Notas iniciais
Olá meus amores! Sim, eu finalmente consegui postar esse capítulo, ao longo do mês de junho inteiro, fui escrevendo esse capítulo ao pouco e quando terminei adivinha, não salvou e perdi tudo o que eu havia feito, então ao longo dessa semana fui escrevendo de novo o capítulo e finalmente estou aqui para postá-lo. Bom, eu peço desculpas por demorar tanto para postar, mas agora que estou de férias, acho que consigo postar toda a semana de julho, pelo menos e agradeço muito por todos os comentários maravilhosos que recebi de vocês e como eu não tive tempo farei um agradecimento geral aqui: muito obrigada meus amores, pelo apoio, por todos os elogios que sempre recebo e eu, particularmente, acho que não mereço e digo que isso é o que mais me estimula a escrever para vocês, por sempre me acompanharem. Amo muito todos vocês! Bom, é isso... Agora chega de enrolação e boa leitura!

Pov Ally

Depois de todos os meus amigos, familiares e até mesmo a médica me aconselhar a escutar o que Austin tinha pra falar, decidi me deixar ser convencida por eles e concordei em falar com ele. Neste exato momento, o loiro entrou no quarto onde eu estou, começou a me encarar de uma forma que eu realmente não sei explicar e após alguns segundos em um silêncio desconfortável, ele pronunciou um simples "oi". E eu estou aqui, igual uma idiota, sem saber como agir na frente de uma das pessoas que mais me maltratou na vida, e tudo o que sabia sobre ele, era uma engano, porque tudo o que todos falaram hoje, não caracterizam o Austin que eu acho que conheço, o que e bem provável que não.

– Oi Austin! Como vai?- perguntei tentando parecer simpática.

– Estou bem confuso com tudo o que aconteceu. Desculpa Ally, mas nós precisamos conversar, quer dizer, eu preciso falar com você.

– Claro, pode começar! Eu, realmente, quero saber o que aconteceu entre a gente, porque pelo o que você disse, foi algo meio intenso.- disse meio incerta, porque, na verdade, eu não sei se eu queria saber mesmo o que aconteceu com a gente, por que eu não posso esquecer isso e seguir a minha vida? Por que meu cérebro insiste em saber o que aconteceu nesses últimos 2 meses que eu esqueci.

– Sabe Ally, eu pensei muito sobre como contar pra você, sobre o que conversar com você e vi que a melhor decisão é não te contar nada. Olha, se o que aconteceu entre a gente for tão verdadeiro e intenso como eu acredito que é, você vai se lembrar naturalmente, eu nao quero forçar e nem te pressionar e sinto que se eu te contar, você se sentirá na obrigação de tentar lembrar, o que eu não quero. Se for pra acontecer, vai acontecer, se não, não tem problema, foram os melhores 2 meses da minha vida; pode ter certeza que eu nunca mais vou esquecer o que aconteceu, mas se o destino não queria isso, quem sou eu para contrariar não é mesmo?!- ele disse olhando para o teto.

– Acha que esse é realmente o melhor para mim?- perguntei curiosa.

– Neste momento, você não deve estar entendendo nada, mas saiba que eu me importo muito com você. E por isso, não vou contar nada, vai que talvez algum dia você se lembre de tudo? Seria tão mágico! Mas eu não sei se te mereço- ele disse suspirando- porém essa não é a única coisa que eu queria falar pra você.- e ele, que estava sentado no sofá perto da maca, levantou e ajoelhou-se segurando a minha mão, meu cérebro gritava para eu me desvencilhar de sua mão, mas meu coração se sentia tão bem com aquele toque, uma sensação de conforto, carinho e até mesmo uma saudade, que eu não sei explicar do que, então não obedeci meu coração e segurei a sua mão também, sentindo um choque percorrer por todo o meu corpo. Ok, o que está acontecendo comigo?- eu peço, do fundo da minha alma, desculpas por tudo que eu te causei a alguns meses e anos atrás, você pode não saber, mas eu fazia isso, porque você era a única que me trata do jeito que eu deveria ser tratado por todos, então eu queria estar sempre perto de você e essa foi a forma que encontrei de ficar perto de você, mas eu não pensei que isso traria consequências péssimas para você. Me desculpa mesmo, agora tudo o que eu mais quero é que você seja minha amiga e que algum dia me perdoe, apesar de eu saber que isso pode ser quase impossível.- e adivinha quem está boquiaberto? Claro que não externamente, eu não tenho palavras pra descrever o que ele me disse, realmente não é o Austin da escola, ele é tão carinhoso, meigo, amigo, que é quase inevitável negar seu pedido de amizade e mais uma vez, estou em contradição: meu cérebro pede pra eu me manter longe dele, que é melhor continuar do jeito que estava, mas meu coração me incentiva a aceitar e tenta me mostrar que possa ser o começo de uma grande amizade e claro, que todos merecem perdão. Como eu sou muito romântica, e não realista, mais uma vez optei pelo caminho do meu coração; posso estar enganada sobre Austin? Com certeza, mas me digam, o que é uma vida sem incertezas? Não há emoção, não há adrenalina, que é tudo o que eu mais quero para mim agora, um pouco de insegurança e loucura em minhas decisões, depois eu lido com os problemas que virão.

