Say Something
2 Capítulo I — Love Me Harder
Notas iniciais
Felicity
Nove meses atrás...
Observei o desenho deslumbrando de um dos milhares vestidos de noiva daquela revista. Esse era o mais bonito do que os últimos que tinha visto. Poderia ser uma opção.
— Gostei desse — ergui a revista até Thea que avaliou o desenho por alguns segundos.
— É lindo — elogiou. — Mas o véu e grinalda não irá combinar — descartou-o.
Não consegui segurar o suspiro frustrado que estava guardando desde que vimos o terceiro vestido. Esse era o vigésimo.
Desde o começo, quando Thea me arrastou até um ateliê de noivas, sabia que não seria uma tarefa fácil, uma vez que eu quero algo simples, mas minha cunhada ignora esse meu pedido. Falta cerca de onze meses para o casamento, e acho cedo escolher um vestido agora. Entretanto não posso negar que me sinto inteiramente feliz por estar preparando o meu casamento.
Ao olhar para a estilista atrás de Thea notei que ela acha graça da caçula dos Queen. E não posso julga-la, pois eu também acho. Até parece que ela é quem é a noiva.
— Estou com fome — anunciei, em uma tentativa de sair logo daqui. — Podemos ir almoçar ou a senhorita prefere ir em mais algum outro lugar? — indago para a mais nova, enquanto me levanto do pequeno sofá.
— Tem certeza que não quer olhar aquelas revistas de Nova Iorque? Os vestidos dela são maravilhosos — sorriu encantada.
— Prefiro esperar um pouco mais — arrumei a bolsa no meu ombro. — Ainda falta pouco mais de dez meses. Até lá vou encontrar algo que me agrade — garanti.
— Algo que lhe agrade com véu e grinalda, certo? — ergueu as sobrancelhas na minha direção.
Soltei uma risada alta e Valerie, a estilista, riu junto comigo. Quando eu e Oliver contamos a Thea que estávamos noivos ela ficou radiante e, naquele mesmo dia, descobri o quanto ela adora casamentos. E quando me confidenciou que sonha o dia que Roy irá fazer o pedido a ela, soube o porquê.
— Hum... — fingi pensar e ela revirou os olhos. — Vamos logo, Thea — pedi impaciente.
Era quase duas da tarde e havíamos saído as dez. Precisava comer urgentemente, antes que começasse a ficar irritada com tudo e com todos.
Nos despedimos de Valerie e fomos até o restaurante mais próximo. Fizemos nossos pedidos e, enquanto esperávamos, embarcamos em uma conversa cotidiana.
— Quando irá terminar o seu curso? — pergunto a ela.
— Daqui a umas três semanas — sorriu de forma genuína. — Não vejo a hora de finaliza-lo.
Thea faz faculdade de administração. Não posso negar que fiquei surpresa quando ela disse que esse era o curso que queria fazer, nunca imaginei ela exercendo essa profissão. Todavia, descobri que é apenas uma forma de fazer Oliver dá-la o comando da boate.
E não tenho duvidas que ele fará, já que sua irmã tem se mostrado uma ótima líder.
— Estou feliz por você — peguei sua mão sobre a mesa e a apertei, oferecendo-lhe um sorriso que logo foi correspondido. — Você não tinha que acompanhar sua mãe ao medico hoje?
— Meu Deus — cobriu a boca com a mão e soltou uma risadinha abafada. — Tinha me esquecido — confessou, enquanto abria a bolsa e pegava seu celular.
Seu semblante relaxou quando viu as horas e disse que ainda tinha tempo e que encontraria Moira na clinica após nosso almoço.
— Então... Oliver já encontrou outra secretaria?
— Não — suspirei. — A ultima esqueceu de informa-lo de duas reuniões. Mas eu acho que um pouco é implicância dele — revirei os olhos ao lembrar de suas reclamações.
