Notas iniciais
EII, POSTEI COM ANTECEDENCIA PQ FALEI Q SÓ IA POSTAR NOS 20 REVIEWS, MAS AGR É SÉRIO, SÓ POSTO NOS 20 KKKKKKKKKKK BOA LEITURA

ZAYN POVS

Estava em casa pensando em todas as possibilidades para conseguir ter ou esquecer a Vitória, de vez. A campainha tocou, ao abrir a porta dei de cara com um rosto familiar, linda, como sempre, o sorriso encantador, Juliana, filha de uns amigos dos meus pais, nos conheciamos desde pequenos, ela era mais velha dois anos, mas eu gostava dela. Não a via desde que ela decidiu fazer faculdade na França, ainda moravamos em Bradford. Nos abraçamos e começamos a conversar. No meio, surge o assunto que deveria ser intocável.

– E o coração Zaza? — ela perguntou sorrindo. Olhei para a janela do quarto da Vitória, na esperança de alguma coisa fazer mudar a resposta que eu daria em seguida. Nada, a não ser o vento balançando a cortina lilás.

– Ele ta vazio — respondi — como o quarto de hospedes da minha vizinha — falei apontando para a janela do quarto da Vih.

– Bom saber — ela riu. Aquela risada... Aqueles labios, meu primeiro selinho foi com ela, ela foi fofa, mas foi sem querer. Me aproximei dela e a segurei pela nuca, a beijei. Beijo chato, sem graça, sem gosto... Não era como o que Vitória tinha me dado, eu estava nessecitado de alguém, desde que Vih tinha me beijado, eu não tinha conseguido ficar com ninguém, eu fui em festas e tal, mas não consegui... Paixão? Amor?

– Dorme aqui? — perguntei enquanto beijava o pescoço dela.

– Ta, pode ser. Mas sem compromisso, se rolar, rolou, não me prenderei a você — ela riu... Vadia. Subimos, ficamos, é, eu precisava, não me julgue. Ela foi embora de manhã, umas 7h45.

Quando deu mais ou menos uma e meia da tarde vi Vitória chegando da universidade, abri a porta e chamei ela.

– Vih — falei, ela me ignorou e continuou andando — Vih, você ta me ouvindo? — gritei mais alto — Vitória, olha pra mim — segurei o braço dela, ela olhou pra minha mão, me afastei — Vih... — minha voz saiu estremamente melada e gay, firmeza.

– Me ensina seu poder? — ela virou para a porta, a procura da chave na bolsa — Não sabia que você falava com gente invisivel.

– Do que você ta falando?

– De acordo com a Juliana — ela me olhou — sabe a Juliana? A que dormiu aqui essa noite... Ou você traz tantas mulheres que esquece quem é quem? — ela virou os olhos — Ela disse que você não sabia que alguém morava aqui. Eu sou invisivel? Ah, esqueci de me apresentar... Prazer, sou a senhorita ninguém. — ela pegou as chaves e abriu a porta.

– Não é isso Vih — ri nervoso — deixa eu explicar. Olha, a Ju é minha amiga de tempos, sabe...?

– Não pedi explicação. Alias, não sabia que um nada pedia explicação. Sinto muito senhor Malik, ou devo dizer senhor que não sabe que eu existo? Eu preciso me retirar — ela entrou e bateu a porta. Fui até a parede de vidro e fiquei olhando pra ela, que me viu da escada, desceu e fechou as cortinas, com a cara mais chateada que eu vi na minha vida. Se eu sou idiota? Magina... Eu magoei a garota que eu amo, sem ela saber que eu a amo. A unica chance que eu teria, disperdicei por um capricho, agora tenho que esquecer...

VITÓRIA POVS

Fui pro quarto, joguei a bolsa no chão, atirei o sapato em algum lugar e me joguei na cama, nada mais fazia sentido naquele lugar, uma porra... Fiquei pensando em como as pessoas mudam rápido, Zayn, por exemplo, não teve o que queria (que por acaso era uma noite e puf! não me importava mais) e passou pra outra. Ficaria feliz se ele arranjasse alguém, claro... Não sei... Sei lá... Será? Enfim, mas falar que eu não existo? É demais.

Olhei o Iphone, tinha uma mensagem do Diego, assim que li, me troquei (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=55481567) desci as escadas num pulo, calcei o tenis, dei um beijo em Ruy e fui correndo para a casa da Martina, minha amiga da faculdade que sabia tintim por tintim de mim, literalmente. Ao ler a mensagem ela arregalou os olhos, eles saltariam, mentira, impossivel.

– O que você vai fazer? — ela vidrou na tela do celular.

– Não faço a menor ideia — baixei a cabeça. Diego estava dizendo que viria para Londres, porque o pai ia visitar o socio britânico, e que ele me visitaria para conversarmos — não quero mais garotos idiotas na minha vida... — sim ela já sabia que eu era ninguém para o Zayn.

