Notas iniciais
Boa noite, gente...
Espero que gostem da fic, que foi planejada em uma aula de matemática, se eu não me engane....
Boa leitura....

Assistia a chuva cair furiosamente através da janela, os relâmpagos clareavam tudo lá fora e os trovões soavam até o subsolo do castelo. Aquela repentina tempestade era assustadora.

— Saia daí, Sakura. – uma voz masculina pediu em um tom cansado. – Já é a terceira vez que eu lhe peço.

— Um minuto, Sasuke-kun. – encolheu-se ao ver mais um relâmpago brilhar, estava assustada e ao mesmo tempo encantada. — Eu nunca vi uma chuva tão forte como essa.

— Fez muito calor nos últimos dias, era esperado por uma tempestade. – explicou, dando de ombros.

— Sim, era mesmo, mas já parou para pensar que é um sinal? – perguntou, virando-se para Sasuke.

— E ele está dizendo para você voltar para cama. – disse com um sorriso sugestivo.

As bochechas da mulher coraram.

— Venha, seu rei está à espera. – provocou e estendeu o braço em um convite mudo.

Ainda com as bochechas vermelhas, ela retribui o sorriso do amado, não resistiria a ele nem em uma noite chuvosa como aquela. Em uma última conferida, virou a cabeça por sobre o ombro direito e assistiu a mais um relâmpago iluminar o jardim.

— Não podemos fazer barulho. – comentou com falsa inocência, se aproximando da cama.

— Está pensando que eles ouvirão algo com essa tempestade? – e desfez o pequeno laço que prendia parte da frente do pijama.

— Isso dependerá de você.

— Não, dependerá de nós. – disse, fixando seu olhar no dela. Ambos brilharam desejosos.

E sem pronunciar mais nada, o rei cobriu os lábios da rainha com os seus.

No entanto, o que os monarcas do Reino do Fogo não perceberam, foi a presença de uma pessoa encapuzada sobre o gramado do jardim do castelo, encarando com um sorriso zombeteiro a janela dos aposentos reais. A forte chuva não a incomodava nenhum pouco.

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Os efeitos do ápice de prazer ainda passavam pelos corpos suados do casal, que permaneceram em silêncio até que suas respirações voltassem ao normal. Novamente um relâmpago iluminou parcialmente o quarto, já era o quinto em menos de dez minutos. O corpo feminino se encolheu pelo trovão que se seguiu.

— Essa é a tempestade mais intensa que eu já vi em toda a minha vida. – sussurrou com a cabeça apoiada no peito do amado, que apenas a apertou mais contra si.

— Apenas durma Sakura. – falou com carinho e beijou o topo da cabeça dela.

— Sabe que toda essa água pode prejudicar a festa de amanhã, não é?

— Sim, eu sei. Entretanto, o castelo é grande, nós podemos mudar o lugar para dentro dele. – iniciou uma carícia nos fios de coloração exótica.

— Assim, os empregados terão mais trabalho.

— Por isso que são chamados de empregados, porque eles trabalham. – falou sarcástico.

Um leve roçar de rosto contra o peito masculino foi a resposta, e o rei percebeu que a esposa estava pegando no sono ao senti-la se mexer no intuito de se enroscar mais ao seu corpo.

— Ainda estou com a sensação de que é um si... – murmurou com a voz carregada de sono e de olhos fechados, se entregando ao cansaço.

Porém, mais um relâmpago seguido de um estrondoso trovão soou, estremecendo todo o cômodo. Os olhos da rainha se abriram e num rompante a mesma já estava de pé, andando em direção à janela.

— Sakura! – protestou assustado.

Rapidamente seus olhos encontraram a silhueta da esposa e, bufando, pôs-se de pé, aproximando-se dela.

— Não precisa ter medo, é apenas uma tempestade. – passou os braços em volta dela. — Vamos voltar para cama. – pediu, controlando o tom de voz.

— Desculpe, mas estou preocupada. – disse ao mesmo tempo em que depositava seus braços sobre os do amado.

