Save my soul
8 Just Friends
Notas iniciais
POV's Evie:
Esse último mês estava sendo muito confuso pra mim. Fred mesmo estando preso não queria assinar os papéis do divórcio e isso só me deixava mais irritada e enrolada. Eu ainda estava casada com um cara que está preso e que na verdade eu nem o amo mais, apenas sinto um afeto ainda mesmo depois de tudo, pois ele foi meu primeiro homem, eu me casei muito jovem. Céus, como sou uma burra. Tenho apenas 21 anos e estou presa a um cara que está literalmente preso.
Meu advogado tentava de todos os jeitos fazer com que ele assinasse os papéis para sermos livres, mas ele se convencia de que eu ainda iria continuar com ele mesmo depois de tudo. Então eu decidi que ia visitá-lo e ter uma conversa séria com ele. Eu estava nervosa, confusa e com medo, admito. Fred já não era mais a mesma pessoa que eu sempre achei que fosse.
Fui para a escola e como sempre cheguei um pouco atrasada, mas por sorte o Bryan não estava, como sempre também. Eu estava assinando o livro de presença e logo em seguida peguei meu celular e me peguei olhando as fotos que Fred e eu tiramos em nosso último passeio juntos, que foi sei lá, a muito tempo...
—Pode entrar. -Disse após ouvir algumas batidas na porta e no mesmo instante guardei meu celular na gaveta da mesa.
—Oi.. -Uma aluna que parentava ter 16 anos entrou na sala.
—Oi! -Sorri tentando parecer legal. -Tudo bem? -Perguntei. -Sente-se.
—Bom, estou em aula vaga e queria conversar com alguém... -Ela disse meio tímida.
—Claro! Estou a sua disposição, então, sobre o que quer falar?
—É que... Ah deixa. -Ela disse e se levantou rápido da cadeira e virou as costas pra mim indo em direção a porta.
—Ei, espere. Vamos conversar, você pode se abrir comigo, serei sua mais nova amiga. -Disse enquanto me levantava e ia até ela.
Ela me olhou e em seguida fitou o chão. Ela parecia estar perdida e sem ninguém para contar seus problemas. Sei que é um fardo guardar meus problemas e os problemas dos outros, mas ajudar o próximo sempre me pareceu uma otima ideia e eu gostava, eu me sentia bem mesmo se meu mundo tivesse desabando. Eu gostava quando as pessoas se abriam comigo, da forma como algumas confiavam em mim pra me contar seus piores segredos...
—Bom, vamos nos sentar aqui no divã, creio que você ficará mais confortável. Olha, esqueça que sou psicóloga e me trate como sua melhor amiga, pode ser? -Tentei parecer o mais confiante possível para ela se sentir confortável.
—Tudo bem. -Ela assentiu e se sentou.- Eu estou com medo sabe senhorita Walker, muito medo. -Ela dizia e eu podia ver medo, confusão e tristeza em seus olhos.
—Evie, pode me chamar de Evie. -Sorri sem mostrar os dentes. -Mas medo de que? -Perguntei confusa.
—É que eu me envolvi com um garoto do terceiro ano, ele me chamou pra sair e eu acabei aceitando e daí fomos para a casa dele que não tinha ninguém e acabou acontecendo. Foi no primeiro encontro, foi mês passado, eu é que eu sempre fui apaixonada por ele e ele se mostrou ser tão romântico, tão carinhoso... -Hm, já até imagino o que aconteceu. Pensei.... -E daí semanas atrás eu tenho me sentido mal, minha vontade de ir ao banheiro aumentou, eu tenho ido dormir muito cedo, minha coluna dói um pouco, eu tenho muitos enjoos e então eu havia chegado na conclusão de que eu estava grávida e resolvi contar pra ele. -Ela dizia tudo e quando chegou no grávida ela começou a chorar.
