Notas iniciais
Palavra do dia: dúlcido - meigo, doce, brando

O nó na garganta se desfaz, e choro um rio solto dentro de mim.

Não terei amparo, perdão, nem sequer um abraço dúlcido, se me libertar deste estado, mas apenas a frieza das algemas, o afastamento da liberdade e a insalubridade da vida.

Eu não mereço continuar. No fundo... realmente não quero.

Não possuo mais a autonomia de mim mesmo, afinal. Na verdade, nunca a tive. Diria até que, neste momento, é melhor assim. Porém, como sempre, ninguém me ouvirá.

Mas há algo que ainda pode transmitir, ao outro lado, o destino que sinto que preciso ter:

o meu silêncio.