Saved In The Stars
6 Um piquenique divertido, e as aulas voltaram
Notas iniciais

– Vamos fazer um piquenique? — O rosado perguntou.
– Piquenique?
– É. Eu e você em um piquenique. – Sorriu.
– Certo.
Assim, nos preparamos e fomos ao parque ali perto.
O parque é lindo, para onde você olhava, via um campo verde com várias árvores e flores, ali perto havia um pequeno lago, do outro lado um parquinho para as crianças brincarem, e uma pequena praça, com um chafariz no centro rodeado de bancos.
Estendemos uma toalha debaixo de uma árvore, e nos sentamos.
– Que fome. — Natsu disse e já foi pegando um sanduíche que fizemos. Mal mastigou e já engoliu.
– Natsu, coma devagar.
– Mhaws isswho thsa myuitso bhwom. — Falou de boca cheia, ou pelo menos tentou.
– Engole primeiro e depois fala.
O rosado engoliu e falou novamente:
– Mas isso ta muito bom.
– Mesmo assim, faz mal comer tão depressa. Você devia pensar nas conseqüências de vez em quando. A é, você não pensa. — Resmunguei.
– Não seja tão má comigo Luce.
– Eu não estou sendo má.
– Está sim.
– Não estou.
– Está.
– Não estou.
– Está.
– Não estou.
– COM LICENÇA, DÁ PARA PARAREM COM ESTA BRIGA INFANTIL?! — Uma mulher que estava sentada perto de nós gritou. — Lucy? Natsu? São vocês? Tinha que ser.
– Ultear. — Sorri.
Ultear era a prima do Gray, a mesma possuía cabelos negros. Ela era super legal, mas não tente irrita-la, pois ela pode virar a Erza dois, acho que não chega aos pés da Erza, mas chega perto.
– Vocês não cansam de brigas infantis não? — Perguntou.
– Não estamos brigando. — Natsu falou.
– Então o que estão fazendo?
– Discutindo.
– Ah Jura? Nossa, tipo, a diferença é grande hein. — Falou sarcástica. — Dessa vez, qual era o motivo?
– Nem me lembro mais. — Falei.
– Nem eu. — Dessa vez foi Natsu.
– Sei que era por algo bem idiota. — Finalizei.
– E cadê o capitão cueca? — Natsu perguntou.
– Foi procurar o Lyon.
Lyon era primo do Gray e da Ultear também, o mesmo possuía cabelos brancos.
– O Lyon também está aqui? — Perguntei.
– Está, mas ele foi comprar uma garrafa de água e não voltou então Gray foi atrás dele.
Para falar a verdade, os pais de Gray e de Lyon nunca deram as caras, simplesmente os deixaram com Ur, que é a mãe da Ultear e tia deles, e desde então, Ur cria os três juntos.
– Ah, eles ali. — Ultear apontou para os dois que estavam se aproximando, e... Brigando.
– EU NÃO PEDI PARA ME SEGUIR! — Lyon gritou.
– E QUEM DISSE QUE EU QUERIA IR ATRÁS DE VOCÊ?! — Gray respondeu.
– FUI EU QUEM PEDIU PARA IR ATRÁS DE VOCÊ LYON, E GRAY, VOCÊ IRIA QUERENDO OU NÃO QUERENDO! — Ultear gritou para os dois que se calaram.
Gray nos avistou de onde eles estavam.
– Veja quem está aqui, se não é o esquentadinho e a loirinha linda. — Gray brincou.
– Olá Gray. — Cumprimentei.
– Olá Lucy. — Sorriu.
– Quem você chamou de esquentadinho seu stripper? — Natsu o encarou bravo.
– Você mesmo esquentadinho. Quem você chamou de stripper?
– Você mesmo seu stripper. — Os dois se encaravam mortalmente.
– Começou. — Ultear falou.
E lá se foi, os dois começaram a brigar.
– Olá Lyon. — Cumprimentei.
– Olá Lucy. — Sorriu.
– ATÉ QUANDO VÃO FICAR BRIGANDO?! — Ultear gritou para o rosado e para o moreno que ainda estavam brigando. Eles pararam de brigar na hora. — Melhor assim.
– D-desculpe Ultear-san. — Disseram os dois juntos, a cara deles me fez gargalhar.
