Save Me
5 Razão ou impulso?
Notas iniciais
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Capítulo dedicado a JUSSARA CULLEN por sua linda recomendação, obrigada flor, bjão!
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As palavras em sublinhado significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar.
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Continuando...
“O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”. — Albert Einstein
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– Música sugerida (Just Give Me A Reason – P!nk Ft Nate Ruess) -
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– O que você... Está fazendo aqui? Perguntou Isabella ainda em choque, Edward balançou a cabeça em negativa, piscando insistentemente e tentando voltar a raciocinar normalmente depois da visão que o atingiu...
– Eu... Eu... Tentava verbalizar e Isabella recompondo-se colocou as mãos na cintura como se estivesse impaciente.
– Você... Devolveu, mas o Cullen não teve chance de falar antes o barulho de passos trôpegos e risadas altas irrompeu o corredor anunciando que pessoas subiam... Edward e Isabella arregalaram os olhos simultaneamente e o rapaz olhando para todos os lados buscava uma saída nos segundos que ainda tinha, sim segundos era tudo o que eles tinham e em um impulsivo ato o ex-agente atravessou o espaço entre ele e Isabella empurrando-a em direção a porta mais próxima que por um acaso era um dos muitos quartos de hospedes...
– O que pensa estar fazendo? Soltou Isabella afastando-se de imediato de Edward assim que o mesmo fechou a porta.
– Shi... Pediu ele e o som das risadas e passos ficou mais forte, Isabella tremeu com a possibilidade de Aro encontra-la ali... Os passos tornaram-se distantes logo depois. — Me desculpe. Disse o Cullen.
– Você tem pedido desculpas demais nas ultimas horas senhor Cullen. Disse a moça agora com os braços cruzados como se tentasse se proteger e Edward quis chutar-se por deixa-la naquela situação.
– Inferno... Estou parecendo um louco, eu sei. Afirmou e Isabella franziu a testa. – Eu precisava ver se estava bem, se estava... Segura... Dizia baixo e a moça sem ação permaneceu calada. – Ele... Não merece você... Soltou exasperado levantando as mãos para o alto. — Céus que homem tendo a esposa e a filha que tem agiria assim? Questionou mais para si mesmo.
– Aro... Aro Volturi! Devolveu levando Edward a fixar novamente seus olhos nela.
– Não queria assusta-la. Disse sincero e Isabella sentiu confiança naquelas palavras.
– Edward... Disse baixo trazendo uma informalidade mais do que bem vinda ao rapaz por estar chamando-o pelo primeiro nome... Para ele ouvir seu nome vindo da doce voz da moça era um carinho mais do que bem vindo. – Obrigada por seu cuidado, mas eu acho melhor você ir agora. Alertou ainda de braços cruzados, o rapaz colocou a mão no bolso interno do paletó e dali retirou um pequenino bloquinho e uma caneta Mont Blanc, escreveu rapidamente...
– Este é o meu número, preste atenção ao que vou dizer... Dizia firme levantando o papel em direção a ela, uma certeza lhe atingia... Voraz, insistente, pontual... E de forma intuitiva ele permanecia agindo. – Eu não sei o que se passa, não entendo que tipo de casamento é esse, não vou me intrometer onde não fui chamado apesar de já estar fazendo isso, mas paro aqui... Quero apenas que tenha em mente que estou aqui, ao seu alcance... A um toque apenas, uma ligação... Estou do seu lado para o que precisar... Você e Kim... Estou e sempre estarei aqui Isabella. Sempre! Afirmou deixando-a mais uma vez muda, assim que ela pegou o pequeno papel em suas mãos Edward se retirou sem olhar para trás... Caminhou a passos apressados até sair da casa, não deu atenção a um de seus homens ali de guarda, chegou ao seu carro, destravou as portas, entrou no mesmo e acionando a ignição saiu dali... Quando alcançou a rua, já a alguns metros da mansão parou o carro bruscamente e esmurrou o volante de forma impiedosa... — INFERNO... Gritou aos quatro ventos. – Eu não sei o que... Pensar... O que fazer... Dizia tentando retomar seu controle. – Calma Cullen, calma... Dizia respirando fundo e religando o carro saiu dali... Estava sentindo-se uma mulherzinha em meio a chiliques, sim ele sentia-se como Alice ao perder uma liquidação, e aquilo não podia ser mais torturante para o homem que estava acostumado a ter tudo sob controle, sempre em ordem em sua vida, sem complicações... E agora, estava envolvido até o pescoço com algo que não entendia, mas que o revoltava e ao mesmo tempo aquecia... Confusão, era essa a definição da mente de Edward Cullen naquele momento.
