Say Something
5 Talking With Abby
Notas iniciais
Pov’s Abby
Eu fiquei triste pelo o que o Gibbs disse. Eu não pensava aquilo dele, eu amo aquele cabeça dura mandão, mas ele tinha razão. Eu deveria ter contado, ele sempre me apoiou em tudo.
Ele saiu do meu laboratório sem nem me deixar contar o que eu tinha descoberto, então eu falei com o Tim e o Tony e depois fui atrás do Gibbs e achei ele na cafeteria. Ele tomava um copo grande de café extra forte e olhava para o nada. Me aproximei e sentei-me junto a ele:
– Me desculpa, Gibbs.
– Nunca peça desculpas é...
– Não venha me falar isso. – eu não acredito que ele ia citar essa regra estúpida justamente pra mim. – Devemos nos desculpar sempre que fazemos alguma coisa errada, sempre que magoamos alguém, porque essa pessoa pode não fazer mais parte da sua vida e você pode nunca mais conseguir pedir perdão. – Gibbs não dizia nada, apenas me olhava. Eu poderia ficar irritada com isso, mas eu sabia que ele estava me ouvindo. – Você é um pai pra mim e eu me sinto culpada de não ter conversado com você antes. Eu não queria manter isso em segredo, mas eu achei certo fazer isso. Então, estou perdoada?
– Claro que está. Mas da próxima vez que mentir pra mim, eu juro que vou começar a bater em sua cabeça também.
Foi ótimo ouvir aquilo. Gibbs e eu rimos, então ele se levantou e deu um beijo em minha bochecha e foi embora.
Fiquei sentada sozinha, pensando. Pensando em como as coisas estavam diferentes, como nós havíamos mudado nesses dois anos. Por exemplo, eu mudei, eu não tenho mais medo de errar, depois de tanta coisa que aconteceu nesse mundo, mais um erro meu não vai fazer diferença. E isso me fez pensar novamente, as pessoas nascem ruins ou aprendem a ser? Eu realmente não sei.
O resto do dia passou normal, sem mais nenhuma surpresa. Quando deu meu horário de ir peguei minhas coisas e fui embora de pressa.
Passei em casa tomei um banho e peguei algumas coisas que eu havia comprado. Eu queria fazer uma surpresa para o McGee. Na verdade seriam duas surpresas. Peguei meu celular e mandei uma mensagem pra o Timmy pedindo pra que ele me encontrasse na casa do lago que ele havia ganhado de herança de algum tio dele. Eu iria fazer um jantar surpresa e contar a surpresa.
Fui em direção a casa, que ficava um pouco afastada da cidade. Peguei as compras no carro e levei tudo para a cozinha. Em meia hora fiz um jantar incrível, modéstia parte, eu sou uma ótima cozinheira. Fiz o prato preferido do Timmy: lasanha com bastante queijo e panquecas com bastante queijo.
Meu celular vibrou e era uma mensagem do McGee:
“Abs, eu chego daqui meia hora. O trânsito está péssimo. Mas agora mesmo chego. Te amo”
Voltei minha atenção para a mesa de jantar que eu estava preparando. Coloquei dois pratos sobre a mesa e mais duas taças de vinho. Estava acendendo algumas velas pela casa quando ouvi um barulho:
– Olá? – perguntei para o nada. – Tem alguém aqui?
Eu sei que isso era inútil, mas valia a pena tentar. Andei até o corredor que levava a entrada principal e escutei a porta se fechar. Corri até ela, mas a mesma estava trancada. Fui novamente até a cozinha e as cortinas estavam pegando fogo:
– Socorro! Socorro!
Corri até a estante onde estava o meu celular, mas não o achei lá. Fui andando meio tonta por conta da fumaça até a porta dos fundos, mas também estava trancada.
Agora tudo estava em chamas. Eu não conseguia parar de chorar, eu estava com muito medo. Eu não queria morrer assim. Minhas forças foram se acabando e eu deitei no chão da cozinha. Fiquei deitada no chão esperando aquilo tudo acabar. Então ouvi um barulho de porta sendo arrombada e em alguns minutos senti alguém me puxar pelos braços. Não consegui aguentar, eu acabei desmaiando.