— Você está apenas nervosa pelo dia de amanhã, não fique assim pequena. Pois, eu ficarei preocupado. – e depositou um beijo no ombro desnudo. – Venha, vamos dormir. – a chamou em um tom de voz baixo. – Precisamos descansar. — continuou falando baixo enquanto a puxava pelo braço esquerdo levemente.

Novamente, um relâmpago iluminou o céu, e os olhos verdes da rainha varreram todo o jardim abaixo dela, as colorações acinzentada e prateada que as plantas refletiam eram de encanta-la. No entanto, a imagem de uma pessoa a observando lá de baixo foi capturada por sua visão.

Seus olhos se arregalaram quando a viu levar o dedo indicador até os lábios, num pedido mudo de silêncio. O coração da rainha disparou.

— Sasuke-kun, eu acho que tem alguém lá fora. – murmurou assustada, abraçando o braço do amado.

— Com esta tempestade é impossível alguma alma viva estar vagando pelo nosso jardim.

— Mas eu vi uma pessoa. – insistiu, deixando que a deitasse na cama.

— Acho que você confundiu com algum arbusto. — deitou-se ao lado dela. –Vamos dormir Sakura, hoje foi um dia cansativo para nós. – e apagou a única vela que produzia luz próximo à cama.

Com um suspiro, a mulher se enroscou ao amado.

Talvez eu tenha mesmo imaginado. — pensou, repousando a cabeça sobre o peito masculino. Mas, por que seu coração não se acalmava?

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A fraca luz, que vinha dos aposentos reais, foi apagada, agora, todos os quartos do castelo estavam na escuridão. Era o sinal para começar.

O sorriso zombeteiro voltou aos lábios, já arroxeados pelo tempo que ficou dentro da tempestade. Aquilo seria tão fácil.

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A carranca no rosto do rei era assustadora, poderia amedrontar até o cavaleiro mais temível de todo o continente. Mal fechara os olhos e já estava sendo acordado por batidas, um tanto quanto insistentes, em sua porta.

— Majestade, desculpe-me acorda-lo a essa hora da noite. – pediu a criada de cabeça baixa, andando logo atrás do rei. – Mas eles insistiram em falar apenas com o senhor.

— Não tem problema, Midori. – suspirou cansado. – Pode voltar ao seu aposento.

Após uma reverência, a criada disparou pelo corredor.

Respirando profundamente, Sasuke desceu o último lance de escada que dava para o salão da porta de entrada, fechou os olhos na metade da descida, sentindo no mínimo cinco presenças ali. Impaciente, lançou um rápido olhar para as duas paredes, uma de frente para outra, e num piscar de olhos, os pequenos abajures presos a elas se ascenderam.

Um grupo, composto por oito pessoas, se revelou para ele, todos aglomerados no meio do salão bem a sua frente, molhados pela chuva e com vestimentas sujas e desgastadas pelo tempo, até as capas com capuzes tinham uma aparência velha. O rei arqueou as sobrancelhas. O que nômades queriam em meio a uma forte tempestade?

— Vossa Majestade! – exclamaram em surpresa, mas logo trataram em fazer uma reverência respeitosa.

— Por qual motivo fui tirado de meu descanso? – inqueriu irritado, cruzando os braços e passando os olhos analisadores sobre as oito pessoas.

Uma troca de olhares foi feita entre o grupo de viajantes.

— Está uma noite agitada, e nós pensamos que conseguiríamos pernoitar na floresta como de costume, mas a tempestade está fortíssima e não achamos nenhum abrigo que pudéssemos pagar. – falou o que parecia ser o líder do grupo. –Então, por favor, Majestade, nos permita dormir em seu castelo. – o homem pediu abaixando a cabeça e sendo imitado pelo resto do grupo. –Nós prometemos não incomoda-lo mais, apenas ceda um quarto e amanhã, antes do sol nascer, já estaremos bem longe daqui.

Um coro de ”por favor, vossa majestade’’ complementou o pedido do líder.

