Save Me, From Me.
4 Silence is a scary sound.
Notas iniciais
Finalmente, ela aceitou que era assim que ia ser: ela teria que aceitar o medo. Depois de abraçá-lo como um velho amigo, ela conseguiu dormir.
Isa acordou com a luz do Sol que entrava pela janela. Ela havia acordado muitas vezes na noite anterior, e todas as vezes que isso acontecia, ela demorava muito tempo até pegar no sono de novo. As vozes mutilavam sua mente, gritando palavras como: "Vadia! Bem feito! Ele foi embora!". Assim que abriu os olhos, ela ficou feliz por aquela maldita noite ter finalmente terminado. O único problema ia ser passar o dia inteiro sem entrar num estado totalde insanidade mental. Justin não estava lá; então ela sabia que ia ser só uma questão de tempo até enlouquecer. Ela se levantou da cama e foi até a cômoda, pegar seu celular; quando o fez, percebeu que havia uma mensagem:
"Hey, Isa! 1° de fevereiro; aniversário do Harry, lembra?
Vou poder passar aí pra te buscar?"
"Por que não?" ela pensou; e no mesmo instante as vozes já estavam ecoando em seu pensamento de novo: "Vagabunda! Justin foi embora a menos de 24h e você já vai sair com esse garoto?". Ela respondeu a mensagem:
"Claro, John! Te espero às 21:00h :)"
A voz ainda estava na sua mente: "Justin foi embora". "Exatamente. Ele foi embora" ela pensou. Já que ele não estava lá, ela precisaria de uma distração. John parecia perfeito para isso.
Isa passou o dia vendo TV e ouvindo música no volume mais alto possível. Ela imaginou que estourar os tímpanos seria uma boa distração. Vez ou outra, as vozes apareciam para insultá-la, e isso a deixava realmente triste. Aquelas vozes gritavam insultos muito pesados, que ela não merecia ouvir... Ou merecia? Ela já estava se sentindo culpada de novo, quando interrompeu seu pensamento para olhar no relógio: 20:00h. Resolveu se arrumar, e esperar John buscá-la.
...
–Nossa, você está linda! — John disse, quando viu a roupa de Isa; ela entrou no carro.
–Obrigada! — Ela disse sorrindo, e lhe deu um beijo na bochecha. "Puta! Puta! Puta!" as vozes haviam voltado. Isa tentava fixar sua visão na paisagem em movimento, mas as vozes estavam gritando muito alto.
–Está tudo bem? — John perguntou, desviando o olhar da estrada e olhando para ela, que piscava várias vezes seguidas.
–Claro... tudo bem. — Ela disse, um pouco baixo. Por sorte, o caminho foi bem curto; assim que chegaram a casa de Harry, ele veio até a porta falar com eles.
–Isa, John! E aí? Beleza? Então, tem um bar montado logo ali... -ele disse apontando pra uma área perto da piscina. — e qualquer coisa, me chamem, ok? Os três se cumprimentaram, e Harry (que já estava bêbado) foi pra um lado contrário ao bar.
–Então, vamos beber alguma coisa? — John perguntou; Isa adorou a ideia...
–Claro! — Álcool. Seria perfeito para "neutralizar" as vozes... Eles foram até o bar, e pegaram dois drinks; Isa pegou um com Vodka,que desceu queimando pela garganta. Perfeito, perfeito. A dor realmente era uma boa distração...
–Vamos dançar? — Ele perguntou, e ela assentiu, enquanto pegava outro drink; Eles foram até a pista de dança.
"I feel so close to you right now; It's a force field.I wear my heart upon my sleeve, like a big deal"
A pista estava cheia de gente, e a música tocava alto. Perfeito para abafar as vozes da mente de Isa. John se virou de frente para ela, sorrindo. Ela já estava bebendo seu quarto drink, com Vodka, claro. John colou seu corpo no dela, e ela deixou que ele lhe abraçasse pela cintura, então passou as mãos pelo pescoço dele.
"Your love pours down on me, surrounds me like a waterfall."
Isa começou a pensar em Justin, e as vozes em sua mente gritavam mais alto do que a música. "E que letra mais inconviniente a dessa música..." Isa pensou. A música já não era mais uma distração tão grande... Precisava de algo melhor. John deslizou as mãos pela cintura dela e encaixou sua coxa entre as dela. Ela o olhou sorrindo e mexeu a cintura contra a dele ainda no ritmo da musica; ela riu quando o sentiu apertar sua cintura com força. Ela tentou focar no ritmo da música, mas aquilo já não era o suficiente. Precisava mesmo de algo melhor.
"And there's no stopping us right now... I feel so close to you right now..."
Sentiu alguém beijar seu pescoço e abriu os olhos, encontrando John a poucos centímetros de distância. As mãos dele seguravam firmemente em sua cintura e ela colocou as dela por cima, descendo um pouco para suas pernas.
"And there's no stopping us right now, and there's no stopping us right now..."