—Ei não chore, eu sei como é difícil ser iludida, achar que uma pessoa é perfeita mas na verdade não ser nada disso e que nem chega perto da perfeição... Mas o que ele disse? -Falava tudo passando a minha mão por seus cabelos castanhos e lisos.
—Ele disse que eu sou louca, que esse filho não é dele e que se eu contar isso pra alguém ele vai mandar matar a mim e o bebê... Eu não sei o que faço, ainda nem contei pros meus pais, eles vão me matar, eu to até vendo...
—Você contou a suas amigas? -Perguntei.
—Sim, e elas me excluíram de seu grupinho e explanaram que eu estou grávida e que serei mãe solteira. Por um momento enquanto eu estava sozinha eu pensei em me matar, é sério mas aí eu não sei o que aconteceu que eu perdi a vontade na hora quando coloquei a mão em minha barriga...
—Olha, se matar não vai te ajudar em nada. Você precisa ser paciente, muitas pessoas vão te julgar por você ser nova e estar grávida, mas olha pra você, você vai ser mãe e não tem melhor presente que esse. Ter um ser humano minúsculo e inofensivo dentro de você é uma dádiva, aposto que você será uma otima mãe. E eu te aconselho a você falar isso pro seus pais antes que eles descubram da boca de outra pessoa, vai por mim. Eles podem até ficar bravos e chateados, mas não vão te deixar na mão. -Disse todas essas palavras e ela me abraçou em seguida e eu retribui a abraçando mais forte. -Vai ficar tudo bem, eu estou aqui e como eu disse, serei sua melhor amiga.
—Obrigada por tudo, você é a unica pessoa que está me apoiando até agora nesse momento difícil...
—Olha, se o pai do bebê não quer saber dele, não dê a miníma, um dia ele vai se arrepender e espero que não seja tarde.
Ela me olhava como se eu fosse um anjo. Em seguida ela se levantou e sorriu pra mim, um sorriso de agradecimento.
—Obrigada, de verdade, por tudo que falou pra mim...
—Vá e converse com seus pais, amanhã não estarei aqui, agora só semana que vem. Converse com seus pais e me conte tudo depois ok? Segunda-feira estou aqui de novo. -Disse e depositei um beijo em sua testa.
—Obrigada pela milésima vez. -Rimos. -Sou Christina. -Ela disse eu assenti.
Depois daquela conversa eu senti que ela realmente havia saído da minha sala mais confortável e eu fiquei feliz.
[...]
Cheguei em casa correndo e tomei um banho e coloquei uma calça jeans justa, uma blusa colada e que deixava um pouco de meus seios a mostra e coloquei uma jaquetinha por cima. Calcei minha sapatilha preta e peguei minha bolsa logo em seguida saindo de casa e indo direto pro presídio onde estava Fred. Eu precisava fazer com que ele assinasse o papel do divórcio.
Estacionei meu carro na sombra e desci do mesmo indo a um portãozinho que no mesmo tinha um policial do lado de fora.
—Oi, eu vim fazer uma visita a Fred Owen. -Disse e dei um sorriso de lado.
—Ah sim senhorita, por aqui. -Ele disse enquanto abria o portão me dando a passagem para entrar primeiro.
Segui o policial e passamos por alguns corredores, subimos algumas escadas e enfim chegamos a uma sala que na mesma continha alguns telefones e uma tela de vidro que separava os visitantes dos presidiários.
Sentei-me em uma das cadeiras que tinham vagas ali e esperei que eles trouxessem Fred. Eu observava cada detalhe daquele lugar que era um tanto assustador. Mulheres com crianças que aparentavam ter de 9 á 11 anos, mães chorando, alguns presidiários alterados do outro lado da tela... Era um tanto assustador pra mim. Um policial que tinha uma boa aparência chegou com Fred e o sentou na cadeira. Fred estava algemado, seu cabelo que era perfeitamente lindo e arrumado, não estava mais. Em seus dedos continham calos, suas unhas estavam comidas, em seu rosto havia alguns machucados, seu olho esquerdo estava um pouco inchado e eu confesso que senti pena por um minuto. Peguei o telefone e ele fez o mesmo.