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O pequeno papel queimava em sua mão... O sono tranquilo de Kimberly parecia conversar com ela.
– Você gosta dele não é meu amor? Soltou inclinando-se em direção a bebê que chupava sua chupeta em sono solto. – Devemos confiar nele Kim? Devemos? Perguntava com o queixo sobre a grade do berço, uma mão com o papel, ali preso e a outra acariciando o troco pequenino que mexia conforme a respiração cadenciada...
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– Bom dia! Soltou Gianna ao sentar-se a mesa do café de frente para Isabella que lhe lançou um olhar discreto com um simples aceno de cabeça. – Por favor, eu gostaria de ovos mexidos. Pediu animada a empregada. – Estou faminta! Declarou sorvendo um gole de suco... A cena de longe poderia ser chamada de surreal, até mesmo Irina que assistia a tudo se via revoltada com a audácia da loira que displicentemente acomodava-se na cadeira como se ali fosse seu reino. – Aquele seu guarda costas é um pedaço de mau caminho... Disse sem tirar o sorriso dos lábios. – Eu se fosse você tiraria uma casquinha com certeza. Afirmou.
– Que pena que você não é Gianna, que pena. Devolveu limpando a boca delicadamente com o guardanapo de linho branco. – Com licença. Falou levantando-se e a loira se quer deu por sua resposta ou retirada...
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Edward dormiu mal aquela noite, na verdade pregara o olho por pouquíssimas horas, e sem remédio levantou-se cedo... Conjecturava o quanto o Volturi era um maldito filho da puta por não dar a devida atenção e carinho à filha e tratar a esposa como lixo humilhando-a com outras mulheres... O sangue lhe fervia toda vez que lembrava das cenas que presenciara e ligando as pontas chegando a conclusão de que ali havia apenas interesse, puro interesse e provavelmente financeiro para manter aquele casamento... Isso ele entendia, agora Isabella e sua submissão... Não, Edward não entendia, por que diabos uma mulher sofisticada e inteligente como ela se prestava aquilo, sofrer na mão de um ser como Volturi? Seus pensamentos foram interrompidos pelo telefone...
– Querido? Soltou Esme do outro lado da linha sem ao menos dar a oportunidade de Edward se pronunciar.
– Bom dia mamãe. Disse sorrindo, a docilidade de Esme sempre melhorava as tensões do filho.
– Que bom ouvir sua voz, bom dia meu amor. Devolveu. – Há dias não vem nos visitar, está sendo um filho desnaturado Edward. Disse saudosa.
– Me desculpe mãe, estou trabalhando muito... Mas logo tenha tempo, irie vê-los. Desculpou-se.
– Você está bem, tem se alimentado direito? Tenho certeza que não...
– Mamãe... Estou bem! Falou divertido e a conversa foi de broncas a carinhosas palavras e logo encerraram com a promessa feita por Edward de que logo iria visitar os pais... Pronto para mais um dia de trabalho o ex-agente guiou seu carro até a mansão Volturi...
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Isabella caminhou tranquila até a cozinha pegando a mamadeira de Kim e chegando a escada viu Aro descer tranquilo.
– Bom dia querida esposa. Disse satisfeito, o simples timbre de voz lhe dava nojo e precisava sempre concentrar-se para não reagir de forma intempestiva e ser punida por isso.
– Aro. Devolveu baixo subindo a escada e passando por ele.
– Antes que me esqueça... Ligaram de New Rochelle, seu pai não passou bem ontem... Algo com o coração. Disse sem dar grande importância à informação, na verdade na opinião do Volture a mesma era-lhe enfadonha e não lhe trazia proveito algum... Se ao menos tivessem me ligado dizendo que ele tinha batido as botas, pensava... Isabella parou no meio do caminho virando-se bruscamente para o marido.
– Coração? Disse insegura. – Que horas ligaram? Questionou preocupada.
