Say you love me

2 “Meu primeiro beijo”


Notas iniciais
Desculpa pela demora >< Essa história também está sendo postada no Spirit.

Capítulo 2 – “Meu primeiro beijo”

Digno de cinema, o beijo ainda demorou uns dez minutos. Revirei os olhos e fui pro meu quarto. Não que era inveja ou algo do gênero. Mas ficar de vela, diante de tanta melação. Ah, fala sério.

Entrei em meu quarto suspirando. Outro trabalho que eu faria sozinha. Joguei minhas coisas ao lado da cama, e me joguei em cima dela. Olhei para as estrelas que estavam coladas aleatoriamente no teto. E fechei os olhos. Comecei a me lembrar do começo dos meus dias naquela casa, do dia em que eu conheci minhas colegas de república, ou quando os outros garotos chegar. Isso aconteceu a aproximadamente um ano. Sorri ao lembrar.

— Erzaaaaaaaa – acordei com o grito em meu ouvido. – você não sabe da maior.

— Por Kami-sama Lucy – explodi com a primeira garota que veio morar aqui, e que já tem intimidade o suficiente para não ter medo de mim – Já falei que tem que bater pra entrar no meu quarto.

Ela fez biquinho, que eu conhecia bem. Suspirei, não tinha como ficar brava com ela. Levantei da cama, e deslizei para a mesa do computador. Fiquei em silêncio. 5....4....3...2....

— Amiga, super babado – começou exatadiada — o Jellal estava beijando um garota aqui em frente – contou, risonha por ser a primeira a falar disso comigo. – você não fica com raiva dele? – perguntou.

— Já falei que não gosto dele. – rebati, e era a verdade. – e ele beija e se atraca com qualquer garota que ele quiser. Analisando a situação, meu único sentimento em relação a ele, era desprezo e indiferença. E raiva na maioria das vezes, mas eu tento ignorar ele.

— Affe amiga. Ele é lindo, super gato e popular. Vai me dizer que você não quer ficar com ele? – bufou ela de irritação.

— Super sério amiga. Agora me deixa. – não queria ter que dar explicações pra ninguém. – tenho que ver as coisas pra hoje a noite.

Ela continuou com o bico, mas agora estava com a cara amarrada. Ela sabia o quanto a festa de hoje a noite era importante pra mim. Era a festa de aniversário surpresa pro Diretor Makarov. Virei de costas e dei continuidade ao meu trabalho, o vídeo sobre a nossa estadia na república. E que, modéstia à parte, estava ficando emocionante. Peguei foto de todos, e vídeos sobre o nosso cotidiano. Incrementei alguns efeitos, e voalá.

Terminado o vídeo, fui me arrumar. O diretor chegaria as sete e meia, olhei no relógio e já se passava das seis. Corri pro banheiro, tomei um banho e fui pra tortura: chapinha, make, roupa. O aniversariante merecia uma bela surpresa. Já que ele vive falando que eu não era nenhuma dama, hoje seria diferente, e ele teria uma surpresa. Ah, se teria.

Olhei no espelho e mal me reconheci. O tom lilás do vestido atribuia uma aura brilhante ao meu redor. O cetim do vestido roçando em minha pele era de uma sensação incrível. Ainda estava acostumando com o tamanho do salto agulha, branco e com um pequeno strass na lateral direita.

Em conjunto, deixava uma mulher sensual e de uma beleza incrivel refletido no espelho. Mal podia imaginar que a maquiagem me daria um tom de maturidade. Os cabelos soltos davam o toque final ao look. Estava parecendo outra mulher, uma linda mulher.

As pessoas na sala me olhavam como se estivesse nua, enquanto descia lentamente pela escada. Meu rosto ficou rubro, e eu não conseguia andar. Foi então, que olhei o Jellal, claramente zombando de mim. Ergui minha cabeça e tentei descer o mais graciosa que podia. E ouvi um suspiros, e alguns assobios.

