Scare
1 Noite em família.
Notas iniciais
Oie gente, interrompi meu hiatus para estar aqui postando a fic da minha amiga secreta. Eu espero, de coração, que ela goste, assim como vocês. xD
Boa leitura!
Boa leitura!
Era noite de Halloween, a cidade de StoryBrooke estava toda enfeitada para o dia especial. Todas as casas da cidade tinham alguma decoração de terror, com bruxas, fantasmas ou vampiros, abóboras com rostos assustadores e brilhantes, teias de aranhas por toda parte, esqueletos, monstros. As crianças já preparavam suas fantasias para sair pela cidade pedindo doces ou travessuras.
As coisas não eram diferentes na casa mais famosa da cidade: a mansão Mills. A enorme casa mantinha enfeites de cima a baixo, tinha um ar sombrio, quase como uma casa abandonada e mal assombrada. A construção parecia estar dentro de um antigo cemitério, havia lápides de todos os tipos espalhadas pelo quintal. O interior mantinha-se arrumado, mas as velas acesas davam um ar de terror ao ambiente e a mesa posta, com as guloseimas que seriam dadas para as crianças, estava farta.
Um pequeno zumbi desceu as escadas correndo, trazia em uma das mãos um saco preto com o desenho do Pânico e foi em direção à mesa de doces. Ele se preparava para encher as mãos de bombons, quando ouviu a voz atrás de si.
– Nada disso! Pode ir parando aí. Primeiro você assalta os doces das casas dos outros, depois come os que sobrarem daqui. – Henry olhou para trás, em busca de encontrar a voz que o repreendera. Encontrou uma belíssima vampira descendo as escadas, ela mantinha um sorriso no rosto, expondo os caninos alongados.
– Uau! Mãe, você está linda! – O menino encarou a morena, deixando os doces sobre a mesa. – Onde será que a Emma está? Ela disse que viria me levar para pegar doces. – Ele fez um bico.
Nesse momento, a campainha tocou. Henry abriu um sorriso e Regina se dirigiu até a porta da frente. Assim que a abriu, não aguentou olhar para a loira do lado de fora sem soltar uma grande gargalhada, talvez a maior e mais sincera de sua vida.
– Uma princesa, Miss Swan? Que fantasia mais peculiar para uma noite de Halloween.
– Isso é assustador, para mim. – Emma sussurrou a última parte, fazendo um bico igual ao de Henry minutos antes, e então se permitiu reparar na morena.
Seus olhos ficaram vidrados em Regina, o belo corpo da morena coberto por uma blusa de renda negra, um espartilho e calça, ambos de couro também negros. Havia uma marca de dois furinhos em seu pescoço que pareciam sangrar e Emma teve a estranha reação de querer tocar o local com a boca. A capa nas costas caía-lhe quase até os pés e seu interior era de um vermelho sangue, enquanto a parte exterior era preta também. Os olhos destacados numa bela maquiagem pesada, os lábios vermelhos, de onde parecia escorrer sangue, estavam sorrindo e a loira podia ver os caninos alongados, perfeitamente encaixados no lugar dos dentes originais de Regina.
– Uau! Regina, você está... – Ela pensou em dizer “linda, maravilhosa, perfeita”, mas se conteve. Agradeceu mentalmente quando Henry apareceu na porta e soltou sua gargalhada também ao avistar a mãe num fofo vestido lilás, com os cabelos soltos em cachos e uma coroa prateada sobre a cabeça.
– Emma, isso é ridículo. – Ele tornou a rir e Regina o acompanhou. A loira fez uma careta e mostrou uma sacola que trazia em mãos.
– Eu sei que é, agradeça à sua avó por esse meu mico gigantesco. Essa porcaria de vestido é algo de família. – Ela revirou os olhos, soltando um longo suspiro. – Mas, eu trouxe a minha fantasia de verdade, eu poderia vesti-la aqui antes de irmos?
– Pode sim. Mas não sem que eu faça uma coisa antes. – A morena lhe sorriu maleficamente e pegou algo sobre a mesa próxima à porta.
Emma não teve tempo de reação. Quando notou, Regina já havia tirado uma fotografia dela vestida daquele jeito. Ela mostrava a máquina para Henry e ambos se acabavam de rir da cara de desconsolo da loira. A princesinha fofa parada na porta tentou avançar sobre os dois e pegar a câmera, com a intenção de apagar a foto, mas só fez com que ambos corressem e tirassem outras mais, uma pior do que a outra, tornando toda a situação um tanto cômica.
