Say - na Sua Sombra Eu Posso Brilhar.
17 Capítulo 17- A boneca de Rock do Bill.
Notas iniciais
Muito obrigada de coração a todas que me mandaram rewiens, fico imensamente feliz que gostem de mim assim como eu de vocês. Ou que gostem ao menos da minha fic.
Um especial obrigada a Samira22 que me emocionou com sua recomendação. Foi muito importante receber ela, principalmente as palavras que a compuseram.
Eu demorei para postar porque a rede da Tim resolveu pifar na cidade onde eu estou, mas consegui um pequeno sinal - apenas um pontinho - aqui em frente de casa para postar para vocês.
Estarei voltando para Belém sábado de manhã, a partir daí as postagens voltam ao normal.
Boa leitura.
“—Eu que tenho que agradecer a você por ter entrado na minha vida— o moreno comentou e abraçou Jamie.
—Agradeça ao destino— a garota soltou-o e logo saiu do carro, com sua bolsa pendurada nos ombros.”
P.O.V Joy (Narrador- 3°pessoa)
— Hey borboleta negra! Acorda. — Bill sacudiu levemente pelos ombros a garota dos longos cabelos loiros, que logo acordou sonolenta.
—Que horas são? — murmurou.
Ela virou o rosto para ele. Nossa, para Bill ela estava tão linda daquele jeito, meio manhosa. Sorriu pensando o quão bom seria acordar ao seu lado, já que adormecer ele já havia feito.
—Cinco e meia da manhã— o homem praticamente gritou, serelepe — Levante logo dessa cama!
Ainda estava cedo, mas Bill resolveu acorda-la, pois além de não conseguir dormir, ele demoraria a arruma-la.
—A escola só é as sete, me deixa dormir. — pediu, se cobrindo com o imenso cobertor vermelho sangue de sua cama.
—Ah, mas não deixo mesmo! — falou e puxou o cobertor de cima da garota, fazendo-a estremecer ao sentir o contato direto de sua pele com o ar frio que a central de ar — pendurada em um dos cantos de seu imenso quarto — produzia.
A garota levantou-se, e arrastando os pés no chão, foi em direção a Bill.
—Eu estou com frio! — pronunciou, e se acomodou nos braços do moreno.
A vontade de Bill era falar que ele a aqueceria quando ela o quisesse. Para sempre ou apenas por alguns segundos. Como ele queria ser egoísta! Como ele queria beijar-lhe agora, mas Tom não merecia que fizesse aquilo. Não outra vez.
Jamie se encaixava tão perfeitamente nos seus braços, que eles pareciam duas peças de um quebra-cabeça completamente unidas. Ah, eles eram tão parecidos, tão perfeitos juntos... Pena que um quebra cabeça não é formado por peças iguais.
—Hoje você é minha boneca, portanto, eu vou cuidar de você. — Isso era tudo que Bill podia dizer e tudo que Jamie queria ouvir.
(...)
—Bill, eu estou perfeita— comentou Jamie animada.
O Kaulitz mais novo era realmente melhor que Tom em todos os aspectos.
A garota agora encarava no espelho uma Jamie que nunca havia visto, e que Bill havia ajudado a nascer.
Ele olhava um pouco de longe o seu trabalho bem feito, sorria consigo mesmo, perguntando-se se aquela linda garota que ali se encontrava poderia ser mais perfeita. A resposta veio rápida.
Ele sabia que sim.
Jamie usava uma blusa estilo regata preta fina, que era listrada por um preto mais escuro que a primeira cor. Por cima, usava uma jaqueta estilo motocross de couro branco.
(Roupa da Jamie: http://www.polyvore.com/cant_promise_things_will_be/set?id=35918599&.locale=pt-br#
Bill engoliu em seco, o que ele mais gostava vinha a seguir. A meia-calça da Guess que cobria as pernas da garota, e por cima a saia John Galliano. Aquelas peças ele havia comprado há muito tempo na Alemanha, estava fazendo compras em uma loja e quando estava indo a caminho do caixa, viu as ditas peças. Foi amor à primeira vista, ele comprou, mas como nunca teve ninguém para dar, elas acabaram por ficar esquecidas em algum canto do seu closet. Até que naquele dia, ele procurava uma roupa e viu as caixas, não pensou duas vezes, as daria para Jamie usar. Ficou com medo de que não coubesse na garota, mas, agora, ele observava que as peças entraram tão perfeitamente que pareciam ter sido feitas para ela.
—Bill, você viu a...
Os dois jovens encararam Tom – o homem estava com os olhos vermelhos de sono – que agora estava parado na porta do closet.
Por dois minutos, ali permaneceu um silêncio extremamente constrangedor para o trio.
Jamie havia optado por continuar a se admirar no espelho, enquanto era minuciosamente observada por Tom, que por sua vez, era observado por seu irmão; ele se perguntava de onde Tom tirava tanta cara de pau para aparecer ali.
—Você está linda. — Tom quebrou o silêncio, se aproximando um pouco da loira.
Jamie foi curta e grossa:
—Não graças a você.
E como já havia terminado a maquiagem, saiu do quarto, deixando os irmãos Kaulitz a sós.
Bill acompanhava tudo atento, e assim que Jamie saiu pelo quarto, se dirigiu ao irmão.
—Se você se dirigir a ela para qualquer coisa que não for pedir perdão, eu juro que quebro a sua cara.
Tom riu fraco, ele agora estava consciente, mas ainda não sabia o que tinha feito. Para ele não tinha nenhum sentido o que o irmão acabara de dizer.
—Finalmente virando homem...
