Say - na Sua Sombra Eu Posso Brilhar.

2 Capítulo 2-Choque de Realidade


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Reet.Obrigada Jus por me apoiar quando nem eu mesma acreditava em mim...Muito obrigada...

“Sabe quando você sente uma dor no coração, como se estivesse faltando uma parte de você? É assim que me sinto. Acho que posso descrever como perder uma perna, um braço ou simplesmente metade de seu coração.”

Los Angeles-Sede da Universal Music

P.O. V David Jost

Automatic

[there’s no real]

Automatic

[Love in you]

Automatic

[Why do I]

Automatic

[Keep loving you]

–Perfeitos, como sempre meninos-eu disse assim que saíram da sala de gravação. Levantei-me do sofá onde estava sentado e fui saudá-los com um aperto de mão.

–Ah obrigado Jost-disse Bill.

–Nossa, eu ‘to’ com fome-disse Tom pegando uma maçã que estava na mesa de centro da sala — Quer um pedaço Bill?-perguntou, dando um sorriso torto.

–Claro que não seu idiota, você sabe que tenho alergia a maçã!-respondeu Bill em protestos.

–Tudo bem então — rebateu Tom, erguendo as mãos para o alto como se fosse inocente e dando uma mordida na maçã logo em seguida.

*CELULAR DO JOST TOCANDO*

–Alô-eu disse, atendendo meu celular.

–Bom dia, eu gostaria de falar com o senhor David Jost Noimann, por favor.

–É ele quem está falando, quem fala?

–Aqui é a..., eu sou... do...

–Moça, a ligação está falhando. Você pode repetir, por favor?

–Aqui é Margaret Watson, eu sou enfermeira do hospital ao qual sua irmã trabalhava, liguei para avisar que houve um acidente com a família de sua irmã, enquanto eles estavam indo para Hamburgo. O carro onde estavam bateu de frente com um caminhão e a sua irmã, o marido dela, e seu sobrinho faleceram, eu sinto muito. Jamie está internada, ainda não acordou, mas não corre perigo de vida -a moça disse, despejando todas informações como se fossem água. Senti as lagrimas caírem sobre meu rosto.

–Quando isso aconteceu?-perguntei tentando me recuperar da notícia. Sempre fui muito bom em disfarçar sentimentos, fugia de um assunto que me machucava sempre que podia.

–Aproximadamente cinco horas atrás. O senhor pode anotar o número do hospital?

–Posso sim — respondi. Peguei um papel e uma caneta que estavam na mesa de centro.

–5543-8735, o senhor pode ligar a hora que desejar, o hospital é 24 horas.

–Sim, obrigada.

–Tchau

–Tchau — peguei o papel em que escrevi o telefone, o dobrei e guardei em meu bolso.

–Nossa gente o Jost ‘ta’ chorando!-ouvi Gustav dizer, enquanto voltava a me sentar no sofá – ‘Ta’ tudo bem?-perguntou-me, andando até mim e sentando-se ao meu lado.

–Não. Está tudo péssimo. Horrível — respondi voltando a chorar fortemente.

–Porque você está assim?-perguntaram Bill e Tom juntos, chegando mais perto de mim.

Levantei-me.

–Acontece que vocês não são os únicos gêmeos em minha vida-falei. Pensar neles dói muito. Minha irmã, seu marido mortos. Pedro e Jamie. Meus sobrinhos. Meus filhos.

–Cara, você vai ser pai! Parabéns!-disse Tom alegremente me dando uma leve tapa nos ombros. Comecei a chorar ainda mais.

–Tom, eu acho que não é isso... -falou Bill.

–Mas se não é isso, porque ele não fala logo quem era no telefone e o que aconteceu!?-perguntou Tom rebatendo com seu irmão.

–Quem falava comigo no telefone era uma enfermeira de um hospital de Berlim; aconteceu um acidente com a família da minha irmã, ela, seu marido e meu sobrinho morreram e a única que sobreviveu foi a... Jamie — disse chorando, e despejando a noticia da mesma forma que a enfermeira fez comigo; claro que o impacto não foi o mesmo.

–Nossa Jost, meus pêsames. Não sei nem o que falar... -Disse-me Bill.

–Mas o que “gêmeos” tem haver com isso?-perguntou Tom, fazendo uma careta engraçada. Se a situação não fosse triste, eu até tiraria uma com a cara dele.

–Acontece que Jamie e Pedro são gêmeos bivitelinos, e agora, ela o perdeu-disse levantando-me.

–Coitada!-Disse Tom cabisbaixo; sua voz saiu quase um sussurro.

–Há quanto tempo isso aconteceu?-Perguntou Georg, que até então estava calado.

–Cinco horas — respondi pegando as chaves do meu carro, já me preparando para ir para casa — Eu preciso ficar sozinho. Tchau — Disse virando-me em direção à saída.

–Espera — Bill disse-O que vai acontecer com ela?-perguntou interessado.

