Say Something

4 Capítulo III — Wanted


Notas iniciais
Hellou, Hellou • Primeiramente, queremos nos desculpa pela demora. O capítulo era para ter sido postado a um tempinho já, mas só agora que deu. • Agradecemos a todos os reviews e favoritos. • Nos perdoe por qualquer erro gramatical, concordância e afins. Corrigimos, mas sempre acaba ficando algum errinho. • E, por último, a música do capítulo é: Boyce Avenue - Wanted. Boa leitura...

Após cinco anos desaparecida, depois de ter sido considerada morta, a antiga namorada do herdeiro da Queen Consolidated, Oliver Queen (29), foi vista vista entrando na delegacia de Starling City, onde seu pai, Quentin Lance, trabalha.

De acordo com fontes próxima a advogada, Laurel Lance passou por momentos conturbados nos últimos anos e impossibilitada de entrar em contato com a família.

Fechei o notebook ainda espantada com a rapidez que a notícia se espalhou. Não havia nem ao menos dois dias que Laurel tinha voltado e todos da cidade já comentavam o sobre milagre.

Não a vejo desde a noite em que esteve no apartamento a procura de Oliver, e agradeço aos céus por isso. Como imaginávamos, houve um grande reboliço com a mídia. Cercaram nosso prédio por horas e, também, a Q.C.

Oliver é como uma celebridade aqui em Star City. O enorme arranha céu da sua família em que o mesmo é presidente prova isso. Então não é de se surpreender que todo site e revista queira uma declaração sua a respeito dela.

— Você está com aquele olhar de preocupação — a voz de Oliver me tirou de meus pensamentos. Ele vinha do seu escritório, que antes era apenas o quarto de hóspedes. — O que houve?

— Eu estava pensando que talvez você devesse falar com eles, sabe? Para acabar com isso logo — falei devagar.

Ele suspirou, sentando ao meu lado.

— Pensei nisso também, mas eu nem ao menos saberia o que falar — disse e depois de dois segundos virou seu olhar para mim. — Falei com Thea agora e a mesma disse que falará com um amigo jornalista dela — escondeu um sorriso.

— Falar o que? — ergui minhas sobrancelhas.

A duas noites, quando Laurel conversava com Oliver, eu falava com Thea pelo celular. Apesar de ser minha cunhada e um pouco mais nova que eu, ela é minha melhor amiga. A primeira que eu fiz quando cheguei na cidade. E foi através dela que conheci o Oliver.

Thea nunca gostou da Laurel. Lembro que pouco antes de conhecê-lo ela dizia como o irmão estava mal pela falta de notícias da Lance. E lembro que me disse também que a garota manipulava Oliver.

Então quando disse a ela que a mulher estava na minha sala, primeiro a Queen ficou surpresa, depois aliviada — pois nunca desejou que ela morresse — e por último, ficou furiosa pela ousadia da filha do detetive de reaparecer assim, sem nem mandar um cartão antes.

Oliver limpou a garganta, chamando minha atenção para ele.

Se eles querem alguma explicação que falem com a morta viva. Você não tem mais nenhuma ligação com essa mulher. Então ou eles param de encher o saco e deixem você e a Felicity em paz ou vou acabar com cada porcaria de site, jornal ou revista dessa cidade — olhei para ele ainda com as sobrancelhas erguidas e o mesmo riu. — Palavras dela, não minhas.

— Isso não me surpreende — ri também.

Seus braços rodearam meus ombros e me trouxe para mais perto dele. Me aconcheguei em seu peito, abraçando-o pela cintura.

— Me desculpe por isso — murmurou contra alguns fios do meu cabelo.

— Não é sua culpa — assegurei-o. — Ninguém poderia imaginar que uma coisa dessas ia acontecer.

Ele não disse nada, mas senti que o mesmo ficou aliviado com a minha fala. Aproveitei esse momento para ser sincera com ele.

Ergui minha cabeça e fitei seus olhos.

— Eu posso lidar com sua ex namorada, mas não vou competir sua atenção com ela — garanti a ele com a voz séria. — Ela já ligou pra você duas vezes somente nesta manhã, Oliver — acabei saindo mais indignada do que queria, mas não havia o que esconder.

Eu estava me irritando com a insistência daquela mulher em querer “ver” o meu noivo.

— Não tem competição nenhuma, Felicity — afirmou. Senti meus braços serem acariciados por ele e tremi um pouco. Depois de tantos anos, não era diferente o efeito que seu toque causava em mim. — Laurel é o meu passado. E se não for pra você ser minha esposa e mãe dos meus filhos, não quero que mais ninguém seja.

Isso era o que eu precisava ouvir para acalmar a tempestade dentro de mim.