– Não me faça perguntas irritantes. Devolveu distanciando-se... Isabella rapidamente buscou um telefone e ligando para New Rochelle recebeu de Sue a informação de que Charlie havia tido uma crise de arritmia, fora medicado e estava descansando... A moça encerrou a ligação com o coração aflito às palavras de Sue que eram sinceras, mas ela sabia que seu pai não andava bem de saúde há muito tempo... Deu a mamadeira a Kimberly e a bebê como sempre voltou a dormir por mais algum tempinho... Caminhando pelo quarto infantil a moça tomava coragem para conversar com o marido... Pegou a mamadeira e levando de volta a cozinha... Aro estava na biblioteca e não se tinha mais sinal de Gianna, ele muito provavelmente e dispensara após o café da manhã imaginava Isabella.
– Aro... Disse chegando à porta e o homem levantou o olhar sério. – Eu liguei para New Rochelle e Sue me falou...
– O que você quer Isabella? Perguntou sem enrolação.
– Eu quero ir visitar meu pai, ver como ele está pessoalmente e...
– Viajar para New Rochelle... Soltou como se pensasse e a moça parou de falar, o Volturi particularmente hoje estava tranquilo, havia tido uma boa noite e por isso estava bem humorado. — Seu guarda costas irá com você e se por um acaso for rebelde... Já sabe... E outra coisa, é apenas ir, ver seu pai e voltar... Rápido! Declarou e a moça assentiu sem protestar, se acompanhada pelo guarda costas já não estava sendo um tormento, na verdade ter Edward por perto estava se tornando algo bom para ela, por que iria reclamar? Isabella rapidamente se retirou preparando-se para viajar... Aro solicitou a Irina que chamasse Edward...
– Aro... Falou o Cullen ao chegar ao escritório.
– Bom dia Edward. Disse o homem e Edward assentiu apenas. – Bem, minha esposa irá fazer uma viagem até New Rochelle, seu pai não está passando bem então ela irá visita-lo. Declarou. – Quero que a acompanhe, será rápido, um ou dois dias apenas. Explicava e a mente do Cullen trabalhou como um raio vendo naquilo uma possibilidade interessante.
– Ok... Iremos ainda hoje? Questionou tranquilo.
– Sim... Respondeu. – Com certeza Isabella não vai querer esperar mais, mas é como falei será rápido, não preciso nem dizer que fique de olho certo... Protege-la de si mesma, lembre-se. Advertiu e o Cullen mais uma vez assentiu.
– Fique tranquilo, ficarei de olho... Devolveu.
– Certo obrigado pela ajuda Edward. Disse despreocupado... Edward fez menção em sair, mas estrategicamente voltou-se para o homem.
– Você me pediu para ficar de olho e estou... Preciso dizer que realmente tenho notado a instabilidade emocional em sua esposa o que valida sua preocupação... Se não for abuso de minha parte, eu diria que uma saída para um lugar mais afastado talvez lhe faça bem... Disse sem transparecer nervosismo e Aro ponderava. – Acredito que em um lugar mais calmo, sem a agitação de NYC ela vai se mostrar mais tranquila, mas estável... Penso que talvez se ausentar um pouco lhe sirva como terapia... Explicava e o Volturi permaneceu em silencio...
– Uma reclusão... Soltou baixinho, mas Edward ouviu. – Talvez seja bom... Declarou. – Antes da criança eu pensei em interna-la uma vez, mas desisti da ideia... É acho que sua argumentação é valida Edward. Soltou Aro mordendo a isca. – Está resolvido... Mas não New Rochelle não é o lugar certo... Declarou, para o Volture ter pai e filha muito próximos poderia não ser uma boa ideia, ir visita-lo e logo ir embora não era um problema, porque Isabella jamais iria atormentar o pai com seus problemas por medo dele piorar... Sempre dramática pensava o marido, mas dai a ficar dias a mais ao lado dele poderia faze-la repensar... – De lá vocês irão para a casa de Hamptons e ela e a criança ficarão alguns dias lá até que eu vá busca-la. Disse decidido, mas o fato de nunca chamar sua filha pelo nome causava ainda mais repulsa a Edward que se contendo retirou-se em seguida... Edward estava satisfeito em ter conseguido convencer Aro, assim ganhava mais tempo para poder se aproximar e realmente entender o que se passava e não só ficar com suas conjecturas associando isso ao fato de que em Hamptons estaria mais próximo à família, sim Carlisle e Esme moravam no litoral há alguns anos, depois que seu pai aposentara-se do cargo de juiz da suprema corte de NYC...
