Save Me
22 Perda
Notas iniciais
JUSSARA CULLEN, Samantha Black, SHIRLEY, michele djenifer, Raskia, LahFernandes, Eclipse She, Lili Swan, camila almeida, andreiapenelope,
jujuh, Nane, Sisters_love, novacullen, Marcela, Ka Almeidah e Iolanda, bjos!
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Capítulo dedicado a Lady Masen por sua recomendação, obrigada flor! Bjos.
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As palavras em sublinhado significa que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar.
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Continuando...
“Quando escrito em chinês a palavra crise compõe-se de dois caracteres: um representa perigo e o outro representa oportunidade”. — John Kennedy
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– Música sugerida (Please Don't Go – Barcelona) –
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As mãozinhas curiosas passavam delicadamente pelo volumoso abdômen da mamãe em busca de pistas... Sim, pistas... Para Kim ouvir de sua mamy e de seu dady que ali estava seu irmãozinho não era um dado suficiente, então colocar as mãozinhas, sentir a vibração de seus movimentos tornava as coisas um pouco mais reais...
– Ah... Esboçou sorrindo ao sentir mais uma vibração e a mamãe a acompanhou.
– Ele está dizendo “oi” pra você amorzinho. Declarou Isabella penteando os cabelinhos bagunçados de sua princesinha.
– Oi... Devolveu Kim aproximando sua cabecinha da esfera avantajada a sua frente, dando um beijinho próximo ao umbigo da mamãe e Isabella emocionou-se como de costume... Entrava no sexto mês de gestação, os hormônios um pouco mais controlados se é que podia se dizer assim a deixavam mais tranquila, contudo sua situação civil ainda era um grande desconforto, Aro permanecia desaparecido e agora o processo litigioso estava na opinião de Isabella caminhando a lentos passos...
**
O final de tarde, o cochilo de Kim, a brisa fresca do oceano tornou-se um perfeito convite feito de Edward para sua Isabella e de mãos dadas caminharam um pouco pela areia fofa e morna...
– Se não estivesse aqui... Se... Se não tivéssemos nos conhecido... Onde você estaria agora? Perguntou uma insegura Isabella, por mais que ela visse no semblante de seu amor o quanto ele se sentia realizado, feliz em estar ali com elas ainda assim sentia-se culpada por ter trazido a vida dele muitos problemas...
– O horário, se fosse o mesmo de NYC... Disse olhando no relógio e pensando... – Bem acho que estaria saindo da empresa, depois de um dia de treinamento com os rapazes... Talvez fosse beber algo com Sam e Jake... Ou só Sam... Depois que Jacob começou seu namoro dificilmente nos acompanhava... É muito provavelmente seria isso e...
– E alguém estaria na sua cama no final da noite? Soltou a pergunta baixo intrigando de forma divertida o ex-agente que a fitou dando uma paradinha, Isabella com os olhos na areia a sua frente percebeu a parada...
– O que é isso, curiosidade mórbida? Questionou mantendo o bom humor... Aproximou-se um pouco mais, enlaçando sua cintura, levantou o queixo dela sentindo seu incomodo. – Bella...
– Sua vida era muito mais tranquila isso você não pode negar e com certeza era...
– Era praticamente vazia... Ou talvez totalmente vazia... Não queira colocar caraminholas em sua linda cabecinha... Disse tocando com o indicador sua testa. — Sim, existiam momentos em que minha cama estava aquecida, mas garanto que o aquecimento era insignificante comparado com o que tenho hoje... Então...
– Desculpe...
– Não se desculpe, apenas pare de arrumar entreveros, motivos para que eu me arrependa ou passe a pensar que meu antes era melhor do que meu hoje... Desiste senhora Cullen... Soltou fazendo-a sorrir. – Meu hoje é superlativamente melhor do que eu poderia imaginar e vai ficar ainda melhor... Se é que isso é possível. Declarou beijando-a e a moça pra variar amoleceu em seus braços.
– Quero voltar pra casa Edward... Quero assinar esse divorcio... Eu sei, sei que pareço uma chata, talvez até irritante e mal agradecida, mas, por favor, tente entender...