O rei engoliu em seco. Não poderia negar um pedido como aquele, o grupo de nômades precisava, realmente, de um lugar para pernoitar. Mas, em contrapartida, no dia seguinte, o castelo estaria agitado desde o amanhecer, pois aconteceria sua festa de aniversário de casamento, e ele não poderia correr o risco de encontra-los perambulando pelos corredores do castelo. O pedido do grupo de nômades era sincero, mas suas promessas eram duvidosas.

Desviou o olhar para as enormes janelas e percebeu que a tempestade duraria a noite inteira. Como rei, ele deveria ser bondoso e caridoso, mas ao mesmo tempo, sério e intimidador.

— Não precisa ser um quarto de hóspedes, nós nos acomodamos em um cômodo dos empregados. – o líder tornou a falar, em uma última tentativa.

— Todos os quartos da área dos criados já estão ocupados. – contrapôs no instante seguinte. – E os quartos de hóspedes estão arrumados para receberam pessoas importantes amanhã.

As oito pessoas soltaram o ar tristonhas. A expressão de derrota, que apenas pessoas que recebiam respostas negativas constantemente, tomou conta dos rostos do grupo de andarilhos.

O rei, constrangido, abaixou levemente a fronte, e de olhos fechados tentou encontrar uma terceira opção para aquelas pessoas. O salão foi tomado por um silêncio desconfortante para o lado do monarca e com expectativa para o grupo de andarilho.

No entanto, algo inesperado para ambos os lados aconteceu.

Um grito ensurdecedor rompeu o silêncio de todo o castelo.

— Sakura. – o rei murmurou sobressaltado.

Sem dizer mais nada, Sasuke virou sobre os calcanhares e subiu os lances de escandas de três em três degraus. O grito era, com toda a certeza, de sua rainha. Fechou os olhos ao chegar ao andar superior, se concentrando em encontrar a presença calorosa da mulher em qualquer lugar de seu castelo.

Uma onda de desespero passou pelo corpo quando não sentiu nada.

— Maldição! – exclamou afoito, disparando para o quarto que dividia com ela.

Chegando ao corredor do aposento, apressou mais ainda os passos enquanto passava os olhos por cada porta. Qual foi sua surpresa ao se deparar com a porta do quarto, que guardava os vestidos, sapatos e acessórios de Sakura, escancarada.

O desespero se multiplicou até não ser mais possível ao ouvir um gemido doloroso e feminino vir de dentro do cômodo. A conhecida presença da rainha apareceu, mas oscilava.

— Sakura. – a chamou, abrindo a porta bruscamente.

E como era esperado, um relâmpago iluminou o quarto. Sua visão buscou pela silhueta feminina no mesmo momento, mas o que visualizou primeiro foi um vulto pular uma das janelas.

Fez menção de ir atrás, mas conteve a vontade ao ouvir mais outro gemido doloroso. Com uma rápida olhada à parede mais próxima da amada, fez o abajur preso a ela se ascender.

— Sasuke-kun...

Atendendo ao chamado, o rei se abaixou e a trouxe para mais perto de si.

— Quem fez isso com você, Sakura? – indagou entredentes, vendo a mão direita da mulher pressionar um profundo ferimento abaixo do seio esquerdo.

— Ele levou... Levou um dos... Sapatos de cristal. – falou entre arfadas.

— Danem-se os seus sapatos de cristal. Eu quero saber quem lhe machucou. – esbravejou e como se fosse combinado, um trovão soou. – Fale Sakura. – pediu aflito.

— Eu vou morrer. – disse num esforço só, a voz mal soava de sua boca.

— Não! Você não vai. Eu não vou deixar. – negou, fixando o seu olhar nos olhos verdes, já apagados.

— Vou sim, Sasuke-kun. – puxou o ar com dificuldade. – A lenda dos Sapatos de Cristal. – e tossiu sangue.

— É apenas uma lenda idiota. – replicou. — Então se cure Sakura.

Os cantos dos lábios femininos foram repuxados levemente, numa espécie de sorriso sem graça.

— Eu não posso.

— O quê? – franziu o cenho. Porém seus olhos se arregalaram à medida que assistia a mão esquerda da amada se aproximar de seu rosto.

