Notas iniciais
Me desculpem novamente pela demora, esta tudo muito complicado e corrido e estou vindo quando posso. Obrigada por acompanharem a fic, beijos! espero que gostem do capítulo ;)

Bella's POV

Acordei 7 horas da manhã. Jacob ainda babava do meu lado e roncava ao mesmo tempo, que divino.

Olhei para o meu celular e nada de Edward. Não iria incomodá-lo. Coloquei o celular longe e fui até o banheiro.

Escovei meus dentes e lavei meu rosto. Escovei meus cabelos e fiz uma rabo de cavalo. Entrei no chuveiro e tomei uma ducha rápida. Me sequei rapidamente, coloquei um short jeans e uma blusa regata e sai do banheiro. Saindo do quarto fui até o quarto de Renesmee.

Abri a porta delicadamente para não acordá-la mas ela já estava acordada.

– Bom dia mamãe. — ela sorriu

– Bom dia meu amor. — sorri de volta.

Entrei no quarto dela e fechei a porta com cuidado para não acordar ninguém do andar de cima. Fui até a cama de Renesmee, me sentei do lado dela e ela se aconchegou em mim. Beijei-lhe o topo de sua cabeça e á abracei pela cintura.

– Por que acordou tão cedo anjo?

– Eu fui dormir cedo mamãe, não estou cansada. Você está bem?

– Estou filha, e você, tudo bem?

Ela ficou quieta por um tempo, como se estivesse pensando, então se soltou do meu abraço e se sentou de frente pra mim.

– O que foi filha? — Ela estava com uma cara engraçada, como se fosse falar um assunto sério comigo.

– Mamãe. Precisamos conversar. — me segurei para não rir. Ela estava um graça, toda sentadinha, com cara de preocupada, como se a nossa conversa dependesse de algo muito importante. Fiquei séria e olhei para ela. Seus cabelos estavam um pouco embaraçados e suas bochechas estavam coradas. Renesmee era linda, e eu era sortuda por ainda tê-la. Parei de admirá-la por um estante.

– Diga, meu amor.

– Mamãe eu preciso trabalhar.

– Oque? — segurei meu riso novamente. — Trabalhar pra quê, filha?

– Eu ouvi a vovó conversando com o vovô ontem. Ela disse que meu pai ta longe, e que ele só ia sair da 'cadeira' se alguém pagasse a 'liança'. Então, se eu trabalhasse, eu ia poder ver ele e ajudar ele a sair de lá. Eu sei que o papai foi mal comigo, e com você também, muito mal. Mas eu vi num desenho ontem, que o passarinho disse para perdoar as pessoas, que é isso que o papai do céu quer, então eu acho que tenho que perdoar o James.

Senhor. Digeri as palavras dela com cuidado. Nem consegui rir das palavras erradas que ela disse, apenas á olhei por um segundo antes de responder. Eu meio que á entendia. Por mais que meu pai havia feito tudo o que fez comigo e com a minha mãe, ele era meu pai. Eu nunca consegui perdoá-lo, mas era triste o que houve com ele, eu pensava como a Renesmee na época, pensava que podia mudá-lo, fazer ele ficar bom. Talvez ele fosse ficar bom, mas ele não teve tempo para isso. Meu pai havia morrido. Eu vivi com essa culpa por anos, e de certa forma não queria que Renesmee se sentisse culpada pelo o que houve com o pai dela, culpada por não tê-lo visto, por não ter 'ajudado' do jeitinho dela. Medi minhas palavras antes de tudo e enfim, falei.

– Filha, olha, seu pai fez muitas coisas erradas. E quando as pessoas fazem coisas erradas, elas têm que pagar por isso. Eu não te coloco de castigo quando você faz alguma malcriação? Então, seu pai está de castigo. — Foi a única maneira que achei para explicar. — Você pode perdoá-lo, é seu pai. E se você quiser, te levo para vê-lo, mas não agora, daqui á algum tempo, ok? — Tudo bem. O que eu estava pensando? Podia ser loucura levá-la para vê-lo mas o que ele poderia fazer ali? Cercado de policiais, com um vidro no meio de nós? Renesmee precisava vê-lo, era filha dele, não ia negar isso á ela. James foi muito bom para mim no começo, não era possível que não havia restado nenhuma bondade dentro dele. Eu teria que esperar para ver.

– É sério? Obrigada mãe. — ela me abraçou. — Mãe, você promete que não conta pro James que chamo o Edward de pai? Ele pode ficar triste. — James. Renesmee não o chamava mais de pai, depois de tudo o que houve, em uma conversa com minha mãe eu disse que o que ele fez, não era coisa que um pai faria, que era um absurdo, entre outro adjetivos, ela ouviu e no mesmo dia me disse que não chamaria mais ele de pai, dizendo que um pai não faria com ela o que ele fez. Desde então ela começou a chamar Edward de pai.