— Tá linda! – alguém disse.

­— Eu pegava fácil – outro gritou do fundo.

Sorri, agradecendo e rapidamente guiei todos aos seus lugares. Logo seria a surpresa. Espiei atrás da cortina, e corri em direção ao meu lugar. Trombei com alguém, mas não notei. Estava ansiosa. Será que ele iria gostar? A festa tinha que ser perfeita. A espaçosa sala, no momento parecia minúscula com a quantidade gigante de alunos, professores e funcionários da escola.

— SURPRESA!!! – gritaram todos quando o diretor abriu a porta. Tive que segurar as lágrimas, ou acabaria borrando a maquiagem. A expressão de felicidade em seu rosto era impagável. Ainda um pouco aturdido, recepcionou seus convidados surpresas, e recebia afetuosamente os abraços e demonstrações de afetos. E o último foi o meu.

— Obrigada, minha menina. – ele agradeceu, ambos segurando o choro. – Você está linda.

Daí pra frente foi só folia. A música estava alta, as pessoas dançando, todas bem vestidas. As pessoas esqueceram o motivo da festa, e começavam com seus joguinhos “adolescentes”. Fui para a sala denominada “baladinha”, onde foi escurecida com tecido negro, e luzes transformavam o comodo em uma mini balada, de acordo com o nome.

Contente com a festa, arrisquei uma ida até meu quarto. Sorri para as pessoas que passavam ao meu lado, e logo que cheguei em meu quarto joguei o salto alto longe e deitei na cama. Analisando minhas opções. Suspirei, a noite seria longa.

— Erza! — Gritou lucy, animada. — Vamos jogar verdade ou desafio. Quer vir? – sua voz ficou aguda pela excitação em sua voz. – Por favor!

— Quem vai jogar? – perguntei, sem vontade nenhuma de jogar, e quase recusando o convite animado. —Bem, o Natsu, O Gray, a Lissana – e ela sussurrou mais um nome, que eu poderia ouvir mesmo se ela tivesse do lado de fora da casa ‘jellal’.

— Jellal?! – explodi, isso não me cheirava bem. – Recuso.

Fechei meus olhos, irritada com a situação. Peguei meu ipod, e já estava quase colocando os fones, quando a senhorita irritante pula do nada em cima de mim. Gritou tanto, chorou tanto e fez uma birra tão grande, que acabei aceitando para não ter que aguentar sua infantilidade.

Revirei os olhos, surpresa por ter aceito tão fácil. Lucy já estava me dominando aos poucos, descobrindo minhas fraquezas. Coloquei novamente o torturante salto alto, arrumei a saia bagunçada pelo pulo de minha irritante amiga e desci.

Antes de qualquer coisa, Lucy obrigou-me a passar pelo menos um gloss. Travei uma batalha, no que perdi honrosamente. Enquanto descia a escada, sentia o doce sabor de morango em meus lábios, e a maciez com que ficou depois.

— Que os jogos comecem! – anunciou Lucy, a mais animada do grupo. Estávamos em um círculo, e no meio uma garrafa pet com um pouco de água. Sentei-me ao lado de Lissana e Gray. Neguei aos meus olhos a chance de procurar um certo garoto de cabelos azuis, e não foi preciso, ele estava bem na minha frente. Suspirei.

“Perfeito”

A cada girada da garrafa, eu pedia aos céus que não caísse em mim. E não caiu, não nas primeiras.

— Você perdeu a BV com quem? – gray fez a pergunta indiscreta para uma Lisanna púrpura. – Sem mentir.

— C-com o N-N-Natsu – gaguejou, mais vermelha do que jamais tinha visto. Percebi de imediato a situação. A um tempo, já tinha sentido uma certa rivalidade entre as duas, Lisanna e Lucy. Conhecia A moça de cabelos brancos a mais tempo que Lucy, vivíamos na mesma casa desde muito cedo, e sabia da paixonite dela por Natsu. Entretanto, Lucy chegou depois, e já tinha certos sentimentos sobre o ruivo.

