Save Me
3 Alma dilacerada
Notas iniciais
michele djenifer, bjos a todas.
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Capítulo dedicado a MaraRobsten e Sil Araujo pelas lindas recomendações.
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As palavras em sublinhado significam que são referências reais e podem ser por você pesquisado se assim desejar.
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Continuando...
"Todos podemos controlar a dor exceto aquele que a sente". William Shakespeare
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– Música sugerida (Save Me — Marc Broussard) —
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Isabella fez também de forma mecânica o que Aro ordenara enquanto ele voltando a si passava a punhetar seu membro que novamente ganhava vida... – Deite-se de bruços no chão. Ordenou após ver Isabella retirar a ultima peça, Isabella o fez... Aro ajoelhou-se entre as pernas da esposa forçando para que elas abrissem-se mais, ainda manipulando seu membro curvou-se enlaçando com o braço livre a cintura da esposa, suspendendo-a o suficiente, posicionou seu membro na intimidade de Isabella... A penetrou sem aviso e a dor que Isabella sentiu pela falta de lubrificação saiu em forma de gemido. – Aprenda a me respeitar... APRENDA... Soltava metendo com força... Aro com seu corpo empurrou a frágil mulher de encontro ao chão e sobre ela permaneceu com a violenta penetração... As lagrimas saiam desobedientes dos olhos femininos... Mais uma vez ele se liberou desabando por completo em cima dela mordendo seu ombro... Isabella ali inerte apenas aguardava o fim da tortura... Aro levantou-se e caminhou para o banheiro despreocupadamente... A moça abraçou os joelhos, formando com seu corpo uma bola e em silencio permaneceu chorando... Ouviu a ducha ser ligada, tentou acalmar-se, como queria gritar, pedir socorro, mas pra quem? Respirando fundo levantou-se... Pegou rapidamente todas as roupas espalhadas no chão levando-as para um canto do closet... Pegou um robe de seda creme e se vestiu saindo em seguida do quarto... Sabia que o marido não se importaria com sua ausência, não agora depois de ter lhe castigado e estar relaxado... Tomou um banho em um dos muitos quartos de hospedes, esfregou seu corpo com força deixando a pela avermelhada, na intenção e sede de se livrar dos vestígios do marido em seu corpo, sua intimidade já castigada foi por ela esfregada com quase violência... Os olhos vidrados, distantes... Viajando para longe dali... Secou-se mecanicamente e recolocou o robe saindo em direção ao quarto da filha... Charlotte ao vê-la colocou-se de pé...
– Senhora... Disse colocando-se a sua disposição.
– A febre baixou? Perguntou curvando-se sobre o berço tocando na testa de sua bebê ali adormecida.
– Sim, medi há dez minutos e estava trinta e seis e meio. Afirmou e a mãe percebeu que realmente o corpinho estava com a temperatura quase normal.
– Pode se recolher Charlotte, eu fico com ela...
– Mas senhora... O senhor...
– Pode se recolher. Ordenou sem perder a suavidade e a moça saiu em seguida... Isabella sentou-se na poltrona ao lado do berço, puxou os pés para cima abraçando as pernas, o queixo apoiado nos joelhos e passou a admirar o sono tranquilo, a respiração cadenciada de Kimberly que hora ou outra fazia a chupeta em sua boca mexer-se... Aquilo a acalmava trazia um pouco de paz... Antes de Kimberly nascer à vida de Isabella se resumia a futilidades, sua rotina diária nada tinha de grandes acontecimentos, crescera em um ambiente tranquilo e fora educada da forma mais requintada possível, tendo estudado com afinco a História da Arte fora até vista como prodígio por seus professores em Sorbonne, mas após retornar da Europa encontrou o pai destruído por não saber lidar com a morte prematura da esposa e como consequência deixara os negócios de lado se afundando em depressão sem contar o problema cardíaco que há anos carregava, o patrimônio perdendo-se, acreditavam, estava apenas piorando ainda mais a situação degradante de seu pai que além de sofrer pela viuvez agora se dizia cansado da vida e envergonhado por ver seu nome se perder... Isabella após uma conversa com o até então amigo de seu pai, Aro Volturi, refletiu entendendo que precisava agir deixar de lado os projetos profissionais e ajudar o pai e por esse motivo aceitou a proposta do “amigo”, casou com o Volturi que até então era sim um bom amigo... Nunca fora dada a romance e por isso mesmo nunca sonhou com um, casou-se então para manter nome e patrimônio, pelo pai... Seu casamento era mantido de forma branda... Aro nunca fora carinhoso ao extremo ou preocupado com suas necessidades, mas inicialmente mostrava-se humano e paciente... A trazendo para morar em sua mansão após o casamento, deixou claras as regras de que quem mandava era ele e em tudo... De inicio a moça achou que ele apenas queria se mostrar o cabeça da casa, mas começou a notar que o Volturi não passava de um ser arrogante, sádico e completamente prepotente considerando-se acima do bem e do mal... O sexo compartilhado por ambos no inicio surgiu como uma obrigação consensual sem deixar de ser agradável já que ele preocupava-se, até então, em fazê-la sentir-se bem... Logo vieram as exigências absurdas... Reações estranhas, comportamentos violentos e até mesmo constrangimentos como, por exemplo, obriga-la a presenciar ele com outra na cama... E a outra, diga-se de passagem, era uma garota de programa, a qual Aro trouxera para casa, foi nesse ponto que ela reagiu contraria ao marido pela primeira vez dizendo querer o divorcio e em resposta recebeu como tortura psicológica a ameaça de que o abandonando estaria assinando a sentença de morte do pai, pois ele, Aro não iria mais ajudar... A partir daí a submissão de Isabella causada por sua situação e falta de alternativas ou apoio aliada ao insano e maquiavélico comportamento de Aro passaram a fazer daquele casamento um inferno para a moça e uma brincadeira às vezes até tediosa para o Volturi, contudo manter-se casado fora uma alternativa lucrativa e que salvara seu nome de ir à bancarrota, mas foi ao ouvir seu amigo que uma concepção foi acrescida a soma de tudo aquilo...