– Querida — ela riu — todos os garotos da sua vida são idiotas — assim que ela me entregou o Iphone ele fez aquele "cricri" de mensagens. Outro idiota, SENHOR!

– "Precisamos conversar, te espero xx Zayn" — li em voz alta para ela.

– Via lá, conversa com o bonitão, depois você fala com o babacão.

– O bonitão seria o Zayn... — ela riu — e o babacão o Diego — ela piscou pra mim. — Lá vem bomba... — levantei e sai correndo, ao chegar lá, vi Zayn, sentado na grama, com a testa apioada no joelho.- O que você quer? — cruzei os braços.

– Saber o que vamos fazer sobre isso — ele me olhou de cima e me entregou uma revista, cuja capa tinha uma minuscula foto nossa, no maior amaço, cujo amaço eu nunca esqueci...

– Que ridiculo — sentei do lado dele, o vento bateu, o cheiro dele invadiu meu cerebro, exagero meu?, não, cara, aquela mistura de perfume com cigarro, não sei. Espera, cigarro? Ele tava fumando... Me matarei, dois segundos — não estamos... Namorando, pra escreverem, você sabe, esses tipos de, ahn, coisas — Porra Vitória, para de delirar no menino, ok? Ok.

– De acordo com a revista, estamos sim. — ele me olhou, desviei o olhar para "ler" a matéria da revista — Agora, fala pra milhões que já não devem ter visto isso ai — ele apontou a foto, levou a mão até a cabeça e deitou.

– Como vou explicar isso para o Diego? Amanhã ele vem aqui... Ele não vai gostar — evitei ao maximo olhar para aquela figura, deitada do meu lado, mas era impossivel, eu acabei olhando e vidrei, droga.

– Você não vai. Ele não é seu namorado. Você não deve nada à ele. — ele sentou e olhou para frente.

– Cala a boca, vai ficar com a Juliana — tentei ser normal, mas o fato de imagina-lo beijando outra, sei lá, isso me incomodava, não sei o porquê.

– Você ta com ciume? — ele riu

– Não — SIM — eu amo o Diego, isso não muda... — virei o olho.

– Você não sabe mentir — ele riu mais e se aproximou, me afastei mais.

– Já deu — levantei — se vira, pode ser? Eu sei que isso não é verdade. Não quero mais saber de você, cansei de você ficar se achando só porque meio mundo te quer, mas lembra uma coisa, eu não faço parte desse meio mundo, eu não aguento mais você, sua cara, não suporto mais sua irônia, sua arrogancia, você se acha. Eu te odeio, te odeio. — quando dei o primeiro passo ele deitou na grama e segurou meu calcanhar, dando aquela risada idiotamente linda dele.

– Você vai resolver isso comigo, querendo ou não, você gostando de olhar para minha cara, ou não, você tem que aguentar. Se eu aguento olhar para o seu rosto, seu corpo, seus labios sem voar em você, sem querer te agarrar e te trancar num quarto, se eu aguento não te deixar nua aqui mesmo — ele riu — você tem que aguentar minha cara desejada por meio mundo. — virei os olhos, como ele conseguia fazer com que eu me rendesse tão facilmente?

– Eu quero resolver isso, poxa. — sentei de novo — Você gosta da Juliana? — olhei pra ele.

– Isso te preocupa?

– Sim — ele riu — porque eu pensei que era sua amiga.

– Você tem ciume de mim? — confirmei com um leve balançar da cabeça

– Porque eu era sua amiga, e pensei que você falava as coisas pra mim.

– Vih — olhei pra ele — só use a frase "era sua amiga" quando você disser logo depois "sou sua namorada" pode ser? — ele sorriu

– Não, eu nunca vou usar a frase "era sua amiga" — sorri, ele me abraçou, meu nariz encostou direto no ombro dele, ele encaixou a face na curva do meu pescoço, o que me fez arrepiar

– Eu te amo, Vitória. Por mais que você não aceite e isso não seja reciproco, mas, agora, você tem que, ao menos, fingir que me ama.

– Eu te amo — ele sorriu, mais do que possivel — você mexeu comigo. Não me magoa, por favor, eu quero existir pra você, eu não quero que você me esqueça quando uma vagabunda bater na sua porta.

– Juliana não é vagabunda.

– Então vai se catar — ele riu, fiquei séria.

– Juliana é uma vagabunda — ele acariciou meu rosto, tirei a mão dele e joguei no chão

– Então porquê ficou com ela?

– Porque eu queria te esquecer — ele olhou sério — mas percebi que foi bobagem.

– Vou embora — levantei.

– Por quê? — ele levantou, também

– To com sono — menti, eu tava com ciume mesmo.

– Me dá um tchau descente — ele ficou parado com cara de idiota, virei e dei um aceno seguido de um "hum" — Vih — ele e aquele "Vih" gay

– Tchau — ri e dei um beijo na bochecha dele — chato.

Notas finais
HEHEHHHHEHEHEH oi??? td bom??? deixe reviews pq é legau