– Ok, ok. Vocês venceram. – Ela suspirou, erguendo as mãos em rendição. – Agora que já se divertiram tirando uma com a minha cara, eu poderia trocar de roupa? – Ela encarou os dois.
– Claro. Por aqui. – Regina sorriu com o canto dos lábios e fez sinal para Emma acompanha-la. Ela levou a loira até seu escritório e deixou que a mesma se vestisse ali, enquanto esperava conversando com Henry no hall de entrada.
Alguns minutos depois, a porta do escritório se abriu e uma Emma completamente transformada apareceu diante dos olhos dos outros dois. Ela tinha uma maquiagem escura ao redor dos olhos e, na boca, um batom preto. Vestia uma jaqueta de couro preta e um vestido preto, bordado de branco e rasgado em alguns pontos, por baixo. Tinha uma gargantilha negra no pescoço, que fez Regina se lembrar da imagem de uma coleira. As raízes de seu cabelo loiro também estavam escurecidas e, na lateral de seu rosto, um pequeno corte costurado. O coturno preto fechava o look, assim como algumas pesadas pulseiras pretas de couro e anéis prateados, mas o olhar de Henry parou no boneco horrendo que Emma trazia nas mãos.
– Você é a Tiffany, a noiva do Chuck! – Ele sorriu, orgulhoso da criatividade da mãe.
– É isso aí, Kid! – Emma soltou uma risada. Regina ainda não dissera nada, apenas observava. A loira continuava linda, mas o olhar misterioso por trás daquela maquiagem a fez sentir um arrepio que ela não soube distinguir exatamente do que era. – Agora vamos, ou vai ser tarde demais para pegar os melhores doces. – Eles riram e saíram porta afora, despedindo-se da vampira que ali ficara para receber as crianças que viriam atrás das guloseimas.
Algumas horas depois, Henry e Emma voltaram. Já era quase meia noite e Regina já não distribuía mais seus doces há algum tempo. Ela permanecia sentada no sofá, mordiscando um pedaço de chocolate enquanto assistia a um filme qualquer. Os dois entraram rindo e o menino trazia o seu saco do Pânico cheio de doces.
A morena levantou-se e foi até eles, sorrindo ao ver a marca marrom de chocolate formada nos lábios de Henry. Emma tinha uma igual, mas era cor de rosa, provavelmente chantilly colorido de algum doce que lhe fora servido. Notou também que a roupa da loira estava manchada e os trapos de zumbi de Henry também. “Eles aprontaram alguma”, ela sorriu com o pensamento.
– E então, como foi a noite? – Ela sorriu e se aproximou dos dois, que contabilizavam a parte da loira nos doces recolhidos. – Por Deus, parecem duas formigas. Estou sendo ignorada por chocolates. – Regina riu e os dois a acompanharam, lhe dando, finalmente, atenção.
– Foi perfeita! – Henry disse empolgado. – Conseguimos vários doces e fizemos algumas travessuras. – Ele deu um olhar cumplice para Emma, que riu.
– Que bom, querido. Mas chega de doces por hoje, ou vai acabar passando mal. Já é quase meia noite, creio que podemos nos desmontar dessas fantasias. – Regina ia tirando a capa que vestia enquanto falava.
Henry concordou com um aceno de cabeça, mas Emma pegou os dois de surpresa. – Não. Ainda não. O Halloween ainda não acabou. Por favor, Regina. Eu tenho uma última surpresa. – A loira sorriu, encarando os olhos castanhos da morena.
O filho olhou de uma mãe para a outra, em busca da tão esperada permissão. A rainha vampira suspirou, vencida, e fez com que os dois comemorassem. Mãe e filho seguiram a loira até o lado de fora da mansão. No quintal dos fundos, logo ao lado da macieira preferida de Regina, uma fogueira estava acesa e três troncos estavam dispostos como bancos. A morena pensou em como não notou aquilo acontecendo nos fundos da própria casa.
– Halloween não é Halloween sem uma fogueira e histórias de terror. – Emma sorriu abertamente, cutucando o garoto ao seu lado.
– Miss Swan, eu não acho apropriado que contemos histórias desse tipo ao Henry há essa hora, depois de ter se empanturrado tanto, ele terá inúmeros pesadelos durante a noite. – O tom da vampira era sério.
