Scarlet Blood I - One Last Heartbeat
1 Prólogo
Era uma madrugada gelada na pequena cidade de Decatur. O vento soprava frio e cortante.
Num beco isolado e mal iluminado, dois garotos brigavam. Um deles se vestia todo de preto e estava batendo no outro.
— Isso é pra você aprender a ser um caçador de verdade!
— Não, Mason, por favor! — implorava o outro inutilmente.
— Não há tamanha súplica nesse mundo que me faça ter piedade de você...
O síbilo saiu entre dentes, quase tão cortante quanto o vento gelado que soprava. Lentamente, os olhos do garoto se tornaram vermelhos, cheios de raiva e malevolidade. Presas cresceram no lugar de seus caninos. Um grito agudo escapou da garganta dele, ecoando pelo beco e subindo até os céus. Avançou no outro garoto e o prendeu contra a parede.
— Últimas palavras? — a frase saiu meia enrolada devido às presas.
O outro permaneceu em silêncio e imóvel.
— Covarde! Lute, pelo menos... — fez uma pausa, esperando por uma reação, mas nada aconteceu. — Eu e os outros da nossa espécie temos vergonha de você!
— Mason...
— Você é desprezível! — falou com desdém na voz.
Subitamente, o outro garoto empurrou Mason com força, tacando-o na parede. Não se machucou, mas foi pego de surpresa e o impacto o derrubou no chão. Ele se levantou rindo.
— Bom... Muito bom, na realidade. Mas, acho que você sabe que isso, definitivamente, não é o suficiente para me deter, certo?
As presas do outro garoto apareceram e seus olhos se tornaram pretos.
— Falta de sangue... Faz com que os olhos fiquem pretos e não vermelhos. Prefiro os meus, tão escarlates quanto o sangue! — gabou-se Mason.
A luta prosseguiu com o garoto atacando Mason, mas ele era mais forte e mais velho. Além do mais, sangue animal não era tão revitalizador quanto o sangue humano.
Porém, no instante seguinte, tudo aconteceu muito rápido. O garoto iria dar o bote, mas um barulho o distraiu. Sirenes. Ele olhou para a direção de que vinha o som. Estava se aproximando. Quando se deu conta e virou-se novamente para frente, teve uma surpresa... Não havia ninguém mais no beco.
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