Save You
2 Capítulo 2 - O plano mirabolante
Notas iniciais
Ok, eu SEI que demorei, mas eu estou de castigo até o fim do mês desde o Dia das Bruxas ><
Só que a minha mãe me deixou usar o PC hoje, o que quer dizer que não vai demorar para eles me libertarem õ/
Enfim, eu disse que eram 4 capítulos? Menti e-e São 5 ^^x
E, quem sabe, um bônus. *o*
Cabe a vocês imaginar o que tem nele e-e
Enfiim...
Joy! ^^b
Segundos depois de minha ameaça em pensamento, a figura ruiva surgiu em meu campo de visão, com passos rápidos, enquanto olhava para todos os cantos, como se estivesse fugindo do presídio.
Bem, ele estava fugindo. Fugindo do orfanato, mas com intenção de voltar.
Á não ser que aquele maníaco nos pegue.
Mas, até parece que isso vai acontecer.
Depois de pouco menos de um minuto, Matt está parado ao meu lado, ofegante, com a respiração pesada e o rosto vermelho. Ri internamente com a cena.
- Pronto? – perguntei, já começando á virar-me na direção do jardim. Algumas crianças ainda estão espalhadas pelo pátio do orfanato, mas como estamos no final do inverno, duvido que fiquem por mais tempo do lado de fora. Estas, nem devem ter reparado em nós, pois provavelmente estavam absortas no que estavam á fazer e nos últimos instantes diurnos.
Esgueiramo-nos até os muros do enorme jardim do orfanato, estrategicamente na parte mais obscura e isolada, onde ninguém nos veria.
Bem, quase ninguém.
- Aonde vocês pensam que vão? – senti todo meu corpo gelar-se de susto, e com o canto dos olhos, olhei para Matt, que não movia um músculo sequer, mas, após alguns segundos, sua expressão aliviou-se, e ele se virou para trás.
- Linda! –falou, de um modo sinistramente simpático, o mesmo que ele usa quando quer alguma coisa. Linda? Ótimo, só me faltava essa garota agora. – Linda minha querida, o que está fazendo aqui?
- Sabe, eu ia perguntar o mesmo á vocês. – cruzou os braços, aguardando por uma resposta, no mínimo, plausível, mas não nos deu tempo nem para pensar, pois voltou á falar no mesmo segundo. – Bem, conhecendo-os como conheço, posso afirmar que estão fugindo. – fez um cacho nos cabelos, graciosamente presos. – És previsível, Mello. Qual o plano? – sorriu triunfante ao ver a minha rápida troca de olhares com Matt. – Não falarei nada á Roger nem á ninguém, confie em mim. Se perguntarem-me, nada sei, nada vi. – deu-nos as costas, e saiu em direção ao prédio, sumindo rapidamente do nosso campo de visão, que, bem, não era muito amplo, devido ao breu que se formava aos poucos.
Alguns segundos de silencio se passaram entre nós, e depois disso, viramo-nos na direção do muro.
- Tens certeza de que queres fazer isso, Mello? – o ruivo fitava o muro de cima á baixo, receoso. — Ainda estamos em tempo de voltar e...
- Não. – interrompi-o, fazendo um leve aceno negativo com a cabeça. – Nós começamos, e agora, terminaremos.
Ouço-o suspirar, mas ignoro.
- Aquele jogo nem é tão bom assim, sabe? Aliás, não estou me importando em pagar mais por ele e...
- Matt. – interrompo-o novamente. – Não adianta.
Ele revirou os olhos, com a face contorcida em uma pequena careta.
- Certo, certo. Sei que vou me arrepender amargamente depois mas... – respirou fundo, como se ainda pensasse no que fazer. — ... Qual o plano para sair, então?
Sorri de canto.
- Simples. Vamos escalando. – dou de ombros.
- Hã? – o tom descrente em sua voz era cômico. Mais uma vez tive de me segurar para não rir. – Enlouqueceu?
- Esperava o quê? Um helicóptero? – Sinceramente, o que o Matt esperava? Estamos fugindo!
- Não isso, mas escalar? – assenti com a cabeça, fazendo força para não rir.
- É, escalar. Tem alguma ideia melhor? Sair pelo portão, onde todo mundo pode nos ver? Faça isso se quiser, mas nem pense em reclamar quando estiver de castigo até completar dezenove anos.
Pude sentir os olhos castanhos dele pousarem sobre mim nada amigavelmente. Sorte minha que o Matt não tem nenhuma das armas ou poderes que os personagens dos jogos dele tem. Se ele tivesse qualquer uma dessas duas coisas, eu estaria morto á essa hora.
Não que ele fosse realmente tentar me matar. O Matt não faria isso. Pelo menos, é o que eu acho.
- Mas eu não sei escalar Mello! – resmungou, amuando feito uma criança birrenta. Tive vontade de pegá-lo pelas bochechas e...
Opa.
Certo, essa ultima frase fica entre nós, tudo bem? Se alguém além de nós souber que eu realmente tive vontade de fazer isso, é bom que você tenha um bom plano de saúde.
- Então eu subo primeiro e te ajudo á subir depois. Que tal? – ele assentiu com a cabeça, enquanto olhava rapidamente para trás, para certificar-se de que não havia ninguém nos vendo. – Ótimo.
Escalei o muro rapidamente, com enorme facilidade. Não sei como isso pode ser considerado difícil pelo Matt.Equilibrei-me, enquanto estendia a mão para que Matt subisse, o que, analisando agora, é um ato ridículo e idiota.
Mas, como naquele momento eu não tinha consciência disso, o puxei, esquecendo totalmente de que não havia nada que pudesse segurar-me. Mas eu me dei conta disso. Pena que foi quando eu e Matt fomos ao chão com toda a força. Só então notei que eu havia caído por cima dele, e que nossos rostos estavam muito, muito, muito próximos mesmo, de modo que eu – por mais insólito que possa parecer – senti minhas bochechas estalarem de tão vermelhas.
Eu o encarei de leve por um tempo, ainda sentindo minha face arder de rubor. Estávamos ali, em um silencio total. A única coisa que eu ouvia, além das nossas respirações, era o som do vento nas folhas das árvores.
Belo silêncio, que o ruivo fez o favor de quebrar.
- Mello... Você não vai sair de cima de mim? – disse, franzindo a sobrancelha, olhando-me de um jeito esquisito.
- Ah. É mesmo. – levantei, estendendo-lhe a mão para que este levantasse também. Por um golpe de muita sorte, caímos do outro lado do muro.
Enfim, estávamos fora.
Limpamos a grama e as folhas de nossas roupas, pegamos nossas mochilas e fomos pela calçada, em passos cautelosos, até o ponto de ônibus.
- E agora? – disse Matt, sentando-se no banco da parada, tirando um mini-videogame da mochila, começando á jogar calmamente.
- Agora nós vamos. – falei, sinalizando para o ônibus certo, que parou, abrindo as portas e fazendo aquele barulhinho que sempre faz ao abrir ou fechar.
Entrei, puxando o ruivo pelo braço, já que ele praticamente virava um zumbi quando começava á jogar. Sentamo-nos próximos á porta assim que paguei ao cobrador. Não havia muita gente no ônibus, e ao entrarmos, os olhares todos se dirigiram á nós. Tentei ao máximo ignorar isso, o que foi realmente difícil, se quer saber.
E a nossa dita ‘’jornada’’ começava agora.
Continua...
Notas finais
Ó,eu quero reviews! U__U
Então, té mais! ^^/
Kissu! ;**
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