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1 Capítulo único
Notas iniciais
Surgiu a ideia, escrevi e resolvi trazer para vocês.
Espero que gostem.
— Lily? James desceu as escadas quando sentiu falta do corpo da sua esposa ao seu lado, já passava das duas da manhã para ela está acordada, antes de descer verificou o quarto do seu filho, caso ela estivesse com ele.
— Oi. Lily disse ao levantar a cabeça de um livro que estava lendo.
— O que está fazendo acordada? James perguntou sentando ao lado da esposa e olhando com curiosidade para o livro em seu colo, só pode identificar o capitulo “Mistificações da magia de sangue”, não comentaria nada, cansou de discutir com Lily sobre esses assuntos.
— Não consigo dormir. Ela fechou o livro e colocou na mesa de centro, depois se aconchegou nos braços do marido.
— O que não está me contando? Tenho notado você estranha a dias. James perguntou escondendo o rosto na cabeleira ruiva.
— Estou com uma sensação estranha James, como se não estivéssemos seguros, não consigo dormir de tanta preocupação. Lily sussurrou.
— Estamos protegidos pelo fidelius Lily, apenas se Peter nos trair e contar a eles nos deixaria em perigo e confiamos nele, Peter nunca nos trairia. James fez carinho no cabelo dela.
— Ainda sim James, até quando ficaremos presos aqui? Harry está crescendo enclausurado a casa e ao jardim, mais tarde terão muitas crianças correndo pela rua pedindo doces e aproveitando o halloween Harry deveria fazer o mesmo. Lily falou angustiada, tinha medo que esse tempo tornasse Harry o garoto recluso e sem amigos.
— Eu sei Lily, mas estamos fazendo isso para manter nossa família segura. James disse tentando tranquilizar sua esposa.
— Dumbledore não parece está fazendo muito para acabar com isso. Lily disse desgostosa, Sirius informou em sua última visita que Dumbledore passava mais tempo acalmando os ânimos do que fazendo algo para acabar com essa guerra efetivamente.
— Sirius conseguiu pegar você. James disse incrédulo.
— Sirius é desconfiado por tudo que passou com sua família, isso o tornou atendo as coisas ao seu redor e diferente de você, Remus, Peter e tantos outros, que cresceram vendo Dumbledore como um Deus, Sirius e eu, tivemos uma criação diferente, não vemos Dumbledore como um ser invencível e não questionável. Lily disse rapidamente sem respirar, James suspirou, já sabia desse pensamento dela e já tinha causado algumas discussões quando entraram na ordem logo depois de terminarem a escola.
— O que quer fazer Lily? James perguntou deixando sua teimosia de lado pela primeira vez, ele mesmo estava cansado de está preso naquela casa, não adiantaria discutir com Lily pois isso não os levaria a lugar nenhum, ele confiava em Dumbledore inteiramente, mas tinha uma vozinha em sua cabeça, que parecia muito com a voz da sua mãe dizendo que Sirius e Lily poderiam estar certos.
— Sair daqui. Não me sinto segura aqui, não consigo dormir e mal consigo largar Harry. Lily disse se virando para olhar para James. – Dumbledore insistiu para ficarmos nessa casa, afinal foi nossa casa desde do casamento e poderia protege-la, mas antes disso você e Sirius discutiram sobre as outras casas da sua família. Lily disse e viu o semblante cansado de James e se esticou beijando os lábios do marido levemente.
— Fora esta casa e a mansão Potter temos mais três casas Potter espalhadas pela Grã Betanha, existe uma casa da França que era da mamãe, foi seu dote de casamento e ganhei uma casa da irmã mais nova da minha mãe fica em Gales. James disse e Lily assentiu.
— Precisamos de Sirius, Remus e Peter, não podemos fazer isso sozinhos. Lily disse e James assentiu.
— Vou falar com Sirius ele pode encontrar os outros. James disse levantando e indo pegar o espelho que ele e Sirius compartilhavam desde Hogwarts.
