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4 Capítulo 4 - Ajude-me!


Notas iniciais
ÓÓÓÓ não é que eu consegui postar hoje? =D

Bom, esse capítulo ia ser enorme e o penúltimo, mas eu decidi dividi-lo em duas partes, porque daí fica mais foda ^^

A fic está perto do fim, e eu nem sei como vai ser a próxima ;-; /mentira eu estou processando mil e uma ideias

Se eu sumir no inicio de janeiro, é porque eu fui obrigada á ficar uma semana na praia, morrendo de tédio ¬¬

E acho que não vou conseguir postar o capítulo 5 até a próxima segunda, porque, está tudo a maior correria e estresse aqui em casa por causa do Natal ¬¬'

Hum, acho que é só ^^

Enjoy!

- MATT! – gritei, com todo o ar em meus pulmões. Eu tinha de encontrá-lo!- MATT!

Nada.

- MATT!

Gritei.Como se ele estivesse em condições de responder.

A única coisa que eu não podia, no momento era perder a calma.

Eu tinha que respirar, fundo, contar até dez mentalmente e manter a calma.

Lembra, Mello? Não adianta nada ficar desesperado. Só piora as coisas. Por isso, eu tenho que me acalmar e pensar direito antes de qualquer cois...

COMO EU VOU CONSEGUIR FICAR CALMO SABENDO QUE MEU MELHOR AMIGO ESTÁ EM APUROS E QUE A VIDA DELE ESTÁ EM JOGO?!

Respiro fundo.

Não ia adiantar nada.Embora eu tivesse vontade de surtar completamente, eu não podia. Não era o momento para entrar em acessos de raiva e pânico.

Fiquei em silencio, tentando captar o menor som possível.

Nada, tudo no maior e total silencio.

Mau sinal.

Então, eu saí correndo por aquela rua feito um doido, na esperança de avistá-lo ou algo assim. E, para melhorar a situação, aquela rua maldita parecia não terminar nunca. Eu corria e corria, mas parecia que ela não acabava nunca. Novamente, senti olhos sobre meu corpo. Os sentia acompanharem cada passo meu meticulosamente, e isso fez com que um arrepio me corresse pela espinha. Abanei a cabeça ao sentir os pelos de minha pele eriçarem-se.

E simplesmente parei de correr.

- Apareça! – gritei, cerrando os punhos. – Vamos logo! Apareça!

Ouvi um enorme barulho, como se alguém tivesse sido apanhado, e saísse de seu esconderijo, fugindo de algo ou alguém, atropelando tudo que havia em seu caminho.

Estava fugindo de mim?

Bufei, voltando á caminhar, percebendo que, á cada passo, aquela rua estreitava-se ainda mais, e a luz diminuía gradualmente, não demorando muito para que eu mal conseguisse ver um palmo á minha frente.

- MELLO!

Meu sangue gelou no instante em que ouvi sua voz.

Ele parecia desesperado. Alguns segundos depois voltei á ouvir um grito dele, ainda mais agoniado do que o anterior, e então se fez o silencio.

Estremeci.

Meu melhor amigo estava em apuros, e eu não estava sendo muito bem-sucedido até o momento na parte de ajudá-lo.

Ah, sinceramente. Eu estava sendo tão útil quanto o Near em um time de futebol americano.

Encostei as costas na parede, respirando fundo, tentando retomar a calma, para então, pensar em alguma coisa.

Algo que não envolvesse chamar a policia.

Porque eu só chamaria a policia se fosse realmente necessário. Se a situação estivesse realmente crítica.

Não que já não estivesse.

Fechei os olhos, tentando encontrar Matt da mesma forma que vi um cara fazer em um filme que assisti esses tempos. Fechei os olhos, tratando de guiar-me apenas pela audição, seguindo o som dos gritos.

Eu sei que é algo completamente surreal. Mas, não custava tentar.

