de graça.
Abri um sorriso.
— Que daora.
— Tô muito animado para conhecer ele.
Rafael sorriu de canto.
— É…
— Ele é legal.
Depois apontou para a porta.
— Agora vai descansar.
— Você está todo acabado.
Assenti com a cabeça.
— Tem razão.
Entreguei a bolsa com o mapa e a bússola para Rafael.
Antes de sair, acenei para ele.
— Boa noite!
Ele retribuiu o gesto com um pequeno aceno.
— Boa noite.
Saí da sala.
O silêncio do Coliseu era reconfortante depois de tudo o que tinha acontecido.
Desci as escadas lentamente.
Cada passo fazia meu corpo reclamar.
Agora que a adrenalina da batalha havia passado…
A dor finalmente começava a cobrar seu preço.
Abri a porta do meu quarto.
Nem tive forças para pensar em mais nada.
Simplesmente me joguei na cama.
Meu corpo inteiro doía.
Cada hematoma.
Cada corte.
Cada músculo parecia gritar ao mesmo tempo.
Mas eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, tudo aquilo iria se curar.
Fechei os olhos.
Eles também precisavam descansar depois de usar o Chá ringan tantas vezes durante aquela luta.
Aos poucos…
Os pensamentos ruins foram ficando distantes.
A imagem dos corpos.
O sangue.
Os gritos.
Tudo começou a desaparecer da minha mente.
Agora só havia uma coisa em que eu precisava focar.
Descansar.
Porque, por enquanto…
A jornada de hoje havia chegado ao fim.
Pela janela do quarto, apenas a luz da noite entrava silenciosamente.
Nada mais.
Nada menos.
Apenas tranquilidade.
Boa noite.
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