— Sirius Black. James chamou e aguardou alguns minutos, esperava não assustar seu amigo.
— James, aconteceu alguma coisa? Onde está Lily e Harry? Sirius perguntou com a voz assustada, seu rosto estava inchado de sono.
— Estamos bem, mas preciso falar com você, Remus e Peter, pode traze-los? James perguntou e viu Sirius confuso.
— Isso não pode esperar até amanhã? Sirius perguntou passando a mão no rosto tentando espantar o sono.
— Não. Pads, Lily não se sente segura aqui e não dorme bem a dias, mas precisamos de você para qualquer mudança de planos. James falou quase em um sussurro e Sirius assentiu.
— Pegarei os dois e estarei ai o mais rápido que puder. Sirius disse e fechou a ligação.
[...]
Lily servia o chá e alguns biscoitos que tinha feito mais cedo, enquanto esperava os seus amigos aparecerem, James parou ao seu lado e a abraçou forte.
— Ficaremos seguros. James sussurrou em seu ouvido e ela assentiu, os dois ouviram um barulho do lado de fora e foram para a sala.
— Em que ano decidimos virar animagos e quem deu a ideia? James perguntou apontando a varinha para dois de seus amigos.
— Pergunta fraca Prongs. No nosso terceiro ano e foi você que nos deu a ideia. Sirius disse cansado e se jogou no sofá. – Então?
— Ficamos preocupados com seu chamado no meio da noite. Remus disse depois de dar um beijo no rosto de Lily.
— Onde está Peter? Lily perguntou curiosa.
— Não o encontramos, fomos na sua casa em seus lugares de segurança, mas ele não estava, como James disse que era urgente viemos sem ele. Sirius disse sem preocupação. – Antes que fiquem preocupados Dumbledore o mandou em uma missão dias atrás ele só deve voltar amanhã, Remus verificou.
— Depois passamos o que decidimos a ele. James sentou e Lily trouxe o chá e os biscoitos para a sala.
— O que está acontecendo? Sirius perguntou aos dois e viu James olhar para Lily.
— Fazem meses que estamos presos nessa casa, mas nunca senti essa insegurança, nem mesmo quando estávamos fora do Fiddelius, mas nos últimos dias eu tenho me sentido preocupada, ansiosa e nervosa com tudo, não consigo dormir ou ficar muito tempo longe de Harry. Lily disse e Sirius e Remus se acomodaram melhor no sofá, Lily não era de ficar insegura.
— O que quer fazer Lily? Remus perguntou a ruiva.
— Quero sair daqui, James fez uma lista de possíveis casas seguras onde poderíamos ir, mas queríamos a opinião de vocês. Lily respondeu.
— Quais opções temos? Sirius perguntou curioso.
— A mansão está fora de questão, uma casa no centro de Londres, uma em Notting Hill e uma na Escócia que fica muito próxima da mansão. James disse.
— Você tinha falado de uma na França? Remus perguntou e James assentiu.
— Foi parte do dote da minha mãe quando se casou. James explicou. – E uma em Gales que minha tia me deu. James disse.
— Temos que ver as proteções, lançaremos um Fidelius na casa que escolhermos? Remus perguntou aos outros e Lily assentiu.
— Acredito que as proteções das outras casas se assemelhem a da mansão e a daqui, a da França possui algumas proteções diferentes pois foram feitas pela parte da família Black francesa. James explicou e Sirius pulou no sofá.
— A casa em Gales foi dada pela tia Cassiopeia. Está deve ser a casa. Sirius disse animado. – Quando colocamos as proteções aqui você não quis colocar proteções de sangue...
— Não vamos ter essa discussão de novo Sirius. James disse.
— James, eu entendo essa não foi sua criação, os Potter são uma família leve, mas não esqueça Dorea antes de ser uma Potter ela era uma Black e eu tenho certeza que ela te ensinou que magia de sangue não é magia negra. Sirius disse ao amigo.
