Saudade
2 Volta
Notas iniciais
Duas semanas depois...
Okita estava quase pulando daquele maldito carro de tanta ansiedade. A missão levou uma semana a mais do que o previsto para ser concluída, e eles só tinham recuperado a comunicação com o Q.G. pouco antes de chegarem nos limites de Edo.
“Pare no Yorozuya antes de ir para o Shinsengumi.” Sougo disse com seu tom entediado para um dos membros de sua divisão que estava dirigindo.
“Mas capitão, você está machucado e...” O homem se calou logo que viu a aura negra do sádico se formando, e correu para o Yorozuya. Okita desceu do carro sem dizer mais nada e subiu as escadas do prédio. Cada passo fazia seus ferimentos piorarem, mas aquilo não importava. Ele só queria ver a china girl e se desculpar pelo atraso.
“É a segunda vez que eu me desculpo com aquela pirralha. Deve ter algo de errado com meu cérebro.” Sougo disse pra si mesmo.
“Okita-san? O que aconteceu com você? Parece que foi atropelado por um caminhão.” Shinpachi estava na frente do Yorozuya tirando a poeira de alguns cobertores e deu de cara com o policial.
“Não um caminhão, mas um monte de terroristas. Enfim, onde está a china girl? Eu preciso falar com ela.”
“Kagura-chan saiu há um tempo atrás. Ela tem estado bem estranha nos últimos dias.”
“Desde quando exatamente?” Talvez pudesse ser por...
“Não sei, uma semana talvez? É, agora eu lembro, uma semana atrás ela foi para algum lugar e estava bem animada antes de sair. Mas desde que a Kagura-chan voltou, ela tem andado quieta e com uma cara triste. Porque a pergunta Okita-san, você sabe...”
“Tenho que ir. Valeu pela informação quatro-olhos.” Sougo correu para o lugar onde Kagura poderia estar, e ele acabou acertando. A Yato estava sentada num dos bancos do parque, com o rosto escondido entre os joelhos.
“O que foi garota monstro, perdeu seu ultimo neurônio?” Ele brincou, fazendo a garota olhar para cima.
“S-Sádico?” Houve um minuto de silêncio e... Sougo foi chutado pela chinesa.
“Ai! O que diabos está fazendo?” Ele perguntou, enquanto sentia algo sangrando dentro de seu casaco.
“SEU MALDITO DESGRAÇADO! ONDE VOCE ESTAVA NESSAS ULTIMAS SEMANAS?” Ela questionou, e sem dar tempo para respostas, sentou em cima do sádico e começou a esmurrar seu rosto.
“A missão...”
“EU NÃO LIGO PARA A MALDITA MISSÃO! NESSAS 2 SEMANAS TUDO QUE EU CONSEGUI PENSAR FOI QUE VOCE TINHA QUEBRADO NOSSA PROMESSA! A SOYO-CHAN ATÉ ME LEVOU PARA ALMOÇAR PRA TENTAR ME ANIMAR, MAS EU NÃO CONSEGUI APROVEITAR AQUELA COMIDA OTIMA! E PORQUE? PORQUE MINHA CABEÇA ESTAVA OCUPADA DEMAIS PENSANDO NA POSSIBILIDADE DE CERTO IDIOTA ESTAR...”
“Eu sinto muito. A comunicação foi cortada e nós tivemos alguns problemas.”
“Não me assuste, droga...” Kagura tentou se acalmar, e percebeu que havia algo úmido no casaco de Okita. Aquilo era sangue?
“Sougo... Você está bem?”
“Você esta me chamando pelo nome.”
“Não mude de assunto!” Kagura corou.
“Bem, eu estava numa missão, é normal estar meio quebrado.”
“Meio hein... Vamos ver isso...” Apesar dos protestos do sádico, Kagura abriu o casaco e a camisa, revelando um corte enorme.
“Tirando minhas roupas nessa posição sugestiva? Não sabia que curtia fazer essas coisas em lugares públicos china girl.”
“Você está machucado... PORQUE VOCE NÃO ESTA NO HOSPITAL? QUER MORRER?” Kagura ficou em pé e puxou a mão do sádico. “Oy, você não está se esforçando tanto por...”
“Não seja tão convencida pirralha. Só estou fazendo isso tudo por não ser o tipo de pessoa que quebra promessas.”
“A promessa não é mais importante que sua vida. Só vá para o hospital, pra depois eu te destruir e te mandar pra lá de novo.”
“Não seja estúpida, eu estou perfeitamente bem...” O policial desmaiou e sentiu a china girl lhe carregando para algum lugar.
Algumas horas depois...
“Droga, minha cabeça está doendo.”
“Ah, você acordou. Agora seja um bom menino e diga ~Ahh” Kagura falou para o agora-acordado Sougo, enfiando ramen quente na boca dele.
“QUENTEEE! Está tentando me matar china?”
“Claro que não. Só estou sendo uma garota adorável e ajudando o pobre cara machucado a se alimentar.”
“Eu tenho certeza que garotas adoráveis não enfiam ramen fervendo na boca de seus maravilhosos e maneiros namorados.” Kagura o beliscou pela piada. “Ah, e onde estamos?”
“Não reconhece seu próprio quarto? Que idiota.” A garota riu alto e comeu o resto do ramen.
“Oy, essa coisa não era pra mim?” Sougo tomou a tigela só para levar um murro de sua amada. “Ah, eu esqueci uma coisa.”
“Seu cérebro?”
“Hilário china girl. Mas que eu me lembre uma certa garota me prometeu uma coisa caso eu voltasse.”
“Do que está falando? Quem te disse isso? O gorila? O Mayora?” Kagura enrolou.
“Não. Mas não se preocupe, eu refresco sua mente.” Sougo disse e beijou a ruiva. O beijo começou a ficar mais exigente, e a garota tremeu quando sentiu a mão do sádico na sua coxa direita.
“China-san, o Sougo acordou...” Kondo abriu a porta e viu Kagura em cima de Okita, os dois rivais se beijando de uma maneira bastante sugestiva. O casal sádico encarou o Comandante e o Vice-Comandante do Shinsengumi, com a garota totalmente envergonhada e o rapaz com sua expressão entediada de sempre.
“EU VOU PRO YOROZUYA AGORA! TIRE SUAS MÃOS PERVERTIDAS DE CIMA DE MIM SÁDICO!” A garota chinesa falou irritada, andando em direção a porta.
“Oy china...”
“Eu venho te visitar amanhã. E não se atreva a levantar desse futon. Se me deixar preocupada de novo eu arranco suas tripas.” Com isso, Kagura foi embora do Shinsengumi.
“Como quiser china...”
Fale com o autor