Flash Back On
– Aro... Não somos eternos... Todos levamos um mesmo fim, a imortalidade ainda não nos foi concedida... Então ter um filho é uma forma de conseguirmos manter o nome e o patrimônio... Um herdeiro é algo bom... Soltou Royce e o Volturi ponderando aceitou, sem mostrar-se empolgado.
Flash Back Of
Impondo mais uma vez sua vontade exigiu que a esposa engravidasse o que demorou alguns meses para acontecer e nesse período chamou Isabella de frigida e incompetente para baixo, o pai da moça pegara uma pneumonia o que fizera com que tudo piorasse para ela... Mas no final a moça engravidou... A questão é que um herdeiro deveria ser menino, um homem, para dar continuidade ao nome Volturi e não foi o que aconteceu... Kimberly nasceu e Aro não ficou nenhum pouco satisfeito declarando que aquela gravidez o impedira de relaxar como o habitual e ainda por cima não rendera o fruto desejado... Sim enquanto a esposa esteve gravida e homem com nojo, mais um comportamento insano, não quis aproximar-se dela, o que para ela foi até um alivio... O Volturi passou a variar buscando ajuda externa, não que ele fosse contra isso, muito pelo contrario... Sair com outras mulheres permanecia sendo um habito, mas com as outras na sua maioria não podia fazer o que faria com a esposa que não poderia reclamar ou do contrario seria castigada... O fato é que em sua opinião, no dia em que a filha nasceu o homem se viu possesso por constatar que todo aquele transtorno havia resultado em uma menina, uma insignificante menina... Para o Volturi a criança era um tormento, transtorno, pedra no caminho e apenas isso... Passou a castigar Isabella com mais facilidade, por qualquer motivo... A moça tentou rebelar-se outras vezes... Tentou ir embora mesmo sabendo que com isso o pai que hoje em dia se mantinha recluso em New Rochelle, definitivamente longe dos negócios que eram cuidados por Aro, poderia sofrer e não resistir, mas não teve sucesso nessa intenção e sofreu ainda mais retaliações... Passou a ser vigiada, e mesmo com os castigos manteve-se rebelde até Aro ameaçar lhe tirar do convívio com Kimberly...
Flash Back On
– Quer ir embora? Vá... Suma... Posso até lhe dar alguma ajuda mensal, ser benevolente... Mas de uma coisa tenha a certeza minha querida... Nunca mais verá a criança... Seu brinquedinho irá sumir, desaparecer... Dizia com um sorriso ameaçador nos lábios e Isabella sabia que suas ameaças eram cumpridas a risca.
Flash back Of
Aquilo a parou levando a momentos de depressão que eram amenizados pela presença de sua bebê... Isabella vivia sim um inferno e não tinha forças ou qualquer apoio para sair daquilo, sem amigos, sem perspectiva, sem motivação a não ser manter-se respirando para cuidar de sua Kimberly e vê-la crescer, protegendo-a da negligencia paterna...
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A mansão dos Volturi era comandada pelas mãos de ferro de Irina, uma jovem senhora que tinha pelo patrão um sentimento estranho, para os empregados sua devoção era fruto do amor que sentia pelo mesmo... Coisa que muitos não conseguiam entender... Como ser apaixonada por um ser tão narcisista e arrogante quanto o Aro Volturi da intimidade... Mas Irina, sim, alimentava algo e era intenso e por isso fazia tudo que estava ao seu alcance para agradar seu chefe inclusive servir de olhos em cima de Isabella moça que ela intimamente desprezava desde o primeiro dia que ali colocara os pés... A manhã ainda mostrava resquícios da festa da noite anterior... Empregados limpavam e arrumavam o grande salão bem como as demais dependências do andar de baixo... Edward Cullen de forma pontual foi recebido por Irina ao chegar à mansão para seu encontro com o Volturi, sendo levado a biblioteca aguardou o dono da casa que logo foi avisado de sua presença...
– Bom dia Cullen. Disse o homem bem humorado.
– Bom dia Aro. Devolveu sentando-se onde homem indicava.