– Eu entendo e não você não parece chata e muito menos mal agradecida princesa... Eu... Eu apenas acho que voltar será mais seguro depois da assinatura do divorcio... Vou pressionar mais uma vez, conversar com meu irmão... A questão agora é que o processo torna-se mais lento que o normal por conta da situação, mas também por conta dessa talvez consigamos agilizar um pouco mais, o fato dele estar foragido pode ser benéfico nesse caso... Eu garanto que Emmett está fazendo o seu melhor e...
– Eu sei, tenho certeza disso... Droga pareço sim uma chata, insuportável... Resmungou e o Cullen sem importar-se a abraçou com mais força ainda mantendo o sorriso.
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Gianna Lancaster mulher tinhosa herdara uma pequena fortuna dos pais, vivia de futilidades, nunca fora muito coerente em suas escolhas desde muito nova e ainda hoje deixava isso mais do que claro, gostar cegamente de Aro era um exemplo disso, ou talvez gostar da exótica adrenalina que estar com ele... Não era uma total adepta do mundo BDMS, mas por aquele homem acabou aceitando se enveredar mesmo que de forma acanhada... E depois que sentiu a possibilidade de perdê-lo para a tal Vitoria acabou por aceitar as cenas que ele exigia... Aro por sua vez deveria de forma racional aceitar a proteção que aquela mulher estava lhe dando e ainda oferecendo-lhe o mundo que ele tanto amava viver, mas não o homem queria mais, queria tudo o que tivera, queria o poder de volta e queria de forma desesperada se vingar da única pessoa que em sua opinião tinha culpa, é de forma doentia criou por Isabella esse estigma... Ela era a culpada, ela deveria pagar e ressarci-lo de tudo que perdera, achava... Doentio é claro, absurdo sim, pois qualquer outra pessoa diria que ele era um maluco colocando a culpa na vitima de fato... Às vezes, em muitas vezes parece que o mundo conspira a favor dos maus de coração, não parece? Em alguns momentos parece que o sol só está brilhando para eles... Gianna tinha amigos, muitos amigos, o dono do rancho onde ela e Aro estavam escondidos era um desses amigos que pra variar não era o ser com mais escrúpulos existente na face da terra... John Jenks era um oportunista e fez fortuna assim, e como o Volturi era ambicioso ao extremo... Em uma visita a amiga e seu hospede ilustre conseguiu tirar mais do que achava possível...
– A fortuna dos Swan é realmente estratosférica... O homem parece ter uma bela retaguarda e conseguiu passar pela crise americana sem grandes estragos... Comentava Jenks e Aro percebia que a conversa caminhava para algo que talvez o interessasse diante da curiosidade repentina do por coincidência advogado Jenks...
– É o velho teve sorte de ter auxilio e conseguiu passar por essa incólume... A conversa manteve-se firme até o ponto onde ambos se encontraram muito interessados... – Veja... Ao que tudo indica nada realmente lhe incrimina, pelo menos superficialmente falando... Dar uma de ingênuo pode ser por no momento a melhor saída... Dizer que o tal Biers foi o mentor de tudo isso... E mesmo ele tendo provas contra você, ou até mesmo sua esposa podendo provar algo... Quer dizer seria a sua palavra contra a do homem que roubou durante anos seu querido sogro... Dizia Jenks e Aro sorria... – Veja minha ideia... Acho que seu amigo Royce não está muito disposto a lhe ajudar... Mas eu por uma participação nisso, posso faze-lo... Você volta a NYC se entrega e eu relaxo seu pedido de prisão, você vai passar a responde-lo em liberdade... Talvez tenhamos uma sentença branda, mesmo porque você é réu primário... Conseguimos seu divorcio e acredito que até aí podemos barganhar alegando que Riley Biers foi o maior culpado e que você sendo traído de todos os lados cometeu atitudes insanas talvez.... Dizia trazendo à baila a ideia inicial de Aro... É talvez fosse possível, embora soubéssemos ser inconsistente por conta das provas, pensava o Volturi... – Eu lhe ajudo e fazemos as divisões justas... Você volta ao jogo e Gianna passa a ser quem sabe uma sócia sua... Aro Volturi acredito que essa é a melhor opção no momento e todos nós sairemos ganhando... Ah sim é claro, sua futura sociedade com Gianna teria uma participação minha nos lucros como forma de pagamento também é obvio... Dizia traçando objetivos e dando o seu preço, Aro analisou por alguns minutos... Voltar ao topo, voltar por cima... Incriminar Biers... Se ver livre de Isabella... Mas ele não queria apenas se ver livre de Isabella, queria vingar-se dela... Estando perto teria mais chance, sabendo onde ela estava seria mais fácil e assinando o divorcio sabia que ela apareceria, logo apareceria... É a possibilidade, mesmo pequena era tentadora e fez o homem pensar...