– Bom, eu não sabia que você fazia isso para me manter perto de você, e sobre as suas desculpas, obviamente eu as aceito, vejo que realmente se arrependeu e todos merecem uma segunda chance, não é mesmo? Quem nunca cometeu um erro?- disse sorrindo para ele e o mesmo que estava quase chorando, olha para mim e esboça um leve sorriso.

– Eu sei que você não me perdoou plenamente, mas eu espero e sonho para que um dia isso realmente aconteça. Aí meu deus, desculpa, eu atrapalhe a sua fala, me desculpa mesmo!- ele disse apertando a minha mão um pouco mais forte.

– Não tem problema Austin! Eu só tenho mais uma coisa a dizer... Eu adoraria ser sua amiga!- e imediatamente sou acolhida por braços fortes que me passar uma enorme sensação de proteção e não sei, não é simples abraço, há um misto de emoções tão grande nesse choque de corpos, encontro de corações e ficamos assim por um tempo, ninguém queria sair dos braços do outro. Porem, alguém abriu a porta e logo nos afastamos.

– Vejo que vocês dois se acertaram! Você contou Austin?- perguntou meu pai e o garoto negou- Ahh entendi, então não vou estragar a sua decisão, mas será que você pode nos deixar um pouco a sós com a nossa filha?

– Claro, com licença!- disse ele saindo, mas antes de abrir a porta, eu limpei minha garganta chamando a atenção de todos os presentes no quarto.

– Tchau Austin, volte sempre!- disse brincando e minha mãe olhou espantada para mim.

– Obrigado Alls, voltarei mais tarde! Precisa descansar um pouco! Tchau!- ele disse já saindo da porta e acenando pela pequena janela de vidro disponível na porta do quarto.

– Então meu amor, você está bem?- perguntou minha mãe- na verdade, vejo que está bem melhor que a última vez que te encontrei.- ela disse sorrindo

– Ahh Mamãe, só estou um pouco confusa com tudo o que aconteceu. Saber que eu perdi parcialmente a memória, é tão estranho. Tipo imagina, eu conheci o homem da minha vida e por causa de um acidente, eu vou esquecer quem é e talvez nuca encontra-lo?

– Meu amor, isso é o menor problema! Talvez essa pessoa esteja do seu lado e você não está percebendo!- disse meu pai beijando minha testa.

– Seu pai está certo Ally, mas como você vai encontrar o homem da minha vida se não se curar rapidinho e não tomar seus remédios?- disse doutora Eva entrando no quarto e rindo divertida.

– Ah não, mais agulhas não! Sabe, que eu tenho pavor a agulhas, tipo é absurdo e eu já estou com uma constante em meu braço.- disse fingindo estar chorando.

– Ah minha querida, você tem que curar logo! Senhor e senhora Dawson, se quiserem ficar no quarto durante a medicação não tem problema!- disse a médica.

– Não doutora Eva, nós vamos resolver uns problemas lá em casa e mais tarde voltamos, fica bem, minha filha!- disse meu pai me dando um beijo na testa e minha mãe me abraçando.

– Tchau mamis e papis!- disse mandando um beijo no ar pra eles e ambos saíram.

– E aí Ally, se resolveu com o menino?- perguntou a médica curiosa, enquanto aplicava um remédio em mim e eu me sentia gelada por dentro, aí que ódio desses remédios que têm que ser aplicado através da veia.

– Ahhh, mais ou menos! Ele não quis me falar o que aconteceu nesses meses que eu esqueci, disse que se é pra acontecer de novo, vai acontecer, tudo depende do destino e ele não quer forçar nada e que ele só quer meu bem...- disse suspirando.

– Ally, esse garoto realmente gosta de você! Na verdade, você e ele me lembram meu marido e eu!- ela disse sonhadora.

– Ahn?! Por que acha que ele gosta de mim?- cada vez que a doutora entra no meu quarto, eu fico mais confusa "como eu adoro isso (ironia)".

