Notas iniciais
Hey, só um pequeno aviso...
A partir deste capítulo, a história pode ficar um pouco... bagunçada. Ou seja, não estará seguindo uma "linha temporal" linear. Ou seja, passado e presente se misturam. Portanto, ao lerem, só prestem um pouquito mais de atenção para poderem entender melhor os eventos
;-]

O ônibus havia chegado em Chicago. Era uma cidade magnífica, cheia de enormes prédios e arranha-céus dos mais variados tipos arquitetônicos. As águas do Lago Michigan e do Rio Chicago banhavam a cidade.

Já estava de noite. Assim que o ônibus parou na rodoviária, Matt e Annie logo saltaram e pegaram suas malas. Mason estava logo atrás deles. Se esconder entre a multidão? Que tolice!, pensou ele.

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Annie não conseguia parar de olhar para todos os lados. A grandiosidade da cidade chamava completamente a atenção da garota. Ela estava impressionada com todo aquele esplendor — afinal, Annie sempre vivera numa cidadezinha pequena. A luz da Lua refletia nos grandes edíficios envidraçados da avenida Wacker Drive, que por sua vez, refletiam nas águas do Rio Chicago.

— Matt, onde ficaremos?

— Eu estava pensando em... — ele fez um gesto com a cabeça indicando.

A grande Trump Tower, um dos maiores prédios da cidade. Em seu interior havia moradias, escritórios e quartos de hotel.

— E você tem dinheiro para pagar aquilo? — perguntou Annie indignada.

— Bem, digamos que eu tenho umas economias guardadas...

Os dois correram para lá.

Mason já sabia onde eles ficariam. Era hora de resolver seus "assuntos inacabados" e depois, finalmente, ir atrás de Spencer e Annie.

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Dois dias se passaram. Nesse intervalo de tempo, Lizzie e Kathy tinham ido incontáveis vezes à casa de Drew. Sem respostas. Tentaram a polícia, mas eles nem lhes deram ouvidos.

Decidiram, finalmente, outra tática.

Era por volta das 14:00 e o Sol estava bem quente. As garotas foram pela porta de trás, que ficava nos fundos da cozinha. Havia duas portas, na realidade, uma com pequenas gradinhas no lado exterior e outra feita com uma espécie de material transparente – acrílico, talvez – no interior da casa.

Lizzie bateu na porta.

— Drew? Drew! Você está aí?

Kathy começou a mexer na porta de vidro e, para sua sorte, ela percebeu que estava destrancada. Ficou enfurecida por não ter percebido aquilo antes. Deu um grito. Lizzie estava igualmente furiosa. Ambas se acalmaram.

— Drew, estamos entrando... — avisou Kathy.

Kathy puxou a primeira porta para o lado exterior e, quando ia empurrar a segunda para entrar, num piscar de olhos, Drew tinha saltado contra a porta, atacando-as. Ele pressionou seu corpo desnudo na superfície da porta, com as presas saltadas na boca e os olhos brancos. Lizzie e Kathy deram um pulo e gritaram. No instante seguinte, porém, foi Drew quem gritara. A luz do Sol havia refletido em sua pele e o queimado. Ele se jogou para trás, em aflição, debatendo-se contra o chão. Lizzie e Kathy se levantaram, com o coração quase saltando pela boca. Quando olharam lá para dentro, Drew já tinha sumido. As duas se entreolharam.

— Drew!

Lizzie gritou e saiu correndo em direção ao interior da casa. Kathy berrou para que Lizzie não entrasse, mas já era tarde demais.

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A garota conversava com um amigo.

— Então eu posso esperar você?

— Claro que sim! Estarei lá ao 12:00.

— Ótimo!

Os dois se despediram. O menino continuou sentado no banco da praça enquanto a garota se afastou. Uma voz chamou a atenção dele.

— Olá...

— Oi — respondeu o garoto. — Quem é você?

— Um velho amigo dela — apontou com a cabeça na direção da garota. — E você, como se chama?

— Meu nome é Shaw Wilkinson.

— Muito prazer, Shaw! Eu me chamo Mason...

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A campanhia tocou. Um homem alto e forte a abriu.

— Olá, senhor, sou o Shaw, amigo de sua filha.

— Oh, mas é claro! Vamos, entre, Shaw. Fique a vontade! Ela ainda não está aqui, mas logo chegará.

— Sem problemas, senhor.

Um garoto, de uns sete anos, aproximadamente, apareceu na beira da escada.

— Você é o Shaw?

— Sim, sou eu mesmo!

— Você quer brincar comigo?

— Noah! — disse o pai em tom de reprovação. — Shaw já é quase um adulto.

— Não, sem problemas, Noah. Podemos brincar até sua irmã chegar!

— Eba! Venha...

Noah correu até Shaw e o puxou para o andar de cima. Levou-o até seu quarto. Noah fez Shaw sentar-se no chão e pegou uma sacola cheia de carrinhos na prateleira. Quando voltou-se para a direção de Shaw, não o encontrou.

O grito de Noah fez com que os pais subissem correndo as escadas. Quando o pai chegou ao quarto, encontrou o corpo do filho caído no chão. Antes que pudesse chegar até ele, sentiu algo pousando atrás de si. Shaw. Antes que o homem pudesse fazer qualquer coisa, seu pescoço foi quebrado.

A mãe, que viu tudo da porta, também não escapou...

— Olá, mamãe!

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Quando a garota chegou em casa, abriu a porta e adentrou. Não encontrou ninguém.

— Mãe? Pai? Noah?

Não houve respostas de ninguém. Ela subiu para o andar de cima e, quando viu o corpo de sua mãe caído no corredor, cheio de sangue, gritou. Ela tentou correr na direção oposta, mas ficou sem reação ao ver a conhecida figura. Mason.

— Alexis Clark!

Ele prendeu-se ao pescoço dela enquanto a garota gritava, tentado libertar-se. Quando Mason drenou-a todinha, desenterrou suas presas do pescoço dela e jogou seu corpo escada abaixo.

— Vingança completa!

Ele limpou a boca com a manga da blusa e desceu as escadas, assobiando e cantarolando.