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Isabella arrumou rapidamente sua bagagem e a de sua bebê satisfeita em poder sair daquele lugar por um tempo, mesmo que esse fosse ínfimo, mas ainda sim já era um ganho... Mandou que a arrumadeira levasse a bagagem até o andar de baixo, queria ir o quanto antes... Arrumou uma Kimberly ainda sonolenta e desceu...
– Parece até que está louca para sair daqui. Disse Aro ao ver a esposa descendo, aproximou-se dela pegando em seu cotovelo. – Não me aborreça Isabella, seja obediente. Disse próximo ao ouvido da moça e ela permaneceu em silencio. – Dois dias no máximo por lá, e depois você vai para Hamptons... Vai ficar alguns dias por lá, quem sabe repense e veja o quanto tem sido mal agradecida comigo. Disse e a esposa recebeu a noticia com certa satisfação, embora desconfiada do que aquilo significaria ou o preço que teria que pagar... Mas fosse como fosse teria uns dias de paz longe daquela mansão que a assombrava e ir para Hamptons sempre seria algo bem vindo, a casa de sua família naquela bela cidade fora o cenário de muitos e muitos verões em sua adolescência... Algo inesquecível para a moça... Satisfeita caminhou para a saída... Edward já a aguardava próximo ao carro.
– Bom dia senhora Volturi. Disse sorrindo e Isabella retribuiu com um discreto sorriso.
– Bom dia... Edward. Devolveu. – Você pode guiar para mim? Kim está ainda sonolenta e...
– Claro, será um prazer. Afirmou... Sair dali foi um alivio para ambos... O caminho até New Rochelle, pouco mais de quarenta minutos, foi silencioso tirando um único momento... -Sinto muito por seu pai estar adoentado. Disse fitando a moça pelo retrovisor.
– Isso já vem de tempo, mas agora me parece ter piorado um pouco mais. Devolveu e o silencio voltou a perdurar, contudo Edward se viu satisfeito em vê-la conversar com ele sem as habituas cinco pedras nas mãos e da parte de Isabella estar ali com ele por perto não estava sendo ruim muito pelo contrario na verdade... Ao chegarem à imponente construção Edward teve a certeza de que os Swan realmente tinham um patrimônio invejável e essa certeza intensificou em sua mente a ideia de que sim Aro estava se aproveitando deles, não sabia de que forma, ainda, mas essa certeza ele passava a ter... O sobrenome Swan era conhecido é fato, mas para Edward a ligação do sobrenome com altos valores nunca fora feita simplesmente porque o Cullen nunca fora de dar olhos e ouvidos a esse tipo de informação... O que lhe bastava sempre era saber para quem estava trabalhando e porque... Seus clientes eram a prioridade... Edward entrou ao lado de Isabella na grande casa sendo os três recebidos por Sue, velha governanta dos Swan.
– Meu deus como essa menina cresceu Bella. Disse a senhora ao ver Kimberly e Edward ao ouvir o apelido dado a Isabella notou o quanto ele fazia jus a pessoa...
– O tempo voa Sue. Declarou Isabella sorrindo e Edward pode notar o quanto a moça estava relaxada, coisa rara de se ver... – Esse é Edward Cullen, está me acompanhando na viagem.
– Boa tarde senhor Cullen. Disse a simpática senhora e Edward sorrindo assentiu... Isabella logo viu o pai sentado em uma poltrona de frente para o jardim.
– Papai... Disse aproximando-se dele que se levantou para recebe-la, estava evidentemente abatido, cansado e envelhecido...
– Bella querida... Não precisava ter se dado ao trabalho. Disse abraçando a filha e naquele abraço Isabella quis agarrar-se, mas sabia que ali naqueles braços não encontraria proteção... Não mais, antigamente sim, antes seu pai era um porto seguro, mas depois da morte de sua esposa o homem passou a definhar dia após dia... – Veja só que menina mais linda, como vai meu docinho? Perguntou sorrindo para Kimberly que apenas o observava, a falta de contato não dava a oportunidade da bebê sentir-se familiarizada com o avô.