— Mas também não é branca. James reclamou.
— James, já discutimos isso várias vezes. Lily disse tocando o braço de James e o fazendo sentar.
— Você apenas leu Lily, muitos desses livros mamãe trouxe quando se casou com meu pai, eu li esses livros, mamãe sempre dizia que era bom ter conhecimento e papai sempre dizia para nunca usar esse tipo de coisa. James disse e Sirius riu.
— E ela sempre beliscava ele. Sirius disse.
— Sirius tem razão James, magia de sangue é mais cinza e vai muito da intenção, nós precisamos disso para mantermos vocês seguros. Remus disse ao amigo que olhou para Sirius.
— Tia Cassy é um pouco paranoica, era da parte da família que não era voltada para arte das trevas, a visitei um tempo atrás com tio Alphared e sua casa era muito bem protegida, metade das proteções que tinha ali eu nunca ouvi falar e antes que se preocupe não parecia ser nada negro como a casa dos meus pais. Sirius disse a James.
— Posso ir com Sirius ver a casa, você sabe que sou mais sensível a magia. Remus disse a James.
— Vou chamar o elfo da casa, ele conseguirá levar vocês até lá sem que eu precise ir. Alfie. James chamou e um pequeno elfo apareceu.
— Lorde James. Alfie disse fazendo uma longa reverência, sua casa não tinha elfos, Dumbledore disse que seria melhor assim.
— Preciso que leve esses dois até a casa, eles verificaram as proteções da casa. James pediu.
— Claro, as proteções estão fortes como no dia em que minha senhora Cassiopeia colocou. Alfie disse e pegou a mão dos dois bruxos.
— Acha que essa é a decisão certa? Lily perguntou pegando a mão de James.
— Sim, não podemos ficar escondidos e enlouquecer no processo, devemos está em um local que nos sentimos seguros, depois vemos o resto. James disse e se sentou para aguardar seus amigos junto com Lily.
Sirius e Remus voltaram meia hora depois, após agradecerem a Alfie eles se sentaram.
— O que acharam? Lily perguntou e Sirius sorriu.
— Aquela casa é uma fortaleza. Sirius disse.
— É incrível, são proteções muito bem elaboradas, com várias camadas é diferente de qualquer outra proteção que já vi, e não tem nada de magia negra, apenas cinza, como magia de sangue, aquela casa está bem mais protegida que está, mesmo com o fidelius. Remus disse e James e Lily o olharam assustados. – Só conseguimos entrar porque você liberou James, caso qualquer pessoa tente aparatar ou entrar via flu naquela casa receberá alguns atordoadores e será expulso da casa, ninguém passa sem que algum Potter autorize.
— Como você nunca foi lá, é sua casa. Sirius disse a James pegando um biscoito.
— Nunca tive oportunidade, tia Cassy me deu após a formatura e antes que pudesse agradecer ela já estava em suas viagens intermináveis pelo mundo. James disse.
— Então nos mudaremos para aquela casa? Lily disse animada depois de dias, ela precisava sair de Godric’s.
— Claro, já está quase amanhecendo, porque não organizamos as coisas e nos mudamos para lá, sei que você só descansará quando se sentir segura. James disse e Lily assentiu.
Os quatro passaram as próximas horas, organizando tudo o que iriam levar, no meio do tempo Harry acordou e Lily parou o que estava fazendo para dar a atenção que seu filho precisava, quase as seis horas todos já estavam prontos para partirem, James chamou o elfo que apareceu acompanhado de mais dois que os levaram a casa.
— Sua tia tem bom gosto. Lily disse olhando a sala que parecia ter o dobro do tamanho da de Godric’s, a casa era bem arejada e podia ver um belo jardim pelas janelas.