— Implicância como? — tombou a cabeça para o lado e me olhou com curiosidade. Antes que pudesse responder, o garçom chegou novamente até a mesa. — Obrigada — agradeceu a ele que colocava nossos pedidos sobre a mesa. Agradeci também e ele se virou.
— Ele quer que eu volte a ser sua secretaria — contei.
— Mas isso já era de se esperar — riu e levou a taça com água até sua boca. — Ollie é um bobo apaixonado — apesar do deboche Thea sorria.
Abri a boca para responde-la, porém parei assim que senti meu celular vibrar sobre a mesa. Não consegui conter o pequeno sorriso que surgiu no canto dos meus lábios ao ver quem era.
— E por falar nele — mostrei a ela o visor do meu celular onde o nome e a foto do meu noivo aparecia. — Licença — pedi a ela que assentiu.
Caminhei até o banheiro para que pudéssemos conversar com mais privacidade. Além do mais, se bem conheço Thea, ela se intrometeria na conversa a cada nova fala minha.
— Oi — falei, enquanto fechava a porta atrás de mim.
— Hey, loira — me cumprimentou. — Onde você está? — sua voz transparecia sua preocupação.
— Almoçando com a Thea — respondi. — Por que?
— Eu sai mais cedo da empresa para passar o dia com você, mas já vi que não vai rolar, não é? — perguntou em meio a um suspiro frustrado.
Entendi na hora o que ele queria dizer. Quando disse a ele que estou com Thea, não tenho duvidas que imediatamente visualizou nós duas no shopping rodeada de compras – dela. Não posso culpa-lo, pois sei que se ela não tivesse que ir ao medico com a mãe, estaríamos mesmo.
— Fico feliz em dizer que não — soltei uma risada baixa. — Não que eu não queira sair com a sua irmã, porque eu quero. Mas você sabe como ela... Enfim — comecei a divagar enrolando-me um pouco nas palavras. Balancei a cabeça e segui com a minha fala. —, em meia hora estarei em casa — disse por fim.
— Estarei esperando — murmurou satisfeito. — Eu te amo — nunca me cansaria de escutar isso.
— Eu também te amo — respondo com um suspiro apaixonado.
Encerro a chamada e saio do banheiro indo até a mesa que compartilhava com minha adorável cunhada.
— Deixa eu adivinhar — pausa. — O meu irmãozinho quer sua presença?
— Ciúmes? — brinco com ela que revira os olhos. — Ele está em casa.
— Eu não vou ficar indignada dessa vez, porque eu tenho que ir até a clinica com minha mãe. — argumenta.
Tão logo terminamos nossa comida, Thea pensou em pedir sobremesa, mas desistiu e foi embora antes que se atrasasse. Achei melhor assim. Quero voltar pra casa logo.
Como tínhamos resolvido rachar a conta, paguei o que faltava por minha parte e fui a procura de um taxi. Tinha vindo com Thea, em seu carro. Alguns minutos depois estava de frente ao prédio do apartamento que dividia com Oliver. Paguei o motorista e desembarquei do taxi. Ao passar pela recepção, avistei o gentil porteiro do prédio, Sr. Melo, sentado atrás do balcão lendo o jornal distraído.
Passo por ele desejando um “boa tarde” que ele retribui com um pequeno sorriso.
Assim que abro a porta do apartamento respiro fundo e chuto meus saltos para o lado da porta. Oliver estava sentado no grande sofá que há na sala vendo um jogo do Blue Jays todo concentrado. Deixo minha bolsa e as chaves no balcão da cozinha o mais silenciosamente possível, na ponta dos pés me aproximo lentamente dele.
Antes que fizesse algo, ele me puxa pelos pulsos fazendo-me gritar de susto e cair por cima dele que me encarava divertido.
— Você achou que ia me assustar? — ele exibia agora um sorriso irritante.
— Talvez — dou de ombro, colocando em meu rosto uma feição mau humorada.
Precisava ser tão sem graças assim?
Oliver me puxa pela cintura me fazendo sentar em seu colo, mas eu não me mexo muito.