– Obrigado por ter vindo... Falou Aro sentando-se na imponente cadeira atrás da mesa. – Bem como lhe antecipei ontem estou precisando de alguém que tenha um olhar mais apurado... Como falei, seu melhor homem e se for o caso podemos pagar a mais pelo serviço... Dizia tranquilo.
– Ok... Entenda que preciso saber o motivo da exclusividade para que assim possa destinar ao assunto a solução desejada. Declarou Edward e Aro lhe olhando fundo nos olhos...
– Serei direto... Preciso de um guarda costas que além de proteger minha esposa, acompanha-la em todos os seus afazeres também a proteja dela mesma... Soltou e Edward Franziu a testa. – Minha mulher é muito frágil Edward e tem infelizmente a tendência à depressão e isso já quase me fez perde-la em... Em uma tentativa de suicídio... Isabella nunca aceitou bem a morte da mãe, minha sogra faleceu ainda quando a filha era uma adolescente e desde então sua vida tornou-se instável emocionalmente tendo o agravante de ver o pai se jogar em uma depressão profunda pelo mesmo motivo... Afirmava, porém a informação em grande parte era mentirosa... Isabella nunca tentara o suicídio, passava por períodos de depressão a bem da verdade, mas não suicida quanto ao pai sim era tudo verdade... Mas o Volturi queria vender a imagem da mulher frágil e desequilibrada que precisa de cuidados...
– Entendo... Falou Edward concatenando as informações recebidas com o pouco que tinha visto e aquilo lhe parecia fantasioso.
– Temo por seu bem estar e quero me precaver... Por isso suas saídas precisam ser monitoradas, seus passos cuidadosamente seguidos de perto... Quando digo que preciso de seu melhor homem quero dizer que preciso de alguém de confiança que esteja como falei ao lado de meu bem mais precioso a protegendo de tudo e todos... Sou um homem muito influente Edward, tenho inimigos e minha querida esposa tem a mente muito fraca, é ingênua e pode se deixar envolver por influencias maldosas se é que me entende? Soltou e Edward sentiu seu coração doer com a possibilidade de uma mulher linda e delicada como Isabella sofrer algo, machucar-se... – Posso contar com sua empresa? Tem alguém com esses requisitos? Questionou Aro e Edward no ímpeto...
– O que me pede é deveras delicado... Alguém de confiança... Disse pensativo e os flashs da noite anterior lhe assaltaram a mente, a imagem de Isabella em seus braços, o olhar temeroso, o corpo frágil... O seu senso de preservação gritava por ela e Edward confuso não sabia como lidar com aquilo sentimento a não ser... – Irei assumir isso. Soltou firme e as palavras chocaram a si mesmo. – Eu... Eu vou me colocar como guarda costas de sua esposa. Afirmou e Aro surpreso demonstrou certa estranheza... Edward Cullen era um homem rico, de família abastada, não precisava se passar por segurança para sobreviver, aquela atitude era estranha. – Quando sai do FBI para montar minha empresa com Jasper o fiz principalmente com a intenção de ajudar pessoas que precisam de proteção e quando coloco meu trabalho a disposição o faço com o firme proposito de cumpri-lo... Irei sim me colocar como guarda costas dela e nesse período irei preparar um de meus homens que já lhe atendem para isso... Falou e Aro entendeu aquilo como extremo profissionalismo. – Entenda que se isso lhe for um incomodo posso apenas mandar mais um homem para cá, mas como me disse o caso é delicado e requer um preparo maior e principalmente um grau de sensibilidade e sabedoria que talvez não se tenha logo de cara... Sua necessidade é cuidar dos passos de sua esposa, protege-la e garantir sua integridade... De cara não tenho ninguém para esse trabalho, não de imediato então minha solução é essa... Dizia e Aro via em suas palavras um real senso de profissionalismo, mas na verdade Edward estava dando voltas e voltas em um assunto onde ele se via confuso, sua reação drástica o deixava perplexo e apesar de sentir-se assim não conseguia agir de outra forma ao ter em sua mente o rosto angelical de Isabella como quadro.
– Confesso que estou surpreso, mas se acha que essa é a melhor forma... Se acha que assim irá suprir essa minha necessidade... Então seja bem vindo Cullen! Declarou satisfeito... Os homens apertaram as mãos em acordo, Aro convidou Edward para o dejejum, mas o Cullen recusou dizendo já ter feito o seu em casa... Algumas outras palavras foram trocadas, informações de rotina e Edward em todo o tempo se via petrificado com suas ações... O que diabos estava fazendo? Questionava-se e não conseguia achar nenhuma resposta, somente o rosto de Isabella lhe surgia... E foi ao se despedir do Volturi depois do mesmo declarar que manhã poderia começar seu trabalho, contudo o Volturi não estaria ali para recepciona-lo, pois faria uma viagem de três dias a Chicago, apresentando Irina Aro esclareceu que a palavra dela era lei dentro da mansão, mas que os julgamentos de Edward seriam pela mulher aceitos, sim Aro confiava em Edward por achar que o rapaz era acima de tudo profissional e tinha caído em sua conversa... Tendo o assunto se encerrado e as despedidas feitas encaminhou-se para a saída, indo em direção ao carro... Viu Isabella sentada no gramado com Kimberly em seu colo... Não se conteve...
