Say Something
1 The Beginning
Notas iniciais
Então, esse é o primeiro capítulo de uma nova era. Tá bom isso foi ridículo.
Mas se divirtam.
Tony e Ziva haviam ficado presos em um esconderijo de Michel. O lugar era escuro e cheirava mal. Michel havia escondido eles em uma espécie de fábrica e para dificultar a entrada de outras pessoas, a porta só abria por dentro. A porta era metálica parecia com um elevador.
Depois de duas semanas presos lá dentro, os dois finalmente conseguiram escapar:
- Ziva. Vamos, corre.
Quando já estavam do lado de fora, Tony sentiu Ziva parar:
- Zi, o que você está fazendo?
- Tony, Michel está aqui por minha causa. Eu preciso resolver isso. Se ele não morrer ele vai matar mais e mais pessoas. Vá atrás do Gibbs e me deixe resolver isso.
Tony segurou a mão de Ziva e apertou bem forte:
- Eu não vou deixar você ir. Eu te amo e não vou te deixar sozinha.
Ziva passou a mão nos cabelos do Tony e quando ia dizer alguma coisa o celular de Tony tocou:
- Alô, chefe. Estamos bem. Conseguimos fugir. Pede para o McGee rastrear o meu celular, porque eu não sei onde estamos... – Tony olhou para Ziva, mas ela não estava mais na sua frente. Tony conseguiu enxergar Ziva entrando novamente na fábrica e viu a porta se fechando. – Ziva, não Ziva, espera, por favor. – antes da porta se fechar, Ziva sussurrou um “eu te amo”. – Ziva abre essa porta, por favor. Não faz isso. ZIVA.
Tony ficou batendo na porta por dez minutos até que percebeu que era inútil. Sentou-se encostado na porta e esperou por Gibbs. Em meia hora Gibbs chegou com mais cinco agentes:
- DiNozzo. – Gibbs disse esticando a mão e tirando Tony do chão. – Cadê a Ziva?
- Ela voltou lá pra dentro. Chefe, a porta não se abre.
Ficaram horas e horas tentando abrir aquela porta, mas sem êxito. Gibbs ligou para o corpo de bombeiros. Mas os bombeiros não deram conta do recado:
- Minha agente está lá dentro. Vocês precisam abrir essa porta. – Gibbs dava ordens aos bombeiros.
- Senhor. Encontramos uma coisa. – gritou um dos agentes que acompanhavam Gibbs.
Todos foram correndo para a parte de trás da fábrica e o agente Dornet apontou para uma porta:
- Droga. Como eu não imaginei isso? – Tony se lamentava.
Quando Gibbs pegou na maçaneta a porta se abriu. Todos os agentes fortemente armados entraram e vasculharam por todo o local, mas nem sinal de Michel e muito menos de Ziva.
Pov’s Tony
Mesmo eu querendo ficar e ajudar, Gibbs me mandou para casa. Ele sabia da minha relação com a Ziva. Quando ela foi para Israel, eu consegui convence-la a voltar para Washington. Já fazia cinco meses que isso havia acontecido, desde então morávamos juntos.
Cheguei em casa e joguei minha mochila no chão. Entrei e a minha primeira reação foi pegar uma foto de Ziva que estava na estante; “Eu vou te achar”. Eu precisava acha-la, minha vida sem ela seria um vazio absoluto. As coisas não podiam ser assim.
Mal dormi, na verdade, eu nem dormi. Cheguei na sede do NCIS meia hora antes do meu horário habitual. McGee já estava lá, sendo movido a base de cafeína. Gibbs estava na sala do Vance, resolvendo as burocracias do caso. Eu só conseguia olhar para a mesa vazia que estava na minha frente.
A semana passou lenta e torturante. Cada dia que se passava era uma facada em meu peito.
Era domingo e eu não queria ficar em casa. Então vesti uma roupa mais casual e fui para o parque ver as pessoas correndo. Sentei-me em um banco e notei que uma mulher caminhava em minha direção, virei meu rosto, mas senti ela tocar meu ombro:
- Tony?!
- Zoe?! – me levantei e dei um abraço na minha antiga amiga.
- Como estão as coisas?
Me sentei novamente no banco e comecei a contar para Zoe tudo o que estava acontecendo. Sem muitos detalhes. Conversamos por meia hora, voltei para casa e tomei um banho para poder descansar.
