Say - na Sua Sombra Eu Posso Brilhar.
13 Capítulo 13- Um simples momento de solidão.
Notas iniciais
Sentirão minha falta, eu sei. Também senti muita falta de vocês!
Eu finalmente vou ter tempo para postar aqui e em sexy, e eu resolvi postar para vocês primeiro. Para as meninas que se mudaram de DTK(minha fic recém-conluida):OLÁ.
Eu andei atualizando o meu blog e vou relembra-lás disto. lopesjoyce.blogspot.com.br
Boa leitura
“-Eu como bem, tenho uma alimentação saudável ,diferente de você que só come em fastfoods. Por isso é assim, magrelo!
–Desde quando espaguete com bastante molho de tomate e queijo ralado é uma comida saudável?”
Você já chegou a um local e percebeu que todo mundo está olhando para você? Se não, tomara que nunca tenha que passar por isso, porque é simplesmente horrível!
Eu havia me vestido com tudo que Tom havia escolhido, e de sobra ele iria escolher e fazer a minha maquiagem. Tudo resultou em nada, o brutamonte de tranças negras não tinha noção de moda e muito menos de maquiagem, então me mandou vir para escola sem nada no rosto!
Simples e complicado assim! Que tipo de pessoa manda uma modelo pra escola- um local totalmente aberto e de interação social- sem maquiagem?
O tipo de pessoa que acha graça nisso e que me manda pra escola a pé, porque tem um compromisso bem cedo. E ninguém me ajudou, a não ser as pessoas que eu pedia ajuda na rua, pra poder achar a escola. E tudo porque hoje eu sou a boneca de rapper do Tom. A parte do compromisso me deu um pouco de receio, eu sei como ele é e também não tenho nenhum tipo de relacionamento com ele, oras, eu nunca nem o beijei! Tenho que parar de pensar besteiras...
Alias, quem deve pensar besteira de mim é todo o pessoal da escola!
Imagine uma garota, entrando com aquela roupa, sem NENHUMA maquiagem e penteado, em um local de Los Angeles onde a ELITE estuda... Essa sou eu, em meu período que agora vou chamar de decadência pós-aposta.
–Olha temos uma bolsista!- uivou uma ruiva passando ao meu lado.
Eu nunca fui de chamar palavrões ou de ofender alguém, então não seria uma patricinha que iria me tirar do sério.
(...)
–Viu o cabelo dela? O meu Deus, quem tem um cabelo mais feio que esse? Ela deve passar óleo de cozinha para hidratar!- riram baixinho, uma garota de cabelo preto e a ruiva atrás de mim.
–Eu acho que os pais dela são catadores de lixo! Não devem nem ter o que comer quando ela chegar a casa. Tadinhos... – fez cara de pena, a ruiva falsa.
Okay, mexer com os pais era jogo baixo...
–Por hoje é só classe, amanhã falaremos sobre a desnaturação das proteínas. Tenham um bom dia.
–Hey vocês!- chamei as duas “coisas”, quando a professora saiu da sala- Meus pais não catadores não, e eu não uso óleo de cozinha pra hidratar meu cabelo, e também se eu usasse qual seria o problema?
– Ui a loirinha ficou com raiva- soltou à ruiva- Vê se enxerga bolsista! Quem você pensa que é pra falar comigo desse jeito?
– Com toda certeza alguém melhor que você!- falei me virando para saída da sala, já com a minha mochila pendurada na costa.
E foi ai que percebi que toda a classe ainda estava lá, assistindo nossa pequena discussão.
–Eu vou te pegar, quebrar esses seus bracinhos e arrancar todo esse seu cabelo de palha...
–Foda-se- gritei bem alto.
Me dirigi a saída da escola e me vi sozinha.
Aquele idiota também não iria me buscar. Que raiva! Eu sabia que ele era um idiota e que confiar em alguém que tem uma fama horrível era para os fracos. Tom havia me decepcionado.
(...)
Entrei na casa dos gêmeos e não havia ninguém na sala.
–Que ótimo! Eu sabia que eles não eram tão legais quanto pareciam- gritei na sala, me jogando no sofá- Sua burra! Eles te trataram assim porque... Ah esqueci, eu sou uma pobre coitada que perdeu a família.
Subi batendo o tênis na escada e xingando Tom mentalmente de todas as palavras feias possíveis e me joguei na cama assim que cheguei ao quarto.
E foi ai que eu vi, do lado da cama, um aparelho de som embutido na parede.
Fui até uma das minhas malas jogadas por ali e escolhi um CD, sem pensar muito a respeito. Queria apenas algum som que limpasse os sentimentos que estavam esmagando meu coração naquele momento. Girei o botão do volume até que a marca vermelha, ninguém iria ligar, não havia ninguém ali mesmo. Mas se mamãe estivesse aqui...
Música : http://www.youtube.com/watch?v=LYahMvLDyUY N/A: Não assistir se não estiver sozinho!
Dei um sorriso bobo, o modo com que mamãe pronunciaria meu nome, gritando, pra sobrepor sua voz ao volume da música, e esticando o a, com o queixo para frente e a boca bem aberta.
