Sansa, eu me apaixonei por Olívio Wood!
5 Droga, Arya!
Notas iniciais
K.S: Olá! Para quem clicou em acompanhar história e não se lembra muito bem do que aconteceu nos capítulos anteriores, e eu não lhes culpo, obviamente, aqui está um pequeno resumo: Emma por ter brigado com Olívio foi punida, assim como ele. Os dois tiveram uma detenção juntos, discutiram e tal. No dia seguinte, a punição é lavar e guardar os pratos da cozinha. Os dois discutem — like always — e Emma acaba quebrando um prato, fazendo com que os dois passem a noite ali. No dia seguinte, Olívio diz à Emma que ela deveria procurar um psicólogo, o que a deixa muito enfurecia e a faz lembrar de como é viver em sua casa.
Bom, recomendo que, se ainda continuar perdido e não lembrar tudo, volte e leia. Os capítulos são bem curtinhos e simples, e há alguns diálogos importantes. É isso, obrigada!
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O que acontecia era que minha mãe havia sido assassinada por um bruxo das trevas. Isso tinha acontecido há nove anos. Meu pai recuperou-se rapidamente de sua morte, porque, dois meses depois ele estava com Mellody. Eu ainda esperava pelos ventos curativos que todos me falavam. “Vai passar” eles diziam. Ouvir essas duas palavras me causava repudia. Porque não passou.
Por isso tento não comentar com ninguém sobre meus problemas em casa. Não gosto de ir pra Hogwarts e olhar para as mesmas pessoas todos os dias. Mas é preferível a voltar para casa e encarar meus “pais” com cara de bunda dizendo-me que deveria ter ido para a Corvinal.
Mellody, de qualquer jeito, foi da Grifinória. E apesar das duas casas possuírem certa rixa, Mellody ter sido da Grifinória quando criança aumenta ainda mais o meu desgosto por tal casa.
Não sei exatamente que horas são. Mas sei que é cedo demais para o café da manhã. Meu despertador biológico me fez acordar, e não sei bem o por quê. Não consegui voltar a dormir novamente. Isso me deu tempo para escrever em Sansa um pouco. Depois minhas mãos começaram a doer e deixei-a de lado.
Retirei os cobertores de cima de mim e com um feitiço, os cobertores começaram a se dobrar sozinhos. Annie ainda roncava. Nada, nunca como o seu ronco, me tirava tão do sério. Talvez eu devesse procurar mudar de quarto. Ela conseguia ser legal às vezes, apesar de seu ronco chato.
Levantei-me e segui o caminho da roça. Sai do quarto e dei-me com a sala comunal da Sonserina. Não havia ninguém ali, como o esperado. Deixei a sala e comecei a andar pelos corredores de Hogwarts. Tão desertos quanto à sala comunal.
Desci horrores de escadas e subi algumas delas também. Antes de sair, trouxe comigo Sansa. Ela estava sob meu uniforme, para que ninguém visse que eu tenho um diário. Isso soa besta, até mesmo no pensamento.
Então, eu vi algo que nunca imaginaria ver. Minha gata, Arya sobre a janela com vista para o campo de Quadribol. Soube no momento que era Arya ali porque minha gata possuía os pelos reconhecíveis de longe. Belos pelos pretos com os olhos escuros. Ela miou quando me viu e ameaçou jogar-se da janela.
Sem outra reação a não ser o que fiz, corri atrás dela. Ela então deu dois passos em minha direção e lambeu suas patas, miando após. Fiz cara de bunda e agarrei-a de leve, ainda deixando-a na janela.
Com as mãos relaxadas já, soltei Arya que se acomodou ainda ali e saquei Sansa de minhas vestimentas. Destranquei Sansa e peguei minha pena começando a escrever, então.
“Querida Sansa, como te disse mais cedo, não possuo sono nesse momento estranho. Eu queria tanto voltar a dormir. Porque dormir é uma coisa que sei fazer muito bem. Papai concordava comigo, ele sempre me mandava ir dormir. Entretanto, há poucos instantes, Arya quase cometeu suicídio. Ela estava na beira da janela, e depois de me aproximar, relaxei, porque o beiral da janela é largo. Não pode cair.”
E então tudo aconteceu muito rápido. A gata de Filch apareceu e rosnou para Arya, que não ficou feliz em vê-la. As duas se estranharam e Arya pisou em meu diário, pulando em mim, e afastando o diário para longe de mim e fazendo-o cair janela abaixo.
Segurei Arya, com força, para que ela também não caísse apesar da janela ser baixa e observei o diário cair aberto no campo de quadribol. Minha reação foi imediata. Xinguei a gata de Filch várias vezes e coloquei Arya ao chão, e sai correndo atrás de Sansa.
Desci novamente várias escadas, até dar-me finalmente com o campo de quadribol. O campo era extenso e corri até o canto esquerdo, aonde o diário tinha caído. Quando o vi intacto, ainda de longe, comecei a andar mais devagar, deixando o coração acalmar-se.
Ao alcançar Sansa, peguei-a e me virei, decidida a ir embora. Porém, alguém estava muito perto e aparentemente, queria conversar ou retrucar. Ah, sei lá. Não consigo entender Olívio Wood. Algumas palavras rudes não foram o suficiente para mantê-lo afastado?
— Eu vi isso aí cair — ele falou, aproximando-se cada vez mais. Dei meia volta, começando a sair por outro local. Olívio seguiu-me. — Você parece um pouco velha para ter um diário, não acha?
Isso fez travar-me no meu lugar. O chão me prendeu, é só o que tenho a dizer. Quem Wood achava que era para dizer que eu era um pouco velha para ter um diário?
Virei-me em sua direção. Os olhos semicerrados e a varinha pronta para atacá-lo.
— Se você contar isso para alguém...
Olívio deu dois passos para trás, com as mãos para cima, rendendo-se.
— Eu não vou contar nada pra ninguém. — Ele sorriu de lado. Olívio poderia ter um rosto bonito, se não fosse tão... escroto? — Se bem que isso, é algo que as pessoas que não gostam de você gostariam de saber.
Sorri cínica.
— Boa sorte ao contar isso para Hogwarts inteira.
Olívio sabia sorrir cínico também. Ele era um cínico, para falar a verdade.
— Você parece bem infeliz.
— Você, no caso, é infeliz. Fica aí com esse seu sorrisinho de um lado para o outro quando, na verdade, só sabe se preocupar com quadribol e blá-blá-blá... — retruquei. Porque diabos eu ainda estava falando com Wood quando poderia ter dado-lhe as costas?
— Você não sabe de nada. Ainda mais sobre mim — ele disse, dando-me as costas.
Eu fui muito otária, porque caminhei para frente de Wood para tirar minha satisfação. Qual é. Eu devia ser a última a dizer algo ofensivo em nosso diálogo saudável.
— VOCÊ não sabe nada sobre mim — disse-lhe, balançando a cabeça. — Queridinho — complementei.
Olívio jogou as mãos para o ar, como fizera há pouco. Ele então esboçou um sorriso e passou por mim.
— Eu não vou discutir com você novamente — ele falou, antes de partir.
Minha raiva aumentou ainda mais. Dei de ombros e bufei, irritada. Tudo bem, tudo bem.
Eu poderia aguentar o resto do dia com essa raiva. Wood não merecia que eu encurralasse alguém e descontasse minha raiva por sua culpa.
Respirei fundo e continuei meu caminho. Antes, olhei para a janela que derrubara Sansa. Arya estava lá, como se tivesse observando tudo de camarote. Droga, Arya!
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