—Oi Evie, fico feliz em ver você depois de um mês... -Ele disse e sorriu.
—Vou ser bem direta. Eu quero o divórcio Fred, por que você não assina logo a merda dos papéis? -Perguntei me alterando um pouco.
—Calma Eviezinha, eu vou sair daqui uns meses e eu sei que você vai querer continuar comigo...
—E como tem tanta certeza? -Perguntei receosa
—Porque sim, eu sei que vai ficar comigo porque agora sou um homem mudado, eu já aprendi minha lição e eu te amo.
—Você é doente. -Bufei. -Eu não vou querer continuar com você nunca mais Fred. Nunca mais entendeu?
Assim que acabei de falar desliguei o telefone e saí andando em passos rápidos dali. Eu chorava, sim, eu chorava. Eu estava com medo dele fazer ameaças a mim e querer me machucar de novo, dessa vez eu não suportaria. Eu estaria perdida depois que Fred tivesse seu alvará de soltura.
[...]
Estava na sala só de calcinha e sutiã e com um roupão branco que continha algumas borboletas coloridas tampando meu corpo. Meu sofá estava cheio de pipoca que eu havia deixado cair, na mesa de centro se encontrava algumas garrafinhas de cerveja vazias, eu não estava no meu melhor estado, confesso. Eu estava mal, eu não sabia o que acontecer depois que Fred fosse solto e isso me deixava agoniada. Na TV passava um filme de amor e eu estava tão sentimental que chorei horrores. De repente a campainha foi tocada. Fiquei em silêncio por um instante e ela foi tocada novamente.
—NÃO TEM NINGUÉM EM CASA, POR FAVOR, NÃO PERCA SEU TEMPO. -Gritei do sofá. Tudo ficou em silêncio e eu voltei a me concentrar no filme. De repente a campainha começou a ser tocada diversas vezes seguidas e aquilo estava deixando minha cabeça a ponto de explodir.
Levantei-me do sofá e fui até a porta e abri a mesma.
—Oi -Era Justin.
—Ah você -Olhei meio desanimada.
—Nossa, também estou muito feliz de te ver.
—Ah não desculpa, eu só não to bem hoje. -Disse.
—Você ta bêbada? -Ele perguntou.
—To, demais. Quer entrar e assistir a um filme de amor? É tão lindo, o cara morreu e ela está tentando seguir em frente mas ela lembra dele em todos os momentos e no final ela acaba se matando também.
Eu não tinha nem noção do porque eu chorei contando esse pedaço do filme ao Justin, só sei que chorei e pude sentir os braços do Justin em volta de meu pescoço me dando um abraço confortável.
—Você ta bem mesmo? Quer conversar? -Ele perguntou.
—Não, eu to péssima. -Sorri de lado. -Entra, vamos fazer algo.
Eu disse e ele assentiu entrando e reparando na bagunça que estava minha sala. Fechei a porta em seguida e me virei e Justin parou e me olhou de cima abaixo reparando em meu corpo. Quando percebi que eu estava apenas de lingerie eu fechei o moletom e amarrei o mesmo.
—Você sempre está semi-nua quando eu venho aqui, parece que faz de propósito. -Ele disse e sorriu
—Ha ha, você que sempre vem aqui quando estou semi-nua na minha PRÓPRIA CASA. -Disse e sorrimos juntos. -Eu estou cansada e com dor nas costas, você se importaria de me fazer uma massagem? -Perguntei.
—Ah fala sério, eu estou tão exausto quanto você. -Ele disse eu bufei.
—Por favorzinho, uma massagem bem aqui óh. -Disse tirando meu roupão e ficando apenas de lingerie em sua frente. Só pra instigar, me virei de costas e tirei meu sutiã apontando para minhas costas, o local onde ele deveria fazer a massagem.