Resolvi tomar um banho, e comecei a retirar as roupas horríveis escolhidas por Tom no calmo ritmo da música e abandonando cada peça a caminho do banheiro. Já sem nada no corpo, e com o cabelo preso em um coque frouxo feito apenas com um lápis que encontrei jogado no criado-mudo, adentrei o Box de vidro temperado.
Lavei-me com uma calma preguiçosa e me movendo no ritmo da música, esticando os braços para cima e balançando a cintura levemente. Fiquei embaixo do chuveiro demoradamente, com o rosto voltado para o jato d’ água. Depois, vesti-me com uma simples calça jeans azul, um camisão dos smurfs também azul, e um par de tênis do tipo all star azuis e passei uma maquiagem leve, quase imperceptível, só nas bochechas e nas pálpebras.
Roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=44692434&.locale=pt-br
Quando fiquei pronta, por impulso me joguei na cama, igualmente como tinha feito há algum tempo atrás, e fechando os olhos, lembrei-me de um parque em que eu ia andar com Pedro quando precisávamos conversar sobre algo importante. Lembrei-me do nosso parque.
E o visualizei, tendo a impressão de que nada ali havia mudado. Lembrava-me de cada coisa, cada conversa que por ali sempre ia nascendo...
E ai o pensamento foi em direção nas arvores presentes naquele local, na grama rangendo, na neblina que se formava de manhã cedo e nos ramos carregados de folhas novas. Nas pessoas sentadas nos bancos, ali, onde há muito tempo nós dois estávamos sentados. No domingo, quando fazia calor, as pessoas traziam espreguiçadeiras e tomavam sol ali, perto das arvores.
Lembrei-me do pequeno rio que havia ali perto e do rosto de Pedro espelhado na água.
Quando abri os olhos o teto permanecia ali, e a casa silenciosa.
Realmente solidão era uma palavra e um sentimento forte.
Naquele silêncio perfeito, desci a escada e fui até a cozinha. Olhei o grande relógio pendurado na parede. Eram 14:30 da tarde e eu ainda não havia almoçado. Como o tempo havia passado rápido...
Não estava a fim de cozinhar nada, então me dirigi a um restaurante de comida caseira, bem simples, que havia vista no caminho da escola para casa.
(...)
Eu comia com a mão direita apoiada no guardanapo.
“ –Hahaha, não sei como você consegue manter esse corpo magro- comentou Pedro, logo após eu me servir do meu terceiro prato de comida da noite.
–Eu como bem, tenho uma alimentação saudável ,diferente de você que só come em fastfoods. Por isso é assim, magrelo!
–Desde quando espaguete com bastante molho de tomate e queijo ralado é uma comida saudável?”
Sorri para o prato ao me lembrar de tal momento, e logo enfiei na boca uma garfada de espaguete muito bem enrolado no simples garfo. Minha comida preferida era aquela e estar desfrutando dela de maneira tão casual era magnifico.
Satisfeita, eu deslizava os dedos polegar e indicador pela bainha da branca toalha de mesa, enquanto mastigava. Mastigava com movimentos circulares da mandíbula e, durante as duas primeiras mordidas de cada bocado, fechava os olhos em êxtase.
Meu celular me tirou do transe segundos depois.
Deve ser o tio Jost. Até agora ninguém da banda havia me ligado...
ZURICK MODELS, marcava a tela do meu Iphone 4s.
–Alô?- atendi, ainda de boca cheia. Sabia que era falta de educação e que eu estava em um lugar público, mas e daí? Todo mundo precisa quebrar algumas regrinhas da sociedade de vez em quando.
– Jamie Noimann?
–Ela mesma!
–Senhorita, gostaria de saber se poderia comparecer a agência neste momento, é que uma de nossas modelos faltou um photoshoot promocional e precisamos de alguém para substitui-la.
–Sim, claro. Já estou indo para agência- terminei a conversa, paguei meu almoço e segui em um taxi rumo à agência. Não estava nem ai para o que eu estava vestindo, eu não iria sair nas fotos com aquela roupa mesmo!
No trajeto, me lembrei de quantas vezes eu e Pedro havíamos ido a agências como aquela. Ele sempre recebeu convites para adentrar no casting, mas nunca aceitou. Sempre dizia que a “onda” dele não era aquilo. O quanto ele era humilde...
Durante o caminho eu vi pessoas andando de mãos dadas, e pessoas sorrindo enquanto falavam no celular. O que será que as deixava felizes?
Acho que talvez, saber que elas não estavam sozinhas eram tudo o que precisavam para sorrir.
Tio Jost, bom, ele estava pior que eu, e precisava pensar. As únicas pessoas que eu tinha, que eu poderia confiar e estar, eram aqueles idiotas dos irmãos Kaulitz, e no fundo eu sabia que estava certa, eles realmente eram idiotas. Porque ontem e anteontem não devem ter significado nada... E agora, eu estou só. Novamente.
“A pior solidão que existe é darmo-nos conta de que as pessoas são idiotas.”
Notas finais
Lembrando que só fiz o blog para manter um contato maior com vocês, e agora ele servirá mais ainda, já que eu ando me distanciando das redes sociais. Espero que seja divertido lê-lo, tão quanto é divertido escrever nele para mim.
Espero vocês aqui e lá.
Beijos
Joy
Fale com o autor