— Porque não descansam? Podemos arrumar tudo. Alfie disse e todos assentiram pelo cansaço, Lily agradeceu por Harry ter voltado a dormir assim poderia descansar um pouco.
[...]
Lily desceu as escadas ouvindo risadas e sorriu, fazia dias que não se sentia bem ou animada, dias que não ouvia risadas como essa sem ser do seu filho.
— Bom dia. Lily disse entrando na sala e encontrando dois homens, um cachorro e um bebê.
— Boa tarde amor, já são duas horas. James disse puxando Lily para seu lado. – Estávamos aguardando você para servirmos o almoço, tomamos um lanche assim que acordamos.
— Porque não me acordou? Lily perguntou pegando Harry e o beijando no rosto.
— Porque você precisava descansar. Vamos almoçar Harry. James disse pegando Harry e o jogando para cima, o menino riu alto voltando para os braços do pai.
— Pads. Harry gritou esticando os braços quando Sirius voltou a forma humana.
— Harry. Sirius gritou também, fazendo Harry rir.
Lily sorriu feliz, sua família estava segura e bem, as horas de descanso fez bem a todos e agora faltava Peter para todos ficarem bem.
— Remus vai voltar para pegar algumas roupas para ele e Sirius e ir atrás de Peter. James disse a Lily.
— Porque sozinho? Lily perguntou curiosa, viu Sirius da um sorriso triunfante.
— Porque ele é um idiota. Sirius reclamou e levou um soco no braço.
— Estava em missão com os lobisomens até uma semana atrás, muitos acreditam que sou um traidor e não vou atrair tanta atenção, diferente de você que todos suspeitam ser o guardião. Remus disse e Lily assentiu concordando com a lógica.
— Ele tem razão. Lily disse e Sirius bufou.
[...]
James, Lily e Sirius estavam preocupados já fazia horas e Remus não tinha voltando, já tinha escurecido e estava quase na hora do jantar e nada de Remus.
— Se ele não aparecer eu vou atrás dele. Sirius disse enquanto tinha Harry em seu colo, o menino estava entretido com seu dragão que soltava fumaça.
— Não precisa. Remus disse aparecendo com a ajuda de Alfie.
— Onde você estava Moony? James perguntou vendo o semblante preocupado de Remus.
— Atrás de Peter. Alguma coisa está estranha. Remus disse se sentando e indicando que todos fizessem o mesmo.
— Como o que?
— Não o encontrei, mas ele esteve em seu apartamento hoje, senti seu cheiro forte e tinha comida nova na mesa, fora isso nada parecia diferente, resolvi ir na casa da sua mãe, ele sempre estava com ela quando sumia, mas... Remus fez uma pausa repensando se seria bom falar, passou a mão no cabelo.
— O que?
— A mãe de Peter morreu a três meses. Depois de chamar várias vezes o vizinho da frente apareceu e me contou a história. Remus disse.
— Porque ele não nos contou? Era tão ruim assim?
— Não é só isso, o vizinho me disse que Peter nunca apareceu para cuidar da mãe, era uma prima da Sra. Pettigrew e uma vizinha que se revezavam cuidando dela. Remus disse e viu o quanto isso chocou seus amigos.
— Onde ele estava quando dizia estar com a mãe? Sirius disse irritado, sua mente desconfiada montando vários cenários, agradeceu por Harry está no seu colo, caso não ele já teria explodido.
— Remus? Lily perguntou ao amigo, rezando para que ele estivesse uma explicação.
— Não sei o que aconteceu, não sei o que pensar. Remus disse passando as mãos no cabelo nervoso.
— Avisou a alguém da ordem? James perguntou curioso.
— Sim, encontrei Kingsley no beco diagonal quando estava voltando, ele disse que tentaria descobrir algo. Remus disse.
— Peter não iria... James começou, mas não conseguiu terminar a frase.
— Só nos resta esperar. Lily disse confortando o marido.
