Save You

1 Capítulo 1-Introdução


Notas iniciais
Primeiro capitulo é só uma introduçãozinha ;)

-Amor vamos conversar. Eu posso explicar o que aconteceu

-Acabou.

-Mas eu

Terminei a ligação e atirei o celular pra cima da cama.

Minha vida estava uma autêntica montanha russa.

E para me deixar mais divertida tinha acabado de descobrir que o meu namorado (agora ex) me traia. E com a pessoa que eu menos esperava: Susan, minha suposta amiga.

Eles pelo menos podiam ter contado pra mim do que eu ver a cena deles dois enrolados com os meus próprios olhos.

Eu iria perdoar sem problema.

A cara quem eu tô enganado eu ia pular no pescoço daquela vadia, estrangulá-la até à morte e jogá-la no rio de Nova York. E quanto ao meu namorado este iria perder a capacidade de ter filhos ou de andar por ai a comer todas.

Pensamentos muito psicopáticos?

Ah verdade não me apresentei pois não?

Abby Manson, 17 anos, olhos castanhos escuros assim como o meu cabelo que me dá um pouco acima da cintura.

Minha história é um pouco diferente daquelas fics que todos leem.

Para começar minha mãe não morreu num acidente nem coisa do género. Apenas suicidou-se.

Meu pai? Aparece em casa quando precisa de dinheiro para seu vício droga/tabaco/álcool.

Portanto de momento vivo sozinha.

Até acho que foi melhor minha mãe suicidar-se do que viver para assistir a minha vida de agora.

Deixando estas coisas de lado tou no último ano de secundário o que significa mais um ano até eu estar enfiada de cabeça nos livros numa biblioteca da faculdade.

Minha barriga começou a dar sinal de vida e tive que alimentar a fera.

Desci até à cozinha e fiz lasanha para me distrair um pouquinho do meu recente, como dizer isto em termos bonitos, abandono?

Comi a lasanha enquanto me afundava cada vez mais no sofá em frente ao televisor.

É deprimente uma pessoa da minha idade comportar-se como uma velha.

Abanei a cabeça em sinal de negação e fui arrumar a louça.

Decidi que esta noite iria sair para me distrair.

Subi para o meu quarto e abri o roupeiro à procura de alguma roupa adequada para vestir.

Tirei de lá de dentro um vestido preto repleto de brilhantes e um casaco de cabedal. Coloquei maquiagem, calcei uns saltos altos de pele preta, decorado com tachas na parte detrás e optei por encaracolar os cabelos.

Desliguei tudo e sai de casa entrando no meu lindo Chevrolet Sonic. O único por quem eu tinha consideração já que ainda não me desiludiu.

Guiei pela rua escura até uma boate movimentada e onde o barulho da música era altíssimo.

A primeira vez que vim aqui foi com meus amigos quando tinha 15 anos.

Sim há uma boate em Nova York que deixa entrar menores. Mas é só porque ela fica numa zona pouco movimentada ao pé de um dos piores bairros da região.

Estacionei o carro e sai verificando se ninguém me seguia.

Eu tinha medo deste local mas o que é a vida sem riscos.

Entrei sorrindo para o segurança e estava a tocar This is Love do Will.i.am.

Cara eu amava esta música.

Fui logo para a pista dançar.

Dancei a música inteira. Era incrível como eu o conseguia fazer com uns saltos tão altos.

No final desta puseram Scream and Shout do mesmo cantar.

Bem aprece que hoje todas as músicas de resumiam a Will.i.am.

Fui até ao balcão e pedi um Bloody Mary.

-Dois.- um cara disse e virei-me para observá-lo.

E que visão meu deus. Ele era um gatinho.

Alto, loiro e uns olhos azuis incríveis.

Tou apaixonada.

Sorri para ele e voltei-me para o empregado que chegou com nossas bebidas.

-Nunca vi você por aqui. falei dando uma golada no sumo e ele riu.

-Novo na cidade. Ei quer dançar?

-Nnão vai-me drogar e depois foder vai?-perguntei desconfiada e ele quase se entalou com a bebida.

-Você é bem directa garota. Vem é só uma dança.- ele tocou minha mão e um choque percorreu o meu corpo me dando arrepios.

Puxou-me gentilmente até ao centro da pista e começámos a dançar, balançando os nossos corpos ao som intenso da música.

Sua mão deslizou pela minha cintura e me puxou mais contra ele nos deixando colados.

-Mas olha que nem era má ideia. ele sussurrou no meu ouvido e olhei-o intrigada.

-O quê?

-Ah você sabe. Eu, você e uma cama.

Corei. Sério porque eu corei?

Ficámos dançando agarradinhos até ao final da música.

O senhor mistério me deixou sozinha no final desta me dizendo que tinha uns assuntos pra resolver.

Porra sou assim tão feia é?

Todo cara me abandona.

Como minha companhia tinha saído e mais ninguém veio me falar decidi abandonar a boate.

A rua estava bastante escura e nem um candeeiro ligado tinha.

Meus pés doíam por causa dos saltos e dei graças a deus por ter vindo de carro.

Tirei a chave do bolso mas assim que ia abri-lo ouvi um grito.

Olhei à minha volta e ninguém.

Outro grito voltou a cortar o ambiente e gelei.

Parecia alguém em apuros.

Caminhei até a um beco de onde percebi que vinha o som.

Meu coração acelerava e eu tinha medo.

Tudo naquela rua era imprevisível.

Minha mente dizia para ir para trás pois podia ser um ladrão ou assim mas a porra da minha curiosidade fala mais alto.

Arrisquei-me a entrar no beco ouvindo apenas as agulhas dos sapatos batendo no chão a cada passo que dava.

-Está ai alguém? perguntei baixo e ninguém respondeu.

Naquele lugar a temperatura parecia que tinha descido uns 100 graus abaixo de zero.

Abri outra vez a boca e perguntei:

-Oi tem alguém aí?

Um gemido fez-se ouvir e meu coração parou.

Será que tava alguém morto ali.

Ok a coisa tava ficando feia pro meu lado e eu tinha de sair dali.

Vire-me para dar meia volta e dou de caras com um homem alto de cabelos negros.

Tão negros como a escuridão e uns olhos peculiares. Eram vermelhos.

Recuei e ele continuou vindo na minha direção. Atrás dele estavam mais três caras todos eles altos e de olhos vermelhos.

Fui recuando até que parei quando senti minhas costas encostadas à parede.

À luz da lua pude ver quem fazia os gemidos.

No chão havia uma rapariga de cabelos loiros. O seu pescoço tinha sido rasgado e estava cheio de sangue.

Olhei outra vez para a minha frente e os caras continuavam vindo na minha direção.

Ai minha mãe eu vou morrer me ajude.

O de cabelos escuros aproximou-se e quando a luz incidiu nele minha boca se abriu de espanto. Tinha uns caninos que saiam de sua boca.

Vampiro? Eu sempre pensei que fossem histórias da carochinha.

Pera na boca dele tinha sangue? Oh não foi ele que fez aquilo à garota que estava morta no chão.

E ele ia fazer a mim também.

-Te achamos finalmente.- a sua voz grossa proclamou e meu ossos gelaram-se.

Sua mão passou por meus cabelos os afastando deixando meu pescoço à mostra.

Pronto é agora adeus mundo.