Scarlatt e os dois Lobos.
2 Casa da vovó.
Notas iniciais
Mais uma vez coloco JJ no meu colo, ele chora olhando para a foto dos meus irmãos, Amélia mau toca em JJ, meu pai não me olha nos olhos, várias pessoas vem a nossa casa depois do enterro, as pessoas tentam, mais o olhar de interrogação sobre quem sou eu é inevitável de se esconder, toda essa situação somente piora depois que a vovó chega, ela me abraça profundamente, depois da morte da minha mãe, por várias vezes fiquei na sua casa, já que Amélia surtava todas as vezes que eu demonstrava felicidade, meu pai ignorou a mim o dia inteiro, mas não poderia deixar minha avó perceber.
–Olá minha netinha, como esta querida, graças a Deus o medo do seu pai serviu pra alguma coisa, se não fosse esse medo de todos descobrirem que... –Ela foi interrompida por seu segurança que lhe contava alguma coisa em seu ouvido, a vovó tinha vários mistérios, dona de uma grande rede de lojas de armas e munição ela quase sempre estava viajando, lutava duas lutas diferentes, e apesar de seus sessenta anos, aparentava ter uns quarenta, meus guarda costas eram enormes, eram lindos, sempre me trataram como se eu fosse oficialmente da família.
–Vó... Senhora Weapon, não fale assim, foi uma tragédia, eu vou levar o JJ lá pra cima, muita gente em cima não é bom pra ele.
–Sim querida, vou falar com John depois eu vou lá em cima.
Subindo as escadas, muitas pessoas me olhavam, a empregada Julieta, pegou JJ do meu colo, por ordem de Amélia, meu pai me chamava na sala junto com os outros.
–Senhor? –Disse em uma distância que sempre existiu entre nos.
–Scarlett, estes são os senhores March, Hammer, Steel, e seus filhos que não estavam presente na festa de ano novo, Benjamim March, Edgar Hammer, e por último Stiven Steel, eles são seus novos colegas de trabalho, Benjamim é Médico legista, Edgar é cirurgião, e Stiven é administrador, como você vai assumir o hospital eles estão aqui para te ajudar, como primogênita tem o direito sobre o Hospital, o resto vai ficar pra JJ, faça bom uso daquele lugar, ele é seu. –Ele me deu um hospital, tudo bem eu tenho vinte anos, e comecei cedo a trabalhar com a minha vó na administração, pulei alguma series, comecei sedo em tudo.
–Olá docinho, espero que tenhamos um ótimo relacionamento, lamento por sua perda. –Disse Benjamim, ele aparenta ser o típico cara rico, que nunca fez nada a não ser iludir mulheres sem autoestima.
–Sinto pela sua também, sua irmã era muito bonita. –Ele se deu conta que não estava em uma festa.
–Oh.. Ela era muito mesmo. –Disse se recompondo.
–Hum... senhorita, será muito bom trabalhar ao seu lado... seu nome é Scarlett certo? –Era impressionante, depois de anos ele visitando a casa da minha vó com o pai dele que é advogado, internato... E apartamento para tratar dos assuntos de faculdade, pensão, conta particular, ele não lembra o meu nome.
–Sim, Stiven. Sinto por seus irmãos.
–Ah todos nos sentimos.
–Sua filha John é um tubaram nos negócios sendo tão jovem, todos os nossos filhos nasceram nessa cidade são tão bonitos, e espertos, devi ser a água do lugar.
–Ela desde criança sempre foi mais inteligente que os colegas de classe, depois da morte de sua mãe a mandei pra um colégio interno, e passou poucos anos lá....
–Por que? Mal comportamento? –Perguntou Edgar com um olhar realmente interessado.
–Eu pulei algumas series, e tinha aulas particulares, e aulas complementares, com ... –Então meu pai me interrompeu.
–Ela terminou a escola com dezesseis anos, e foi a faculdade e terminou recentemente, agora está aqui.
–Minha neta, sempre foi um prodígio, a dois anos que ela está na minha empresa, ela fechou mais negócios que eu. –Disse minha vó com uma taça de vinho nas mãos.
–Ela tinha que ser mesmo, para compensar o sangue que carrega. –Disse Amélia, ela estava bêbada, e cheia de tranquilizantes.
–Agora não Amélia...
–Tentando introduzir essa bastarda na sociedade no enterro dos nossos filhos? Quer tanto compensar a morte daquela mulher, tentando casar isso ai com um filho de Petrified tree hollow?
