Save Your Heart Tonight
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Pov Marcella.
Ele estava ali, se declarando pra mim. Mais eu me sentia da mesma forma traída, eu não conseguia esquecer aquela noite. Então resolvi não ceder.
- E você já disse isso para quantas garotas mesmo? – Disse passando a mão no rosto disfarçadamente limpando as lágrimas, mais acho que não consegui disfarçar.
- MAIS QUE DROGA ! EU NUNCA DISSE ISSO PRA NINGUÉM, SÓ PRA VOCÊ. A ÚNICA PESSOA QUE EU GOSTO, É VOCÊ! TÁ DIFICIL DE ENTENDER ISSO? – ela berrou.
- Desculpa Harry, eu não acredito em você e não há nada que você diga, que me faça mudar de opinião – eu forcei as palavras. Uma parte de mim sentia uma grande necessidade de pular em seus braços, mais a outra parte sentia apenas ódio.
Eu passei por ele, indo em direção a porta, e abri em seguida.
- Vai embora Harry, e nunca mais volte – cuspi as palavras. – Não a mais nada que você possa dizer.
- E SE EU DISSER QUE EU TE AMO? – ele se virou pra mim.
- O que?
- Isso mesmo que você ouviu, EU TE AMO! – ele repetiu as palavras lentamente.
Aquilo fazia eco em minha cabeça. Cada vez mais ficava difícil ignora-lo, eu estava lutando contra uma coisa muito mais forte que eu.
- Você... Não sabe o que diz – tentei me manter fria.
- Você também sente o mesmo por mim – ele se aproximou, fechando a porta e me encostando nela. Eu não conseguia ter nenhuma reação. Alguma coisa me prendia ali, ele se aproximava cada vez mais, eu já podia sentir sua respiração.
- Olha pra mim e diz que não sente o mesmo – ele falava me encarando.
Ele estava me torturando, mais eu simplesmente não conseguia sair dali, eu falhei e talvez eu me arrependa disso.
- Eu...eu...- as palavras se recusavam a sair.
- Você o que? – ele fixava seus olhos em mim.
- Eu... eu sinto, droga! – Eu cedi, mais eu não conseguia mentir para mim mesma.
Ele deu um sorriso e antes que eu pudesse falar mais alguma coisa, seus lábios já estavam grudados nos meus. Foi um beijo calmo e romântico, com certeza um dos melhores pra mim.
- Harry... nós não podemos – eu tentei interromper, mais ele me beijou novamente.
Foi como se no mundo só houvéssemos nós, eu não teria mais forças para ficar longe dele. Paramos o beijo e ele sorriu pra mim, como eu amo aquele sorriso de covinhas.
Tá legal, eu não tenho amnésia, claro que eu não havia esquecido o que ele fez. Só acho que todos merecem uma nova chance, certo? E eu estou concedendo isso a Harry, estou lhe dando uma nova chance e espero que ele dê valor a isso.
Ficamos um tempo na sala conversando, era incrível como o tempo passava lentamente quando eu estava ao seu lado. Alias, era incrível o efeito que ele tinha sobre mim, com certeza, ele era perfeito pra mim. Eu sentia um alivio em poder tê-lo de volta, não que ele fosse meu, mais tê-lo perto de mim me faz... bem.
- Vamos assistir um filme? – ele perguntou.
- Claro, qual você quer ver? – perguntei encostando minha cabeça em seu ombro.
- Eu particularmente amo filmes de terror, mais já que você provavelmente é uma medrosa... – ele disse em um tom de irônia.
- Medrosa? Então tá bom, vamos ver um filme de terror! – eu disse me levantando e indo até a estante de filmes. Peguei um filme de terror no qual nunca ouvi falar, porém só nome já me dava arrepios. Coloquei o filme enquanto Harry apenas me observava com um sorriso malicioso. É claro que ele ia fazer proveito disso, já que eu realmente tenho pavor desses filmes, mais não queria me mostrar “medrosa”.
Sentei no sofá, só que agora distante de Harry, que me olhou com uma cara confusa.
- Cella? – ele chamou minha atenção, enquanto eu olhava concentrada para o filme, que havia começado.
- O filme começou – eu disse apontando para a Televisão.
- Eu sei disso, mais por que está sentada tão longe de mim? – ele perguntou franzindo o cenho.
- Por que eu sou... medrosa, talvez? – ironizei.
- Ah qual é... vem aqui – ele se aproximou e passou a mão pelo meu ombro – eu estou aqui do seu lado, nada vai te acontecer.
Não pude deixar de sorrir. Me senti mais segura com ele ali do lado, alias, eu me sentia segura com ele no meu lado. O filme era bastante... tenso, horrível, assustador, fora o suspense, que eu odeio! Eu estava agarrada em Harry, o que me fez até lembrar de quando nos fomos na montanha-russa. Sorri ao me lembrar daquele dia, foi realmente tudo uma loucura, porém divertido.