– Acho que temos um acordo meu novo amigo. Disse Aro com um sorriso de escarnio nos lábios...
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Aquela manhã em New Rochelle amanheceu nublada, cinzenta... Sue percebeu a demora do patrão em acordar... Há dias vinha indisposto, crises de pressão arterial estavam se tornando comuns e agregadas ao fato de que seu arrependimento em ter sido um dos mais veementes em apoiar o casamento da filha com seu até então amigo Volturi o deixava ainda mais abatido... Sue resolveu averiguar a demora, talvez não tivesse acordado com disposição para levantar... Mas infelizmente Charlie não levantaria naquela manhã, nunca mais levantaria na verdade... Morrera dormindo de um infarto fulminante, se quer sofrera... O semblante tranquilo, sereno deixava claro que o homem havia enfim descansado em paz...
– Quem sabe agora não volta a ter alegria em sua alma patrão reencontrando sua querida Renée. Disse uma Sue chorosa...
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A ligação a pouco recebida deixou Edward sem chão... Como dar a noticia, como trazer a informação sem causar danos a mais? Isabella estava recostada na espreguiçadeira com o livro no colo tendo sua pequenina tranquila no chão da varanda com vários brinquedos a sua volta e seu inseparável Cun Cun... Edward fitou a cena da grande vidraça da sala e respirando fundo passou a mão nos cabelos revoltos... Caminhou em direção aos seus amores e ganhando a varando colocou-se de joelhos ao lado da mulher que amava... Isabella lhe deu um sorriso satisfeito...
– Fome? Perguntou passando a mão no rosto de Edward, a hora do almoço se aproximava e ela como já tinha tudo preparado pensava em servir... Edward em negativa com a cabeça respondeu... Passou sua grande mão sobre a barriga de sua mulher... O pequenino ali se mexeu cumprimentando-o e ambos sorriram... – Agora ele vai ficar inquieto... Culpa sua papai! Afirmou colocando sua outra mão em cima da dele...
– Sente-se bem? Perguntou preocupado e ela percebeu.
– Sim, tudo bem... Agora você... Está um pouco sério, algum problema amor? Questionou estreitando os olhos.
– Me dá um espaço? Perguntou levantando-se e ela colocando-se de lado abriu espaço na grande espreguiçadeira... Kim percebeu o movimento, mas apenas ficou olhando e logo desviou sua atenção para os brinquedos a sua volta...
– Edward... Soltou ao receber os braços dele a sua volta... Buscou seus olhos, aqueles orbes verdes azulados nunca mentiam... – O que foi? Questionou.
– Recebi uma ligação a pouco do meu pai... Disse calmo, sereno... Céus como conduzir isso? Pensava – A noticia que ele recebeu e me passou... Não é a que eu gostaria de te dar princesa... Não mesmo... Afirmava triste e Isabella sentiu o peso que ele carregava... Aproximou-se mais dele, colocando sua cabeça em seu largo tórax...
– Seja o que for que tenha pra me dizer... Me prometa apenas que vai estar comigo... Promete? Pediu baixinho e ela apertou-a um pouco mais.
– Sempre... Para sempre! Devolveu beijando sua cabeça, o coração de Isabella se apertou... – Bella... Seu pai... Dizia, mas não era preciso terminar a frase a moça já sentia que as palavras a seguir seriam dolorosas... Apertou-se o quanto podia contra ele... – Eu sinto muito meu amor... Disse angustiado e nela as lagrimas começaram a se projetar, seu rosto escondido no tórax aquecido... – Foi dormindo meu amor... Ele provavelmente nem sentiu... Tentava amenizar a dor, algo impossível é claro...