Virei um pouco minha cabeça para trás e pude ver que ele estava me analisando de cima abaixo e nem sequer concordou em fazer.
—Bom, se você não quer fazer -Disse colocado o roupão de volta. -Acho que eu vou dormir porque.... -Não deu tempo de terminar e eu vomitei tudo que comi e bebi há alguns minutos atrás.
—Meu Deus E, você ta bem? -Justin me perguntou e pelo visto me deu um novo apelido. "E"
—Claro -Vomitei mais. -To quase vomitando as tripas fora -Vomitei mais um pouco. -E estou super bem. -Acabei de vomitar.
—Eca, onde fica o pano de chão? -Justin dizia tampando o nariz e eu ri.
—Não precisa limpar nada, deixa que amanhã eu limpo. -Disse subindo as escadas para tomar um banho e escovar os dentes.
Justin permaneceu em silêncio e eu fui deitar. Estava exausta.
—Evie! Você não vai dormir assim né?
—Assim como? Estou otima. -Disse.
—Você ta com bafo de vômito, vá pro banheiro agora. -Ele disse todo mandão e eu fui. Fu trocando as pernas mas fui.
Entrei no banheiro e tudo começou a girar e rapidamente me sentei no vaso que estava com a tampa abaixada. Fiquei lá parada viajando por alguns minutos e Justin entrou no banheiro.
—Ainda não tomou banho? Ah não, vou ter mesmo que te dar banho? -Ele disse sorrindo.
—Vai se ferrar Bieber. Eu sei tomar banho sozinha, só liga a torneira da banheira pra mim, não to aguentando ficar em pé, ta tudo rodando. -Disse e assim ele fez.
—Obrigada escravo, pode se retirar. -Disse.
Levantei-me do vaso e senti a presença de Justin ali ainda me observando, mas eu estava tão fora de mim que nem liguei. Tirei o roupão e meu sutiã, ficando apenas de calcinha. Entrei-me na banheira e me deitei relaxando todo meu corpo. Acabei adormecendo em questão de segundos lá dentro daquela água maravilhosa...
[...]
—Olha, a bela adormecida acordou... -Abri meus olhos lentamente e Justin estava sentado na cama mexendo no controle da televisão trocando alguns canais chatos.
—O que você... -Disse me levantando e minha cabeça doía como se tivesse agulhas dentro dela. -Au! ta fazendo aqui? -Me sentei ao seu lado e pude perceber que eu estava com meu pijama de ursinho. *o que? eu tenho um sim.*
—Você não se lembra mesmo? -Neguei. -Cheguei aqui ontem, você tava bêbada, vomitou e dormiu no banho.
—Você resumiu bem ein. -Disse. -Tô com fome...
—Fiz café, tá lá embaixo, fique a vontade. -Ele disse e eu ri.
—Claro, a casa é minha, eu posso ficar super a vontade e você já pode ir ok?
—Por que eu iria? Hoje vamos sair, tomar sorvete, que tal?
—Justin! Eu não tenho mais 10 anos não... -Ele ergueu sua sobrancelha direita. -Mas ok, eu topo tomar sorvete com você. Mas só um sorvete. -Disse e ele sorriu. -Vou tomar café, você não vai pra casa se arrumar não? -Perguntei.
—Qual o problema de eu ir assim? Eu ein.
—Nenhum, só vai tomar um banho, melhor.
—Ta me chamando de fedido?
—Ah Justin vai se fuder. Tchau. -Disse e ele gargalhou se levantando da cama e indo atrás de mim em seguida. Descemos as escadas em silêncio, eu fui para a cozinha e ele para casa. Não deu tchau, nem falou anda, apenas foi.
Eu até que gostava da nossa relação. Como amigos, claro. Éramos apenas amigos...
[...]