O clima na sala mudou, de um alegre ambiente, agora estava pesado. Ninguém falava. Até que Lisanna em silêncio, gria a garrafa. Prendi a respiração.

— Desafio – respondeu o ruivo, de cabeça erguida e peito estufado – coisa de homem.

— Coisa de macho – murmurou ela, unindo as sombrancelhas – já volto. Em um pulo, ela estava de pé, correu até a cozinha, e quando voltou estava com um pote cilíndrico e vermelho na mão. Sentou, respirou fundo e ofereceu o pote.

— Sinto muito- desculpou-se de antemão, deixando todos em suspense – beba isso. Natsu estranhou, mas acreditando que a amiga não faria mal a ele. Bebeu o seu conteúdo em um único gole, parando sequer para respirar. Todos aparentavam tensão. De início, o ruivo sorria triunfante, instantes depois ele corria em disparada para o andar de cima.

— Corre igual uma moça, Senhor machão – zombou gray, enquanto tentava conter o riso. – vamos continuar.

A vez de girar a garrafa era de Natsu, e enquanto esperávamos, os comentários sobre a brincadeira já estavam alto. E a risada rolou solta quando Natsu voltou com o rosto como um pimentão, e uma garrafa com água na mão.

— Minha vez. – grunhiu irritado. Segurei o riso. E a garrafa fazia seu percurso rapidamente, enquanto as risadas iam diminuindo gradativamente.

—Verdade ou desafio? – perguntou, ainda emburrado, para gray, que não escondia sua diversão sobre a situação do ruivo.

— Verdade. – exclamou sem hesitação. —Você está afim de alguém?

—Não – respondeu rapidamente. – Não preciso disso.

A sala entrou mais uma vez em total silêncio. Todos sabiam que Gray era frio em relação a assuntos amorosos. O silêncio reinou até o jovem pegar a garrafa e girá-la.

— Desafio – a loira se adiantou. — Desafio você a beijar o idiota ao seu lado – gray estava triunfante.

Torcia pro amigo ficar com a “lora”.

Esperei. Esperei. Esperei. Quase griti de angústia, quando a loira rapidamente cola seus lábios no rapaz e volta mais rápido ainda pro seu lugar. A surpresa dominou o lugar. E Lisanna, que até o momento assistia tudo com os olhos assustados, saiu correndo em direção ao andar superior. Natsu tentou ir atrás, mas a moça do beijo surpresa segurou fortemente seu braço.

— Fica comigo – foi seu pedido simples, e que foi aceito. – Minha vez. Queria ver como estava minha amiga, e projetei meu corpo pra frente, pronta para erguer meu tronco, e o aperto forte de Gray impede. Tentei sacudir, mas ele continuou impassível.

Droga.

— Desafio – Jellal quase grita na sala.

Volto assustada, estava tão aturdida que mal ouvi a pergunta que foi feita a ele. Olhei assustada para um Gray estranho, sorrindo diabolicamente.

— Beijo. Erza. – explodiu, gargalhando.

— Não, não. – ele negou firmemente – Escolhe outro.

—Desafio é desafio. Ou está se acovardando? – Gray insinuou, tocando no ponto fraco do moreno. A raiva de Jellal estava quase palpável. Somente no segundo seguinte entendi realmente o significado de tal desafio. Beijo. Eu não iria beijá-lo.

— Sabia que era uma péssima ideia, esse jogo. – levantei-me rapidamente, ignorado os olhares curiosos – vou pro meu quarto.

— Espera!

Mal tive tempo de raciocinar, ou usar da lógica. Senti um puxão, e fui de encontro ao corpo de Jellal. A única coisa que senti logo em seguida, e que fez meu coração parar algumas batidas, foi a sensação de seus lábios tocando os meus. Quente e firme.

Notas finais
Desculpe por qualquer erro.. mas e aí , algum leitor fantasma? :3