– Do que está rindo loirinha? — Natsu perguntou.
– Da cara de vocês.
– Ah, eu tenho cara de palhaço? — Dessa vez foi Gray.
– Pensando bem... Tem sim. — Gargalhei da cara do moreno e Natsu riu junto. — E você também. — Falei me referindo ao rosado que logo parou de rir e fez um bico.
Ultear, Lyon e eu estávamos gargalhando da cara dos dois a nossa frente. Os mesmos nos encaravam com um olhar assassino.
– Que foi? — Perguntei com a cara mais santa possível.
– "Que foi"? Não, não foi nada, apenas, uma loira que está encrencada.
– Encrencada por quê? — Engoli em seco.
– Deixa. Apenas aguarde... — Assim, a frase incompleta do rosado, morreu no ar.
Ficamos em um silêncio incomodo. Apenas com o sorriso vingativo de Natsu.
Ultear foi quem quebrou o silêncio sufocante.
– Então, Lucy, Natsu, querem se juntar a nós? — Lyon perguntou.
– É vai ser divertido. — Completou Ultear.
– O que? Com esse foguinho? A Lucy tudo bem, mas ele? — Gray resmungou.
– Não resmunga Gray! — Ultear quase gritou. — Eles vão se juntar a nós, eles querendo ou não, e você querendo ou não.
– C-certo. — Concordou Gray.
Assim, nos sentamos junto a eles, comemos, conversamos, rimos, fizemos escândalos, brigamos, mas tudo acabou bem. O resto do dia foi muito divertido.
Assim, cada um foi para sua casa, Natsu para a sua (Eu acho), eu para a minha e Gray, Ultear e Lyon para a deles.
(...)
O fim de semana passou depressa, eu conversava com o pessoal de vez em quando, Natsu "invadia" meu apartamento e dormia por lá mesmo. Quando eu havia rido de Natsu no piquenique, ele disse que eu estava encrencada, e não é que ele disse mesmo? O mesmo me deu um banho no meio da rua, jogou um balde cheio de água em mim, e toda encharcada, fui lhe dar um abraço, assim, o deixando encharcado também.
Chegou segunda-feira e as aulas haviam voltado. Acordei cedo e comi alguma coisa, fiz a minha higiene matinal e coloquei meu uniforme, e sai de casa em direção a Fairy Tail School.
Cheguei lá, e avistei todos na entrada me esperando.
– Bom-Dia dorminhoca, você está atrasada. — Levy reclamou.
– Doce como sempre Levy-chan. Bom-dia para você também.
– Lucy, precisa ir dormir mais cedo. — Erza se pronunciou. — Bom-dia. — Sorriu.
– Não adianta se eu não estiver com sono Erza. — Falei. — Bom-dia. — Sorri em resposta.
– Bom-dia Lucy-san. — Juvia cumprimentou.
– Bom-dia Juvia. — Sorri para ela.
– Eai BunnyGirl. — Gajeel e seus apelidinhos.
– Olá Gajeel, e seus apelidinhos idiotas.
– Ge he. — Riu, se é que isso pode ser chamado de uma risada.
– Lucy. — Jellal sorriu.
– Olá Jellal. — Sorri em resposta.
– Eai Lucy como vai? — Gray perguntou.
– Olá Gray, vou bem. E... Suas roupas. — Ri.
– Quando foi que eu tirei?
– Luceeeeee! — Natsu gritou e passou o braço pelos meus ombros.
– Oieeeeeee! — Gritei no mesmo tom.
Rimos.
– Olá, olá, queridos e queridas. — Cana chegou ao estilo dela.
– Olá, olá, querida. — Cumprimentamos sempre Cana e nós todos nos cumprimentamos assim.
Cana entrou em sua sala com a Ultear que estão um ano a frente de nós, e logo fomos para as nossas também.
A professora entrou, a mesma possuía cabelos cor lilás e usava um óculos.
– Bom-dia alunos, é bom revê-los. — Laki a professora de Geografia nos cumprimentou.
Todos a cumprimentaram e logo a mesma já estava passando matéria no quadro negro que na verdade era verde.
A professora Laki, era muito gentil, mas era sombria às vezes. De vez em quando ela da medo, ela adora nos torturar e passa várias coisas para fazermos e copiarmos.