— Eu não consigo me curar, gastei toda a minha energia protegendo os sapatinhos. – explicou com dificuldades.

— Que deixasse levar os malditos sapatos. Sua vida é mais importante que eles. Tola!

A rainha se encolheu soltando gemidos de dor.

—Sakura! – exclamou o rei desesperado ao perceber que o fluxo de sangue aumentara. — Você precisa se curar. – e fechou os olhos com força.

— Perdoa-me. Eu não consigo. — e puxou o ar com dificuldade.

Abriu os olhos e fungou. Deveria manter a calma para encontrar uma maneira de não perder a sua rainha, ficar desesperado ou histérico não serviria para nada.

— Você tem que tentar se curar, por favor, Sakura. Eu não quero te perder. – e em um ato desesperado, contradizendo o que havia acabado de concluir, a beijou.

Colou os seus lábios nos dela e os movimentou afoito, quase que com violência. O gosto metálico lhe invadiu a boa, mas não se importou, pois desejava, única e exclusivamente, sentir a sensação de beijá-la com ardor.

O momento foi desfeito por um gemido.

— Perdoa-me, meu amor. – moveu apenas os lábios.

Reunindo as forças que lhe restavam, Sakura depositou a palma da mão esquerda na lateral do rosto masculino e o afagou, memorizando a textura da pela e o formato do rosto do amado.

— Eu amo você, Sasuke-kun. – moveu os lábios novamente enquanto seu corpo desfalecia por completo.

A mão, que lhe afagava o rosto, ficou gelada e caiu em um baque surdo ao lado do corpo, este por sua vez tingiu-se num branco fantasmagórico.

—Não. – repetiu mais duas vezes, inconformado. – Você não fez isso comigo, Sakura! – murmurou entre as lágrimas, abraçando o corpo sem vida da amada.

O grito de dor foi ficando cada vez mais alto, até que tudo ao redor do rei começou a tremer, até mesmo o castelo.

Os cervos se aglomeravam no batente da porta, assistindo com pesar o sofrimento de sua majestade, uns choravam, outros mostravam uma expressão desolada, porém, logo foram substituídas pelo espanto.

Ao redor do rei, uma brilhante luz o circundava.

Os cervos sentiam arrepios por todo o corpo, deixando uma sensação gelada na pele, algo nunca sentido por eles. E tudo isso vinha de sua majestade.

A brilhante luz se expandiu para cima, quebrando o teto do cômodo e alcançando o céu. Não chovia mais, não relampeava mais, não soava nenhum trovão.

O rei se levantou de olhos fechados, com a amada nos braços.

— Eu juro pequena, a sua morte será vingada. – decretou, levando o polegar esquerdo sujo com o sangue dela à boca.

A brilhante luz erguida como um cilindro se expandiu para todos os lados; tomou conta do castelo, do jardim ao redor do mesmo, da cidade até encobrir o Reino do Fogo inteiro. Porém, nada foi destruído. Foi apenas uma massa de energia passando por cada canto do reino, que não sabia o que era inverno.

A promessa estava feita.

E o rei abriu os olhos, surpreendendo os cervos que visualizaram a cor carmim com três tomoe* no lugar do costumeiro negro.

— A nossa rainha será velada nos aposentos reais. – informou o rei em um tom de voz desconhecido aos servos.

O primeiro floco de neve caiu em frente ao armário, onde os sapatos de cristal da rainha eram guardados.

E ao mesmo tempo, a pele do rei foi se acinzentando, o cabelo preto dando lugar ao azul desbotado e asas em formas de mãos com garras se abriram.

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“- Se o único par dos sapatos de cristal for o primeiro presente do príncipe à princesa, quando houver amor, este será a símbolo de união do casal.” — o líder do grupo de andarilho recitou a conhecida maldição.

“- E se um dia, o par de sapatos for separado, a mulher morrerá e o homem se transformará em um monstro imortal.” — completou a mulher de mãos dadas com o líder, ambos olhando para o céu acinzentado. – E agora Asuma? – questionou.

— Vamos sair do Reino do Fogo.