Estava tarde, o filme finalmente havia acabado. Harry estava dormindo, acho que um filme de terror para ele era como estar vendo Barney e seus amigos, talvez. Tentei me levantar cuidadosamente para não acorda-lo, mais não deu outra, ouvi o barulho da porta que logo se abriu. Eram minhas primas, logo após elas entrarem, os meninos estavam as acompanhando.
- Gente... nossa, vocês chegaram... tarde! – eu disse um pouco nervosa. Tá legal, eu estava bastante nervosa, nem sei bem o motivo. Talvez por que eu estava esse tempo todo sozinha com Harry, e agora ele estava dormindo como um bebê na nossa sala, após vermos um filme de terror e logo depois eu tomar um susto com o barulho da porta. Entendeu? Não? Nem eu, eu realmente não sei por que estava daquele jeito, acho que é por que eu imaginava o que estavam pensando sobre a gente... e com certeza pura malicia. Mais quem se importa?
- É nós estávamos... curtindo bastante a festa – Giselle disse e observou Harry dormindo que nem uma pedra.
- Vai me dizer que esse manezão ficou dormindo esse tempo todo? – Louis se aproximou de Harry.
- Não, é que nós estávamos assistindo um filme – eu sorri tímida.
- Hum... um filme – Nina repetiu, sorrindo maliciosamente.
- Nina! – eu exclamei, como ela era... inconveniente.
- Que foi? Disse nada – ela cinicamente rebateu, enquanto trocava olhares com as outras garotas.
Os outros meninos estavam ainda parados perto da porta calados, observando tudo.
- Hãm... Nós já vamos, está tarde – Liam finalmente falou algo.
- É mesmo, acorda esse trouxa ai! – disse Niall, fazendo os outros darem risada.
Louis que estava ainda próximo de Harry, começou a balança-lo com força.
- Acorda babaca! – ele praticamente berrou e Harry abriu os olhos imediatamente, em um susto.
- Mas o que... – ele olhou em volta confuso, com a cara obviamente de sono.
- Vamos logo donzela, você vai poder dormir o quanto quiser quando chegar em casa – Zayn completou e todos damos risadas.
Tenho que admitir, apesar desse tratamento “bondoso” que eles tinham um com o outro, era muito engraçado. Eles eram muito divertidos, por isso eu adorava passar o tempo com eles.
Harry levantou com a cara fechada e deu um empurrão de leve no Louis e foi indo em minha direção. Minhas pernas começaram a tremer, meu coração começou a acelerar, todas aquelas sensações de quando um menino que você gosta está indo até você.
- Eu te ligo, pode ser? – ele sorriu, logo em seguida me dando um selinho na frente de todos. Ah legal Harry! Eu nem havia contado para minhas primas sobre o nosso lance e você me beija na frente de todos... Já até imagino a entrevista que vou passar quando todos forem embora.
Sorrisos maliciosos, olhares se encontrando, tudo que eu já esperava depois que Harry me beijou e foi seguindo tranquilamente até a porta. Os outros meninos vieram se despedir da gente e logo em seguida saíram. Eu ainda estava paralisada, o Harry me fazia ficar desse jeito, uma idiota, boba e apaixonada. Mais foi ali que em meio de pensamentos, eu havia percebido que eu não havia dito algo para ele, uma coisa que eu precisava dizer imediatamente. Corri até a porta e a abri, na esperança de poder ainda alcança-los.
- HARRY! – berrei seu nome e ele que estava prestes a entrar no carro parou e olhou para trás confuso.
Sorri e fui correndo em sua direção o abraçando em seguida.
- Eu... também te amo – eu disse, e ele sorriu. Era inevitável quase não derreter quando ele sorria, aqueles dentes perfeitos, aquelas covinhas, era tudo perfeito. E em fração de segundos, ele estava me beijando de novo, nós não estávamos mais ligando para os garotos que estavam dentro do carro nos olhando, como eu disse, era como se quando eu o beijasse, fossemos as únicas pessoas no mundo. Pudi ouvir gritinhos, berrinhos e assobios dos garotos, o que me fez rir.
- Olha, eu realmente não queria atrapalhar os pombinhos, mais nós temos que ir – Louis do nada apareceu no nosso meio, nos separando. Como ele é bobo, mais eu gostava muito dele, seu senso de humor era fantástico.
Harry que ainda com um sorriso bobo, pegou minha mão e a beijou, logo se afastando e entrando dentro do carro. Acenei para ele e o carro deu partida. Tudo isso havia sido tão perfeito que foi difícil de acreditar. Harry... Esse é o nome do garoto que ganhou meu coração, pensei enquanto caminhava para dentro de casa.
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