– Por favor mãe, eu estou bem. Eu não tenho medo. – Ele sorriu, com um bico pidão que Regina notou estar nos lábios de mãe e filho, então cedeu. – Eba! Eu começo! – Ele sentou-se em um dos troncos, empolgado.
Regina e Emma fizeram o mesmo, sentaram-se, cada uma em um tronco, e deixaram o menino começar com sua história de terror.
– Eu não tenho medo de nada, Kid. – Emma disse rindo, enquanto ele fazia gestos e sons que considerava assustadores.
– Não seja convencida, Swan. – Regina sorriu com maldade. – A única aqui que não tem medo de nada, sou eu.
– Quem está sendo convencida agora? – Emma bufou e a morena riu com o gesto.
O menino insistiu em sua história com gestos e ruídos ameaçadores mas, ao final, notou que não teve o menor sucesso em assustar as mães.
– Não tem graça isso. – Ele bocejou. – Vocês não tem medo de nada. – Fez um biquinho adorável e coçou o olho com o dorso da mão.
– Certo, nossa noite de terror acaba aqui. Está na hora de dormir, mocinho. – Regina se levantou e o acolheu, bem a tempo em que ele pegava no sono. – Pode me dar uma ajuda? – Voltou-se para a loira, que já se levantava e ia até os dois.
Tiffany, ou melhor, Emma Swan, carregou o filho até o quarto e o depositou, com cuidado e delicadeza, sobre a cama. As duas lhe deram um beijo de boa noite e saíram do quarto do garoto juntas. No corredor, os olhos verdes percorreram o corpo da morena uma última vez e então se desviaram para o caminho da escada.
– Eu já vou indo. – Disse, sem graça. – Passo aqui amanhã para buscar minha parte nos doces. – Emma riu.
– Pegando doces de uma criança? Seu próprio filho. Não tem vergonha na cara, Miss Swan? – O tom de Regina era repreendedor, mas ela sorriu ao final da frase, deixando Emma um pouco mais aliviada.
– Não me julgue, 90% ainda é dele. – A loira riu. – E não são apenas os doces que eu queria compartilhar com Henry, mas algo que ele tem aqui nesta casa e que me interessa muito. – A loira caminhou em direção à morena, que não recuou.
– E o que seria, Miss Swan? – Regina sentiu o corpo de Emma a milímetros do dela, não teve como evitar que seus olhos fossem em direção aos lábios negros da loira.
– A mãe dele. – A voz de Emma saiu rouca e a morena não pode evitar estremecer.
– Emma... – A frase foi interrompida por um beijo ávido, a língua da loira se enroscava na da morena, buscando passagem para explorar sua boca. Aquele beijo era apressado, cheio de desejo e sentimentos profundos de carinho.
A loira empurrou Regina rumo à suíte, sem nunca quebrarem o beijo. Uma vez lá dentro, foi a vez da morena a guiar até o banheiro. As roupas foram ficando pelo caminho, as fantasias desmontadas e largadas aos pedaços pelo quarto. Permitiram quebrar o contato apenas por alguns minutos, para que pudessem admirar a beleza uma da outra, e logo voltaram a se agarrar.
O chuveiro foi aberto e ambas entraram embaixo dele. A maquiagem escorria com água que caía sobre seus corpos. Elas permitiram que seus corpos fossem explorados enquanto se lavavam, foi o banho mais delicioso que as duas já tinham tomado, sentindo as carícias uma da outra.
Assim que terminaram, a cama foi o próximo destino. Emma deitou Regina sobre o colchão macio e se colocou sobre ela, os corpos encaixados tão perfeitamente, que pareciam feitos um para o outro. Os beijos da loira ficaram mais ousados e desciam pelo pescoço, mordendo a pele morena clara, passeando pelo vale dos seios, até que não resistiu mais em sugá-los. Regina arqueou, gemendo baixo num suspiro que fez a xerife estremecer. Ela continuou suas investidas, alternando entre sugar e massagear os seios da mulher que se rendia a ela.
Ficou algum tempo dando atenção aos belos seios da rainha, até que decidiu que já estava na hora de continuar o caminho. Sua boca foi descendo por todo o abdômen definido da mulher e parou entre suas coxas, mordendo a parte interna de cada uma delas e fazendo Regina ofegar e gemer. Ela provocou o sexo da morena com a língua e essa se contorceu em sua boca, rebolando, na ansiedade de aprofundar o contato. Dois dedos de Emma a invadiram, sem pudor ou permissão, estocando num ritmo forte e contínuo. Sua boca ainda sugava e lambia o sexo de Regina, naquela situação, a morena não aguentaria muito mais.