— Felicity — tentava não parecer uma idiota apaixonada, mas estava ficando difícil. Eu adorava vê-lo irritado. — Você esta sorrindo.
— Droga — praguejo por não conseguir conter minhas reações bobas diante dele.
— Eu não ganho nada? — se faz de indignado me fazendo revirar os olhos. — Que rude, Felicity Smoak.
Não conseguindo me conter o puxo pelo colarinho fazendo-o sorrir antes de nos beijar. Nunca irei me acostumar, cada vez que nos beijamos fica mais forte, me faz sempre quase ter um ataque cardíaco. Mas, ao mesmo tempo é suave e doce, cálido e cada vez mais sempre exigente. Nossos beijo é perfeitamente sincronizado, como se fizéssemos isso a vida inteira. Ao mesmo tempo é emocionante, como se fosse a primeira vez — ou a última.
Sinto meus pulmões gritarem por oxigênio e, um pouco hesitantes, vamos terminando o beijo lentamente.
— Isso sim é uma recepção e tanto — ele diz ofegante. — Senti saudades — confessou com sinceridade. Tombei a cabeça para trás e soltei uma gargalhada e ele me olha, encantado.
Oliver tem uma lábia incrível. Sabe o que dizer e quando dizer. Mas, felizmente, eu já o conheço bem. Então algumas das suas cantadas não surtem o efeito que deseja em mim.
— Oliver, você me viu hoje de manhã — argumento, me levantando.
— Na verdade foram exatamente 20 minutos, porque depois minha irmã apareceu e nem tempo de falar eu tive — retruca indignado.
— Graças a Deus eu não tenho irmãos — penso alto.
— Você tem Thea. — ele vai até a cozinha e pega uma maçã. — Mesmo não tendo irmãos, você ganhou uma irmã. E você sabe como ela é, não adianta fugir, já está presa a mim.
— Eu amo estar presa em você — ele solta uma risada baixa mordendo a maçã. — Eu também amaria ter um filtro entre minha boca e meu cérebro.
— Eu amo você sem filtro, é o que te faz mais notável — seus braços rodeiam minha cintura. — Que tal um banho? Eu aposto que você precisa relaxar, imagino que minha irmã lhe deixou louca de tanto ficar olhando vestidos — deposita um beijo molhado em meu pescoço.
— Um banho, ótima ideia — sorrio para ele. — Banheira? — sugiro.
— Banheira. — beija meus lábios, descendo as mãos até um pouco abaixo da minha cintura. Tomei um impulso, enlaçando-me em seus quadros.
Não sei dizer como, mas Oliver conseguiu nos levar tranquilamente até o banheiro. Depositou-me de volta no chão, ligando a torneira da banheira.
— Tire a roupa — ordenou.
Seu tom de voz grave e autoritário serviu para me deixar ainda mais excitada. Fitei o zíper da minha calça jeans e comecei a desabotoa-las, porém não avancei muito. Oliver, que já estava despido, veio até mim e arrancou o meu jeans, tirando a minha blusa e o meu sutiã em seguida.
Quando estou usando somente uma calcinha na cor azul, ele se afasta um pouco e analisa meu corpo com aquele habitual olhar quente, admirado, que sempre usa em momentos como esse. Quando estamos a sós.
— Ver você assim, praticamente nua na minha frente, é uma porra de sensação incrível — rugiu, tocando meus cabelos e os colocando para trás. Arfei quando seu hálito quente acariciou a pele da minha nuca. — É a segunda melhor coisa que eu já senti na vida.
— Qual é primeira? — consegui perguntar, mesmo estando tremendo de tanta excitação.
Ele não me beijou. Não me tocou de forma mais intimida. Apenas ficou ali, roçando sua boca entre meu pescoço e nuca.
Suas mãos desceram do meu cabelo e acariciou lentamente meus seios. Só consegui gemer. E ele sorriu.