— Você tem jeito com as palavras, senhor Queen — sussurrei, sentando-me em seu colo e encostando minha boca na sua.

Ele levou suas mãos até minha cintura e apertou-a levemente.

— Talvez — desgrudou seus lábios do meu e o levou até minha orelha, onde sussurrou — Mas pra você eu sempre saberei o que falar.

Soltei um sorriso e sabia que não precisava dizer mais nada. Oliver me girou sobre o sofá ficando por cima de mim. Ele esmaga meus lábios com os seus, sua língua pedindo passagem e imediatamente concedo sem pensar duas vezes. O beijo é quente, cálido e cada vez mais exigente. Agarro sua cintura com minhas pernas, enquanto suas mãos passeiam pelas mesmas, apertando e acariciando. Não consigo evitar os gemidos que saem da minha boca, ele tinha um enorme controle sobre mim, o que era bom, pois eu também sabia que tinha sobre ele. Ele inicia uma série de beijos pelo meu pescoço até o vale entre meus seios, tirando minha camiseta, logo procura o feixe do sutiã e também o tira jogando longe. Seu olhar escurecia cada vez mais pelo desejo ali presente.

— Tão linda — sua boca desceu sobre um dos seios — Tão minha — profere as palavras com possessividade.

— Acho que não estamos numa situação justa. Isto está muito lento — relato mordendo o lábio quando ele tirou meu short em uma velocidade torturante — Não acha que está usando roupa demais?

— Então, o que será, Srta. Smoak? — provocou-me.

— Tudo — ele abre um largo sorriso antes de levantar-se e retirar cada peça jogando-as pela sala, sem desviar o olhar do meu.

— Agora, quem está devagar amor? — estala a língua vindo em minha direção como se fosse um predador faminto. Talvez fosse…

Assim que estava próximo, me levantei o agarrando pelo antebraço puxando-o para mim. Minhas mãos estavam em sua nuca arranhando e puxando seus curtos cabelos quando sua boca atacou a minha a saqueando lentamente, fazendo cada pelinho do meu corpo eriçar. Sua mão depravada, diga-se de passagem, adentrou minha calcinha e apertou minha bunda.

— Não podia passar sem essa, não é? — Murmurei, roçando nossos lábios. Ele sorri como uma criança que faz uma travessura.

— Eu estava pensando em fazer isso faz um tempo. — confessa me fazendo soltar um pequeno riso, ele interrompe tomando meus lábios para si novamente.

Apressadamente, ele me ergue, enlaço minhas pernas em sua cintura apertando contra sua ereção evidente, criando um atrito delicioso que fez ambos gemerem. Sinto ele caminhar até o quarto, escorando em algumas paredes no caminho para firmar durante amassos, reconheço o colchão macio em minhas costas, seu corpo enorme e musculoso sobre mim. Em uma excitação torturante, Oliver começa a descer beijos molhados com mordiscadas a partir do meu pescoço até a borda da calcinha, deixando-me louca. Suas mãos encaixam nas laterais puxando o tecido para baixo e sendo esquecido em algum lugar.

— Oliver — chamo em súplica.

— Deixe-me tomar meu tempo — sinto seus dedos sobre minha intimidade fazendo-me gritar.

— Tome seu tempo enterrado em mim — rosno não aguentando mais e empurrando para ficar deitado, enquanto eu estava por cima. Me remexi em seu colo e isso fez com que ele soltasse um grunhido frustrado por estar brincando com ele.

— Jogo sujo — grunhiu quando posicionei seu pênis ainda sem deixar penetrar-me.

— Não disse nada sobre jogar limpo, Sr. Queen — sorri, soltando um gemido alto em seguida no momento em que suas mãos sobre meus quadris me conduzem a sentar sobre ele abruptamente.

Espalmei minhas mãos sobre o peito largo começando a me mover devagar, ele por sua vez mantinha as mãos sobre meus quadris apertando a carne e massageando-a. Fecho meus olhos jogando a cabeça para trás aproveitando o momento, percebo uma de suas mãos irem para minha nuca, segurando o cabelo, puxando-o levemente.

— Felicity — implora entre dentes — Por favor.

Abaixo-me sobre ele beijando seus lábios arduamente, velozmente ele inverteu nossas posições ficando por cima. Acelerando os movimentos, seus quadris vindo de encontro ao meu, fazendo-me gemer cada vez mais alto. Olho para ele que parecia perturbado e pendurado para aguentar mais tempo antes de chegar ao ápice. A explosão de sensações vem, jogo a cabeça para trás em um grito mudo enquanto Oliver morde meu pescoço deliciosamente. Ele continua com mais algumas entocadas e chega ao seu clímax deixando seu corpo cair ao lado do meu. Fecho meus olhos momentaneamente e os abro para encontrar os dele.

