— De alguma maneira — Matt continuava falando -, ele me achou. Como, eu não sei. A questão é que ele entrou em contato com Annie.

— Matthew! — gritou Drew.

— Andrew! Pare já com isso! — disse Lizzie sem olhar para ele. Estava muito focada em Matt.

— Enfim, continuando... Ele conseguiu o celular de Annie e disse que era um antigo amigo meu. A questão é, ele já sabe sobre vocês. É uma mera questão de tempo até que ele chegue nessa escola. Eu vou parar de vir porque se nós dois nos encontrarmos lá, inocentes podem se machucar.

— Você tem certeza de que ele vai aparecer, Matt? — questionou Kathy.

— Absoluta, Kathy, infelizmente...

— E como devemos reagir se ele aparecer? E outra, como ele se parece?

— A aparência dele não é o mais importante. Vocês simplesmente saberão se o virem — Matt fez uma pausa. — Se o virem, saiam de perto e fiquem em um lugar movimentado, misturem-se à multidão. Jamais... eu disse jamais fiquem sozinhos. Caso ele consiga se aproximar, neguem que vocês me conhecem.

— Como se isso fosse funcionar, certo, Matthew? — falou Drew irônico. — Ele é um vampiro e sabe sobre Annie, o que leva diretamente a saber sobre todos nós e nossas famílias. A questão é, ninguém está a salvo! Veja só o que você fez conosco... Trouxe esse monstro diretamente para nós. Eu juro que se algo acontecer a qualquer um de nós, eu irei atrás de você, porque se é você que ele quer, caso você morra, ele irá embora. Certo?

— Drew, eu entendo que você esteja chateado, mas você realmente acha que eu queria pôr a vida de vocês em risco? Todos aqui são meus amigos e eu me preocupo com qualquer um da mesma maneira que você!

— Eu acho que a resposta não é matar o Matt, Drew — disse Chris. — Temos que eliminar o tal do Mason! — Chis se voltou para Matt. — Como poderíamos fazer isso?

— Sigam os velhos filmes... Estacas, água benta, alho. Esse tipo de coisa. A estaca é o mais complicado porque, primeiro, tem que ser uma madeira mais... como poderia eu dizer? Uma madeira mais "refinada". Tem que ser bastante pontuda. Ainda assim, é o modo mais eficiente. O que eu recomendo no presente momento é terem sempre consigo um pedaço de alho e uma garrafinha com água benta. Nem um nem outro é suficiente para matar um vampiro, isso é fato, mas pelo menos vai servir para deixá-lo afastado.

— Quer dizer que agora tenho de usar um colar de alho também?

— Drew! — exclamou Annie. — Quer saber, me cansei de vocês. Vou embora.

— Annie!

Matt e Drew falaram ao mesmo tempo e depois se encararam. Mas, já era tarde, Annie tinha se levantado e ido embora. Ambos tentaram ir atrás dela, mas Kathy puxou Matt e Chis segurou Drew.

— Deixem-a sozinha por uns instantes, garotos. Ela precisa disso — falou Lizzie.

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Quando estava quase chegando em casa, o celular de Annie tocou. Ela retirou-o da bolsa e atendeu.

— Alô.

— Olá, bela Annie...

No mesmo momento, um frio intenso percorreu todo o corpo de Annie.

— Mason?

— Eureka! — disse com a voz bem humorada. Fez uma leve pausa e depois voltou a usar sua voz normal com um timbre sedutor. — Sabe, Annie, eu vi que Matt retornou à cidade. Isso não é ótimo?

O outro lado da linha ficou mudo. Annie estava congelada na rua.

— O que foi, o gato comeu sua língua? — um murmúrio surgiu da ganganta dela. — Ah, que bom que nenhum gato mau machucou você, bela Annie. Eu iria caçá-lo até encontrá-lo. Gato malvado! Enfim, não foi para isso que te liguei. Como ia dizendo, Annie, eu vi que Matthew voltou. Só queria saber qual foi a reação dele quando você contou que o Mason tinha ligado... — ele fez outra pausa pequena. — Não, espere, essa eu sei! Ele puxou você para o jardim da escola e, acredito eu, contou-lhe que é um vampiro e que eu tentei matá-lo e, como matei uma amiga dele lá em Decatur, Rainy, provavelmente eu iria caçá-los um por um...

— Oh, Deus, você esteve lá o tempo todo?

— Sim... Escondido... Nas sombras. Existem muitas coisas ruins no escuro, sabe, Annie? É durante a noite que os demônios saem dos seus esconderijos. O Sol está se pondo. Logo, será noite. Ah, mudando rapidamente de assunto, sabia que ficar parada no meio da rua é perigoso?

Annie demorou a entender, mas quando se deu conta, um desespero tomou conta dela.

— Como sabe que eu estou "parada no meio da rua"? — engoliu em seco.

— Porque eu posso vê-la daqui.

Annie deixou o celular cair no chão e começou a olhar para todos os lados insanamente. Não via nada. Além dela, a rua estava completamente vazia. Percebeu, então, que o Sol já havia se posto. Era noite. Ela pôde escutar a risada de Mason através da linha do telefone. Desesperada, Annie saiu correndo o mais rápido que podia. Só faltava uma rua para chegar em casa. Seu fôlego se extinguiu aos poucos. As pernas doíam. Depois de correr muitos metros, chegou em casa e abriu a porta, fechando-a em seguida com toda força. Estava esbaforida. Recostou-se na superfície de madeira da porta e aos poucos foi escorregando, até estar sentado no chão.

Do lado de fora, Mason observava a casa de Annie. Sorriu com o canto da boca e saiu caminhando enquanto assobiava.

Notas finais
Hey, galera...
Espero que todos estejam gostando do desenrolar da história!
Só passando para dizer que, a partir de agora, a fic começa a tomar um rumo um pouquinho mais "dark"...
Um grande abraço!