Scarlatt e os dois Lobos.
7 O brilho dos seus olhos..
Notas iniciais
–Eu vou deixar isso bem claro, não quero ninguém tocando ou beijando você, se bem que mesmo que você quisesse, não conseguiria. –Disse se aproximando de mim bem divagar, seus olhos brilhavam como um espelho contra luz, ele ficou a milímetros de mim, eu sentia sua respiração quente, pausei as minhas mãos em seu grande e firme peito.
–O que disse? –Falei ofegante, observando seus lábios serem umedecidos por sua língua.
–Você não notou ainda, por que sua transformação ainda não aconteceu, mas estarei como estou agora em cima daquela cama, te esperando até lá, mantenha os machos que você convivi longe de suas belas pernas e todo o conjunto que é você, pelo seu bem e o deles. –Ele me agarrou pela cintura, mas não me beijou, mas sua língua provou da minha carne, sua reação fui um rugido baixo, e me apertar contra seu corpo rígido, ambos gememos pelo contato, eu pude ouvir cada músculo do corpo se contrair, minhas mãos buscaram apoio em suas amplas omoplatas, ele me soltou e eu caí no chão, seus olhos estavam fechados e se abriram ainda brilhantes, levantou uma das sobrancelhas observando meu corpo e minha expressão confusa. –Agora se não se importa, coloque uma roupa antes que eu te marque como minha.
–Sim...
Puxei as roupas da sacola que as coloquei rapidamente, ele voltou ao banheiro e ouvi o som do chuveiro, é.... Eu também queria um banho gelado. Hora mais tarde saímos finalmente, pegamos a estrada com sua caminhonete 4x4 vermelha, entramos na trilha da floresta que nunca havia visto na minha vida, passamos por uma velha ponte de madeira, e seguimos até uma bifurcação, então paramos, ele fez um sinal com a cabeça para mim sair, andamos por outra trilha, até uma colina uma casa feita de madeira envernizada, cercada por arvores, e flores azuis, me aproximei e quando cheguei perto eram rosas, impossível, não existem rosas dessa cor na natureza. –Impossível... incrível.... Santo Deus! –Disse sussurrando, ele me olhava divertido, como se houvesse mais.
–Venha, vamos entrar ela te espera.
Subimos as escadas da varanda, e atravessamos a porta da frente, quando entrei na casa, muitas coisas me chamaram atenção, sua grande lareira no centro da casa, três grandes sofás de couro negro, e um tapete persa, no meio dos três, que ficavam em volta da lareira, uma parede enorme de livros na parede perto de uma grande janela, na parede da escada tem vários quadros com pessoas, e lobos, mas um era diferente, era minha mãe e do meu pai e eu, não me lembro de ter estado aqui antes.
–Não se recorda né criança? Esta casa era seu parque, seu esconderijo, seu lar, lembro me de ir todos os dias aos jardins brincar com os filhotes da lupa, com Storm nas campinas aqui perto. –Disse a velha senhora no alto da escada, ela me olhava com ternura, ela veio a mim, tomou meu rosto em suas mãos envelhecidas, e me abrigou em seus braços, ela cheirava como as rosas no seu jardim.
–Quem é você? – meus olhos molhados pelas memorias inexistentes de momentos felizes que nunca me recordei.
–Sou sua bisavó, sou avó da sua mãe, eu a criei quando a mãe dela morreu, meu nome é Luara, mas me chamam de Lua, vim te contar dos perigos que te rondam, quando passar pela transição seu sangue era tão denso quando larva, tão rico como o vinho mais antigo do mundo, mas só terá força durante a lua cheia, eu vou te ensinar a se controlar.
–E como eu não lembro de você, meu pai ele te conhece, ele sabe de mim, é por isso que ele sempre foi frio comigo.
–Querida, aquelas rosas são lindas, porém tem a péssima ou maravilhosa propriedade de eliminar memorias, dependendo de quanto você ingere, são para muitos uma lenda, para nos sobrenaturais, mais comum daqueles que não respiram ou vivem mais andam a noite.
–Do que exatamente você está falando?
–Meu amor, somos lobos, como nos existem morcegos, touros, gatos, chacais, uma infinidade de seres que andam escondidos pelo véu, que divide nossos mundos com os dos humanos, seres que não são somente humanos, tudo começou a uma par de décadas antes dos presidentes, tecnologia, ciência ou seleção natural se tornar nossas verdades, começou na época em que os dragões era senhores do ouro a das virgens oferecidas por prosperidade e segurança de reinos, na época que um dos viajantes, foi em busca de proteção por sua comunidade, pedir a uma bruxa para poder ver através do véu, mas quando ela fez, muitas coisas tiveram que ser pagas, o preço pelo conhecimento era a vida, a alma.
–Então quer dizer que tem uma infinidade de... mutantes?
–Não, Shiffter, como seu companheiro, como eu, e como sua mãe.
–Companheiro?
–Storm, e sinto o cheiro dele em você criança, eu sei que você está destinada a ele, como ele a você.
–E como a “Mãe Dina” sabe disso? –Falei quase engasgando olhando pra o belo rapaz observando o fogo dançar na lareira.
–Por que quando um lobo sente o cheiro de sua companheira, ele não se controla, tudo é sobre ela, tudo o que ela sente, ele sente, e desde de pequenos sempre foram ligados, criança... você sentira aos poucos, por que seu sangue não é puramente animal é ambos.
–Ora.. Ora ... ora olha o que o gato trouça da rua. –Disse uma linda ruiva saindo do corredor da cozinha.
– Quem é Você? –Disse sentindo um arrepio pelo corpo, senti asco do jeito que ela olhava pra ele, eu acho que não gosto dela.
–Eu? Sua concorrente, me chamo, Amora sua prima.
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