— Quando eu estou enterrando fundo dentro de você — sussurrou. Naquele ponto eu já estava quase tendo um orgasmo.
Deus, me ajude.
Merda... Ele está fazendo isso de proprosito.
Sem consegui esperar muito, colei meus lábios nos dele que prontamente os abriu, mergulhando sua língua em todos os cantos da minha boca. Oliver sabe bem o que faz. Sexo é o assunto dele. Por mais que isso tenha ficado claro para mim desde a primeira vez que coloquei nos encontramos, não posso negar que sinto um pouco de incomodo.
Na verdade, toda vez que penso nisso, fico irritada e chateada.
Saber que ele aprendeu tantas coisas sobre sexo, com outras mulheres, desperta um lado ciumento que eu odeio. Porém, a um tempo atrás, eu fui a secretaria dele... Sei como praticamente todas do sexo feminina o idolatram.
Deixei esses pensamentos de lado no exato momento em que senti seus dedos abaixando minha calcinha, até metade da coxa. Acariciou minha intimidade molhada e senti um fogo subir pela minha coluna.
— Humm — soltou um gemido abafado quando enfiou um dedo na minha entrada. — Molhadinha — suspirou.
Tive que segurar fortemente em seus ombros quando ele acrescentou mais um dedo. Minhas pernas fraquejaram e gemidos descontrolados saiam da minha boca.
Fechei meus olhos e no momento seguinte estávamos nós dois dentro da banheira. Estava tão embriagada de prazer que nem me dei conta disso de imediato.
— Oliver — choraminguei seu nome, me remexendo sob ele.
— Shhh — foi sua resposta.
Ainda de olhos fechados, gritei quando ele passou a língua em um dos meus mamilos já endurecidos. Agarrei seus cabelos e pressionei ainda mais seu rosto ali, pedindo por mais.
Resmunguei em protesto quando ele retirou seus dedos de mim. Mas foi só até vê-lo se encaixar mais entre minhas pernas e me penetrar.
— Ah... Isso — disse a ele, envolvendo minhas pernas em sua cintura. As estocadas ficaram mais fortes e me senti fraquejar a medida que o orgasmo se aproximava.
Seus lábios buscaram o meu em um beijo violento e urgente. Não tive tempo de pensar e nem queria. Eu queria gozar, e Oliver parecia querer o mesmo.
E foi isso o que aconteceu, quando eu gritei alto e ele afundou a cabeça no meu pescoço, urrando.
Mais tarde, quando voltamos para a cama querendo mais, Oliver recebe um telefonema com a noticia que iria ter que voltar a empresa para resolver um problema de urgência. Ele promete que resolveria o mais rápido possível e voltaria para terminar o que começamos.
Sento-me no sofá e pego o controle da televisão, pulando os canais. Não teria o que fazer até meu noivo voltar.
Havia tentado falar com Thea ou Helena, mas nenhuma delas estavam atendendo.
Falei com a minha mãe através da chamada de vídeo e, quando desligamos, a campainha tocou. Olhei para a porta e estranhei o horário da visita. Já estava escuro lá fora.
Bom... Seja já quem for, é bem insistente, pois não para de tocar a campainha um segundo se quer.
— Espere! — pedi, enquanto andava apressadamente até a porta.
Fiquei surpresa quando encontrei ali uma mulher desconhecida por mim. Ela estava sorrindo, mas seu sorriso se apagou ao me ver.
— É, hum, olá — cumprimentei, incerta no que dizer.
— Olá — maneou a cabeça para o lado em cumprimento e olhou sobre meus ombros. — Esse é o apartamento do Oliver Queen? — ela pergunta.
Observe-a por um instante e seu rosto me pareceu um pouco familiar, agora. Mas não conseguia me recordar quem é.
— Sim — concordei com um aceno.
— E ele está?
— Não. Não está — respondi, de maneira educada. E, veja bem... Ela é uma bela mulher que está na porta do meu apartamento perguntando pelo meu noivo? Jura? — Desculpe, mas qual o seu nome? — perguntei, sem disfarçar minha curiosidade.