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A dor de uns é a satisfação de outros... Foi com euforia que Aro presenciou na tela da grande TV o canal CNN informando ao mundo que o famoso milionário Charlie Swan falecera naquele dia em sua reclusa residência em New Rochelle...
– Mais uma vez a tragédia vira milagre! Afirmou em sentida vitória... A vida pode ser mais incoerente do que isso, um ser repulsivo e completamente desprovido de alma ser beneficiado com a morte de alguém inocente? As vezes pode, as vezes a vida parece nos pregar peças mais do que injustas, contudo sabemos que a injustiça nunca dura para sempre, mas será que Aro sabia disso, será que pensava a respeito?
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Edward providenciou o retorno de sua família para os EUA, sendo cuidadoso e coerente levou sua Isabella ao médico que estava acompanhando sua gestação e o mesmo apesar de notar a abatida tristeza da moça a liberou para a viagem... Carlisle a pedido da própria Isabella, que pouco falara depois da descoberta, acompanhava todo o processo que antecedia o oficio fúnebre, desde a liberação do corpo adquirida pelo atestado de óbito até o embalsamamento...
– Bella está confortável? Perguntou Edward assim que se acomodaram na aeronave tendo Kim adormecido nos braços de seu dady.
– Eu estou bem... Tudo bem! Afirmou com o semblante baixo...
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– O mais importante para mim no momento é me ver livre da prisão... O divorcio... Bem... Este pode esperar... Dizia e Jenks sorrindo entendia de imediato onde o Volturi queria chegar... Mas do que depressa o homem preparou-se para retornar a NYC embora Gianna não concordasse com a ideia...
– Entenda minha cara... Primeiro os negócios e depois a diversão... Preciso manter-me ao lado de minha querida família neste momento de dor não acha? Questionou com deboche e Gianna revirou os olhos, já John achou graça do comentário...
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– Dê-me Kim meu querido... A vovó cuidará dela... Disse Esme pegando dos braços de Edward a neta sonolenta assim que passaram pela porta do duplex... Esme e Alice juntamente com Rosalie aguardavam Isabella e Edward enquanto os homens da família ajudavam os funcionários de Charlie nos preparativos do funeral...
– Amiga estamos aqui! Disse Alice abraçando Isabella que com um triste sorriso assentiu... Edward a conduziu para o quarto do casal...
– Esse momento deveria... Deveria ser bom... Quer dizer... Estamos... Voltando, e bem... Sua família me vendo gravida de você e...
– Nossa família... Nossa meu amor... Afirmava... — E quanto ao nosso pequenino aqui... Disse alisando a barriga saliente. — Ele ainda vai ser muito comemorado, mas por agora... Vamos cuidar da mamãe... Tomar um banho, descansar da cansativa viagem... Dizia assim que fechou a porta voltando-se para ela que sentou-se na cama... Edward ocupou-se em tirar-lhe as sapatilhas... Beijando seus pés no processo... O ato em nada lembrava algo semelhante a apelo sexual, e sim apenas a devoção dele por sua Isabella... Ajudou-a despir-se... Ajudou-a no banho... – Precisa comer algo... Alguma coisa leve, minha mãe...
– Eu só quero ficar aqui, quieta um pouquinho... Depois prometo comer. Pediu e ele prontamente atendeu.
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– Kim está na sala de TV com Rosalie querido. Disse Esme. – Trouxemos um caldo verde, acredito que Isabella aprecie...
– Ele preferiu dormir um pouco mãe. Afirmou derrotado sentando-se no sofá... Alice aproximou-se abraçando o irmão.
– Parabéns meu querido... Pelo bebê... Sei que não é o momento, mas mesmo assim parabéns. Disse próxima ao ouvido dele que lhe devolveu um triste sorriso.
– Ela está linda não acham? Soltou um pouco mais animado.
– Sim está! Declarou Esme.