Todos passaram o restante da noite tensos, jantaram e depois foram cada um para os seus quartos descansar, Harry foi o único que realmente dormiu naquela noite, os outros tiraram apenas alguns cochilos preocupados com amigo e com sua omissão.
No outro dia, todos levantaram cedo e foram para a cozinha, Alfie serviu um chá forte para todos e se afastou, Harry ainda dormia tranquilamente em seu quarto.
— Eu posso dar outra volta no beco e tentar descobrir algo. Remus disse mas recebeu negativa de todos.
— Pode ser perigoso, podem ter pegado Peter e um de nós pode ser o próximo. James disse e Sirius passou as mãos no cabelo irritado.
— Vou mandar uma carta para Moddy, não saio daqui sem descobrir o que está acontecendo, não vou deixar vocês sem segurança extra. Sirius disse levantando e indo para o escritório onde encontraria pergaminho e pena.
— Alfie, poderia conseguir um profeta diário. Lily pediu ao elfo, a melhor forma de terem informação de fora agora que Remus e Sirius ficariam com eles era através do diário, mesmo que fosse muito sensacionalista ele passaria alguma informação. Minutos depois Alfie voltou e entregou o jornal a sua senhora e saiu.
Lily viu a capa do jornal e sentiu suas mãos tremerem.
— Lily, o que tem ai, você está pálida. James perguntou indo até a esposa, Remus gritou por Sirius que apareceu preocupado.
— O que aconteceu? Sirius perguntou e viu James e Lily cada vez mais pálido lendo o jornal. – James.
— Nossa casa foi atacada ontem à noite por Voldemort, o andar de cima foi quase todo destruído. James disse angustiado e irritado ao mesmo tempo. – Peter era o único que poderia passar o endereço.
— Ele pode ter sido torturado. Remus disse mesmo sem acreditar.
— Dumbledore disse que colocou o fidelius em nossa casa e que Sirius era o guardião. Lily disse ainda mais preocupada.
— Ele não sabe sobre a troca. Sirius disse a Lily sem entender.
— Você está sendo procurando por nós trair. Lily disse colocando o jornal na mesa, onde tinha a foto de sua casa destruída.
— O que? Sirius gritou.
— Precisamos resolver isso. James disse andando de um lado para o outro.
— Eu acabei de mandar uma carta para Moddy, ele vai achar que eu estou fugindo. Sirius disse se jogando na cadeira.
— Eu posso ir até ele ou a Dumbledore. Remus disse e Lily negou.
— Vá até Alice e Frank, eles também são um alvo, os traga para cá. Frank é o auror de mais confiança de Moddy, ele pode conversar com ele. Lily disse e Remus assentiu chamando um elfo para o levar para a mansão Longbottom, enquanto não fosse seguro a aparatação dos elfos era a forma mais segura.
[...]
Lily correu para abraçar Alice e Neville quando eles chegaram.
— Graças a Deus estão bem. Lily disse a amiga.
— O que está acontecendo Lily, como conseguiu sair da casa? Alice perguntou.
— Senti que algo ruim poderia acontecer e mudamos de casa, quando soube o que aconteceu pedi a Remus que os buscasse.
— Podem me contar como Peter Pettigrew se tornou o guardião? Frank pediu aos amigos.
Eles passaram uma hora atualizando o casal das últimas coisas que ocorreram, Frank disse que mandaria uma mensagem para Moddy de uma forma que ele soubesse que apenas Frank faria, na mensagem ele explicou o que tinha acontecido em godric’s e quem era o verdadeiro guardião e que todos estavam seguros, mas sem divulgar a informação. James fez o mesmo mas enviando a Dumbledore.
— Acha que ele vai acreditar? Alice perguntou ao marido, enquanto olhava Neville e Harry brincar no chão da sala.
— Sim, Moddy vai saber decodificar a mensagem e conhecerá minha assinatura mágica. Frank explicou.