– Vejo que estamos melhor hoje. Soltou bem humorado... Isabella virou-se para a voz um pouco assustada.
– Senhor Cullen... Disse insegura e surpresa... Edward despreocupado agachou-se de encontro com a mãe e a criança consciente de que estavam apenas eles e um de seus homens que vendo-o não se incomodou.
– Bom dia... Disse olhando nos olhos de Isabella, a conexão trouxe a ambos um choque... Ele confuso com tudo que ouvira de Aro sem deixar de lembrar-se da noite anterior e ela também confusa e intrigada pela presença dele ali não conseguia esquecer a caridade dele para com ela... – Bom dia gatinha. Disse tocando com o indicador a mãozinha de Kimberly que puxava a grama... A bebê fitou-o curiosa e de forma surpreendente, na opinião de Edward, deu-lhe um escandaloso sorriso desdentado.
– Bom dia. Devolveu uma Isabella ainda confusa, mas o sorriso torto e satisfeito que Edward lhe ofertava trazia-lhe uma paz em meio à dor. – Sim, ela está melhor... Acredito que sejam os dentes nascendo... Soltou Isabella e o Cullen viu no sorriso desdentado e cheio de baba dois dentinhos surgindo na gengiva inferior... Sim Kimberly Volturi era uma menininha graciosa daquelas que da vontade de apertar e morder e esses sentimentos atingiam o coração do durão Edward Cullen.
– Menos mal. Devolveu. – Senhora Cullen tenha um bom dia e você princesinha Kimberly faça a mamãe feliz! Desejou e Isabella surpresa ao ver que o homem lembrava-se do nome de sua filha sorriu sincera. – Nos vemos amanhã. Afirmou olhando profundamente nos olhos de Isabella e a reação mutua foi a mesma da noite passada... Intensa, efervescente, incomoda e ao mesmo tempo bem vinda...
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– Como assim você vai trabalhar de guarda costas? Enlouqueceu homem? Indagou Jasper confuso. – Edward o que você está aprontando? Perguntou confuso e o Cullen riu.
– Ué... Ao que me lembro trabalhamos com isso por aqui... Segurança privada e...
– Sim nós trabalhamos eu administro e você treina os homens e veja só que interessante eu vou continuar administrando e você vai brincar de James Bond falsificado e os nossos homens vão ser treinados por quem mesmo? Ah ninguém... Fala sério... Falou inconformado.
– O que foi Jass? Ali te colou de castigo essa noite? Perguntou divertido.
– Edward estou falando sério. Disse firme e o Cullen parou de rir.
– Quanto aos homens... Temos Jacob e Sam... Ambos podem manter a linha de treinamentos sem perdermos o ritmo... Garanto! Afirmou convicto. – Quanto a minha decisão... Bem...
– Afinal de contas por que Volturi quer outro homem e por que diabos ele está exigindo qualidades a mais nesse homem? Perguntou curioso e Edward sem saber como explicar coçou a cabeça, característica típica de quando ele se via sem palavras ou desconfortável... – Isso não está me cheirando bem, não mesmo... E você ainda por cima se candidata para ser esse homem...
– Eu não sei te explicar Jasper... Eu sei apenas que preciso fazer isso... Ela tem algo que...
– Eu sabia que tinha mulher no meio, sabia. Disse cortando o Cullen.
– Não é o que você está pensando, não é mesmo... Afirmava e nesse instante sua irmã apareceu no escritório do marido ouvindo o final da conversa, colocando-se ao lado de Edward o fitou analítica. – O que foi? Perguntou achando graça.
– Quem é ela? Questionou Alice e Edward sentiu-se desconfortável... A situação era desconfortável, o motivo era desconfortável e ele não sabia explicar... Sabia apenas que tinha que seguir seu coração.
– Você se engraçou por quem? Questionou o cunhado e o rapaz sentiu-se em um interrogatório.
– Ei... Ei alto lá... Quem vê pensa que sou um mulherengo inveterado e isso não é verdade. Defendeu-se.
– Mas também não é uma total mentira. Disse Alice e o irmão revirou os olhos... Colocando-se de frente para ele assim que o marido atendeu uma ligação... — Sabe qual é o seu maior problema Edward? Questionava Alice de braços cruzados a frente do irmão que lhe fitava com um sorriso debochado. – Você nunca amou, não sabe o que é isso... Não tem noção do que é viver por alguém...
– Eu amo você pequena doutora irritante! Disse agarrando a irmã que lhe dava tapas em resposta, de brincadeira é claro. – Ok... Ok... Ai Alli! Tudo bem... Dizia defendendo-se.
– Minha sala não é ringue, só pra informar! Declarou Jasper voltando à conversa.
– Aro Volturi me pediu, ou melhor, nos pediu um homem com experiência para vigiar a esposa...
– Isabella Volturi. Disse Alice sentando-se no sofá ali próximo e o irmão assentiu.