– Preciso falar com os rapazes. Lembrou-se voltando a tomar uma postura rígida... Estar de volta, sem saber ao certo por onde andava o Volturi deixava Edward pisando em ovos e isso não lhe agradava, lhe obrigava a manter a postura quase militar...
– Edward, desculpe, mas diante de tudo eu dispensei Embry e Seth... Para pelo menos irem até suas casas, rever a família... Eles voltarão mais tarde... Jacob está a postos, você não está descoberto e Sam está cuidando de tudo na empresa... Explicava.
– Fez bem Alice, muito bem. Devolveu agradecido.
– Dady... Disse Kim entrando na sala e Rosalie veio logo atrás. – Qué mamy. Disse enroscando-se nas pernas de Edward... O rapaz pegou seu docinho no colo.
– Sua mamy está dormindo... Quer dormir junto com ela? Perguntou beijando seu rostinho.
– Kim não sono. Devolveu.
– Ei gatinha vamos então voltar aos desenhos... Tia Rose fica com você... Vamos? Perguntou e Kim a contra gosto inicialmente repensou, mas por fim assentiu... A pequenina apesar de não ter noção do que de fato acontecia estava incomodada pela tristeza da mãe nas ultimas horas...
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Aro chegara a menos de vinte quatro horas de El Passo e o esquema armado por ele e John Jenks já estava sendo colocado em pratica... Instalou-se em um flat alugado pelo próprio Jenks para não levantar suspeitas antes da hora... John encaminhou-se para o FBI e descaradamente pediu que Billy Black o recebesse ao se identificar como novo advogado de Aro Volturi...
– Meu cliente deseja se apresentar, nada tem a temer... Dizia e as narinas infladas de Billy deixava clara sua revolta diante da audácia do Volturi em se colocar como vitima...
– Ah não tem? Ele é completamente inocente das acusações que lhe cercam então? Perguntou irônico.
– Veja... Capitão Black... Meu cliente encontravasse em um estado profundamente depressivo e seus amigos mais chegados acharam por bem mantê-lo afastado por uns dias depois dele ter tentado se matar...
– Uns dias? Passaram mais de sete meses e o senhor me diz dias? Acha que estamos aqui brincando doutor Jenks? Questionou curvando-se um pouco mais sobre a mesa não acreditando em uma palavra dita, principalmente a tal tentativa de suicídio... John Jenks manteve-se impassível, atitude digna de sua canastrice habitual... – Ok... Vamos brincar... Apresente seu cliente, nos convença que a pobre alma está em profunda depressão... Dizia gesticulando e abusando do apelo teatral já que era o que tinha ali como réplica...
– Quero esclarecer que o pedido de prisão é desnecessário capitão... Sendo assim acredito que podemos rever a questão e...
– Não, não vamos rever nada, me apresente Aro Volturi e vamos dar prosseguimento a esse inquérito... Digo-lhe apenas doutor Jenks, arrumou um tremendo abacaxi para descascar... Não é a toa que o antigo advogado nunca mais deu as caras. Declarou Billy com raiva... O Black sabia que uma boa manobra jurídica colocava o Volturi na rua em dois minutos... A saída do advogado deu aos dedos de Billy uma incrível agilidade... – Quero saber tudo sobre John Jenks e rápido... Ordenou...
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– Por todos os demônios o que significa isso Emmett? Soltou Edward alto depois de ouvir do irmão o que o mesmo tinha recebido de Billy a instantes atrás...
– O tal Jenks é mais chave de cadeia do que os próprios clientes que um dia teve... É conhecido em toda a Califórnia como “O mágico”, já tirou muita gente da pesada da prisão e foi através disso que conseguiu a grana que tem hoje em dia...
– Não estou gostando do que estou ouvindo Emm... Não estou...
– As provas são incontestes mano... Mas você sabe que um bom jogador pode deixa-las na geladeira por alguns dias... Usar a palavra dele contra a de Riley vai deixar o juiz intrigado, mas não... Nenhum juiz vai ser enganado diante de tudo que temos a apresentar... Infelizmente vamos ter alguém pra brigar um pouco mais...
– Por que Royce saiu de cena? Questionou Alice intrigada.
