Save Me.
2 Capítulo 2 - Stay away.
Notas iniciais
— Jenny o que foi?
- Elena, desculpa — ela estava chorando.
- O que foi?
- Você se lembra, daquela cara que eu comprava nossos comprimidos?
- Lembro.
- Eu não o paguei ainda, e ele disse que se eu não pagasse hoje, ele iria matar meu pai Elena — ela estava chorando, a abracei.
- Jenny, calma, eu já estou com o dinheiro, ele não vai fazer nada com o seu pai.
- Elena, me desculpa.
- Não precisa se desculpar.
- Que bonitinhas — ouvi uma voz masculina, grossa. — Amiguinhas, ai que coisas fofas.
- Chega Henry, já estamos com dinheiro — Jenny me soltou, me virei para ele, ao lado dele haviam dois homens, altos.
- Jenny, você não me disse que sua amiguinha era da alta sociedade — pude ouvir nojo em sua voz. — Vir ao Brooklyn vestida assim, tem que ser muito corajosa — ele riu e se aproximou de mim, com o indicador ele levantou meu rosto, dei um passo para trás.
- Tira a mão de mim.
- Ou o que? você vai gritar para o papai? — ele tentou me beijar, mas eu recuei e o empurrei.
- Você é nojento.
- Você não devia ter dito isso — seus olhos estavam em chamas, ele segurou firme meus dois braços e me empurrou contra a parede, um dos outros dois seguraram Jenny, ele beijava meu pescoço nu, e isso estava me dando enjoo, ele é nojento, repulsivo.
- Me solta. — gritei e tentei o empurrar, mas foi em vão.
Ele subiu os beijos pelo meu rosto, e depois me beijou, sua lingua pedia espaço mas eu não o dei, ele ficou irritado e puxou meu vestido para baixo, nesse momento me arrependi da escolha de vestido, ele estava alisando meus ombros e beijando meu pescoço, o empurrei de novo, mas dessa vez ele caiu no chão, puxei meu vestido para cima, assim que levantei o rosto vi o Damon, ele segurava o tal Henry pelo colarinho da blusa.
- Não chega mais perto dela seu babaca — Damon deu dois socos nele, e o jogou no chão, os outros dois recuaram, e depois eles sairam andando. — Elena, você está bem? — ele colocou meu cabelo para trás da minha orelha.
- Eu estou bem Damon — o empurrei e sai andando.
- Elena um obrigada já servia — ele vinha me seguindo.
- Obrigada Damon, agora já pode voltar para a festinha da sua namorada.
- Eu só volto se você voltar comigo — ri sem humor.
- Não conte com isso.
- Certo, então para onde você quer ir?
- Eu vou para minha casa, tomar banho com alcool. — ele riu.
- Eu te levo — me virei e vi Jenny atrás dele, ela me olhou e abaixou a cabeça.
- Tudo bem, vamos, Jenny, hoje você dorme lá em casa.
- Certo.
Entramos no carro dele, e ele dirigiu até o Pallace, ele estacionou e eu desci.
- Não vai me chamar para entrar? — ele saiu do carro.
- Damon, que eu me lembre, você tem que estar numa festinha não tem? fica para um outro dia. — me virei e continuei aindando, ele segurou me braço.
- Porque está me tratando assim?
- Você se muda para Londres, volta depois de quatro anos, e quer que eu continue te tratando igual? desculpa mas eu não consigo.
- Elena, está com raiva porque eu fui para Londres, ou porque voltei com uma namorada? — eu tenho certeza que corei.
- Que tipo de pergunta idiota é essa?
- Responde.
- Porque você foi para Londres, agora Damon, divirta-se na festinha, tchau. — puxei meu braço e voltei a andar.
Dessa vez ele não me seguiu, Jenny e eu subimos até a cobertura, no meu celular haviam várias mensagens, e ligações perdidas, resolvi avisar o Chuck.
- Alô? Elena? você está bem?
- Estou Chuck, desculpa ter saido sem avisar, era urgente.
- Tudo bem, te vejo amanhã. — e ele desligou.
- Como meu namorado é carinhoso — resmunguei tirando os sapatos.
- Elena, porque você ainda está com o Chuck? vocês são tão diferentes, você se faz de durona, de forte, sem sentimentos, mas nós duas sabemos que você não é assim, você é sentimental, é carinhosa.
- Jenny chega ok? você sabe disso, mais ninguem precisa saber. — ela riu.
- Certo, certo. Elena, o Damon salvou você hoje, foi lindo, como nos filmes.
- Jenny, você está chata. — ela riu. — Vou tomar banho, de alcool pra tirar as bacterias daquele homem nojento.
- Você falou como uma patricinha agora.
- Deixa ele babar em você então, depois a gente conversa.
Fui para o meu banheiro, tomei um banho e esfreguei muito o meu pescoço e meus ombros, sai enrrolada na toalha, Jenny não estava no quarto, vesti uma blusa de alcinha branca e um short de malha azul claro, sai a procura da Jenny.
POV Damon.
Eu não sei o que está acontecendo comigo, porque eu segui a Elena? bom ainda bem que segui, sabe Deus o que aquele babaca ia fazer com ela, dirigi de volta para a festa, quando cheguei já estavam todos na mesa de jantar, me sentei ao lado da Rose.
- Onde você estava Damon? — ela me fuzilou.
- Fui resolver uns problemas Rose.
- Com a Elena? — ela vez voz de nojo.
- Rose, já chega, se vai ficar me torrando a paciencia eu vou embora.
- Tudo bem Damon, vou parar de falar da sua irmãzinha.
- Ela não é minha irmã.
- Claro que não.
POV Elena.
Jenny e eu comemos brigadeiro e assistimos atividade paranormal quatro na sala, Miranda chegou irritada, já brigando comigo.
- Elena, porque você saiu daquele jeito e não me avisou?
- Eu não te vi Miranda.
- Elena, onde foi que eu errei com você?
- A onde? posso começar a lista? ótimo, em primeiro, tendo uma babá para cada mês, quando a unica pessoa que eu precisava era uma mãe, não uma babá, ter se casado com cinco homens diferentes e me trocar por cada um deles, achar que me dando luxo e fama vai compensar a sua ausencia, é ai que você errou Miranda. — me levantei e fui para meu quarto, Jenny me seguiu.
Me joguei na cama, meus olhos estavam cheios de lagrimas, mas eu não vou chorar, respirei fundo, Jeny se deitou ao meu lado.
- Boa noite Elena.
- Boa noite Jenny. — me virei de costas para ela.
Porque eu estou tão irritada? eu não estava assim, já tinha superado as broncas da Miranda, isso só pode ser culpa do Damon, é ele que me muda assim, é a presença dele que me deixa assim... A presença, ou a ausencia dele?, perguntou meu insconsciente, e ele está certo, mas não sei a resposta. Damon, porque tudo tinha que ser tão dificil? porque depois de todos esses anos eu não superei isso? afinal ele me vê como a irmãzinha, que ele tem que proteger, ele me vê como uma criança, e nunca será mais do que isso, infelizmente.
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