Notas iniciais
Go!

Mas um dia de trabalho, e como eu gostava de trabalhar. Não, não estou usando da ironia, eu realmente amava meu trabalho. Para mim não havia nada melhor que ajudar as crianças e adolescentes a saírem das ruas e achar um lar.Mas hoje, estava com uma preguiça das grandes de sair da minha cama quentinha e ir trabalhar.


–Vamos, coragem man– Falei pra mim mesmo rindo. Levantei da cama e fui em direção o banheiro. Tomei um banho rápido e me sequei. Fiz o resto da minha higiene e voltei ao quarto. Peguei uma calça jeans escura, uma blusa azul social de manga comprida e meu all star preto. Voltei ao banheiro e passei a base pra esconder as tatuagens dos dedos e do pescoço. Desci as escadas e abri a porta dos fundos deixando Ich entrar.


Fui a cozinha e tomei só um copo de suco, peguei minhas coisas e saí da casa trancando-a e entrei no carro. Dirigi calmamente até chegar o prédio em que trabalhava, cumprimentei por todos os que passavam e entrei na minha sala.


[...]


Já estava quase na hora do meu expediente acabar, dentro de meia hora estaria em casa.

–Zachary? — Ouvi Meridith me chamar. Ela era meio que minha chefa.

–Entra — Falei e ela entrou, carregava uma pasta parda e tinha o semblante preocupado.

–Sei que já ta quase na hora de você sair e sei que só vai aparecer aqui segunda, mas preciso que você me faça um favor. — Falou.

–Claro o que precisa? — Sinto que lá me vem hora extra.

–Então, recebi hoje o telefonema do Conselho Tutelar e eles nos deram a ficha de uma garota de dezesseis anos que está desaparecida, liguei pra policia e ela já foi fichada com drogas, voltou pra casa e passou a frequentar a escola, mas depois de uma semana sumiu de novo. Não precisa me entregar nada hoje, pode sair quando acabar seu expediente.

–Entendi. Me dá a pasta dela que vou procurar a família e vê se acho alguma pista — Falei. Meridith me entregou e saiu da sala.


Peguei a ficha e tinha uma foto três por quatro. O cabelo preto cacheado longo com mechas vermelhas estava bagunçado, os olhos azuis marcados com uma maquiagem forte a pele do rosto com umas marcas de sujeira. Fiquei olhando para a foto por um tempo que não imaginei, mas logo meu celular me despertou. Peguei o aparelho e vi que era o número da minha mãe.


–Diga dona Maria — Atendi.

–Senhor Zachary, pode me informar se vai vim jantar aqui hoje? — Perguntou risonha.

–Depende, a comida é boa?

–Toma vergonha menino, sabe que eu cozinho muito bem — Brigou ela.

–Eu vou mãe, depois que sair daqui e passar em casa pra tomar banho eu vou pra sua casa — Falei rindo.

–Ta bom, não se atrase — Disse e desligou. Comecei a arrumar minhas coisas, no meio de tudo aquilo, coloquei junto a pasta da garota que Meredith queria que eu achasse. Quando faltava cinco minutos pra sair do trabalho, saí da minha sala e entrei no elevador, desci na garagem e achei meu carro. Agora só tinha que pegar o rumo de casa.


Dirigia calmamente, por incrível que fosse em plena sexta feira as oito da noite a rua tava mais vazia, poucos carros transitavam por ali, o que era bom. Enquanto dirigia avistei uma lanchonete que eu sempre ia, tinha uma das melhores tortas da cidade. Resolvi parar.


Depois de comprar minha torta voltei ao carro e parti em direção minha casa, estava passando em frente um beco quando vi um lampejo vermelho. Curioso como sou, parei o carro no acostamento e desci travando-o, caminhei pelo pequeno trajeto até a entrada do beco. Olhei pros lados e não tinha ninguém, vagarosamente fui entrando no local.


Olhei pra todos os lados e tava quase tendo certeza que estava ficando louco ou imaginando coisas, quando ouvi um ofegar. Fiquei logo alerta e voltei a procurar, encontrando o que procurava caída atrás de uma caçamba de lixo. Era uma garota isso dava pra notar, mas não conseguia ver muito bem seu rosto.


–Oi, ta bem? — Mas que pergunta idiota em Zacky. Ouvi ela murmurar algo, mas nada entendi.


Aproximei-me e notei que ela respirava com dificuldade. Com calma a peguei no colo, sua cabeça ficou caída de lado, caminhei até o carro fazendo uma verdadeira mágica enquanto a segurava e abria o carro. Coloquei-a deitada no banco de trás e arrumei um jeito de a prender com o cinto, voltei pro banco do motorista e dirigi rumo a minha casa.


Chegando abri a casa e voltei ao carro pegando a garota, assim que passei pela porta e a luz tocou seu rosto tive um choque...Era a mesma garota que Meredith queria o paradeiro.


Notas finais
Continuo? Reviews?