— Senhora, o café da manhã está pronto. Alfie disse e todos caminharam para a sala de jantar.
— Sua mãe está bem Frank? Sirius perguntou quando deu falta da matrona.
— Sim, ela foi para a antiga mansão de sua família, ela quer está disponível para o julgamento dos comensais que foram pegos no beco. Frank explicou.
Horas mais tarde, Moddy retornou dizendo que Peter já estava sendo procurado e que Sirius não era mais um suspeito. Todos estavam tensos e deixaram as crianças brincando na sala com um elfo os vigiando enquanto tentavam se acalmar na biblioteca.
— Moddy não vai deixar Dumbledore descansar até que ele vá em um ataque direto a Você-sabe-quem. Frank disse após ler a carta.
— Dumbledore acredita na profecia, que meu filho pode matar Você-sabe-quem. Lily disse irritada.
— Moddy não vai deixar ele escapar, ele já aceitou por muito tempo a falta de ação direta para derrubar ele e os comensais, mas pelo que descobri mais cedo, alguns ataques ocorreram em Hogsmead, beco diagonal e na Londres trouxa, enquanto você-sabe-quem ia a Godric’s, muitos comensais foram presos. Por isso mamãe ficou, ela disse que os faria pagar. Frank disse e Sirius sorriu, ele gostada da madame Longbottom.
[...]
No outro dia quando todos estavam na mesa do café da manhã, um pouco mais tranquilos, mesmo com dificuldade para dormir. Uma fênix apareceu no meio da mesa, soltou uma carta e sumiu.
— Precisamos de uma proteção para fenix’s. Lily disse pegando a carta.
— Ela pode entrar, mas não pode trazer ninguém com ela. Remus explicou enquanto largava a xicara de chá. – Leia em voz alta Lily.
— Certo. Lily disse e desenrolou a carta.
Black, Potter, Lupin e Longbottom.
Primeiramente gostaria de informar que pegamos Peter, infelizmente descobrirmos que ele é um comensal marcado e que não é leal a ninguém além dele mesmo, ele entregou a localização de Voldemort apenas com uma ameaça de Azkaban.
Ontem tivemos um confronto direto e é com felicidade que informo que Voldemort está morto, Moddy teve alguns ferimentos e me pediu que entrasse em contato com vocês.
Peço que continuem onde estão, pois ainda temos alguns comensais a solta e a ordem juntamente com os aurores estão trabalhando para pega-los, quando for seguro entraremos em contato.
Nos mandem algumas cartas para sabermos que todos estão bem.
Alvo Dumbledore.
— Cartas rápidas não fazem o estilo de Dumbledore. Sirius disse controlando a felicidade que sentia.
— Mas faz o de Moddy, se os dois estão juntos, Moddy deve estar no ouvido dele desde que o informamos. Frank disse rindo.
— Acabou. James gritou e puxou Lily para um abraço e depois um beijo.
— Ainda não querido, apenas quando todos os comensais forem pegos. Lily disse e James negou.
— Podemos ser um alvo ainda por sermos da ordem, mas nossos filhos estão livres, sem você-sabe-quem, sem profecia. James disse animado, logo todos estavam se abraçado, Neville e Harry gostaram da bagunça e logo pediram braço, Sirius pegou os dois colocou no chão e se transformou em Padfoot.
— Padfoot. Harry gritou e saiu andando atrás do cachorro, Neville fez o mesmo enquanto os pais riam, Sirius podia ser mais criança que os filhos.
— É uma sensação tão boa. Lily disse. – Só sinto muito por Peter, achei que ele era nosso amigo.
— Peter vai pagar pelo que fez e não merece nossa pena. James disse com certo pesar e Remus assentiu.
Todos se dirigiram para o jardim, onde Padfoot podia brincar a vontade com as crianças enquanto os pais assistiam as brincadeiras, um dia tranquilo e com paz, suas famílias estariam a salvo.
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