— Laurel Lance — espremeu os lábios em minha direção.
Oh, não.
Isso... é... Serio?
Ela não pode ser Laurel Lance. Pelo que eu sei, essa mulher está sumida por anos.
Mas, pensando bem, ela se parece mesmo com a garota das fotos que Thea me mostrou.
— Você vai me deixar entrar? Ou prefere ficar parada olhando pra minha cara? — suas perguntas sarcásticas me tiraram dos meus pensamentos.
Seu tom de voz não me agradou, mas eu sou uma pessoa educada, então deixei-a passar. Mesmo que eu esteja ainda atordoada.
— Hã, fique a vontade — falei a ela. Seu olhar e sorriso debochado me deixou levemente irritada.
De repente lembrei que estou vestindo somente uma camisola branca, que não cobre muita coisa. A questão é que eu esperava por Oliver, e não pretendia dormir.
— Você ainda não se apresentou — me lembrou, enquanto sentava-se no sofá e cruzava as pernas.
— Me chame de Felicity — falei, torcendo para que ela não diga mais nada.
Não deveria ter deixando-a entrar. Sua presença me deixa incomodada... Não sei muito a seu respeito. Mas o que sei já é o suficiente para me deixar tensa: Ela é a ex-namorada do Oliver.
— Felicity, você me parece nervosa — Laurel disse, depois de alguns segundos. — Não se preocupe. Eu sabia bem quando decidi aceitar minha viagem a trabalho que Oliver procuraria alguém para se divertir — contraiu o cenho, revirando os olhos. — Mas estou de volta e ele tem a mim novamente — o quê? Do que essa maluca está falando? — Você já pode ir, okay? Se tiver ido embora quando Olie chegar, nos poupara de uma cena constrangedora.
Não movi um musculo se quer. Acho que o sangue do meu rosto até sumiu. Senti um pouco de medo dela. Essa mulher é louca!
Quem ela pensa que é para falar assim comigo? Está dando a entender que eu sou uma vadia que o Oliver pega para se divertir.
— Espere — pedi, movendo-me finalmente. — Você está me mandando embora da minha própria casa? — perguntei a ela. Não sei se minha voz saiu de um modo incrédulo ou cético.
— Sua casa? — pareceu se espantar.
— É. Minha casa — concordei. — Olha só Laurel — passei a mão pela minha nuca, dando alguns passos a frente. — Eu deixei você entrar, estou sendo educada e paciente, mas se você continuar com esse papo, te ponho pra fora, entendeu? — perguntei, bastante séria. Ela não esboçou nenhuma reação. — Vou colocar outra roupa. Fique aqui, por favor — pedi. Tem vez que esse meu lado gentil me irrita. — Ou se preferir, pode ir embora — murmurei.
Coloquei um short de pijama e uma blusinha regata. Fazia muito calor naquela noite. E eu tinha tantos planos para essa noite quente.
Quando voltei a sala, Laurel estava na mesma posição. Não falei nada. Ela também não. Me sentei no outro sofá e ficamos esperando no mais absoluto silêncio.
Sei que não é certo da minha parte, pois eu nem a conheço, mas essa mulher não me agrada. Tinha algo estranho nela. Todavia, não sei dizer o quê.
Passaram-se por volta de uns vinte minutos quando a porta foi finalmente aberta. Oliver entrou e seu olhar foi direto de encontro ao meu, por alguns segundos me senti melhor. Mas foi só até a voz enjoada da mulher ecoar pela sala.
— Olie — disse ela, levantando rapidamente.
Ele virou o rosto em sua direção, fitando-a por tempo demais. Definitivamente, por um tempo demais.
— Laurel — finalmente disse, com a voz engasgada.
E pela primeira vez naquela noite, desde que essa mulher bateu na nossa porta, a realidade me bateu. E senti medo de perder o meu Oliver.
Fale com o autor