– Lu-chan, você e o Natsu estão muito grudentos. — Levy que estava do meu lado sussurrou.
– E por que está falando disso agora? — Perguntei.
– Porque eu já terminei.
Encarei a azulada com medo.
– Você é anormal. — Sussurrei. — Mas enfim, por que acha que eu e Natsu estamos muito grudentos? Nós sempre fomos assim.
– Estou falando destes mimos, dormirem um na casa do outro, na mesma cama, vocês agem como namorados Lu-chan. — Levy me olhou maliciosa o que me fez corar de leve.
– I-isso não é verdade.
– Não? Então ta bom, você está apenas se iludindo cada vez mais.
– Eu não estou me iludindo, eu e Natsu não agimos como namorados e você está com a mente muito suja pro meu gosto.
Levy riu.
– Acredite em mim, vocês ainda serão um casal.
– O papinho está bom não é? Queiram compartilhar com a turma? — Laki resmungou e ficamos em silêncio. — Foi o que imaginei. — E voltou a corrigir algumas papeladas.
– Pelo menos ela não passou mais atividade para nós copiarmos. — Levy sussurrou.
(...)
O toque para o termino da primeira aula pôde ser ouvido por todos.
– Finalmente, eu não agüentava mais copiar. — Resmunguei.
– E o que vocês estavam conversando hein senhorita Heartfilia e senhorita McGarden? — Erza nos perguntou em um tom autoritário.
– Não é sobre nada. — Tentei disfarçar, mas na velocidade da luz Levy respondeu.
– Sobre a Lu-chan e o Natsu. — Não pude deixar de corar, e pude ver o sorrisinho que o rosado deu.
Recebemos olhares maliciosos de todos.
– Eu sou tão interessante assim? — Natsu se gabou.
– Na verdade, não. — Gray o irritou.
– Não perguntei pra você seu gelinho de merda.
– Não precisa olhos puxados.
Os dois se encaravam irritados.
– Dá para as princesas pararem de brigar? — Gajeel disse o que causou risadas de todos com exceção de Natsu e Gray que o olhavam com um olhar reprovador.
Erza puxou a mim, Levy e Juvia para um canto.
– Agora, podem contar, do que estavam falando? — Perguntou a ruiva.
– Eu já disse da Lu-chan e do Natsu. — Levy disse novamente. Essa tampinha ainda me paga.
– E o que vocês conversaram da Lucy-san e do Natsu-san? — Dessa vez Juvia perguntou.
– Ah sabe, sobre os mimos, dormir um na casa do outro, na mesma cama, e de como os dois parecem namorados, além do grude deles. — Levy disse sorrindo.
Eu estava vermelha além do normal, as meninas me olhavam maliciosamente.
– Isso não é mentira Lucy-san, vocês formariam um belo casal. — Juvia disse.
– N-não digam b-besteiras.
– Não dizer besteiras Lucy? Isso não é besteira. — A ruiva retrucou novamente.
– Que seja, vamos mudar de assunto. — Pedi.
– Se prefere assim, tudo bem. — Finalizou a ruiva.
– E você Juvia? — Levy perguntou.
– Juvia o que?
– Como anda a sua vida amorosa? — Levy lhe mandou um olhar malicioso.
– Gray-sama é o único na vida de Juvia. — Respondeu a azulada.
– Mas aquele lesado não mostra que sente o mesmo por você. — Falei.
– Não liguem para isso. — Erza sorriu. — Alguma hora, todos confessam. O Gray irá falar que está caidinho por você Juvia, por isso, não se preocupe.
– Juvia está com medo do sorriso da Erza-san. — Falou a azulada maior.
Logo o sinal para a próxima aula tocou, e todos nos sentamos, o professor chegou e nos cumprimentou.
– Bom-dia queridos alunos. Se quiserem saber, eu não senti falta de vocês, agora vamos a nossa aula. — Gildarts, o nosso professor de Ensinos Gerais (N/A: Não sei se existe este tipo de matéria, mas eu coloquei.), ele dava aulas aleatórias, ás vezes, aulas divertidas, de vez em quando um tanto que pervertidas, sim nosso professor é um pervertido, mas ele era um professor super legal, ele era o tal pai da Cana. — Hoje a aula será de artes. — Sim ele também dava aula de artes. — Vocês irão criar algo relacionado a pessoa que você gosta, seja como amigo ou algo além de amizade, como por exemplo. Vocês podem criar uma música, escrever algo, desenhar algo, pintar, escrever um poema, ou até fazer alguma dobradura, se virem, desde que seja algo relacionado a arte.