– Exatamente... Ele contou que ela tem problemas com depressão e já tentou fazer besteira consigo mesma se é que me entendem? Mas enfim... Ele quer alguém para ficar de olho nela... De inicio achei estranho, pensei que talvez fosse o caso dele achar que estava sendo traído ou sei lá... Mas não... Eu não acho que seja isso, tudo bem que não sei o que é o motivo em si... Mas tudo me intriga e muito e tem aqui... Dizia agora colocando o indicador apontado para sua cabeça. – Essa vozinha que me diz pra fazer isso, estar por perto, vigiar não porque ele pediu, mas porque aqueles olhos mostravam-se sufocados, como se pedissem socorro... Bem... Sei lá... É confuso eu sei, estranho, esquisito mesmo... Mas eu preciso fazer e por isso disse a ele que faria...
– Está seguindo sua intuição, seu coração... E isso nunca falha! Declarou Alice ainda mantendo o olhar sobre o irmão, com a feição distante e tanto Edward quanto Jasper acharam estranho... Alice Cullen estava lembrando-se da primeira e ultima vez que vira Isabella Volturi... E não as duas nãos se conheciam pessoalmente, não tinham proximidade alguma... Para ela Isabella soava falso, entenda ela não achava que a moça era falsa, mas sim que sua imagem, o que ela tentava mostrar soava falso, camuflado... O fato é que ao lembrar-se desse momento lhe ocorreu a mesma sensação que ocorreu no dia... Avistara a moça saindo do cabeleireiro de óculos escuros e cabeça baixa... Tentando parecer invisível, algo impossível com a barriga de gestante que apresentava aliada a sua beleza... O cabeleireiro que a atendera fora em seguida atender Alice e soltou uma frase intrigante...
Flash Back On
– Pra se estar preso não é preciso grades!
Flash Back Of
A frase vinha carregada de uma tristeza assustadora e a Cullen sabia que o sentimento nada tinha de relação com o próprio cabeleireiro, ou algo que estivesse passando... Alice voltou a si olhando para o marido e irmão a sua frente...
– Certo... Então você vai trabalhar como guarda costas da esposa do Volturi e eu vou continuar aqui segurando todo o abacaxi sozinho...
– Jass, quebra essa pro seu cunhadinho querido vai...
– Cunhadinho querido? Isso soou estranho... Disse debochado. – Vamos combinar... Isso tudo está estranho Edward...
– Sim está e eu sou o primeiro a concordar, mas preciso fazer não me pergunte por que... E... Eu deixei claro ao Aro que seria provisório até preparar um dos nossos homens que já trabalham para ele para me substituir... Será por pouco tempo e eu não vou abandonar por completo os treinamentos, vou estar por aqui nos momentos que puder... Explicava e o cunhado assentia.
– Bem... Deixe-me fazer o que vim fazer de uma vez... Preciso de toda a papelada do tal Laurent pra analisar antes da audiência. Explicou Alice e os rapazes mudaram a feição no mesmo instante... Laurent era um ex-funcionário que estava sendo acusado por um cliente de ter facilitado a entrada de ladrões em sua residência e ao que tudo indicava era mesmo verdade, Edward até dera uma prensa no homem e percebera que ele tinha sim culpa no cartório coisa que para eles era inadmissível... A empresa tinha uma imagem ilibada no mercado e coisas assim poderiam manchar a mesma sem contar que caráter era a premissa de todos os Cullen e agregados...
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Aro saíra de casa logo depois do almoço sem nem despedir-se da esposa, coisa que Isabella agradeceu... Não ter que estar no mesmo ambiente que aquele ser repulsivo... Irina comunicou à moça que o marido fizera uma viagem e voltaria dentro de três dias... Alivio pensou Isabella, teria alguns dias de paz...
– O senhor Volturi pediu para avisar que a partir de agora a senhora terá um novo guarda costas. Disse Irina enquanto Isabella tomava se dejejum... A moça direcionou seu olhar sem emoção alguma a governanta. – Acho que a senhora teve a oportunidade de conhece-lo... Provocou com um sorriso cínico. – É o senhor Edward Cullen. Soltou deixando Isabella perplexa e sua expressão evidenciou o fato. – Ele acaba de chegar e se encontra a sua disposição. Concluiu... Edward estava no jardim da mansão Volturi conversando com Embry... Isabella perdeu o apetite, sua mente trabalhando freneticamente... Edward era os novos olhos de Aro em cima dela então? Questionava em seu interior.
– Mande-o entrar e me esperar na biblioteca. Afirmou se retirando da mesa, indo para o andar de cima entrou no quarto da filha que ainda se encontrava adormecida depois de tomar sua mamadeira da manhã... Aquele quarto era o único lugar da residência em que ela tinha um pouco da paz e conseguia raciocinar... Estava com raiva, sentindo-se enganada e mais uma vez presa... Novidade? Não nenhuma... Desceu caminhando em direção à biblioteca, o rapaz encontrava-se em pé observando os títulos ali expostos. – Bom dia. Soltou formal... Edward virou-se sorrindo por ouvir a voz que rondava seus pensamentos desde a primeira vez que ouvira, mas o olhar sério demais deixou clara a insatisfação da moça.