– Ahh querida, você não conhece muito dos meninos, não é mesmo?!- fiquei sem respostas- nem precisa responder. Allyzinha, quando os meninos gostam de alguém, eles sacrificam a felicidade dele pela felicidade da pessoa que ele gosta e eu te falo uma coisa, meninos assim são raros. Normalmente, muitos só pensam em: apostas, quantas eu vou pegar hoje na balada, bebidas e esporte; nunca percebeu isso?- e foi aí que ela descreveu o meu irmão quando ele era mais novo, aiai, saudades do Dallas.

– Agora você falando melhor, a senhora descreveu perfeitamente meu irmão mais velho quando mais novo hahahaha. Meus pais não gostaram nem um pouco dessa fase dele. E por que disse que eu e Austin lembramos você e seu marido?

– Ahh é uma história complicada, deixa eu ver se tenho um tempinho para contar para você.- disse analisando seu celular- sim, eu tenho. Foi assim, eu e meu atual marido eramos vizinhos, mas nos odiavamos, desde pequenos! Íamos para a mesma escola, mas ele era do grupo dos populares e eu era normal sabe, nem nerd e nem popular, então nos afastamos mais ainda. Até que um dia, um amigo meu tinha organizado uma festa e nela, um menino que eu tava afim me chamou para conversar, nisso eu tinha uns 16 anos, só que ele tinha meio que me drogado; aí eu tava muito doida e o Jake, meu atual marido, percebeu que eu não tava bem, porque eu tava quase tirando a minha roupa lá na festa, e ele, apesar de me odiar naquela época, ele sabia que eu não era assim... Lembro como se fosse hoje, ele me pegou pelo colo e me levou pra casa, porém dormi na casa dele. Ally imagina o meu pavor ao acordar em uma casa diferente. Mas enfim, depois disso começamos a ficar amigos e um dia eu percebi que ele havia perdido toda a festa e quando me toquei, estava com ele.

– Meu deus, que complicado vocês dois!- eu disse brincando.

– Não, o melhor da história ainda está por vir. Nos casamos, mas no caminho pra lua de mel, sofremos um acidente de carro e ambos perderam totalmente a memória, então nos separamos. Porém nossa família insistia em vivermos juntos, vai que um dia iríamos nos gostar e adivinha, nos apaixonamos de novo, nos casamos de novo, isso depois de 12 anos, e na nossa lua de mel, nos lembramos de tudo, o que tornou a nossa relação muito mais especial. Querida eu só te contei isso pra mostrar que o Austin está certo, se for pra acontecer, vai mesmo acontecer.

– É, eu acho que vou fazer isso mesmo, se for pra acontecer, vai acontecer.

– Isso, Ally agora eu preciso ir para um outro quarto, vou deixar você um pouco a sós.- disse me dando um abraço e saindo.

Será que a vida é assim mesmo? Temos que sofrer, sofrer e sofrer mais até encontrar a pessoa certa? Na verdade, o que está me deixando confusa é essa mudança do Austin, na minha visão, porque eu conhecia o garoto frio, arrogante, irônico e sem sentimentos, mas agora, não, o Austin de agora, é totalmente diferente, não se assemelha em nada com o de antes. E agora? Qual o próximo passo, destino? Já nos tornou amigos... Tem algo mais para acontecer?

– Olá meu amor, nós voltamos! Como nos disseram que você teria que ficar aqui mais, pelo menos, 3 dias, nós trouxemos uma coisinha para você!- disse minha mãe abrindo a sua bolsa gigante vermelha e logo me entregou o caderno velho com um adesivo escrito A na capa, logo reconheci, meu diário!

– Ahh obrigada Mamãe, ainda bem que o trouxe, precisa escrever nele.

– É, filha acabei de receber uma ligação falando que temos que ir para Los Angeles imediatamente, mas eu prometo que amanhã ou no máximo depois de amanhã estaremos aqui, ok pequena?- disse meu pai me dando um beijo na testa.

– Sem problemas, então até daqui a alguns dias!- disse abraçando minha mãe.

– Nós te amamos filha!- disseram os dois saindo do quarto.

Ok, vamos escrever um pouco então! Quando fui pegar a minha caneta, logo me toquei, as respostas para todas as minhas dúvidas estão aqui, sobre a minha mão e agora, eu vejo tudo e acabo com a minha curiosidade ou " se for pra acontecer, vai acontecer"?

Notas finais
Muito obrigada por terem lido esse capítulo e peço para que comentem o que estão achando, alguma crítica construtiva, alguma ideia para complementar a história, qualquer coisa, pois como disse nas notas iniciais, isso me incentiva muito a continuar escrevendo. Espero que tenham gostado e até a próxima! 😘❤
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.