Saved My Life
2 Capítulo I.
Notas iniciais
Boa leitura~!
Algumas semanas se passaram desde que conheci Koen e passei a dividir meu bosque com ele. Descobri que é muito engraçado um tailandês tentando falar coreano, e Pataradanai descobriu que minha cara de desentendido quando ele fala gírias tailandesas é a coisa mais divertida do mundo. Temos nossas diferenças, é claro, ele curte Star Wars e eu sou Trekker até a morte. Ele torce pro Barcelona, e eu prefiro Real Madrid. Ele mal sabe as capitais dos países asiáticos, e eu já conheço quase todas do mundo inteiro. Mas isso não é ruim, porque como Koen mesmo disse, um completa o outro.
— Jongbae hyung! Desce daí e vamos dar uma volta de bicicleta! — Ouço a voz de Koen gritando, e vou até a janela para poder vê-lo. — Vamos lá hyung, vai ser divertido. — Ele fazia uma expressão muito fofa quando pedia algo, era impossível recusar.
— Espere um minuto, já estou descendo. — E então fui pegar minha bicicleta no porão, estava um tanto empoeirada, mas creio que ainda servia. Abri a porta de casa e dei de cara com Koen segurando dois colares iguais, com pingente de folha.- Waaah, pra quem são esses colares aí? — Perguntei.
— Pra minha namorada, é claro. — Ele tinha um tom de ironia na voz. — É óbvio que são pra nós dois. Um modo de simbolizar nossa amizade. É coisa de garota, eu sei... Ah, mas eu gosto, então, foda-se.
— E desde quando você me considera assim, Pataradanai?
— Por que não te consideraria?! Você é especial, hyung. — Corei com a afirmação dele. — Agora vamos lá bichinha, coloque isto no meu pescoço. — Koen estendeu um colar. Levantei seu cabelo castanho-escuro, que já estava quase na altura dos ombros, e coloquei o colar. — Minha vez! — Ele disse, balançando o colar no ar. Se virou, e envolveu seus braços ao redor do meu pescoço, tocando acidentalmente minha pele, o que me fez arrepiar. Encaixou o feixo, e finalmente retirou seus braços.
— Agora vão achar que somos namoradinhos, satisfeito? — Eu disse, falsamente irritado.
— Ah, vamos assumir logo nosso relacionamento, hyung! Já estou cansado de me esconder do mundo. — Brincou. — De agora em diante vamos andar abraçadinhos. — Koen colocou seu braço direito em volta da minha cintura, e eu só consegui rir da situação. — Tá, ok, chega de baitolagem, vamos logo andar de bicicleta!
Pedalamos pelo bairro inteiro, até chegarmos a um parque que estava cheio de crianças, onde Koen decidiu descansar. Ele comprou dois algodões-doce enormes, e voltou para se sentar ao meu lado no banco.
— Algodão-doce para minha namorada. — Ele disse estendendo um para mim.
— Obrigada... Namorado. — Completei, rindo. Koen hora comia, hora jogava o algodão-doce para os pombos.
Estava tudo meio silencioso demais, decidir interromper o silêncio.
— Pataradanai, posso te contar uma coisa?
— Pode, se parar de me chamar assim! É Koen, Koen! — Ele disse, e eu ri.
— É sério, poxa...
— Tá, vamos lá, diga.
— Você é meu primeiro amigo de verdade.
— O QUE? NÃO ACREDITO NO QUE ESTOU OUVINDO! — Koen se engasgou em seguida.
— Eu nunca tive amigos, as crianças não gostavam de mim, e... — Ele me interrompeu. — Ah, esqueça isso, agora você tem à mim, não tem? Eu sou o melhor amigo que uma pessoa pode ter. — Me envolveu em um abraço.
— Koen, obrigado. Obrigado por tudo.
Notas finais
Reviews, please? ♥
Fale com o autor