John segurou em seu pescoço, e a beijou; No mesmo instante, as vozes enlouqueceram, e gritaram realmente alto. Isso fez com que Isa fechasse os olhos com força. "Preciso de uma distração!" ela pensou, enquanto pressionava mais o corpo contra o de John. Ele a virou de frente e ela sorriu observando os lábios já vermelhos dele. Passou novamente os braços pelo pescoço dele e sussurrou a música vendo os olhos dele fixos em sua boca. Aproximou o rosto do dele e lhe deu um beijo no canto da boca; Isa depositou um beijo rápido no pescoço do menino e passou as unhas pelo peito e barriga dele, ainda por cima da camisa. Ele gemeu baixo em seu ouvido e ela mordeu o lábio achando aquilo extremamente convidativo. Como seus corpos estavam bem perto, um do outro, a excitação de John era perceptível. À essa hora, as vozes já xingavam Isa de todos os nomes possíveis, e ela tentava ignorar ao máximo.
"And there's no stopping us right now. I feel so close to you right now..."
–Acho melhor nós sairmos daqui...- John falou com uma voz rouca.
–Tudo bem. — Isa disse, um pouco ofegante; então eles foram até o carro. Desde o trajeto, as vozes mutilavam a mente de Isa, que já sentia uma dor de cabeça infernal. Para não ficar ouvindo essas vozes, ela precisava estar bebendo, ou ouvindo som bem alto, ou com John, ou... bem, a última opção já havia sido retirada.
Assim que entraram no carro, Isa já não aguentava mais ouvir aqueles gritos, então em questão de segundos, ela se viu sentada no colo de John, com uma perna de cada lado do seu tronco. "Preciso de uma distração, agora!" ela pensava e as vozes gritavam coisas horríveis. Eles rapidamente uniram seus lábios, num beijo rápido e desesperado. "Distração, distração"" ela pensava. Não conseguia ouvir nada ao seu redor, com as vozes lhe xingando. Uma das mãos de John apertava a coxa de Isa, e a outra mão apertava sua cintura. John se aproveitou dos momentos em que suas mãos passeavam pelo corpo de Isa, e então, subiu o vestido dela; que ela logo tirou com pressa .Isa ajudou John a tirar a calça, e logo depois ele tirou a camisa, jogando em algum lugar do carro. Ele subiu suas mãos até o cós da calcinha dela, que entendeu aquilo como um sinal de que não aguentaria muito tempo. Ele pegou um preservativo no porta-luvas do carro, e colocou rápido. As vozes na cabeça de Isa já não estavam mais tão altas. John colocou as mãos na cintura dela, e a penetrou devagar. Ela gemeu abafado. Ele continuou a penetrando, até que os dois chegaram ao ápice. Isa puxou ar, e encostou o corpo por cima do de John. Eles ficaram por um tempo tentando normalizar as respirações; as vozes foram diminuindo, até sumirem... De repente, uma imagem surgiu namente de Isa: era Justin, e ele olhava para ela em sinal de reprovação. Ele parecia bem triste. Sua expressão era de doer o coração. Imediatamente, Isa sentiu um nó na garganta; e se perguntou o quão puta ela era a ponto de ter transado com John na primeira vez que eles saíram. Ela estava se sentindo um lixo.
–John... — ela disse baixo.
–Fala. — ele falou, passando as mãos devagar pelos cabelos dela.
–Você pode me levar pra casa?
–Sério? Mas já? Você pode ficar lá em casa, se quiser... — Ele estava desapontado por ter que levá-la tão cedo. Ele havia gostado dela; e ele era um garoto legal.
–Não, eu prefiro que você me deixe em casa; Estou mesmo muito cansada, devo estar bêbada também... — Ela inventou uma desculpa, e ele aceitou. Mas na verdade, tudo o que ela queria fazer, era ficar sozinha e chorar.
John a levou pra casa, e quando chegaram, ele se despediu dela com um beijo na bochecha. Naquele momento, as vozes já haviam voltado. E Isa estava desligada do mundo, apenas aceitando os insultos e a culpa. Ela correu até o elevador, e enquanto ele subia até o 7° andar, as vozes gritavam num tom realmente ensurdecedor: "Sua puta! Vadia infeliz!". Isa chorava alto, soluçando. Meu Deus, seria possível que ela era aquilo mesmo? Uma... uma vadia? Assim que ela fechou a porta de seu apartamento, o barulho ensurdecedor que a enlouquecia, parou. Ela se sentou no chão, encostada na porta e ficou chorando alto. De repente, uma voz baixa soou na sua mente: "Não vai adiantar nada chorar, ele não está mais aqui para salvá-la. Assim como você não o salvou."
–Justin! — Ela gritou o mais alto que podia. — Por favor, me responde! — Sua voz estava embargada, e ela ainda chorava muito. Não estava se sentindo nada bem. — Justin! Pelo amor de Deus! — Ela gritou. Mas tudo o que teve como resposta foi o silêncio. O assustador, acusador e deprimente silêncio.
"I'm torn up inside; There's a hole in my mind, when you're not next to me. So I hope you choke and die... Then again she blows my brains out; Silence is a scary sound."
Notas finais
xoxo
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