O corpo da rainha estremeceu embaixo da salvadora, uma das mãos seguravam o cabelo loiro e mantinham a cabeça de Emma no lugar, afundando-a entre suas pernas. A outra mão arranhava, apertava e puxava o lençol da cama, ela teve seu primeiro orgasmo, mas a xerife continuou onde estava. Retirou os dedos e lambeu toda extensão do sexo da parceira, que gemia baixo e ainda estremecia. Uma das mãos da loira subiu para os seios da morena e apertaram, fazendo com que ela gemesse outra vez. A outra, segurou firme o quadril da mulher, enquanto arranhava suas coxas, sem desgrudar a boca do sexo dela nem um minuto. Regina sentiu seu corpo tão sensível aos toques como nunca sentira antes, não demorou para que a excitação lhe invadisse outra vez com as investidas de Emma. Ela rebolou e se contorceu, gemendo o nome da mulher que a enlouquecia daquela forma. Gozou outra vez na boca da loira. Ela não conseguiu conter o grito que escapou por sua garganta, as pernas se fecharam sobre a cabeça da xerife, que não se moveu até lamber a última gota.
Seu corpo ainda tremia levemente quanto a salvadora deitou ao seu lado e lhe beijou de forma carinhosa. Regina pode sentir seu próprio gosto nos lábios daquela mulher, nunca imaginou o quanto isso seria gostoso. Emma a envolveu em seus braços e ela se deixou aninhar ali, sentiu-se segura, protegida e aquecida. Não do frio de inverno, este ela nem mesmo se lembrava naquele momento, mas aquecida da solidão.
– Mãe? Está tudo bem? – A batida na porta veio minutos depois. – Eu te ouvi gritando. – A voz de Henry parecia preocupada do outro lado.
– Eu estou bem, querido. – Regina tentou deixar a voz o mais natural que conseguiu.
– Tem certeza? – Uma pitada de preocupação ainda se fazia presente no garoto e, antes que a morena pudesse responder, ouviu, para seu desespero, a voz de Emma soar ao seu lado.
– Está tudo bem, Kid. Sua mãe apenas levou um susto meu. – Emma gargalhou e deslizou as mãos pelo corpo da prefeita.
– Ah tah, você me disse mesmo que tentaria assustar ela essa noite. Que bom que conseguiu. – Ele confessou, fazendo Regina fuzilar Emma com os olhos, do lado de dentro do quarto.
– Então, agora, o que fizemos se chama “assustar”? – Regina sorriu e sussurrou no ouvido da parceira, que tinha um olhar sapeca. – Volte a dormir, Henry. Eu estou bem. – Ela sorriu maliciosamente para Emma, rolando seu corpo para cima da loira, sentando sobre seu quadril. – Mas eu não garanto que a Miss Swan ficará. – Ela colocou o indicador nos lábios, pedindo silêncio, e rebolou lentamente seu sexo contra o da loira, que foi obrigada a conter um gemido mordendo o lábio inferior.
– Mãe, não castigue a Emma. Foi só uma brincadeira. – Henry se pronunciou do outro lado da porta.
– Eu não vou castigá-la, querido. Apenas retribuir o favor e lhe dar um belo susto também. – O olhar de Regina era predatório e Emma sentiu que estava numa enrascada. – Não se preocupe se a ouvir gritar. Eu pretendo que ela grite alto para pagar o que me causou.
– Está certo, boa noite para vocês. – Ele ouviu duas vozes em coro lhe desejarem o mesmo e se retirou para o quarto. – Até que enfim essas duas vão começar a namorar. – Ele riu e deitou-se para dormir de novo.
FIM.
Notas finais
E aí, o que acharam? Bom, eu espero que tenham se divertido ao ler, tanto quanto eu ao escrever. *_*
Não tenho tanto contato assim com a minha amiga secreta, mas é uma evil sister querida e fofa. Essa fic foi feita para a...
Joice Sant'Anna! ^-^
Espero que tenha gostado!
Não tenho tanto contato assim com a minha amiga secreta, mas é uma evil sister querida e fofa. Essa fic foi feita para a...
Joice Sant'Anna! ^-^
Espero que tenha gostado!
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