Quando abri os olhos, estava em frente a um prédio abandonado, com um letreiro caindo aos pedaços, que dizia ‘’Motel’’ e depois tinha mais alguma coisa, que devia ser a continuação do nome, mas eu não consegui ler porque estava escuro, praticamente não havia iluminação e era sorte eu enxergar um centímetro á minha frente. Além do mais, andar de olhos fechados e abertos aparentemente não fazia muita diferença, porque mesmo de olhos abertos, eu havia tropeçado em tantas coisas quanto antes.

Suspirei, tateando, á procura da porta, e da sua maçaneta, e ao encontrar ambas, passo á abri-la lentamente, tomando muito cuidado para não fazer barulho.

- Por favor, Matt, agüente firme. – murmurei ao passar pela porta – Eu estou indo.

Então, eu entrei naquele prédio.

Entrei, e deparei-me com uma espécie de recepção, esta, completamente destruída e coberta por uma camada de no mínimo três centímetros de pó.

Segurei um espirro.

Ótimo, eu planejava não fazer ruído, mas era totalmente alérgico á pó, e isso, era o que tinha de sobra ali.

Combinação mais perfeita essa.

Passei á respirar apenas pela boca, — coisa que eu praticamente fui obrigado á aprender á fazer até me acostumar com a fumaça produzida pelos cigarros de Matt – e segui em frente, porque, em meio á tanto silencio, eu conseguia ouvir barulho nos andares de cima.

Coloquei, com uma cautela extrema, o pé esquerdo no primeiro degrau, torcendo com todas minhas forças para que aquela escada não fosse tão velha á ponto de quebrar, ranger, nem nada assim.

Mas, a escada rangeu. Baixinho. Mas claro que rangeu.

Amaldiçoei os degraus em pensamento, subindo-os lentamente, pondo extrema atenção em onde pisava, já que haviam buracos e alguns pedaços podres de madeira ali, e um passo em falso seria o bastante para quebrar aquilo tudo. Inclusive meu pescoço.

Depois de alguns minutos, a escada finalmente terminou. Eu estava no segundo andar, e este contava com uma dúzia de portas, que presumi serem os quartos. Fiz uma careta ao pensar em quantas pessoas já deviam ter passado por ali.

Mas senti meus lábios se contorcerem em um sorriso malicioso no instante em que imaginei como seria bom ficar trancado com Matt em um quarto assim.

Parei de andar, xingando á mim mesmo em pensamento.

Matt em uma situação daquelas, e eu ali pensando em...

Coisas que eu não deveria estar pensando por dois motivos.

1- Aquele definitivamente não era o momento e,

2- Matt era meu melhor amigo, quase que um irmão.

E, até onde eu sei, irmãos não sentem vontade de ficarem presos com o outro em um quarto de motel, com intenções nada ingênuas.

Passei reto por aquele corredor, sem me dar ao trabalho de olhar dentro dos cômodos, porque o barulho vinha do terceiro andar, não dali.

Então, eu não tinha que ficar olhando dentro de quartos de motel que, até antes do prédio ser abandonado, provavelmente eram limpos á cada dois anos, mais ou menos.

Comecei á subir a outra escada, começando á ficar com medo.

E se eu tivesse chegado tarde demais?

E se Matt tivesse...

Abanei a cabeça, subindo lentamente, quase que me arrastando, para não fazer barulho, a metade final da escada, sendo possuído, á cada centímetro percorrido, uma onda de adrenalina passar pelas minhas veias, e meu estômago embrulhou no segundo em que pisei no último degrau.

Eu não tinha um plano.

Pela primeira vez na vida, estava tão mentalmente perturbado que não tinha conseguido bolar um plano.

E isso sim era um enorme problema.

Agir por impulso. Era isso que minha mente disse. Que eu tinha que fazer as coisas na hora, sem plano nenhum, o que fazia sentido, afinal, eu não tinha o mínimo conhecimento de como estava a situação e do que me esperava.

Rezei mentalmente, agarrando com força a cruz que levava no pescoço.

- Amém. – murmurei, saindo da escada e correndo silenciosamente para trás do que antes era um balcão.

