Save My Life
28 You're everything i need
Notas iniciais
P.O.V Elena
O dia de sábado passou voando. Dormi no hospital ao lado de Damon, sim eu dormi na mesma cama que ele e posso dizer que as camas desse lugar são horriveis, não sei como o pobre Damon aguenta. Passamos a tarde toda conversando quando não estava lendo pra ele, peguei nosso jantar na cantina que os Órfãos faziam suas refeições e também posso afirmar que a comida é horrivel, tenho pena mesmo das pessoas que vivem nesse lugar. Damon adormeceu ainda cedo da noite, papai disse que são os efeitos dos remédios, ele está tão fraco, pobre do meu Damon. Depois de conversar um pouco com papai e convencer de que ia dormir com Damon no hospital, ele aceitou de muito mal gosto mas eu sei que também não queria deixar Damon sozinho. E assim segue, tentei dormir de todas as formas possíveis na poltrona e não consegui, aquela cama mesmo que dura me seduzia pelo simples fato de Damon está deitado lá com um espaço enorme ao seu lado que me caberia sem dificuldade nenhuma. Como não resisto as tentações, deitei ao lado de Damon com minha cabeça em seu peito, e logo adormeci, só acordando agora com alguém mexendo nos meus cabelos.
Abri meus olhos com dificuldade e sorri assim que vi Damon com seus lindos olhos azuis brilhantes me olhando como se fosse a coisa mais bela vista. Isso tudo parecia um sonho.
–Damon...Bom Dia
–Bom dia dorminhoca. Como veio parar aqui?- sorriu
–eu... quer dizer, eu só achei que, hum, você não se importaria se deitasse aqui. Quer dizer aquela poltrona estava tão dura- certeza absoluta que estou mais que corada nesse momento
–não foi isso que quis dizer, boba- Damon se sentou e eu imitei seu movimento- Eu disse que não precisava dormir aqui- ele me puxou pra si, deitei minha cabeça em seu ombro
–não vamos discutir logo agora e estragar o momento- damon riu- vou buscar nosso café e de preferência em qualquer lugar que não seja aqui
–depois dos anos você acostuma...-pobre Damon devia sofrer comendo essa comida- mas fica mas um pouquinho, é tão bom ter você aqui- colocou seu queixo sobre minha cabeça e me apertou ainda mais nos seus braços
–só mais um pouquinho...- sorri, me fazendo de difícil
–Elena, Damon, eu....- me atirei de perto do Damon quando escutei a voz de meu pai, acabei caindo no chão mas por sorte acho que ele não me viu abraçada com Damon. Ele era expert em interromper meus bons momentos.
–Elena, céus, você está bem?- correu até meu lado e estendeu a mão pra mim. Damon estava com o rosto completamente vermelho, sem reações.
–sim... er... você me assustou, papai-falei com a voz falha
–desculpa querida, não queria... você está bem?
–sim, foi só uma quedinha
–uma quedinha? parecia que uma baleia tinha caído no chão
–você me chamou de gorda?
–não, querida é que... olha, Damon você está de alta- cortou o assunto olhando pra Damon que forçou um sorriso, ainda estava nervoso, tem toda razão, já passou se papai vê nos dois agarrados? tinha medo de qualquer hora ele nos pegar no fraga- mas pensando bem, você ainda tá meio pálido
–nada disso Sr Gilbert.... eu estou bem, é só... esses são os efeitos
–mas...
–sem mas papai- apontei o dedo tentando fazer a mesma pose seria que ele fazia com a gente
Papai esperou eu comprar os cafés e tomamos ali mesmo no hospital. Depois assinou para que Damon pudesse sair e chamou Klaus pra ir com a gente, ele almoçaria lá em casa. Nem preciso dizer que Klaus fez o maior escândalo por não temos avisado "mais cedo" que Damon havia desmaiado. Ficamos conversando até que Rose tivesse colocado todos os pratos na mesa e aprontado a comida.
–Klaus porque você tá passando a perna na minha?- perguntei desconfiada quando já estávamos na mesa. Sentia Klaus passando a perna na minha toda hora.