– Papai quero que conheça Edward Cullen, ele me trouxe aqui a pedido de Aro. Explicou a presença de um estranho ali.
– Sim, como vai rapaz? Perguntou.
– Bem senhor e espero que o senhor também esteja. Devolveu Edward em um aperto de mão.
– E Aro, por que não veio, sinto falta de nossas conversas... Disse e Isabella desviou o olhar, não conseguiria mentir olhando nos olhos do pai.
– Muito trabalho papai. Declarou baixo...
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Isabella e a pequena Kimberly encaminharam-se para a cozinha junto com Sue deixando Edward com Charlie e os dois se entenderam de cara, o velho Swan era um bom homem, sempre fora...
– Trabalha com segurança então... Disse Charlie e Edward assentiu. – Um ramo lucrativo nos dias de hoje. Concluiu o velho.
– Infelizmente sim senhor. Devolveu Edward.
– Me alegra saber que Aro se preocupa com a segurança de minha filha e neta... Aquele homem tem sido minha salvação... Soltou o Swan e com essa Edward constatou que o velho vivia enganado. – Se não fosse por ele acho que hoje em dia estaria na rua da amargura, falido... Mas veja só fui contemplado com um amigo como Aro e tudo está bem... Seja como for já não tenho mais forças para cuidar dos negócios então saber que ele sempre está de olho em tudo me deixa tranquilo... Explicava.
– Entendo senhor. Falou Edward resignado sabendo que não podia contestar tais palavras do contrario causaria um tumulto na vida de um doente e isso era insano.
– Quando ele propôs casamento a Bella eu não achei de inicio uma boa ideia, a diferença de idade entende? Questionou. – Mas minha filha aceitou, e eu sempre fiquei ao seu lado em qualquer decisão e vou dizer fiz a coisa certa porque hoje minha filha está amparada e isso me deixa tranquilo para partir a hora que for...
– O que é isso senhor Swan, ainda é jovem...
– Minha hora está chegando rapaz, eu sei disso... Por isso estou tranquilo sabendo que minha filha e neta estão em segurança. Declarou e ali Edward percebeu que por mais que ele quisesse lutar com o que estava sentindo, pressentindo... Ele sabia, tinha que agir, estar por perto, sempre por perto e sim proteger Isabella e Kimberly de tudo e isso incluía Aro, ele ainda não sabia o motivo, mas a certeza ele tinha e iria descobrir custasse o que custasse o motivo... Havia entrado nesse jogo, não tinha escolhido entrar, situações o levaram a isso, mas sua intuição permanecia aos gritos declarando que ele devia agir, que devia ser o guardião que Isabella necessitava, embora não admitisse...
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As estrelas brilhavam enfeitando o céu de New Rochelle trazendo a brisa morna do mar naquela noite tranquila, Isabella estava em um de seus momentos de paz, respirando tranquila o cheiro de grama recém cortada próxima a piscina... Depois de uma longa conversa com Sue a moça certificou-se que o pai realmente estava com a saúde frágil e a cada dia mais resignado com o fim de sua vida, isso a entristecia e ao mesmo tempo trazia a sensação de impotência e embora estivesse feliz de estar ali, constatar que em sua vida a ausência do pai só iria dificultar ainda mais as coisas a deixava mais enfraquecida.
– Aqui é muito bonito. Disse Edward chamando sua atenção, colocando-se ao lado dela.
– Sim, é... Devolveu.
– Seu pai é um bom homem senhora Volturi. Declarou fitando o céu.
– Ele já foi um grande homem além de bom, mas hoje em dia é só a sombra do que foi. Devolveu suspirando em seguida.
– Mas isso não quer dizer que você esteja sozinha no mundo, não tendo mais um efetivo apoio e proteção vindos dele... Soltou e a moça sentiu-se invadida com a noção de que o Cullen sempre conseguia enxergar sua alma e isso a deixava ainda mais vulnerável.
– Arriscou-se demais ontem Edward... Não deveria. Disse tentando dissuadi-lo a não aproximar-se além do que já tinha, porque no final das contas Aro sempre estaria por perto, ele sempre vencia, sempre... Pensava.
– Poucas vezes em minha vida errei em um julgamento ou em seguir o que minha intuição ordenava, e ontem eu agi da forma que agi por julgar ser o certo seguindo minha intuição e não me arrependo disso. Não sou homem de voltar atrás, de ter medo...
