Notas iniciais
Um pouco do que eu acho de como são os marotos.Espero que gostem.

O olhar da garota encarava a igreja, a espera de seu milagre, um milagre também conhecido como os marotos.

Estava prestes a se casar com Severus Snape e torcia mais que tudo para os marotos terem cumprido sua promessa de tirá-la de lá e acima de tudo antes de se casar, afinal, estava apenas se casando pelas ameaças de seu pai.

Bom, deixe-me explicar melhor... Desde pequena Lily Evans sofria agressões por parte do pai, um homem machista que pensa que mulheres servem apenas para servi-los.

E não poderia fazer nada quanto a isso, pois sua mãe se curvava aos desejos dele, e sua irmã mais velha estava na mesma situação que ela – apenas com a diferença que conheceu uma baleia orca que chama de marido e que seu pai fez de tudo para que o casamento acontecesse, pois ele era de uma família rica.

Quando um amigo dele, também rico, disse-lhe do interesse do seu primogênito para com sua filha mais nova, ele deu um jeito dos dois se conhecerem. Em dois meses já estavam planejando o casamento, sem ao menos ligar para a opinião de sua filha.

Por isso, neste exato momento, Lily estava em frente à igreja prestes a se casar com um ranhoso que nem ao menos lavava os próprios os cabelos, esperando que seu namorado e verdadeiro amor, James Potter, e seus fiéis amigos aparecessem logo e a ajudassem a fugir do pior futuro de sua vida, como haviam prometido na noite anterior.

Quando a marcha nupcial começou a tocar, a ruiva de apenas 18 anos gelou, era a hora e eles não apareceram. Os marotos – grupo formado por Sirius Black, James Potter, Remus Lupin e Peter Pettigrew desde que se conheceram em Hogwarts, aos 11 anos – nunca descumpriam suas promessas, não seria hoje que fariam o contrário. Mesmo assim, ela respirou fundo e caminhou com seu pai rumo ao altar.

Lily estava observando tudo em volta da igreja repleta de rosas vermelhas, ela odiava rosas vermelhas, tentando não encarar seu noivo, quando percebeu que cada maroto estava em um lugar na igreja, separadamente, menos o seu moreno, o qual não estava em lugar algum.

Se antes ela sabia, agora ela tinha certeza de que eles iam aprontar e diferentemente das outras tantas vezes, mal esperava por isso. Lily sorriu, sabia que não iam desapontá-la.

— Não faça nada de errado, senão... – Seu pai ameaçou, apertando seu braço, assim que chegaram ao altar. E então, sem esperar uma resposta, entregou-a Snape, sorrindo orgulhoso de si próprio, por uni-los.

Lily ficou presa por quase toda cerimônia em seus próprios pensamentos e só saiu deles quando ouviu voz do padre perguntando:

— Lily Evans, você aceita Severus Snape como seu legítimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de sua vida?

Neste momento, Lily virou a cabeça para o lado, encarando Sirius, o amigo mais próximo, como seu perguntasse o que devia fazer. E ele entendeu seu gesto, pois, automaticamente, balançou a cabeça em claro sinal de concordância.

—Aceito – Respondeu, confiando veemente no gesto do amigo.

—Severus Snape, você aceita Lily Evans como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias de sua vida?

—Aceito – Ele afirmou, de prontidão, como se sempre tivesse esperado por esse momento.

—Se tem alguém con... – O padre nem pode terminar a frase, pois Sirius Black já estava de pé, o interrompendo.

—Eu tenho – Gritou ele, num tom firme, como se tivesse nascido para dizer aquilo, o que ela não duvidava muito – Lily, você não pode se casar com isso, você vai se esquecer de todas as nossas noites?

Lily não pode ao menos expressar alguma reação, porque Remus Lupin já havia se levantado de seu lugar, do outro lado da igreja, fazendo suas palavras ressoarem por ela.

—Lily, como você consegue fazer isso comigo? Depois de todos os nossos passeios ao luar?

Desta vez a jovem já havia entendido o que eles estavam fazendo, e teve que segurar a vontade de rir ao olhar a expressão de surpresa nos rostos dos presentes.

—Você é o amor da minha vida, Lily – E com essa fala de Peter Pettigrew, cerca de dez caras levantaram de seus respectivos bancos e encaminharam para o altar junto aos marotos, fazendo mil juras de amor a ela.

Quando chegaram ao altar, todos estavam mais concentrados neles do que na noiva. Por isso, Sirius aproximou-se discretamente da garota, abraçando-a de lado e murmurando para que ela corresse de lá, que seu namorado estava a esperando do lado de fora.

Dito e feito, assim que ouviu as palavras do amigo, devolveu-lhe o abraço de um modo desajeitado, agradecida, e correu dali na maior velocidade que pudesse com os saltos e o vestido comprido os quais estava usando, enquanto via pelo canto dos olhos seus melhores amigos segurem seu pai e seu “noivo” que tentavam, em vão, segui-la.

Ela atravessou a porta da igreja sem muitas dificuldades, já que, além dos dois homens, todos estavam surpresos demais para fazer qualquer movimento que seja.

Ao parar em frente à igreja para recuperar o fôlego, ela percebeu que havia ali um carro que não estava lá minutos antes da cerimônia. De dentro dele, saiu um garoto de cabelos desgrenhados e olhos castanho-esverdeados escondidos pelos óculos de armação quadrada, com um buque de lírios – sua flor favorita – em uma das mãos, mostrando, ao descer do carro, que estava esperando sua chegada.

Em poucos segundos ela estava abraçada a ele, quem realmente um dia seria seu marido, e o beijava carinhosamente antes de entrarem no carro e seguirem a sua mais nova casa, pois a partir de agora não queria e nem poderia voltar para casa de seus pais. Porém, ela estava feliz, agora seria livre e viveria a vida que sempre sonhou, ao lado das pessoas que amava.

E foi assim que, mais uma vez, os marotos salvaram o dia, do seu jeito especial de sempre resolver os problemas, apesar de algum tempo depois aparecerem na mansão dos Potter cheios de hematomas e olhos roxos.

E, é claro, mais uma história para contar, quer dizer, sua estranha versão sobre ela.

Notas finais
Comentem, por favor ;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!