Acordei deitada em um colo familiar, me aninhei no colo do estranho que até então eu acreditava ser o Timmy, mas quando eu olhei para cima vi o rosto de Ziva:
– Ziva?!
– Abby, você está bem? – quando eu abri a boca “Ziva” me calou com os dedos. – Não fale nada, Abs. Você precisa guardar sua energia. – “Ziva” acariciava os meus cabelos de forma carinhosa. – Eu sinto sua falta, na verdade, eu sinto a falta de todos vocês. Eu sei o que está pensando, mas eu não posso fazer nada. Não é culpa dele. Eu sei que ele não tem o direito de machucar vocês desse jeito, mas não é ele. Ele só manda as mensagens. Eu o compreendo.
– Ziva, você sabe quem está fazendo isso com a gente? – ela afirmou sem parar de me alisar. – Então me conte.
– Eu não posso, eu prometi pra ele que não iria contar pra ninguém. Não é culpa dele Abby, não é. Agora eu preciso que você durma. Descanse Abby, o bebê não pode se agitar.
Eu adormeci. Quando acordei novamente, estava em um hospital. Quando abri meus olhos, McGee já veio correndo em minha direção.
– Meu amor, como você está? Isso é culpa minha, eu não devia ter demorado tanto. Eu podia ter perdido você. – McGee apertava meu rosto com as duas mãos.
– Não foi culpa sua Timmy. Se estivesse lá seríamos nós dois aqui nessa cama.
Eu sorri de lado e Timmy me beijou, passei as mãos em seu cabelo e puxei de leve. Eu precisava ter aquele contato com ele. Eu me sentia tão segura quando estava com o Timmy e dessa vez não foi diferente. Alguém abriu a porta fazendo Timmy se assustar e interromper nosso beijo. Era o Gibbs:
– Abby, como está? – Gibbs me perguntou em um tom preocupado.
– Eu estou bem melhor agora, Gibbs. – eu sorri e Gibbs retribuiu.
– Mas como você conseguiu sair da casa em chamas? – agora era Timmy quem perguntava.
– Eu não sai de lá. Eu achei que você que tinha me tirado Timmy.
– Não! Quando eu cheguei você já estava do lado de fora.
Eu não acredito, não posso ter sonhado, alguém me tirou daquela casa e eu vou descobrir quem foi.
Depois de mais alguns exames o médico me liberou e mandou eu tomar bastante água. Timmy me levou para a casa dele e também disse alguma coisa sobre não me deixar sozinha.
Tomei um banho demorado, depois comi uma pizza com o Timmy. Deitamos na cama e eu deitei sobre o peito dele:
– Eu tinha preparado um jantar tão gostoso, mas no final, acabei comendo uma pizza.
Tim riu e me deu um beijo:
– Vou te recompensar depois, meu amor. – ele disse fazendo carinho em minhas pernas.
– Eu te amo Timothy.
– Eu também amo você, Abby.
Passei a mão no rosto dele e o beijei com toda a vontade que eu tinha. Timmy foi se deitando sobre mim e a forma como me acariciava deixava explícito as suas intenções. Eu realmente precisava dele, então dei corda. Timmy desceu seus beijos pra o meu pescoço e eu não consegui conter um pequeno gemido. Timmy foi subindo sua mão por debaixo da minha camisola e apertou meu seio me fazendo gemer um pouco mais alto agora.
Tim passou a mão em meu ombro e finalmente tirou a minha camisola e voltou a acariciar meus seios enquanto me beijava. Desci meus braços até a cintura dele e agradeci por ele estar apenas de cueca, então tirei a cueca que ele usava, com um pouco de dificuldade, mas tirei.
– Tim, chega... Por favor.
Timmy passou a mão nas minhas pernas separando as duas e se posicionou por entre elas, me deu um beijo simples e então me penetrou:
– TIMMY!
Foi impossível não gritar. Timmy começou a se movimentar rápido e eu arranhava as suas costas.