–Provavelmente virá para Los Angeles. Tive uma ideia agora; posso pedir um favor a vocês?-Falei apontando para Bill e em seguida para Tom que logo ergueu a cabeça em forma de afirmação.

–Jamie pode ficar na casa de vocês? Por favor, é que acho que como ela perdeu o irmão pode precisar do apoio de vocês.

–Pode sim-disse Tom.

–Claro — concordou Bill, e abriu aquele lindo sorriso que só ele sabe fazer.

–Muito obrigado-agradeci e sai.

Comecei a chorar novamente. A partir de agora a vida vai ser muito difícil para Jamie. Espero que os Kaulitz consigam se tornar amigos dela. Não sei o porquê, mas tenho a impressão de que morar com ele fará bem a ela.

P.O. V Jamie

Em algum hospital de Berlim-Alemanha

PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI-PI...

Acordei com o barulho irritante do monitor cardíaco. Abri meus olhos e reconheci onde estava: o hospital que a minha mãe trabalhava. Já estivera aqui neste mesmo quarto messes atrás, quando desmaiei e tive que ficar internada por insuficiência de vitaminas.

–Vejo que já acordou senhorita Noimann-disse um homem, adentrando o quarto — Eu sou o Doutor Paul Watson...

–Eles morreram, não foi?-Disse interrompendo-o. Eu tenho certeza que isso aconteceu, até porque a taxa de acidentes fatais na estrada que liga Berlim e Hamburgo tinha crescido muito nesses tempos; principalmente em acidentes com caminhões. Senti as lágrimas caírem. Incrível o modo que elas caem com um simples pensamento.

–Sim, eu... sinto muito -disse enquanto vinha em minha direção e sentava na beira da cama.

–Não, você não sente-falei ríspida e já visivelmente irritada-Você não sabe como é perder os pais, o irmão gêmeo!-gritei, fechando os punhos e os forçando fortemente contra o colchão.

–Você tem razão, eu não sei-disse levantando-se — Mas de uma coisa eu sei. Você tem uma pessoa que se preocupa muito e que, quer muito falar com você. O nome dele é John, Johan, Josh...

–Jost? David Jost?-perguntei esperançosa.

–Sim, esse mesmo!-Falou levantando o dedo indicador, como se fosse para mostrar que é um gênio. Ele parece ser engraçado-Depois volto para ver como você está okay?-perguntou.

–‘Ta’ bom — confirmei, enquanto o via ir em direção a porta.

Tio Jost, ou tio Jojo como eu o gosto de chamar, é uma ótima pessoa, um ótimo confidente para segredos e às vezes nem parece que é meu tio, age como se fosse um primo meu. Sabe aquelas pessoas que quando você está triste fazem de tudo para te animar? Pois meu tio é assim, e desde que me conheço como ser humano, o amo como meu segundo pai, e creio que ele será isso para mim a partir de agora. Pai, pais. Meu pai, minha mãe, meu irmão; ainda não me imagino vivendo sem eles. Acordar todos os dias às sete da manhã, comer waffles feitos por mamãe, ver papai sempre sentado no segundo banco do balcão da cozinha lendo seu jornal, e Pedro...

As lágrimas que já caíam, agora insistiam em cair mais forte. Inútil. Meu corpo já não respondia aos meus comandos.

Pedro, meu irmão gêmeo. Minha vida. Meu outro eu. Sabe quando você sente uma dor no coração, como se estivesse faltando uma parte de você? É assim que me sinto. Acho que posso descrever como perder uma perna, um braço ou simplesmente metade de seu coração.

###

Mais tarde, no mesmo dia, tio Jost me ligou. Ele parecia estar chorando. Disse que eu iria morar com Bill e Tom Kaulitz em Los Angeles, e não com ele como eu havia previsto, e a desculpa foi a de que eu precisaria de amor de irmãos, coisa que ele não podia me dar. Bobagem. Eles nunca vão tomar o lugar do Pedro. Nunca!

O doutor também voltou a me visitar, disse que dali a três semanas eu estaria pronta para viajar para minha nova casa.

Sei que estou no sofrendo, mas no fundo acho que esse choque de realidade vai me fazer bem. Afinal a vida não te dá escolhas, ela simplesmente impõe sua vontade.

Sabe aqueles momentos que você se pergunta: Porque isso só acontece comigo? Simples. Por que você nunca parou e pensou que nada é por acaso...

Notas finais
E no próximo capitulo:"-Eles não me conhecem? - perguntei animada. [...]-O Tom estava comentando com a banda semana passada, se você seria "pegável"...-O Tom é o tarado?-Sim, e o Bill é o romântico.-Claro, que dupla linda. O 'idi' e o 'ota'.Qual dos dois será o mais otário?-perguntei sarcasticamente.ESPERO QUE TENHAM GOSTADO.MAIS UMA VEZ OBRIGADA PELO APOIO Reet[Jus].