– Não anjo, eu não conto. Mas você não deveria chamar o seu pai de James e o Edward de seu pai, é ao contrário...

– Mãe já te expliquei né, o Edward é meu pai, ele cuida de mim, cuida de você. James foi meu pai, mas agora ele pode ser meu amigo.

– Tudo bem, seja amiga dele então amor. — eu a abracei contra meu peito e ela me abraçou de volta. — Eu te amo filha.

– Também te amo mãe. — ela me abraçou mais forte. Sentimos um cheiro de ovo frito vindo da cozinha ao mesmo tempo e olhamos uma para a outra, com sorrisos no rosto. Levantamos juntas da cama e corremos até a cozinha, como duas crianças.

Minha mãe estava preparando o café da manhã com ovos, bacon, panquecas e suco. Coloquei Renesmee sentada no banco da mesa de centro e fui até minha mãe.

– Bom dia mãe. — dei-lhe um beijo na bochecha

– Bom dia vovó. – Renesmee disse sorridente.

– Bom dia minhas princesas. – minha mãe disse, sorrindo. — sentem-se, o café já está saindo.

Quando eu ia me sentar o telefone tocou.

– Eu atendo! — Fui até a sala e peguei o telefone.

– Alô?

– Isabella Swan? Sou eu, Benjamin.

– Ah oi, bom dia!

– Bom dia Bella. Eu tenho notícias...

– Diga-me..

– Bom, James está preso temporariamente, como você já sabe, e nesta quinta-feira ele terá um julgamento público. Você não precisa estar presente, eu irei apresentar todas as provas contra ele e o juri público irá decidir se ele é culpado ou não. James tem direito de defesa, mas as provas são muitas, eu duvido que ele saia ileso. Só estou te avisando, pois caso você queira ir...

– Ah sim, obrigada por me avisar Benjamin... Eu queria te perguntar uma coisa, James pode receber visitas?

– Visitas? Sim, mas quem quer visitá-lo?

– Minha filha. Por favor não me julgue, é o pai dela, me parece correto.

– Certo... Bom, os horários de visita são de segunda á sábado, dás 16 ás 17 horas. Podem aparecer, eu acompanharei vocês.

– Obrigada.

– E a irmã de Edward, como está?

– Ainda não tivemos nenhuma notícia concreta de nada, Edward está no hospital esperando o laudo.

– Entendo, bom, qualquer coisa estou á disposição Bella, tenho uma boa dia.

– Você também Benjamin, obrigada.

Ele deligou o telefone e eu o coloquei na base. Voltei á cozinha e Renesmee estava comendo panquecas com minha mãe.

– Quem era filha?

– Era Benjamin, da delegacia.

– Algum problema?

– Não mãe. Eu vou subir um instante e já venho ok? — Subi as escadas correndo até meu quarto novamente e peguei meu celular.

Eu precisava conversar com Edward.

Edward’s POV

Acordei 7 e 40 da manhã com uma batida na porta. Ajeitei minhas roupas, passei a mão pelos cabelos e fui abrir, era a enfermeira.

– Bom dia, Sr. Cullen?

– Bom dia. Sou eu.

– O médico vira em alguns minutos falar sobre Leah. — a enfermeira me lançou um sorriso simpático, mas eu estava muito acabado para retribuir.

Ela foi até Leah arrumar os medicamentos então chequei meu celular, havia uma mensagem não enviada.

Droga.

A mensagem que eu havia escrito para Bella não tinha sido enviada. Ela provavelmente deve ter ficado chateada comigo.

Apertei enviar e mesmo assim resolvi ligar para Bella. Olhei no relógio e eram 8 da manhã. Não pensei se ia acordá-la ou não, apenas liguei.

Bella atendeu no segundo toque.

– Acabei de ler sua mensagem. Não vou arrumar um novo namorado, eu amo o meu atual. — ela riu no telefone e ouvir sua risada me fez um bem que eu não sentia á tempo – Bom dia amor, tudo bem? Como esta tudo ai? Tem notícias?

– Bom dia anjo. Estou cansado, mas estou bem, e você? O médico vira daqui á pouco me falar sobre o estado de Leah, pra ser honesto estou com medo.

– Você ta sozinho ai? Cadê o seu pai?

– Ele foi embora.

– Meu Deus... Não tem ninguém que pode ir até ai? Sua irmã? Seu cunhado?

– Eles estão com Esme, descansando. Não é justo exigir a presença deles porque estou com medo do que vou ouvir. — E era verdade. Minha mãe, minha irmã e Jasper estavam acabados, tão abalados como eu. Eu era o mais velho, precisa enfrentar algumas coisas sozinho!

