O hotel mandou seguranças ao quarto. Pessoas haviam escutado gritos vindos de lá.

Assim que chegaram, arrombaram a porta. Eles carregavam armas. Era a polícia. Adentraram na sala, mas estava tudo normal. Quando foram para o quarto, encontraram o corpo de uma garota nua estirado na cama. O som de choro lhes chamou a atenção. Ao olharem para o canto, deitado no chão e praticamente encostado na parede, estava um garoto. Ele soluçava. Quando o policial se aproximou, o menino olhou para ele e começou a se afastar, pressionando-se contra a parede.

— Calma, filho, vai ficar tudo bem! — o homem fez uma pausa. — O que aconteceu aqui?

O garoto também estava despido. O policial deu-lhe um lençol para que ele cobrisse suas partes. Seu corpo estava cheio de hematomas e cortes. O rosto dele estava bastante inchado e o nariz sangrando.

— Eu e minha namorada... — ele apontou na direção da garota na cama, tentado conter as lágrimas, mas não conseguiu. Após uns segundos, retomou a calma e continuou. — Bem, nós estávamos... você sabe... naqueles momentos. E então esse outro garoto invadiu o quarto. Ele tinha uma faca e nos atacou. Eu briguei com ele, mas não tive muito sucesso. Ele matou a minha namorada... — as lágrimas explodiram. — Ele voltou, seu guarda. Era o mesmo garoto que tentou me matar em Decatur há dez meses. Eu fugi de lá, mas ele deve ter me encontrado. Agora, ele quer matar as pessoas que eu amo...

— Você vai ficar bem. Está seguro agora. Ninguém vai poder mexer com você mais. E sinto muito pela sua perda.

— Já estou acostumado... Ela não é a primeira e nem vai ser a última. Esse louco já matou minha melhor amiga também.

O policial parou e ficou olhando para o garoto. Aquilo era muito suspeito. Afinal de contas, não é toda vez que tem alguém quando se chega na cena de um crime. Soava estranho. Além do mais, como em qualquer outra investigação, a pessoa que estava na cena do crime seria considerada o principal suspeito. Porém, de alguma maneira, o policial sentiu pena daquele garoto. Ele tinha um filho da mesma idade. Viu nos olhos do menino a dor pela perda da namorada. Era tão triste ver o sofrimento dele. Tinha algo que, mesmo sem o policial conhecer a história, acreditava na inocência do garoto.

— Como você se chama, filho? — perguntou com pesar na voz.

— Meu nome é Matthew, policial... Matthew Spencer!

Notas finais
E cá está o final da história. Mas, se você está se perguntando: não, não é só isso!
A história da Annie ainda não está acabada. E, um pequeno segredo, no mundo dos vampiros há coisas muito piores do que o Mason. Ele é simplesmente uma criança. Existem seres mais antigos e poderosos!
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Então galera, eu estou - estava, melhor dizendo - trabalhando numa continuação para a história. Infelizmente, eu não posso dizer quando irei postar, pois tudo está muito bagunçado ainda e o pouco que eu tinha criado, não estava encaixando legal. Além do mais, agora estou trabalhando num possível "livro", mas assim que eu tiver a oportunidade, irei começar a trabalhar na continuação, chamada "One First Breath".

Uma curiosidade: a primeira parte da história se chama "One Last Heartbeat" porque no final a Annie morreu, a última pulsação do coração dela. "One First Breath" significa a volta de Annie à vida.

E, um pequeno detalhe adicional: depois pretendo postar um fancast aqui. No momento não escolhi todos os atores, só o Drew (Alexander Ludwing) e o Heinrik (Benedict Cumberbatch). Comentem as escolhas!

Por fim, quero agradecer a cada um de vocês que acompanharam a fic e que esperaram tanto tempo pelo fim da história. Meu muito obrigado e um grande abraço!
=D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!