- Seu rosto é tão bonito, Matt... – ouvi uma voz masculina dizer, descontraidamente. Estiquei o pescoço para poder ver precisamente em que tipo de lugar eu estava e qual era a situação em que Matt se encontrava.

O terceiro – e ultimo – andar, era uma espécie de bordel, ou aqueles bares onde as mulheres ficam dançando, tirando a roupa e tal.

Havia longos canos presos ao teto, sobre pequenos palcos, e uma passarela maior no meio do recinto. O lugar também tinha uns sofás enormes, umas mesas e umas cadeiras, mas tudo era coberto por enormes lençóis, cada um com seus cinco quilos de pó.

Segurar os espirros estava se tornando uma tarefa muito difícil.

Procurei o Senhor Psicopata e Matt com os olhos, encontrando-os rapidamente.

O ruivo encontrava-se com a boca amordaçada e os braços presos para trás da cadeira. Seu rosto tinha alguns cortes, de onde escorriam algumas gotículas de sangue.

Seus olhos estavam extremamente úmidos, e, ás vezes suas bochechas eram manchadas por lágrimas desesperadas.

Pousei então os olhos em um cara de no máximo vinte anos, com cabelos negros e curtos em um penteado que deixava os fios perfeitamente bagunçados. Os olhos eram de um azul puxando levemente para o cinza, e nem de longe lembravam os olhos do maníaco que eu imaginei.

Aquele cara, não se parecia, em absolutamente nada com um assassino.

Ele se agachou na frente de Matt, acariciando-lhe levemente o rosto, com uma expressão angelical.

- Teus olhos têm um verde tão belo, um verde que contrasta perfeitamente com a tua pele e com os teus cabelos... – afagou-lhe a cabeça, afundando o rosto em seus cabelos, pousando a mão livre sobre uma das pernas de Matt. Este, por sua vez, parecia ainda mais desesperado, e eu podia vê-lo tremer todo.

O quê raios eu ia fazer, afinal?
— Por que choras? – perguntou o cara, deixando seu rosto bem em frente ao do meu amigo, ainda com um tom doce na voz. – Está com medo? – enxugou uma lágrima do rosto do ruivo, delicadamente. – Eu já disse que não vou fazer com que sofras, lembra? Vai ser tudo muito rápido. – sorriu. – Tudo que preciso, é um corte no lugar certo. Mas está sendo difícil ser paciente, sabe? – fez uma breve pausa, tocando novamente o rosto de Matt. – Mal posso esperar para saber se és realmente tão gostoso quanto parece.

Por que eu tinha um péssimo pressentimento quanto ao fato de ele querer saber se Matt era gostoso?

Eu tinha quase certeza de que ele não usava a palavra ‘’gostoso’’ como um atributo físico.

Bastava ver o modo como os olhos dele brilharam ao dizer aquela palavra.

Então, agachei-me, de modo que apenas Matt poderia me ver, caso desviasse seus olhos naquela direção.

E foi isso que aconteceu.

Seus olhos verdes pousaram sobre mim, suplicantes, enquanto o tal maníaco afundava o rosto no seu pescoço.

Naquele instante, eu movimentei um dos braços, e ele puxou consigo um lençol, que derrubou uma dúzia de copos de inox, fazendo um enorme barulho, de modo que o cara saiu de seus devaneios e olhou para onde eu estava.

E agora, o Matt não era o único com problemas.

Eu estava ferrado também.

Continua...

Notas finais
Eu sou má >;) *apanha*

Na minha opinião, o capítulo 5 vai ser emocionante, ao menos para os meus dois aventureiros. -Q

Sério, eu prometo que vai ser ótimo =D

Não tão bom quanto o último, que está totalmente pronto na minha cabeça ^^

Ah, eu já desisti de matar o Mello ou o Matt ^^

Enfim, eu já avisei sobre o possível sumiço, né? ^^'

Feliz Natal á todos vocês, pessoas.

Kissu~matta~ne