Notas iniciais
Neste capítulo vão ter algumas cenas fortes, se não tem idade pra ler, não leia.

P.O.V. Lorde Sebastian.

Como pode uma criada, uma serva ser tão bela e sedutora? Delicada como uma rosa, seus cabelos são tão sedosos, a pele é alva e as bochechas rosadas.

Com lindos olhos azuis, um narizinho empinadinho, cada curva de seu corpo era perfeita.

Quando a vi passar no corredor, de vestido de seda pensei que fosse uma Lady e tratei de corteja-la.

–Olá milady, posso saber o nome de tão bela senhorita?

–Milorde. Lamento desapontá-lo milorde, mas sou apenas uma serva e meu nome é Guinevere.

–Uma serva usando um vestido de seda?

–Sim, foi um presente.

–Posso saber de quem?

–Da minha senhora, Lady Morgana.

P.O.V. Guinevere.

Eu tenho que estar sempre alerta, aquele tal Lorde Sebastian deu pra me perseguir e fico com medo só de pensar no que ele pode fazer comigo.

–Olá linda Guinevere.

–Com todo o respeito milorde, sugiro que fique longe de mim.

–E se eu não ficar?

–Vou cortar-lhe a garganta.

Ele me prensou na parede e começou a me beijar e me apertar.

–Pare! Pare agora!

O maldito continuou a me tocar e sem o menor pudor apertou meu seio direito, peguei a faca e enfiei na sua barriga obrigando-o a me soltar.

–Sua puta maldita!

Corri o mais depressa que pude, sempre olhando pra trás até trombar com alguém.

–Me perdoe, eu estava distraída.

Quando olhei pra cima eu vi o príncipe.

–Perdoe-me alteza.

–Tudo bem, estava fugindo de alguém?

–Não, eu estou bem. Com licença.

–Espere!

–Sim, milorde?

–Isso no seu vestido é sangue?

–Ah, é sim.

–Está ferida?

–Não, eu eu estou bem. Com licença.

P.O.V. Arthur.

Andava distraidamente pelo corredor quando dou um encontrão com alguém.

–Perdoe-me, eu estava distraída.

Reconheceria essa voz em qualquer lugar. Ao olhar atentamente pra ela vi que estava toda descabelada e em seu vestido havia sangue. Perguntei se estava ferida, mas ela disse que não.

Guinevere saiu correndo como se fugisse de alguém e trancou-se nos aposentos de minha irmã.

Pude ouvi-la chorar e rezar engasgando enquanto o fazia.

Com certeza algo estava errado com ela. E minha irmã havia saído para encontrar-se com Merlin.

–Abra a porta Guinevere!

Ela abriu a porta lentamente e tinha uma faca em mãos.

–O que houve?

–Nada. Não se preocupe, milorde.

–Exijo saber o que houve!

–Lorde Sebastian tentou me violar e eu o esfaqueei.

–Ele está morto?

–Não. Mas está me perseguindo a mais de um mês.

–Vou falar com ele.

–Não! Por favor, se o fizer ele vai me matar.

–Ninguém a tocará tem a minha palavra.

–Obrigado, alteza.

–De nada Guinevere.

Ela sorriu pra mim e no momento em que saí ela passou a tranca na porta.

–Lorde Sebastian, podemos falar em particular?

–Claro, majestade.

–Me foi dito que tentaste violentar a criada de minha irmã, isso é verdade?

–Não! Ela me atacou!

–Deixe-me examina-lo. Tire suas vestes.

Pude ver as marcas deixadas pelas unhas de Guinevere, o local onde ela o esfaqueou, as mãos dele estavam vermelhas como se tivessem apertado algo com muita força.

–Pode vestir-se, já sei quem fez o que.

Voltei ao quarto dela e pedi para que fizesse o mesmo, ela relutou, mas obedeceu.

Suas costas estavam esfoladas, o seio direito estava vermelho assim como seus pulsos, pude ver o sangue debaixo de suas unhas.

–Pode se vestir agora.

–Obrigado, majestade.

P.O.V. Morgana.

Quando Guinevere me contou o que aconteceu fiquei fervendo de raiva. Como ele ousa tocar nela?

A minha prioridade é cuidar dela, deve estar ferida e traumatizada.

Dei um banho nela, a vesti e penteei seus cabelos louros como o sol.

–Pronto.

–E quanto a Merlin? Como foi?

–Foi incrível. Não há palavras para descrever.

–Que bom. Fico feliz por você milady.

–Ele te ama.

–Quem?

–Meu irmão.

–Não, eu sou só uma serva. Sou do tipo comum, do povão.

–Você não é comum, você nasceu numa família de servos, mas se parece com uma Lady.

–Mas, não sou. Não tenho nada.

–Mas, eles correm atrás de você mesmo assim.

–Porque?

–Você é bonita, meiga, doce e cuida dos outros mais do que de você mesma.

–Nossa! Isso é mesmo incrível, eu não me considero tudo isso.

–Mas, deveria. Tem que ser muito boa para conquistar o coração de um rei.

–Eu sou diferente, ninguém sabe, mas eu vejo coisas antes delas acontecerem.

–Uma vidente.

Ela assentiu.

–E o que isso tem á ver com Arthur?

–Ele vai querer usar meu dom para ferir as outras pessoas, para a guerra.

–É provável que sim.

–Deus me deu esse dom para fazer o bem e ajudar os outros.

–Consegue deter a morte?

–Dependendo do modo como a pessoa morrerá.

–Como assim?

–Se a pessoa estiver doente, posso ver um modo de curá-la, mas se a pessoa morrer assassinada não há nada que eu possa fazer.

–Eu entendo.

P.O.V. Arthur.

Ela me tem na palma de sua mão. Guinevere, a serva de minha irmã ela é tão bonita, meiga, doce.

Sua voz é a mais bela das melodias. Mas, sinto que ela esconde algo de todos. E talvez seja isso que instiga os homens a querê-la.

–Ele vai querer usar meu dom para ferir os outros, para a guerra.

Dom? Então agora vou descobrir o grande segredo dela.

–Posso ver coisas antes que aconteçam.

Inacreditável. Eu tinha uma vidente bem debaixo do meu nariz e nunca percebi.

Na manhã seguinte foi falar com ela.

–Guinevere?

–Majestade. Como posso servi-lo?

–Quero que seja minha nova Rainha. Minha conselheira.

–O que? Que foi que disse?

–Você me ouviu. Prometo que terá absolutamente tudo o que desejar.

–Porque?

–Ouvi o que disse a minha irmã ontem á noite.

–Então ouviu quando eu disse que não usaria meu dom para ferir os outros ou para a guerra?

–Porque não?

–Não gosto de ser usada e muito menos por alguém que quer derramar sangue inocente!

–Eu prometo que não derramaremos sangue inocente.

–Rá, bela tentativa, mas eu já vi muitas guerras onde inocentes morreram aos milhares e não farei parte disso, nunca! Meu dom deve ser usado para salvar vidas, não para tirá-las.

Inteligente, impetuoso, impulsiva e com uma moral incorruptível.

–Mas, ainda podes ser minha Rainha.

–Tá falando sério? Com tantas Ladies ricas e bonitas por aí, vai escolher uma serva?

–Sim.

–Porque?

–Você nasceu para reinar, para governar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.