Seis meses depois
Ainda não tínhamos nenhuma noticia da Ziva. Isso estava me deixando completamente louco. Não ter ela e não saber dela era um castigo. Acordei e sentei-me na cama olhando para o nada e então me veio a mente a imagem de Ziva e da nossa primeira noite juntos.
Flashback On
Eu estava deitado na cama me recuperando da noite de amor incrível que eu acabará de ter. Ziva estava no banheiro fazendo não sei o que. Descobri que ela estava tomando banho, quando ouvi o barulho do chuveiro. Uns vinte minutos depois ela saiu cobrindo seu corpo apenas com a minha toalha, que agora era nossa. Ela parou na porta e ficou me olhando:
- O que foi? – perguntei um pouco incomodado.
- Podemos conversar?
- Claro que sim. Senta aqui. – bati na cama. Ela sentou-se arrumando a toalha em seu corpo. – Quer conversar sobre o que?
- Nós... e o pra sempre. – ela me respondeu com um lindo sorriso no rosto.
- Eu te amo David. Nada vai mudar isso.
- Eu também amo você.
Deitei minha cabeça em seu colo, deixando ela me fazer um cafuné.
Flashback Off
Como eu sentia falta dos carinhos dela, do cheiro dela, da presença dela. Eu sentia falta até das nossas brigas. No trabalho era difícil aguentar, mas em casa era mil vezes pior. As incertezas e dúvidas que rondavam a minha cabeça me deixavam maluco e paranoico. Eu estava com medo e o medo pode cortar mais fundo do que uma espada.
Levantei-me e tomei meu café. Segui lentamente para o NCIS na esperança de ter alguma notícia boa. Mas a decepção tomou conta de mim, quando cheguei e vi a mesma cena de seis meses atrás. Gibbs na sala do Vance, McGee se entupindo de cafeína e a mesa de Ziva vazia. Passei ao lado da mesa dela e peguei na bandeira de Israel que tinha lá.
Resolvemos um caso atrasado durante o dia, mas quando estávamos indo embora, a polícia local entrou na base do NCIS com Michel Malic:
- Me soltem seus desgraçados. Eu vou matar cada um de vocês. Filhos da mãe. – Malic gritava feito uma criança.
Gibbs fez sinal para a polícia leva-lo para a sala de interrogatório:
- DiNozzo, você quer interroga-lo comigo ou não vai conseguir? – o chefe estava me deixando escolher. Eu queria arrebentar a cara do Michel, mas eu iria me controlar ou Gibbs me tiraria da investigação de vez. Ele e Vance já tiveram várias brigas e discussões sobre a minha capacidade de acompanhar as investigações do sumiço da Ziva.
- Eu vou com você, chefe.
Segui Gibbs até a sala de interrogatórios. Michel já estava lá, sentado e algemado. Gibbs sentou-se e fez sinal para eu me sentar ao seu lado, mas preferi ficar em pé:
- Onde está Ziva? – Gibbs foi direto. Eu achei que ele faria algum tipo de joguinho, mas não foi isso que aconteceu.
- O que? Eu não sei.
- Naquela noite ela voltou lá pra dentro da fábrica onde você estava. Pare de mentir ou prenderemos você agora mesmo. Quer dizer, o meu chefe vai te prender, porque eu vou arrebentar a sua cara. – eu perdi meu controle. Gibbs me olhava com reprovação. Então voltei para o canto da sala e me escorei na parede.
- Olha aqui agente DiNozzo, eu não sei aonde aquela sua cadela está. Naquela noite ela voltou sim lá pra dentro. Eu fugi pela porta dos fundos e ela me seguiu, cheguei a um ponto onde já estava bastante cansado, então me escondi, quando ela passou consegui pega-la. Só que aquela vaca me acertou, lutamos um pouco e quando eu esfaqueei sua perna pensei que a luta já estava ganha, mas ela me deu um tiro no tórax. – ele disse levantando a camiseta e mostrando um ferimento que estava em seu peitoral. – depois ela fugiu e eu nunca mais a vi.
Notas finais
Eu também acho, mas tinha que ser assim. Se não ia ficar muito monótono.
Espero que tenham gostado.
Beijos da Tia Cla :*
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