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Agora, o Reino do Fogo sabe o real significado de inverno...

***

—E o vive até os dias de hoje. – terminou a leitura, demonstrando uma tristeza pela história ter acabado sem um “felizes para sempre”.

Fechou o livro e viu as bocas infantis abertas em perfeitos Os.

— Não tem uma continuação, tia? – perguntou uma menina loira, sentada no centro do tapete enorme.

— Desculpe pessoal, mas não tem.

—E qual a moral da história? – dessa vez foi uma menina com descendências afro-americanas.

— Vocês sabem o que é moral? – perguntou com estranheza.

— É aquilo que tem no final de toda história que a professora nos conta. – respondeu um menino de traços germânicos.

— Oh! Então vocês sabem o que é moral. – constatou e desviou o olhar para vitrine da loja, observando os carros passar na movimentada avenida. – Vejamos, a moral da história é que... – bateu o indicador na bochecha, fazendo uma expressão pensante. – É que nunca devemos pôr em primeiro lugar um bem-material, pois poderá custar as nossas vidas. Como foi no caso da rainha Sakura, ela resolveu proteger os seus sapatos de cristal em vez da própria vida. – concluiu enquanto retorcia as sobrancelhas vermelhas.

—Mas ela fez isso, porque a pessoa misteriosa quis rouba-los dela. – contrapôs a menina loira.

— Ela fez bem em proteger os sapatos de cristal.

— Por que, Tyler?

— Porque ela queria evitar que a maldição acontecesse.

— A rainha Sakura não conseguiu protege-los. – indagou a menina com descendência afro-americana, cujo nome era Anny.

— Ela tentou, e isso que a torna valente. – a miniatura germânica se intrometeu, apoiando o coleguinha Tyler.

— Pensamos a mesma coisa, Brian. – e comemoram com o famoso hi-five.

— Tia, aonde você acha que o outro sapatinho de cristal foi parar? – a menina loira, Katie, questionou.

— Bom, vimos na história que um dos sapatos foi levado pela pessoa misteriosa... – começou e, de novo, fez a expressão pensante. – Eu acho que o outro sapato foi escondido pela rainha Sakura.

— Em que lugar?

A mulher fez um som esquisito enquanto apertava os olhos, reforçando a expressão anterior.

— Acho bem provável que ela escondeu em outra dimensão ou em outro reino, pois Sasuke e Sakura usavam poderes, vocês lembram?

— Uau! – a surpresa foi coletiva.

E assim, as crianças voltaram a discutir suas teorias e seus achismos entre si, dando brecha para a mulher poder se levantar e guardar o livro na prateleira de contos infanto-juvenis.

— Ainda bem que você leu essa história. Já estava imaginando o quanto seria estranho ler o meu nome em um livro.

— Não se ache garota, meninas com o nome Sakura existem aos montes por aí.

— Ei, calma aí. – ergueu os braços em sinal de rendição. – Mal entrei na livraria e você já me recebe com acidez. Sinto muito, mas você terá que me aguentar até a hora de fecharmos. – falou divertida.

— Maldito trabalho voluntário!

— Oras, ninguém mandou você aceitar o desafio do Ben.

— Vai me lembrar da vergonha que passei naquele dia?

As sobrancelhas bem desenhadas da outra mulher se arquearam em desafio.

— Vai logo ajudar as crianças, Sakura. – esbravejou.

— Só admita que seja coincidência eu ser muito parecida com a personagem do conto. – insistiu com um sorriso nos lábios.

— Vai logo. – soou irritada. – As crianças estão pedindo lápis de cor. – lançou um olhar significativo à mulher, cortando-a, não estava com paciência para aturar piadas.

— Você é superchata, Karin. – a ouviu resmungar enquanto pegava os dois cilindros cheios de lápis para colorir.

Quem dera ser apenas coincidência. — falou em pensamentos, permitindo que um suspiro escapasse de seus lábios.

Notas finais
Então, o que acharam do primeiro?? Fala nos reviews, tá bom.... Não vou estabelecer uma data de postagens, porque tenho outra fic em andamento....
Beijos!!