– Senhora Volturi... Bom dia! Disse dando um passo em sua direção... Isabella cruzando os braços...
– Tentar ganhar minha confiança foi realmente uma boa estratégia... Mas sinto lhe informar que sua tática não deu certo. Declarou mantendo a altivez e Edward franziu a testa em confusão.
– Não estou entendendo. Devolveu sincero e a moça lançou-lhe um sorriso de desdém.
– Senhor Cullen... Sejamos sinceros ok? Você e meu marido já estavam combinados... Ser os olhos dele em cima de mim... Eu sinceramente não entendo o porque de você ter sido tão atencioso comigo na festa, me ajudar tranquilizando com relação a Kimberly e... Dizia rígida e Edward entendendo a colocação sentiu-se contrariado.
– Eu não sou os olhos de ninguém... E antes que continue com suas teorias conspiratórias saiba que me tornar seu guarda costas foi uma decisão minha e feita depois de conhece-la e não antes... Aro pedira a mim e a meu sócio mais um homem, mais um guarda costas...
– Você e seu sócio? Questionou sem entender.
– Exatamente... Todos os homens que trabalham na segurança aqui são meus funcionários! Declarou. – Como falei Aro nos pediu mais um homem e ao me explicar para que seria... Cuidar de sua segurança em especifico... Eu achei por bem, inicialmente, cumprir o papel... Agora se para a senhora isso é uma afronta, uma ameaça... Se me vê como a um traidor posso agora mesmo desfazer o acordo com seu marido e colocar outro homem para desempenhar essa função. Concluiu e Isabella viu-se ainda confusa.
– Eu... Bem...
– Não sou o inimigo senhora Volturi... Estou aqui apenas para ajuda-la... E se isso for um incomodo sinta-se a vontade para dize-lo. Disse interrompendo-a.
– Entre eu dizer o que me incomoda e algo ser feito para mudar... Existe um caminho longínquo a se percorrer e é quase certo que o mesmo não consiga ser completado. Soltou baixo quase para si mesma, mas Edward ouviu sentindo angustia e resignação em sua voz. – Irei levar Kimberly à pediatra e como sei que não poderei ir sozinha... Enfim, me aguarde lá fora. Disse retirando-se em seguida... A moça ainda transtornada e quase desolada retornou ao andar de cima para preparar a filha, gostava ela mesma de fazê-lo sem outorgar a babá esse trabalho... Edward fazendo o que lhe fora ordenado retornou ao jardim ficando próximo a garagem...
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– Quem é o motorista que leva a senhora Volturi quando a mesma sai? Perguntou Edward a um dos seguranças.
– Bem senhor... A senhora não gosta de usar o motorista prefere ela mesma guiar então quando sai somos obrigados a seguir seu carro. Explicou o rapaz e o Cullen percebeu que a moça tinha reações de rebeldia com relação aos seguranças... Será que as palavras de Aro sobre sua instabilidade emocional eram verdadeiras? Perguntava-se... Logo viu a mulher aproximando-se com a pequena bebê em seus braços com o rostinho escondido no pescoço da mãe... Isabella aproximou-se de SUV que sempre utilizava... Colocou Kimberly no banquinho apropriado na parte traseira do carro e em seguida encaminhou-se para o assento do motorista... Edward sem perder tempo sentou-se no banco do passageiro e a moça surpresa o encarou.
– O que pensa estar fazendo? Perguntou incrédula.
– Meu trabalho. Disse tranquilo e a moça fechando os olhos com força voltou a fita-lo no instante seguinte. – Veja iremos para o mesmo lugar... Não tem por que usarmos dois carros para isso, se gosta de guiar por mim tudo bem, é um trabalho a menos. Afirmou ainda mantendo a tranquilidade e Isabella bufando deu partida no carro... O silencio imperava no interior do veiculo...
– A... Ma... Ma... Soltava Kimberly mostrando-se impaciente.
– Será rapidinho meu amor... Rapidinho! Afirmava Isabella tentando tranquilizar a filha e a si mesma se possível.
– Está ruim aí gatinha? Perguntou Edward virando-se para trás e Isabella sentiu-se entre o enciumada e o raivosa pela tentativa de proximidade do rapaz com sua bebê... Mas Kimberly deu a Edward um sorriso banguela em resposta no momento em que a mãe fitava a filha pelo retrovisor... O consultório da pediatra da pequenina não era distante e logo Isabella estacionava o carro... Desceu do veiculo e Edward apressando-se fez o mesmo, abriram simultaneamente as portas traseiras e a moça indo direto ao encontro da filha lançou um olhar de desafio ao Cullen, mas o rapaz sem dar importância apenas pegou a bolsa de Kimberly e aguardou do lado de fora depois de fechar a porta.
– Pode me dar. Disse ao aproximar-se dele. – E aguarde aqui fora. Ordenou e Edward respirando fundo buscou controle.
– Serei mais útil lá dentro ao seu lado do que aqui fora. Declarou.
– Vamos esclarecer uma coisa... Não vou tolerar que você seja minha sombra... Exijo uma distancia mínima... Ao menos isso! Falou.