Eu estava arrumada, apenas esperando Justin chegar. Coloquei uma roupa casual e fiz uma maquiagem nada forte, pois ainda estava claro. Ouvi a buzina de Justin e fui a seu encontro.
—É, até que pra uma bela adormecida você é bem pontual.
—É, e até que pra um sedentário, você vai andar bastante hoje. -Disse e sorri sem sequer entrar no carro,
—O que? Vamos ir andando? -Ele perguntou decepcionado.
—Sim, vamos ir ao parque, que tal? É logo daqui a quatro quarteirões Justin, nada que você morra de andar. -Ri.
—Ta ta, vou deixar o carro aqui e vamos.
E assim foi feito. Fomos andando e conversando, nos conhecendo aos poucos. Chegamos ao parque e a primeira coisa que fizemos foi comprar uma pipoca. Andamos mais um pouco e nos sentamos. Me sentei em uma espécie de escada antiga e Justin sentou-se em um banco logo a minha frente. Ele parou e ficou me olhando.
—O que foi? -Perguntei um pouco corada.
—Você é linda. -Pronto, ele disse e eu corei mais ainda.
—Af, para com isso, eu fico com vergonha.
—Deixa eu tirar uma foto sua aí, dá um sorriso. -Ele disse com seu iPhone na mão direita.
—Não cara, para com isso. -Eu estava morrendo de vergonha.
—Só uma foto vai, pra marcar o dia em que comemos pipoca juntos pela primeira vez. -Rimos.
—Tá, só uma. -Me rendi e ele assentiu.
Fiz uma pose qualquer e tentei dar um dos meus melhores sorrisos.
—Pronto, você é muito linda, nem parece real...
—Foi mais ou menos isso que disse a você quando te vi pela primeira vez. -Rimos.
—É eu sei, eu sou mesmo um gato.
—Af, agora você é ridículo. -Ele riu e eu o admirei por uns segundos.
Saímos do local e fomos andando até uma sorveteria próxima. Pedi um sorvete de chocolate e Justin de baunilha. Tava uma delícia.
—Evie... -Justin disse tirando minha concentração do sorvete.
—Hm?
—Você já pensou em namorar outra pessoa depois que se divorciar? -O que? O que ele quis dizer com isso?
—Não sei. -Engoli seco. -Eu não quero me envolver de novo e ser tudo igual sabe? Na verdade eu não quero nunca mais casar. -Disse e sorri.
—Ah não diga isso... Eu sempre quis me casar, ter filhos, uma casa grande com piscina, uma empregada pra cuidar da casa e uma mulher linda, claro. -Ele disse e eu fitei o chão.
—Olha Justin, casar não é assim tão fácil. Eu cometi a maior burrada da minha vida casando com 19 anos de idade e com um cara que eu achava que estava apaixonada até por seus defeitos, antes de conhecer os seus defeitos de verdade.
Justin ficou em silêncio e ficamos em silêncio por um tempo.
—Bom, vamos esquecer isso certo? O que você acha da gente fazer maratona de filmes hoje? Como dois bons amigos, claro.
—Acho que não tenho nada a perder mesmo. -Rimos.
—Dessa vez vai ser lá em casa, quero levar alguém lá enquanto a casa ainda está limpa. -Apenas assenti e fomos a caminho.
Conversamos e rimos o caminho todo. Chegamos em sua casa e nossa, era uma casa bem linda.
—É sua mesmo? -Perguntei observando tudo.
—É, meu pai me deu de presente quando passei na prova da polícia.
Fiquei boquiaberta imaginando nossos filhos correndo por ali e derrubando meus vasos de flores no chão e eu brigando loucamente com eles e depois Justin chegando e tirando minha autoridade de mãe durona.
—O que? -Sussurrei devido ao meu pensamento louco.
—O que o que? -Justin perguntou se jogando no sofá.
—An? Nada, falei sozinha. -Sorri. -Então, to com fome. -Reclamei.