–ah desculpa lena pensei que fosse a Caroli...- papai olhou imediatamente- esquece- continuou com o olhar desconfiado... -Damon me assustou hoje... quase desmaiei junto com ele- Caroline disse com sua cara de preocupada, era até difícil vela assim -então o que Damon tinha?- mamãe perguntou com aquela voz amarga -nada, eu tinha deixado ele algum tempo sem medicamento para ver se seu sistema se acostumaria mas não deu muito certo, desculpa Damon- abaixou o olhar como se sentisse culpado -não foi nada Sr Gilbert, a culpa não foi sua, eu concordei em ficar sem medicamentos. -mas eu como medico não devia te submeter a esses... -chega dessa conversa chata...-klaus cortou os dois -já disse que te amo?- perguntei -já mas se quiser dizer de novo, sem problemas- sorriu, convencido -então, você não acha que deviam te deixado o Damon mais um pouco lá? vai que ele tem um treco e desmaia de novo -não vai acontecer nada, isobel- papai falou com uma cara de poucos amigos
O almoço passou rápido e a tarde também. Klaus era tão engraçado, minha barriga doía do tanto que eu ria. Percebi seus olhares maliciosos para Caroline o tempo todo, esses dois nem sabem disfarçar. Papai levou Klaus embora assim que caiu a noite ele teria aula no outro dia. Tomei um banho e fiquei lendo com Damon em seu quarto.
–Damon, posso te perguntar uma coisa?
–claro, anjo...- sorriu. Não deixei de me queimar toda por dentro com seu apelido
–você não vai ficar irritado?
–claro que não...
–eu sei que pareço uma vadia curiosa perguntando isso mas...por que você tem cabelo?- me fitou com seus olhos azuis- eu pensei que esse tipo de tratamento derrubava o cabelo das pessoas então tinha que raspar...
–ai tá sua resposta...
–onde?- me fiz de desentendida olhando pros lados. Ele gargalhou
–o tratamento que seu pai usa em mim é digamos que diferente...
–papai usa outro tratamento em você? e isso existe?
–sim, é um tratamento novo, estão testando em algumas pessoas!
–e isso não faz mal?
–não...
–mas não é anti-etico? Usar você como se fosse um cobaia, papai nem é dessas coisas, gosta de fazer tudo certo...
–sim Elena mas eu concordei, não vejo problema nenhum-arquei uma sobrancelha- olhe bem, e se ninguém concordasse com essas coisas? como vamos saber se funciona?
–como se funciona o que? pra que serve isso?
–é como se fosse um tratamento mais forte. Ele tenta paralisa o câncer...
–e está dando certo?
–ainda não sabemos é muito cedo pra descobrir...
–espero que de tudo certinho...
–como você é fofa...- sorriu e beijou minha bochecha. Certeza que corei...
(...)
UM MÊS DEPOIS...
(...)
Chegamos no Mês do aniversário do Damon...
Damon tipo nunca teve uma festa, nunca teve um bolo, nunca assoprou uma velinha. Não preciso nem dizer que estamos preparando a melhor festa do mundo, ele merece. Caroline que está no "comando", ela quase pirou quando soube que o coitado nunca teve uma festa. Vamos fazer de tudo para que de tudo direitinho e ele aproveite muito. Damon em todas as vezes possíveis reclamou dizendo que "festas são coisas desnecessárias" o que fez Car quase pular em seu pescoço.
Durante todo o Mês, Damon e eu trocamos digamos que alguns beijinhos, mas nada tão serio como o que tinha acontecido dias atrás. Todas vezes que nos beijávamos, os dois coravam depois, parecia que tínhamos vergonha um do outro mas era uma vergonha diferente, uma vergonha boa. Eu não sei o que sentia por Damon mas era uma coisa tão forte. Tão forte que chegava a doer enquanto estávamos afastados. Precisava dele, 24 horas por dia, era como se Damon me completasse. Passamos tardes lendo, ele lia pra mim e eu retribuía lendo pra ele. Também mostrei um testo que tinha escrito e Damon me elogiou dizendo que devia seguir essa profissão futuramente, não sei se ele queria me deixar pensativa nisso mas o fez. Demorei o mês todo procurando um presente que Damon fosse gostar, eu queria um presente diferente, uma coisa que combinasse com ele. Poderia lhe dar um livro mas achei que fosse simples demais.
já tinha anoitecido, e tinha certeza que aquela noite prometia. Já estava me arrumando, os convidados logo chegariam.
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