– Eu já percebi isso! Declarou cortando-o.
– Eu falei que não iria me intrometer, disse que pararia ali... Mas eu preciso saber, por favor, entenda que não existe nisso segundas ou terceiras intenções, se puder apenas me diga e dependendo do que ouvir vou passar a agir completamente diferente e realmente me manter distante... Me diga essa minha atitude... Minha forma de ver o cenário em volta está errada... Estou errado? Estou vendo demais senhora Volturi? Questionou colocando-se a frente de Isabella que assustou-se com a proximidade, mas logo em seguida voltou a sentir-se em paz, segura tendo-o ali perto.
– Por favor, não me chame por esse sobrenome, pode chamar-me pelo meu nome mesmo, mas não uso mais esse nome quando estivermos a sós... Eu... Ela pedia baixinho e aquela era a resposta que ele precisava.
– O que ele está fazendo com você Isabella, o que? Pediu em suplica e a moça fechou os olhos abaixando a cabeça. – Por que? Perguntou por ultimo tocando os braços da moça cruzados junto ao peito.
– As ameaças de Aro ou o que ele pode fazer são coisas das quais eu prefiro não verbalizar... É melhor manter-me sã... Ao invés de mais uma vez me rebelar e...
– E sofrer... Ele faz você sofrer... Maltrata você? Perguntou em quase desespero levantando o queixo da moça e nos olhos verdes que tanto o encantavam ele viu medo estampado ali.
– Se quer me ajudar... Por favor, não se aproxime além... Do permitido. Declarou conformada.
– Isabella... Disse sendo desobediente e aproximando-se um pouco mais. – Está segura... Consegue ver isso? Está segura, pode confiar em mim... Por deus que eu vou te proteger com a minha própria vida se for preciso... Você está segura. Afirmou abaixando o rosto em direção ao da moça que parou de respirar ao encontrar aqueles verdes azulados fitando-a intensamente... Isabella perdeu-se ali... Apossou-se de seu ser uma tranquilidade que anestesiava todos os seus sentidos, o rapaz instintivamente abraçou seu frágil corpo e ela abaixando o rosto mais uma vez depositou-o de encontro ao seu peito que guerreava entre o macio e o duro, a fragrância que vinha dele invadiu suas narinas acalmando seu coração mais uma vez, o cheiro amadeirado misturado a almíscar... Isabella levantou seu semblante encontrando-se com ele... Tão próximos... Tão quente... Tão acolhedor... Os lábios agora próximos... Suas mãos delicadamente espalmaram o peitoral rijo e largo... E o beijo aconteceu, vagaroso, saboroso, um roçar delicado... Quase uma adoração... Lábios macios pensava ele... Edward aprofundou o beijo chupando delicadamente o lábio inferior de Isabella que abrindo a boca permitiu que as coisas se tornassem ainda mais intimas... As línguas se encontraram no meio do caminho e juntas vagaram para um mar de sensações bem vindas... Uma das mãos de Edward tocaram a nuca dela trazendo-a para ainda mais perto... Há muito tempo Isabella não sabia o que era um beijo, na verdade um beijo como aquele ela nunca havia provado... O marido nunca foi de beija-la com frequência quando ainda viviam em uma controlada paz e depois... Os beijos tornaram-se torturas e com o passar do tempo eram ações quase inexistentes porque para o Volturi beijos eram sinônimo de carinho e isso era tudo o que ele não tinha por ela... Lembrar-se disso, de Aro, fez a moça despertar do torpor que aquele ato lhe causava e em choque afastou-se bruscamente do Cullen que desprevenido deixou que ela se afastasse...
– Isso é loucura... Declarou no momento em que lagrimas abriam caminho em seu rosto, ela deu um passo atrás e Edward notou que seu corpo tremia...
– Isabella...
– Não...
– Você tem medo... Medo de ser feliz... Dizia com uma impaciência incomum... – Está tão acostumada a viver em meio a angustia e ameaça que prefere se manter aí... Pelos cantos sofrendo... Lamentando o que não viveu... Mas céus... Isso é absurdo... Você é absurda... Lindamente absurda... Bella... Dizia mais uma vez escrutinando a alma da moça. Aquela foi a primeira vez que ele a chamava assim, Bella, de forma tão intima e aquilo de certa forma aqueceu um pouco mais o coração da moça que há tempos não sabia o que era receber um carinho, um agrado, mas ainda assim... O familiar medo persistia e a paralisava...