– Por que não fazemos assim, eu fico com você no telefone até o médico chegar, ok? E quando ele chegar, não desliga o telefone, põe ele no viva voz, assim eu escuto a notícia com você e nós conversamos depois, ok? Fica tranquilo.

– Eu te amo sabia? Queria você aqui...

– Awn, eu também queria estar ai. E não sou a única que está com saudades de você... — O telefone ficou mudo até que uma voz apareceu. — Oi pai, to com saudades de você, quando você volta? — era Renesmee. Lutei contra mim mesmo para não chorar.

– Oi meu anjo! Eu não sei amor, tenho que cuidar da minha irmãzinha, assim que ela ficar melhor vou buscar você e sua mãe pra ficarem comigo, ok?

– Tudo bem, eu entendo. Eu e a mamãe rezamos para Leah todos os dias, e eu pedi pro meu anjinho ir ficar com ela, eu não to usando ele mesmo né! Mas tudo bem pai, estamos com saudades de você e te amamos. Até o tio Jacob ta com saudades. — Renesmee riu do outro lado da linha e eu ri junto com ela.

– Também estou com saudades amor. E obrigada por rezar, tenho certeza que seu anjinho está aqui com a gente, obrigada minha linda. Amo vocês também e também estou com saudades..

– Pai, minha vó ta me chamando, fala aqui com a minha mãe ta, te amo, tchau.

– Tchau amor, também te amo. — o telefone ficou mudo novamente e eu só ouvi umas vozes de fundo..

“Filha, desce as escadas com cuidado..” “Mamãe, sou uma mocinha, tio Jacob me ensinou a descer as escadas sentada mas agora eu já desço em pé mesmo. Fica tranquila ta, eu já volto” Bella riu “Ok, cuidado mocinha” O telefone chiou um pouco e logo a voz de Bella estava de novo no telefone...

– Oi amor.

– Oi. Essa pequenininha só me deixou com mais saudade de vocês...

– Ela só pergunta de você! O tempo todo! E agora resolveu te chamar de pai... eu já disse pra ela não te chamar assim, mas ela diz que você é o pai dela...

– Não tem problema, eu amo que ela me chame de pai. Posso não ser o pai biológico dela, mas vou cuidar dela como se fosse minha filha. E claro, vou ser um ótimo pai, não só pra ela como para os nossos próximos 5 filhos. — eu ri e ela riu comigo.

– Cinco filhos, é? Você tem energia pra tudo isso? — ela riu.

– Amor, quando eu voltar nós vamos passar uma semana no quarto, só vamos pausar pra comer!

– Eu vou anotar isso pra te cobrar quando você voltar. – ela riu e eu ri junto. Alguém bateu na porta.

– Amor, alguém bateu aqui, acho que é o médico, espera ai..

– Ok..

– Pode entrar. – falei alto para a pessoa ouvir. Um senhor alto, de cabelo meio grisalho, simpático, entrou no quarto.

– Olá, bom dia, sou o Dr. Michael, o médico de Leah. — ele estendeu a mão e eu á peguei, cumprimentando-o.

– Sou Edward Cullen, irmão de Leah. — disse á ele.

– Amor, o médico chegou, vou colocar no viva voz... — disse para Bella no telefone.

– Tudo bem... — apertei o botão e coloquei o telefone sobre a mesa que estava na frente da cama de Leah, entre eu e o médico.

– É minha namorada doutor, ela só quer ouvir a notícia comigo. Por favor diga-me tudo.

– Tudo bem. — ele me olhou. — Bom Edward, o tumor no cérebro de sua irmã está estacionado, vou conversar com os seus pais para continuar com a radiação que ela vinha tomando. Mas não é sobre isso que vim conversar com você. Sua irmã está em um quadro um tanto quanto complicado. Leah está com hipertensão arterial. É uma doença crônica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos.

– Continue Dr. — se eu parasse para pensar em tudo aquilo seria pior, era melhor ouvir tudo de uma vez. Dr. Michael me olhou tristonho e continuou...

– Ela está em coma induzido, qualquer esforço seria demais para o quadro em que ela se encontra. Qualquer esforço poderia comprometer a vida dela. O coração dela está muito fraco e debilitado, eu sinto muito.

– E o que pode ser feito, Dr.? — não conseguia processar aquilo. — O que isso quer dizer?

– Edward, sua irmã precisa de um novo coração. Do contrário, ela pode vir á óbito em alguns meses. — Dr. Michael veio até mim, eu estava paralisado. Ele tocou meu ombro. — Eu sinto muito filho, colocarei sua irmã na fila de doadores de órgãos, mas, não podemos perder a esperança. Eu mediquei Leah com substâncias que á manterão viva e alimentada, mas infelizmente não posso fazer milagres, sem um órgão sua irmã não vai sobreviver muito tempo. Eu sinto muito.

Meu Deus.

Notas finais
Não deixem de comentar!! Até o próximo capítulo ;)