Eu sentia meu corpo todo tremer e meus músculos se contraírem, quando eu estava chegando a meu clímax, Timmy diminuiu a velocidade e começou a se mexer lentamente. Isso era tão bom, mas ao mesmo tempo tão torturante. Eu envolvi a cintura dele com as minhas pernas e comecei a me mexer junto com ele, obrigando-o a ir mais rápido. Mais alguns minutos e eu havia chegado ao meu ápice e alguns segundos depois o McGee.
Ele ficou parado em cima de mim com a respiração ofegante e depois começou a sorrir daquele jeito doce que só ele sabia fazer, Timmy se deitou ao meu lado e me abraçou.
Não falamos nada por alguns minutos, até que eu quebrei o silencio:
– Timmy, eu preciso te contar uma coisa.
– Pode falar, meu amor. – ele dizia enquanto acariciava meu rosto.
– Eu estou grávida!
– O que? Grávida? Abby, isso é... isso é muito... – Timmy não concluía a frase dele, o que estava me deixando muito nervosa. – Isso é tão... perfeito.
– Você acha? – eu perguntei sorrindo.
– Claro que sim. Ah Abby, eu te amo muito. Quando você descobriu?
– Faz algumas semanas.
– Então você ainda está bem pequenininho. – Timmy disse passando a mão na minha barriga. – Nós vamos ser muito felizes. Nós três.
Quando acordei Timmy estava se arrumando para o trabalho:
– Por que você não me acordou, Timmy?
– Não queria te perturbar. Você fica tão linda dormindo. – Timmy se abaixou e beijou minha bochecha.
– Mas eu tenho que trabalhar também. – eu disse me levantando e indo para o banheiro.
Depois que nos trocamos fomos para a cozinha tomar o café da manhã e só depois seguimos para o NCIS.
McGee ficou na sala de agente e eu desci para o meu laboratório. Fiz algumas pesquisas para outras equipes e sentei-me um pouco, eu estava ficando cansada com facilidade.
Eu estava me sentindo observada desde quando eu sai do hospital e agora no NCIS não era diferente. Não me preocupei muito com isso, mas estava ficando assustada. Meu celular vibrou e na minha mente já veio todas as mensagens que eu havia recebido durante esses meses. O que esse cara queria agora?
Abri a mensagem com o coração na mão, mas aquela mensagem era diferente de todas as outras, eu não tinha certeza, mas sentia que não era do nosso amigo secreto:
“Abby, eu preciso de ajuda. Eu não devia estar fazendo isso, mas eu realmente preciso de você, não conte a ninguém sobre essa mensagem. Vá até a casa no lago, aquela mesmo que você foi atacada.”
EU sei que não deveria ir ou que eu deveria contar isso pra alguém, mas eu precisava saber quem havia me salvado:
– Que mensagem é essa, Abs? – Tony apareceu atrás de mim.
Rapidamente bloqueie o meu telefone e o guardei dentro do bolso:
– Que mensagem, Tony?
– Quem te mandou isso? Quem precisa de sua ajuda, Abby?
– Ninguém. Esquece isso. Precisa de ajuda?
– Eu só vim te parabenizar pelo bebê. – eu abracei ele.
– Awn... obrigada, Tony.
Tony ficou conversando comigo por mais alguns minutos e depois subiu novamente. Eu fiquei inquieta pelo resto do dia. Eu queria ir embora. Foi bem difícil conseguir despistar o Timmy, ele me encheu de perguntas quando eu disse que tinha que sair.
Mas peguei o meu carro e fui em direção a “casa”. Eu estava com medo, mas eu tinha que fazer isso. E além do mais, o número do Gibbs estava na minha lista de emergência, qualquer coisa era só ligar pra ele.
Estacionei o carro e desci dele, caminhei até a casa lentamente, minha respiração estava falhando, quando eu entrei pela porta da sala que estava toda queimada eu escutei um barulho vindo da cozinha, dei meia volta e fui saindo da casa, havia sido um erro ir até lá:
– Abs, por favor, não vai embora. – escutei uma voz.
Me virei lentamente e no meio da escuridão eu consegui reconhecer uma figura que eu não via a muito tempo:
– Ziva?!
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