— Você é maravilhosa, sabia? — sussurra me puxando para deitar em seu peito.

— Você me faz com que eu me sinta assim — o deixei saber.

Minha respiração ainda estava ofegante e meus olhos trêmulos, mas não havia problema nisso.

— Tenho que confessar que estou adorando ficar preso aqui com você — seus dedos faziam uma carícia leve em meu ombro.

— Aposto que sim — murmurei, escondendo um sorriso. — Mas temos um jantar com Tommy e Sara, esqueceu? — ergui a cabeça para olhá-lo. — Espero que até a noite eles já tenham ido.

Seu olhar vagou pelo quarto rapidamente antes de levantar-me a altura do seu rosto.

— Temos bastante tempo ainda.

Coloquei minhas mãos em seu peito, rindo.

— Tentador, mas não. — Seus lábios foram entre meu pescoço e clavícula. Instintivamente aproximei meu corpo do seu. — Estou com fome, Oliver — protestei, porém minha voz não passou de um chiado.

— Nosso conceito de fome é bem diferente, amor — disse contra minha orelha.

Não tinha como protestar isso.

Olhei disfarçadamente cada canto do restaurante por precaução. Embora estivéssemos em um canto mais afastado dos demais, não queria ser pega de surpresa.

É totalmente frustrante saber que depois de tanto tempo tentando me acostumar com o fato de estar com uma pessoa que tenha a vida tão pública, notar que o esforço não adiantou muito. Ainda detestava ferozmente saber que minha vida pessoal era motivo de euforia e diversão para as pessoas em Star City.

Sara pareceu notar meu desconforto pois segurou minha mão sobre a mesa e a apertou levemente.

— Você está tensa — comentou.

— Preocupada — a corrigi.

Em seus olhos passou um traço de culpa que eu sabia bem o porquê.

— Sinto muito, Felicity. Minha irmã bagunçou a vida de todos nós — disse baixinho. Olhei para o lado para ver Oliver e Tommy envolvidos em uma conversa. — Ela não tinha o direito de ter ido até vocês assim.

Balancei a cabeça.

— Não, não. Foi bom ela ter ido, Oliver merecia uma explicação — falei, mas minha voz não soou convicta como desejei.

— Ela está tão diferente — suspirou, pegando sua taça de suco. — Não na aparência, mas na personalidade.

— Ela sofreu um acidente — a lembrei.

Ela concordou, mas pareceu distantes por um segundo. Ela e Laurel nunca tiveram uma boa convivência, mas dava para notar como estava confusa e preocupada com tudo isso. Afinal, sua família foi a quem mais sofreu.

— É tão estranho isso, não acha? Ainda não acredito que seja real — balbuciou depois de um tempo.

Vi que seus olhos enchiam de lágrimas e me apressei a mudar de assunto.

— Vamos deixar esse assunto para depois — dei um sorriso a ela. — E então? — perguntei, com entusiasmo.

Ela olhou para mim e riu.

— Então o quê? — Se fingiu de desentendida e a olhei brava.

— Conte logo a novidade — apressei-a.

Semana passada ela havia marcado esse jantar com o intuito de contar uma novidade. Eu suspeitava desde o início da noite do que seria, mas ao vê-la pedir suco de laranja em vez de uma bebida alcoólica, tive a certeza.

Contudo, não podia perder a oportunidade de ouvi-los dizer.

— Certo, certo. — Ela cutucou Tommy e deu a ele um olhar significativo. Senti o olhar de Oliver em mim, mas não havia a menor chance de tirar os olhos da minha amiga e não conseguir ver sua feição. — Licy, — sorri, apenas Sara me chamava assim. — Ollie…

— Queridos amigos — Tommy brincou. Ele tentou prolongar o momento, mas ao olhar para mim mudou de ideia. Estava quase pulando da cadeira. — Tudo bem, fala logo, amor — disse para Sara.

Ela me olhou com e percebi seus olhos brilharem de uma pura felicidade.

— Eu estou grávida!

Devo ter dado um grito, pois várias pessoas nos olharam, mas não me importei. Levantei-me rapidamente e abracei minha amiga apertado.

— Estou tão feliz por você — sussurrei em seu ouvido.

— Certeza que você será a melhor tia do mundo — ela sussurrou de volta. Tive que piscar para não deixar as lágrimas saírem.

Considero Sara como parte da minha família, mas ouvi-la dizer tão coisa só me fez lembrar a sorte que tenho em tê-la por perto. Mesmo sendo irmã da mulher que persegue meu noivo.

— Não tenha dúvidas disso.

Notas finais
Ansiosas para o feedback de vocês. Beijos, Stilinski ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.