Ah, aquele realmente tinha sido o ponto alto da paciência de Bill, que logo estendeu o braço para o irmão, e com o punho fechado, lhe proferiu um golpe no meio do rosto.
Tom caiu no chão com as mãos no nariz, desacreditando que aquele homem que o havia ferido com uma força enorme, era seu irmão sensível e romântico.
Bill saiu dali e foi em direção à cozinha, a procura de Jamie. Sua mão doía, porém ele não ligava. Seu irmão merecia muito mais do que havia dado.
Ele podia ter beijado muitas e muitas vezes a loira, sabia que ela cederia – mesmo que ele não soubesse de onde vinha essa certeza -, mas ele havia optado por não machucar o irmão daquele jeito. Sabia que aquilo doeria mais que 100 socos.
(...)
Jamie preparava uma caneca com cappuccino quando Bill desceu e foi até seu encontro.
—Eu quero sair daqui. — praguejou alto.
—Vamos só tomar café...
—Podemos parar em alguma padaria e comer, mas por favor — olhou suplicante para Jamie — vamos sair daqui.
A garota assentiu e não se preocupou em deixar as coisas jogadas por ali. Foi com Bill.
(...)
O Kaulitz virou a esquina e logo estacionou em frente à escola de Jamie.
—Você quer ...— o jovem parou por um momento, pensando no que iria dizer — Quer que eu vá te deixar lá dentro?
—Não, eu já te agradeço por tudo que você tem feito por mim, por ter me acolhido em sua casa principalmente— Bill sorriu solene.
—Eu que tenho que agradecer a você por ter entrado na minha vida— o moreno comentou e abraçou Jamie.
—Agradeça ao destino— a garota soltou e logo saiu do carro, com sua bolsa pendurada nos ombros.
(...)
Jamie subiu os poucos degraus que a impediam de entrar na escola e se dirigiu logo a sua sala.
A garota havia tido uma refeição maravilhosa ao lado de Bill – que fora gentil, carinhoso e cavalheiro com ela o tempo todo – e agora estava de volta – ao inferno, para ela isso que aquele lugar estava se tornando – a escola.
—Ora, vejo que a bolsista resolveu roubar um banco para se vestir bem.
Comentou a mesma ruiva que sempre enchia sua paciência.
De certo, Jamie nunca foi uma garota pacifista e que sempre levou desaforos para casa, mas agora ela estava com a cabeça tão cheia de sentimentos, atos e palavras mal ditas, que escolheu por dar uma resposta simples e verdadeira.
—Não preciso roubar um banco— encarou a ruiva —Meu pai é dono de um.
Com calma, Jamie colocou sua bolsa em cima de sua mesa e sentou-se encarando a garota atônita a sua frente.
—Quem você pensa que é!?—gritou a ruiva, chamando a atenção de algumas pessoas que já estavam na classe e até das que passavam perto da porta do local.
—Eu sou Jamie Noimann— a garota loira levantou, e portou-se em frente a sua mais nova irritação constante, ficando alguns centímetros, maior que a mesma — E você?
Ah, ela estava se segurando para não dar um ataque e gritar para o mundo inteiro quem era ela, o que ela era. Mas não faria isso, a ruiva só a tratava daquele jeito porque pensara que ela era alguma novata indefesa que tinha menos dinheiro que todas as pessoas que estavam ali.
—Jamie Noimann? —gritou alguém da porta — A da Alemanha?
—Jamie Noimann. — a ruiva repetiu, fazendo sua voz ecoar no silêncio absoluto que permaneceu na sala desde que a garota de longos cabelos loiros e olhos azuis – da cor do céu – disse quem era.
Jamie sorriu com um único canto da boca, igual a Tom.
Eles a conheciam.
(...)
De longe, as pessoas olhavam-na sentada sozinha em uma daquelas mesas redondas, grandes e brilhantes – de tão limpas – de refeitório escolar.
A menina Noimann tamborilava os dedos – com as unhas minuciosamente pintadas de branco por seu mais novo melhor amigo, Bill – na mesa, enquanto mastigava um sanduiche natural que ela havia comprado na cantina. Ao lado de sua mão, uma garrafinha de suco de laranja — que parecia sintético -, descansava.
Ninguém se atrevia a chegar perto da garota, na verdade, alguns até se atreviam, mas logo eram ignorados por Jamie. Tudo porque eles vinham logo com aquela simpatia enjoada de tão doce – como se a conhecessem há séculos.
A ruiva entrou no refeitório e andou até ela.
—Você não queria saber quem eu sou? — ela perguntou — Inna Waterhouse, prazer.
Prazer só com o Tom, pensou.
—E?
—Eu sou a filha do dono dessa escola— sorriu novamente, como se aquilo fosse óbvio.
—E?
—Quero que você seja minha amiga— sentou ao lado da jovem loira— Porque, aqui entre nós, ninguém nessa escola está a nossa altura.
Naquele momento Jamie percebeu que aquela ali era o cumulo da falsidade. Primeiro Inna a perseguia e tentava humilha-la com um nazista a um Judeu, e, logo depois, queria ser sua amiga.
Jamie precisava acabar com aquilo.
— Porque você não enfia essa sua falsidade na sua bunda?
Continua...
“Me encontre aqui
E fale para mim
Eu quero te sentir
Eu preciso te ouvir.”
Everything- Lifehouse
Notas finais
"O que eu fiz, porra? indagou Tom.
Você saiu com outra, e ah, eu tenho uma noticia pra você. Jamie gosta de você também.
Eu sou assim, Bill Tom suspirou, e logo abaixou a cabeça, ele já havia entendido o que estava se passando, o que tinha feito. Pra mim, é difícil tentar mudar da noite para o dia. Lutar e mudar por ela."
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