– Sim senhora... Distancia mínima, entendido... Quatro metros está bom? Perguntou sério, mas a vontade era de rir... Isabella estava sendo birrenta e isso era perceptível... A moça não respondeu antes caminhou em direção ao interior do prédio sendo seguida pelo rapaz... Isabella entrou na recepção do consultório e Edward na tentativa de manter a paz manteve-se do lado de fora, no corredor próximo aos elevadores... A consulta rápida, apenas de rotina, tranquilizou mamãe Isabella com respeito à febre que realmente estava relacionada aos dentes que estavam surgindo... Isabella saiu do consultório e notou seu guarda costas ali parado a sua espera... A imagem imponente em um terno cinza chumbo de corte impecável Ermenegildo Zegna deixava claro o requinte do homem de uma beleza estonteante, sim Edward jamais passaria despercebido, completamente compenetrado manteve-se sério até que ela se aproximasse... Isabella ainda confusa pensava no por que dele sendo dono da empresa estar ali, o que teria entre ele e Aro, qual o fundamente daquela situação sem cabimento? Tantas perguntas... Edward se antecipando apertou o botão solicitando o elevador. – Sabe posso ser um pouco mais útil se assim a senhora deixar... Segurar a bolsa talvez... Ou qualquer outra coisa... É só dizer senhora Volturi! Disse sincero... Algo nela gritava por sua ajuda e o rapaz se via incomodado com aquilo... Será que perdera a mão e estava imaginando coisas? Ou seu amigo, Jasper, estava certo e ele estava apenas interessado nela como mulher? Não... Não... Nunca fora dado a loucuras por conta apenas de uma mulher... As mulheres que passaram por sua vida foram apenas momentos, alguns muito bons outros nem tanto e outros até traumatizantes por terem em seus finais elas querendo mais do que ele poderia dar... Não Edward Cullen nunca experimentara o gosto de uma paixão avassaladora ou um amor puro e simples e talvez por isso senhor Cullen, o senhor não conseguisse distinguir o que sentia, o que o impulsionava a estar ali... O elevador chegou e o casal acompanhado da bebezinha entrou ainda em silencio e Edward não obteve resposta a sua colocação quase suplicante... Com dificuldade Isabella procurou na bolsa a chave do carro e o rapaz fez uma careta constatando sua insistência... O alarme se fez soar e as portas foram destravadas... Edward se antecipou abrindo a porta para Isabella colocar a filha em seu lugar... A moça o fitou por segundos se mostrando incomodada... – Quatro metros... Declarou como se desculpando. – Sinto muito! Disse afastando-se e a moça segurou o sorriso para assim não demonstrar que mesmo desconfiada gostava da presença e do jeito dele... Entraram no carro e fazendo o movimento de quem iria ligar o veiculo... Isabella parou no meio do caminho se virando para o rapaz sentado ao seu lado.
– Por que? Soltou direta e Edward a fitou. – Por que senhor Cullen? Por que se prestar ao papel de um simples segurança sendo que é o dono da empresa? Vê-se de longe o seu requinte em nada comparado aos seus homens que em sua maioria são mais músculos do que cérebro e... Dizia parando e abaixando o olhar. – Deixe pra lá... Por que me diria não é? Talvez seja um acordo, estranho acordo, embora lucrativo com Aro... Não é? E com certeza não se resume só a dinheiro... Nunca se resume. Disse ligando o carro e Edward em reação colocou a mão em cima da sua desligando o veiculo.
– Não sei o que se passa... Disse para uma Isabella chocada. – Mas lhe afirmo não existe acordo nenhum entre mim e seu marido... Senhora Volturi... Já fez algo sem saber o porque de estar fazendo a não ser a certeza de que deveria fazê-lo? Perguntou buscando colocar em cada uma das palavras sua total sinceridade... As mãos ainda próximas, sim o contato ainda existente, a sensação de calor e frio, de estase e de ânsia, medo e necessidade... Tanto em um simples e efêmero toque...
– Não. Devolveu baixo olhando para as mãos ainda unidas e afastou a sua devagar, o rapaz fazendo o mesmo.
– Vou repetir... Não sou o inimigo... Embora seja essa a impressão que passo a senhora e eu nem sei por que passo... Mas não sou... Estou aqui para ajudar... Da forma que precisar, quando precisar... E não, volto a repetir, não tenho nenhuma proximidade com seu marido além da profissional, ele é apenas mais um cliente... E quanto a ser um simples segurança... Amo minha profissão... É o que sou, é o que sei ensinar, sou ex-agente do FBI... Abri a empresa com meu amigo e desde então treino homens para isso... Proteger os outros, por dinheiro é verdade, mas sempre mantendo a integridade e acima de tudo preservando a vida e o bem estar do protegido. Afirmou... Isabella voltou sua atenção ao carro, ligou o mesmo e saiu dali em silencio... Ambos ali pensativos, confusos... Ela sem entender o que o Cullen queria dizer com a história de que tinha a certeza em si de precisar fazer aquilo... E Edward do mesmo modo confuso tinha apenas uma coisa em sua cabeça... Aquele olhar, o olhar de Isabella... E embora esse olhar camuflado por uma altivez controlada mostrava-se para o ex-agente um olhar suplicante, um pedido de socorro... Fora assim quando falara de Kimberly e ali naquele momento Edward sentira que sim ela pedia ajuda, sim sua alma gritava por socorro e há muito tempo e ele não conseguia entender o porque apenas se via impelido em seguindo seu coração dar-lhe o socorro que precisava...