– Não faço ideia... Devolveu Emmett. — As ultimas vezes que conversamos ele me parecia apático com relação ao caso... Natural tendo em vista que temos tudo a nosso favor... Mas... Pelo visto a amizade dos dois se estremeceu no percurso...
– Interessante... Justo agora, com a morte de Charlie... Mais esta bomba... Ou eu diria conveniência aproveitada pelo inimigo... Divagava Alice...
– Pensei da mesma forma e falei com papai logo de cara, antes de vir pra cá... Comentou Emmett tendo um Edward pensativo demais ao lado. — O velho garantiu que a morte do Swan foi natural... Então se você imaginou assim como eu que talvez ele tivesse um dedo aí... Bem...
– O desgraçado tem sorte! Concluiu Edward... – Isso é o que um complô sobrenatural? Soltou levantando-se com rispidez da cadeira em seu escritório...
- Se ao menos tivéssemos provas sobre o atentado... Partiríamos para a minha área...
- Infelizmente não podemos adequar o caso a área criminal maninha, vamos ter que nos contentar em manter as coisas no âmbito cível e tributário mesmo. Devolvia Emmett.
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Kim adentrou ao grande quarto, Isabella ainda deitada, mas já acordada apenas fitando a paisagem proporcionada pelos grandes vidros da porta da varanda... Percebeu a presença de sua pequenina tentando subir na alta cama... Ajudou a aproximar-se... Kim deitou ao seu lado de frente para ela, Isabella se voltou para a filha...
– Vovó Eme deu lete... Contou e a mãe sorriu.
– E você tomou tudo? Perguntou segurando na mãozinha de Kim e a garotinha assentiu.
– Mamy tiste. Disse achegando-se mais a mãe que prontamente lhe recebeu... Depositou um beijo nos cabelinhos ralos e cheirosos...
– Eu estou um pouquinho meu amor, mas tudo vai ficar bem... Onde está o seu dady? Questionou fazendo a pequena levantar o rostinho.
– Dady sala... Disse baixinho voltando a se aconchegar a mãe logo em seguida... Edward não demorou a aparecer com uma bandeja carregada de um prato com caldo verde aquecido...
– Está na hora de comer. Afirmou sentando-se na grande cama ao lado das duas... Isabella ajeitou-se ao levantar, não tinha fome, mas sabia que precisava comer e sabia que nem Edward ou qualquer um que por ali estava a deixaria em paz por não querer alimentar-se... Kim manteve-se ao lado da mãe e assim que a mesma se apossou da bandeja a pequena foi para o colo de Edward. – Caldo verde...
– Bom... Soltou após experimentar. – Edward... O funeral...
– Tudo está sendo preparado e eu peço que não se preocupe com nada, papai está inspecionando tudo a seu pedido... E será onde você pediu. Afirmou vendo a sua frente sua garota agradecida...
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Isabella depois do caldo com esforço se levantou da cama e procurou ser o mais sociável possível com todos os Cullen que por ali estavam...
– Tomei a liberdade de chamar a babá para amanhã... Acredito que não queira levar Kim... Dizia Alice.
– Obrigada Alli, eu realmente não quero leva-la. Declarou recebendo os braços confortáveis de Edward em torno de seu tronco.
– Vocês embarcam de volta para a Itália quando? Questionou Rosalie.
– Edward... Não vamos voltar. Declarou a moça buscando o rosto dele que lhe devolveu um olhar recriminatório.
– Eu acredito que essa conversa pode ser feita depois. Afirmou Esme e Edward contendo-se apenas assentiu.
– Não tem porque voltarmos, não somos fugitivos... Nossa vida é aqui e...
– Amor, depois conversamos com calma... Uma coisa de cada vez ok? Pediu depositando um beijo em seus lábios e ela acalmando-se voltou a encostar-se nele...
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Naquele final de manhã a Trinity Church Cemetery and Mausoleum assistia ao sepultamento de uma das figuras mais conhecidas da sociedade nova-iorquina... A morte de Charlie estava sendo falada e comentada a mais de três dias, período esse que levaram para preparar o corpo... Entre o embalsamamento e processos necessários para ser possível velório e sepultamento... Ninguém conseguiu deter o determinado Aro, arrumou-se de forma impecável, digno de uma festa de gala... Era de fato o que assistiria uma cerimonia de premiação para ele, sua doentia mente pensava... Um serviço de limusine foi contratado pelo próprio...
