Save Me

30 I Love Him


Acordei e olhei em volta, no quarto vendo Harry deitado, dormindo como um anjo com a boca aberta babando. Por um momento nem me incomodei que aquele travesseiro era meu e eu provavelmente teria que lavá-lo junto com os lençóis da cama para tirar toda a baba dele. Quando foi que eu fiquei tão apaixonada? Rolei pela cama até escorregar para o chão e fui caminhando (lê-se : cambaleando) até o banheiro, me joguei debaixo do box do chuveiro e tomei um banho bem gelado. Mesmo não tendo bebido tanto noite passada, senti como se uma dor de cabeça enorme estivesse só esperando para se libertar. Fui até meu closet de toalha mesmo e me vesti. Não me pergunte eu estou arrumada, mas simplesmente me veio um sentimento de aperto no coração, e a única coisa a se fazer quando isso acontece é, sair de casa o mais rápido possível. Andei devagar pelo piso de madeira para não acordar Harry, e peguei minha chave sobre a bancada da cozinha. Só tinha uma pessoa que podia me ajudar a tirar essa dor do meu peito. Dirigi até a casa de Ian e estacionei de qualquer jeito, descendo do carro e batendo na porta desesperada. Bati uma, duas, três, quatro, cinco e nada, nada. Quando comecei a me desesperar Ian simplesmente abriu a porta com uma cara de quem tinha acabado de acordar.

- O que foi, sua arrombada? Não ta vendo que são oito horas da manhã?

- Ah... ok. Mas já que eu já vim até aqui não vou embora. – disse logo entrando, ele parecia que estava com muito sono para até protestar, então simplesmente fechou a porta e entrou se sentando no sofá de frente para mim.

- Ta bom, espero que seja algo muito importante para você me acordar. Me diga, Aria, quem morreu? – ele disse, irônico enquanto juntava as mãos como quem estivesse rezando e apoiou os lábios nas mãos.

- Bom, eu estou me sentindo muito estranha. Quando eu olho para o Harry, eu sinto uma coisa muito estranha que eu não sentia antes. Eu sinto que meu coração acelera e eu quase não consigo respirar. E quando ele está longe de mim, é como se eu sentisse uma dor no peito e um aperto no coração. Eu não sei explicar, mas não consigo parar de sentir isso, não sei se isso pode ser algum problema e... – apenas suspirei sem saber o que fazer e comecei a mexer no meu cabelo, brincando com as pontas rosas.

- Bom, você se apaixonou. – ele disse, se recostando no sofá, como que notando minha expressão de medo ele apenas sorriu, terno e completou – É isso, ou você tem alguma doença do coração.

Ele disse, recheando a voz de sarcasmo. Revirei os olhos e comecei a me desesperar.

- Não brinque com isso, é uma coisa séria. – eu disse, me levantando e andando em círculos pela sala.

- Ai, pra que tanto drama, Aria? Todo mundo se apaixona na vida, e já estava passando da hora de isso acontecer com você. Não é nada tão grave e desesperador assim, acontece com todo mundo e é perfeitamente normal.

- Não para mim, isso nunca me aconteceu! E se ele desistir de mim e me deixar?!

- Aria, será que da para parar de ser tão pessimista? Pare de ficar pensando em coisas ruins e aceite que uma vez na vida as coisas estão dando certo para você! Você nunca se apaixonou, ok, mas tudo tem uma primeira vez, e a sua é agora. – Ian gritou, já visivelmente irritado. – Você se apaixonou ok? Não nem nada de errado nisso, agora será que pode ir embora por favor? Não é só você que tem uma vida e problemas.

Apenas assenti e fui em direção a porta. Ele teve que ouvir meus problemas durante a vida toda, certamente era de se esperar que fosse se cansar uma hora. Dirigi de volta para casa, é, eu tinha finalmente me apaixonado. Talvez seja hora de parar de ser tão pessimista mesmo. Cheguei em casa e fiz café pro Harry e fui direto levar lá no quarto. Assim que entrei, encontrei Harry dormindo como um anjo, deitado com a barriga para baixo babando (eca) nos meus travesseiros, andei até ele e coloquei a bandeja com café na cama, e comecei a passar a mão pelas suas costas.

- Harry? Harry, acorda...

- Hm... não. – ele disse, todo manhoso, continuei fazendo carinho em suas costas até que parei por alguns segundos porque estava cansando minha mão. – Ah, continua, ta tão gostoso...

Dei uma risadinha e continuei, alguns minutos depois ele simplesmente acordou e se sentou na cama, me puxando para sentar em seu colo e me abraçando por trás.

- Bom dia, amor. – ele disse, com a voz toda rouca (e sexy) de quem acaba de acordar. Deus, estou realmente amando esse garoto!