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– Aro continuar mascarando os balancetes talvez não seja mais uma boa alternativa... Por que não se apropria de vez desse patrimônio e reestrutura sua situação... Veja o governo em um momento ou outro pode desconfiar, ver que os relatórios não batem com a realidade e... Dizia Biers.
– Está tentando me intimidar Riley? Soltou com a feição séria e o rapaz desviou o olhar. – Ora... Você está metido nisso até o pescoço rapaz, ganhou muito com tudo isso... Seu nome está mais do que ligado a mim... Ou melhor, a Volturi Incorporadora e a Swan Interprise... Seja sábio, mantenha seu trabalho e bico calado. Advertiu seco.
– Estou lhe dando um alerta... Apenas um alerta. Afirmou Biers e o Volturi respirando fundo...
– Já ouvi dizer que depressão profunda mata... Ainda mais associada a uma séria doença cardíaca... Divagava o homem acomodado confortavelmente em sua poltrona no elegante escritório que tinha em plena Madison Avenue...
– Aro...
– Inferno por que aquele velho não morre? Há anos deixou de ter prazer pela vida mesmo... Dizia inconformado e Riley permanecia ouvindo.
– Não quero lhe trazer problemas, tem razão quando diz que estou até o pescoço nisso e por isso mesmo estou alertando... Não quero ser pego e nem tão pouco ver você sendo pego, nosso acordo tem dado certo para ambos então...
– Deixe de ser frouxo homem, ninguém vai descobrir... Dê-me tempo... Preciso pensar em uma alternativa... Disse e Biers saiu em seguida... – Inferno o que fazer? O que fazer? Matar... Não gosto disso, não é uma opção... Tudo menos chegar às vias de fato, isso dá azar... Dizia pensativo sorvendo o ultimo gole de seu The Dalmore... A situação em casa estava controlada... Isabella não havia gostado do novo segurança e isso não era novidade para Aro, mas Edward estava se mostrando muito eficiente e de quebra ainda mantinha o olho no trabalho de seus homens... De segurança sua vida estava sendo bem atendida, mas seu patrimônio que a mais de cinco anos vinha mostrando-se frágil estava nos últimos tempos sendo sustentado pela fortuna dos Swan... É ao contrario do que os balancetes diziam há alguns anos atrás para Charlie Swan, seu patrimônio sempre esteve bem e seguro... Mas por conta de uma manipulação de números de seu contador Riley Biers e sua total falta de atenção e dedicação a seus negócios... O Swan acreditava piamente estar perdendo muito dinheiro e por isso aceitou de bom grado quando o amigo Volturi se disse disponível a ajudar e quando o mesmo formalizou um pedido de casamento a sua única filha... Charlie ficara satisfeito e hoje recluso não se dignava a verificar como andava seu patrimônio, as empresas de Charlie eram administradas por homens de sua confiança e Aro agora como genro se via muito próximo do patrimônio e conseguia se beneficiar do mesmo afirmando aos executivos do Swan que tudo era feito com a anuência do mesmo e os homens acreditavam, todos acreditavam no “caráter” de Aro, todos achavam-no um homem integro e de princípios... Sim ele até agora conseguira manter essa imagem... Mas apossar-se de tudo aquilo, milhões e milhões era realmente o objetivo do Volturi, contudo ainda não tinha conseguido fazê-lo... E o que o atrapalhava? A existência dos Swan, isso o atrapalhava!
Spoiler —
– Assine todas as folhas... Dizia mantendo a imponência habitual, Isabella curvou-se em direção aos documentos com a caneta em punho e o Cullen na porta da biblioteca apenas assistia de forma analítica sem que Aro percebesse estar sendo analisado.
– Aro preciso comprar roupas para Kim... Soltou a moça despreocupada e o Volturi bufou impaciente.
– Eu não sei pra que um ser tão pequeno necessita tanto de roupas variadas, ela nem sai de casa direito... Vamos, ande logo com isso... Declarou contrariado e Isabella tentou ser mais rápida. – Edward... Disse sorrindo para o rapaz. – Isabella irá sair, mas não irá demorar não é mesmo querida? Disse ainda mantendo o sorriso. – Você sabe que quanto mais cuidados com a pequena mais atenção deve ser dispensada a mim querida esposa. Declarou bem baixinho no ouvido da moça que tremeu em revolta com as palavras e Edward em seu interior gritava a certeza de que ali existia algo mais do que o carinho e amor que deveria existir entre um homem e uma mulher, entre um pai e uma filha e de forma ainda incompreensível para o Cullen crescia a vontade de voar no pescoço do homem e esmaga-lo de forma instantânea...
Notas finais
-;-
Nossa que notas finais longas... rsrsrs.
Bem é isso, até terça com mais Save Me!
Bjos e bom final de semana.
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