– Isso é insano, completamente descabido Aro... Dizia Gianna vendo-o terminar de se arrumar... Ele apenas sorriu, não perderia a cena por nada, imaginava... – Parece que não ouviu as palavras de Jenks sobre o tal capitão do FBI, isso é arriscado... Soltou mais uma vez.
– Fique tranquila irei apenas prestar minhas condolências. Afirmou fechando o paletó.
– Você... Por tudo que é sagrado... Não pretende se mostrar não é mesmo? Questionou agora com total apreensão.
– Tolinha... Disse tocando o queixo da loira. – Sua ingenuidade não me agrada, já foi mais mordaz Gianna... Soltou ameaçador. — É claro que não irei... Minha aparição será muito mais suntuosa lhe garanto... Não terei um esquife ofuscando meu brilho. Afirmou saindo e deixando a moça com sua preocupação para trás... A obscura mente do homem ia à busca da realidade, realidade essa que ele achava ser seu destino... Com a morte de Charlie o caminho se alargava para ele, pensava enquanto o elegante veiculo percorria as ruas de Manhattan até chegar ao cemitério... Espreitava ao longe... Camuflado com chapéu e óculos escuros observava... Tendo ainda os vidros escuros do carro a lhe proteger... Isabella era amparada enquanto o cerimonial fúnebre se dava... Edward não lhe largou um segundo se quer... Sempre de olhos bem abertos acompanhado de outros olhos atentos a sua volta armara um esquema quase militar para o momento e teve até a ajuda de Billy Black para isso, haviam vários homens a paisana observando a cerimonia, todos armados até os dentes, atiradores de elite posicionados estrategicamente... Edward estava realmente atento assim como todos os Cullen...
– Devo ficar aqui senhor? Perguntou o motorista ao pensativo e curioso Aro.
– Por enquanto sim, vamos esperar que nos digam o caminho. Afirmou satisfeito... A ideia era realmente saber o que viria depois, para onde iriam...
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– O senhor é o meu pastor e nada me faltará... Dizia o padre recitando o Salmo vinte e três... Isabella tinha sua mão direita sobre a barriga, seu pequeno quietinho ali, protegido, e a outra mão estava entrelaçada a de seu amor... A impressa distante, não pode adentrar ao gramado do cemitério... Isabella com nada se importava, impressa, Aro e o que era capaz de fazer, o escândalo de estar com um homem ao seu lado que não era seu marido legitimo... Nada importava a não ser aquela despedida... Despedida do homem que até o final de sua adolescência fora seu herói, destemido e sempre sorridente... Os Cullen ali prestavam sua solidariedade e amizade à moça... Kim permanecera em casa com a babá e um Jacob atento... A cerimonia rápida, um pedido da própria Isabella encerrou-se e alguns mais próximos prestaram a única herdeira de Charlie suas condolências... Aro ao longe, ainda camuflado notava que mesmo por baixo do discreto vestido negro a esposa estava com o corpo muito diferente...
– O que andou aprontando vadia? Soltou com escarnio...
Spoiler —
– Fui ludibriado pelos que mais tinha confiança, achei-me capaz de conduzir os negócios de papai e mantive ao meu lado pessoas que achava serem realmente amigas, acreditei em suas palavras... Disse quebrando a voz no final, usando com primazia sua teatralidade.
– Capitão meu cliente está à base de medicamentos e... Declarou Jenks e Billy fitou a ambos com desprezo mortal aliado a uma impaciência...
– É o tempo de registrar o depoimento dele e ele irá descansar... Na cela. Afirmou levantando-se da mesa...
Notas finais
Mas me digam, esculachem com essa que vos fala se isso os fizerem sentir melhor... rsrsrs... Quero de fato saber o que pensam, ok? Fantasminhas lindas vocês são eternamente bem vindas...
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Novidades sobre o próximo capítulo no Facebook - Lu Nandes Fanfic's.
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Bjos e até sexta com mais Save Me!
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