Então eu pensei o que eu faço? E pra quem? Como Levy e Gajeel irão criar algo um para o outro, Erza e Jellal, Gray e Juvia, decidi fazer para o meu melhor amigo, Natsu. Mas o que eu iria fazer? Que tal uma carta? Não sei se é arte, mas ele disse que podemos escrever algo. Será que iria ficar legal? Bem, não custa tentar. Então eu peguei uma folha e comecei a escrever.
[PDV NATSU]
Com certeza eu iria fazer algo para a Luce, já que ela é a minha melhor amiga e eu não teria mais ninguém para dar, pois eu não daria para a Lisanna nem morto, depois do que ela me fez.
Então pensei o que eu poderia fazer para a loirinha? Então decidi fazer um poema, mas, sou péssimo nisso. Cutuquei Levy que estava ao meu lado.
– Hey, Levy. — Sussurrei para a azulada.
– Sim? — Perguntou.
– Me ajuda a escrever um poema para a Luce?
– Um poema? — Assenti positivamente. — Isso é novidade, Natsu escrevendo um poema. Está bem.
Sorri e assim ela me ajudou.
Terminamos e eu a agradeci.
– Obrigada Levy.
– De nada, apesar de eu nem ter ajudado direito. E, acha que ela iria gostar disso?
– Não sei, não custa tentar não é mesmo?
Logo, todos já haviam terminado, e o professor disse:
– Podem dar a arte de vocês para a pessoa escolhida.
Eu e Lucy nos aproximamos, ela me entregou uma carta e eu o poema.
– Aqui está para você. — Ela sorriu e piscou para mim.
– E este para você. — Sorri e pisquei em resposta.
Sentamos-nos e eu abri a pequena cartinha.
“Olá Barbie paraguaia. Como vai?
Não sei o que escrever aqui nesta... Carta (?).
Então decidi fazer uma biografia vinda da sua querida amiga, loirinha do corpo sexy.
Nome: Natsu Dragneel.
Idade: 7, ops 17.
Comida favorita: Qualquer uma está bom.
Melhor amiga: Lucy diva e maravilhosa.
Melhor amigo: Gray, hihi.
Maior medo: Erza.
Cor favorita: Rosa, né Barbie? Brincadeira, Vermelho ♥
Odeia: Pessoas que não gostam de rosa, rs.
Ama: Lucy linda e gata ;*
Profissão: Que profissão o que, menino preguiçoso :3
Hobby: Entrar em confusões.
Gostou da biografia? É claro que gostou né? Rs.
Beijos pra ti.
Da sua loirinha, Lucy. “
Eu ri com a carta da mesma, mas a frase que se repetiu em minha mente, foi esta ultima, "Da SUA loirinha, Lucy." Sorri.
Sim, ela era a minha, somente minha loirinha.
[PDV LUCY]
A carta que fiz para Natsu era uma biografia dele vinda de mim, fiz uma carta mais que zoando ele (se é que isso é arte, eu acho que não).
Ele me entregou um papel, quando dei uma breve olhada no mesmo, vi que era um poema. Sentei-me e comecei a ler.
“Tu és bela,
Como uma Cinderela.
Tu és chata,
Como uma lagarta.
Tu és sexy,
Como... Como só você é.
Tu és minha melhor amiga,
Como? Me diga.
Teu sorriso é radiante,
O que deixa meu dia brilhante.
Este poema é um fracasso,
Igual a mim.
Eu te amo sem igual,
E você a mim.
Do seu rosado, Natsu. "
Gargalhei do poema do rosado. O mesmo não sabe fazer poemas, e tenho certeza que pediu ajuda a Levy, pois vi os dois ficarem cochichando algo. Mas, outra certeza é que a Levy não ajudou em nada, pois a mesma é muito profunda e aquilo não viria dela, e sim do meu rosado.
Aquela frase se repetiu em minha mente "Do SEU rosado, Natsu.”.
Sim, ele era o meu, somente meu rosado.
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