–Não seja estupida Amélia, isso não é assunto para se tratar de ante dos amigos, Edgar querido leva Scarlett lá no jardim, enquanto eu levo a senhora Weapon até o seu quarto.
–Será um prazer senhora, vamos?
Os outros dois rapazes nos seguiram, sentamos no coreto do jardim, eles sentaram ao meu redor, havia muitos jovens do lado de fora da casa, mais nunca tive amigos na cidade, em todos os anos que estive visitando a cidade.
–Então quem de nós você quer se casar Scarlett? –Pergunta Benjamim, se inclinando pra pegar a garrafa de Vodka ao lado de Stiven.
–Quem for mais conveniente pro meu pai, afinal não tenho escolha certo, como todos vocês aqui, Bem você é um cara mimado, não suportaria ficar sem o dinheiro do seu pai, apesar de fazer o que gosta, gosta mais de ter dinheiro. –Falei tomando a garrafa de sua mão e dando um cole.
–Ora... temos uma outra personalidade aqui, cadê a garota do “Senhor?” –Falou Stiven surpreso.
–Eu tenho que ser o que meu pai quer eu seja, sou como você Stiven que tem a liberdade de um pai que só espera que o filho lhe de netos, sem se importar de onde eles vem.
–Você nos analisou bem, sabe muito sobre nós, mas não sabemos nada sobre você, ouvimos boatos que ontem você viu o que estava atacando as pessoas no centro...
–Como você disse... Boatos, e não é difícil de saber o que fazem, vocês são famosos na cidade, e me lembro de brincar com vocês quando era pequena, vocês eram mais amigáveis, agora parecem os lobos malvados da cidade. –Falei me levantando Edgar me analisava bem, antes de eu me virar. –Edgar sua namorada da vez está olhando pra cá, vou deixar vocês, tenho que ir na casa da minha avó buscar o resto das minhas coisas... Adeus meninos.
Passei pela sala de estar, fui até a minha avó que discutia com um dos seguranças, ela reclamava de algo, parecia importante, então decide não ir falar com ela, peguei a chave do carro, e entrei no carro a porta do meu lado se abriu e eu olhei pra o lado e estava Edgar já colocando o sinto de segurança.
–O que pensa que está fazendo?
–Fugindo desse circo, falei ao meu pai que ia sair com você para te ajudar.
–OK... mas se vai fugir, vai ter que pagar por esse favor, que quero seu corpo emprestado. –Ele quase engasgou com o que eu disse. –Não dessa forma... quero que realmente me ajude com as caixas, ai eu te deixo a onde que ir.
–Ah... dá outra forma também não me incomoda.
–Claro... mais só depois do altar, está preparado pra isso? –Falei divertida.
–Você sabe estragar os sonhos de alguém.
–Minha madrasta diz isso sempre.
Saímos de carro até o final da velha estrada da cidade, a casa da minha avó fica próximo a floresta, chegamos a entrada da casa, e a porta da frente estava escancarada, vários arranhões, saímos do carro, ouvi gritos vindo de dentro da casa, devem ser ladrões, dia ruim para roubar minha avó, fui até o porta malas e pequei uma maleta que fica escondida atrás do estepe, abri e tinha duas Glock 9mm.
–Ed? Sabe usar uma dessas certo? –Olhei pra ele que parecia muito mais assustado que eu, ladrões assim devem ser moleques não saqueiam as casas, quando verem uma dessas, não vão reagir.
–Eu... Eu pratiquei tiro esportivo, mas foi na faculdade e não era muito bom, e você ... você sabe?
–Bom... cinco medalhas de ouro... eu trabalho com a minha avó, ela ama mais as armas que as bolsas de grife que ela tem, ela meio que me fez aprender... –Destravei a arma, e entreguei a ele a outra, e fomos devagarzinho por dentro da casa, chegando na sala de jantar que estava quase tida destruída, quando fui até a cozinha me deparei com uma sena... Meu Nico pegando a empregada, bebendo todo o estoque de vinho da vovó.
–Ah.... Tio?
–Menina... Abaixa essa arma!! Está louca?
– E você? Como chega na casa da vovó e destrói tudo, eu ouvi gritos e também ... o massacre, como você queria que eu achasse o que tio? Não era pra você estar em alguma ilha ou praia? –Falei abaixando a arma, Edgar ainda segurava a arma como se ela estivesse infectada.
–Não sei como ela segura isso como se fosse algo tão simples..
–Cala a boca moleque, isso está no sangue da família, eu sei Scarlatt que é difícil gatinha, mas... ainda não estou preparado para falar com John... eu vim por você filhote.
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