—Na geladeira deve ter alguma coisa, vê lá.
Assenti e segui para sua enorme cozinha. Abri a geladeira e encontrei várias coisas gostosas mas nada que eu queria comer naquele momento.
—Acho melhor a gente pedir uma pizza. O que você acha? -Perguntei indo até a sala.
—Pode ser. -Ele deu de ombros e eu me joguei ao seu lado no sofá. Nossas pernas se encontraram e eu chutei a dele e ele me olhou bravo e eu comecei a rir.
—Quero assistir um filme de terror. -Me pronunciei.
—Tá enjoada.
Justin colocou um filme chamado invocação do mal para assistirmos. Confesso que eu fiquei com um pouco de medo, mais sinistro ainda foi na hora que elas estavam brincando de cabra-cega que nem Justin e eu a uns dias atrás. Doideira...
Levei alguns sustos mas nada que me fizesse ficar agarrada no Bieber. O filme estava muito bom, mas eu estava morrendo de sono.
—Justin... Tem como você me levar embora? Já está tarde e eu estou morrendo de sono...
—Sinto muito senhorita Wlaker, mas você me fez deixar o carro lá em frente sua casa esqueceu? E só lembrei-me dele quando chegamos aqui. -Droga.
—Mas eu to cansada, me leva no cavalinho então.
—Nem fodendo. Dorme aqui, amanhã você vai ué. -Hm, não sei se seria uma boa ideia mas eu estava muito cansada.
—Tá, onde fica seu quarto? -Perguntei subindo as escadas.
—Terceira porta á esquerda. -Ele disse sem pensar. -O que? Perai. -Ele saiu correndo do sofá e eu subi as escadas correndo.
—Mas é claro que eu vou dormir nessa cama King Size. -Me joguei na cama com tudo, melhor cama de todas.
—O que? Não! Você vai dormir no quarto de hóspedes.
—Aqui tem um quarto de hóspedes? -Perguntei confusa.
—Tem. Quer dizer, não... Eu tenho um quarto mas não é de hóspedes, e você vai dormir lá.
—Ham? Que quarto é esse então? -Disse me levantando
Ele abriu a porta lentamente e o quarto continha alguns espelhos ao redor e no teto também.
—Eu não durmo aqui nem fodendo, vou dormir na sua cama.
—E por que não dormiria aqui? -Ele perguntou como se não tivesse óbvio pra ele.
—Meu filho, eu não vou dormir em um quarto que você trás suas vadiazinhas pra comer não ok? Se eu não for dormir no seu quarto eu vou embora a essa hora e sozinha. Se alguma coisa acontecer comigo o culpado vai ser você.
—Você é bem chantagista mesmo ein. -Ele disse sorrindo e apoiou seu braço direito na porta e cruzou as pernas ficando um tanto sexy.
—Aprendi com o mestre. -Passei meu dedo por seu peitoral e fui chegando perto de seu rosto. Quando ele achou que eu iria beijá-lo eu sai. -Vou ir dormir.
—Aprendeu direitinho então. -Ouvi Justin dizer e soltei uma gargalhada logo entrando no quarto dele e me jogando em sua cama.
Claro que eu não iria dormir com a minha roupa. Fui até o closet dele e peguei uma camisa grande, que é o que ele mais tem que fica parecendo um vestido tanto nele quanto em mim. Vesti a mesma e comecei a cheirar. Meu Deus que cheiro maravilhoso. Cansei de ficar olhando suas roupas, jóias e sua coleção de relógios e fui me deitar.
Acordei de madrugada do nada e quando olhei pro lado Justin estava ali. Levei um susto n hora mas depois passou. Olhei para ele que estava com um rostinho de anjo, o que na verdade não chegava nem perto. Sorri e peguei sua mão. Entrelacei nossos dedos e acabei adormecendo de novo, eu me sentia feliz com ele, era tudo muito novo mas uma sensação ótima....
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