– Ter medo não é o maior erro, na verdade o medo nos serve de proteção, contudo não podemos nos proteger a vida inteira... Soltou buscando dar uma explicação e encerrar o assunto dando mais um passo atrás.
– É justamente o contrário... Eu lhe ofereço proteção, ofereço segurança para na verdade te libertar desse medo... Por favor, me deixe entrar? Pedia em suplica... Dando um passo em direção a ela... Os olhos da moça piscavam insistentemente, com quase um terror aparente ao se quer imaginar o efeito que entregar-se aquele beijo causaria se seu marido descobrisse...
– Eu... Não posso... Você não entende? Não... Posso... Disse chorosa em desespero e no impulso correu deixando ali o Cullen... Edward puxou os cabelos ainda impaciente frustrado por não conseguir distinguir o que em seu peito ardia e algo lhe assaltou a mente de pronto...
Flash Back On
– Sabe qual é o seu maior problema Edward? Questionava Alice de braços cruzados a frente do irmão que lhe fitava com um sorriso debochado. – Você nunca amou, não sabe o que é isso... Não tem noção do que é viver por alguém...
Flash Back Of
As palavras de Alice de repente ecoavam na mente do Cullen que confuso andava de um lado a outro pelo gramado tentando entender... Lembrou-se então do velho amigo e professor no FBI, Billy Black e de suas palavras sobre como deveria agir a pessoa responsável pela segurança de outra...
Flash Back On
– Nunca perca seu protegido de vista... Nunca o deixe sem proteção... E nunca, em momento algum Edward se aproxime além do necessário... Do contrario passará a estar mais frágil e desprotegido do que seu protegido estaria.
Flash Back Of
Aquelas palavras faziam tanto sentido agora, era assim que ele sentia-se, desprotegido, de guarda baixa a mercê de qualquer ataque e para piorar ele não conseguia definir, chegar a conclusão sobre o que sentia, se aquilo que atingia sua mente e coração e invadia sua alma aproximava-se de algum sentimento como amor, paixão ou se era apenas piedade, solidariedade por ver alguém sofrendo...
– Mas o beijo... Verbalizou para si mesmo... Sim o beijo fora avassalador, sim o beijo tinha deixado mais do que claro que fosse qual fosse o sentimento e mesmo que ele não o entendesse... Edward não conseguiria passar um só dia de sua existência sem sentir o gosto daqueles lábios, não depois de tê-los provado!
Spoiler —
– Eu fico com a faca... Você pode se cortar e aí seria um trabalho ainda maior...
– Eu sei usar uma faca sabia, corto tomates como ninguém! Afirmou brincalhona e aquela reação tão natural, relaxada foi notada por ambos... Quando sentira-se assim? Há quanto tempo não era espontânea, não calculava uma atitude, uma palavra a ser pronunciada?
– Bem eu acho que você não sabe cozinhar coisa nenhuma e estou aqui pensando em como conseguir o telefone de uma pizzaria para que assim eu e Kim não passemos fome nesses próximos dias...
– Ora seu... Abusado...
Notas finais
Mudanças de percurso no meio do caminho... O que acharam? Edward está realmente certo em fazer essa manobra? Isabella está finalmente baixando a guarda? Esperamos que sim não é? Bem eu quero ler o que vocês acham de tudo isso, podem me dizer? Estou ansiosa para saber, como sempre pra variar... rsrsrs.
Fantasminhas suas lindas apareçam, vou amar conhece-las.
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Para quem tem Facebook, quero avisar que estou sempre por lá trazendo novidades sobre a Fic. Estava participando de um grupo muito legal chamado Universe Fanfic, mas me desliguei do mesmo então se vocês que tem Facebook quiserem ainda receber durante a semana novidades sobre a Fic entrem em minha página no Face, me adicionem - https://www.facebook.com/lu.nandes.58 - será por lá que vou permanecer trazendo novidades ok?
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Obrigada mais uma vez por estarem aqui, vocês são maravilhosas. Bjos e até terça com mais Save Me!
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