Notas iniciais
Olhem só quem é a autora mais sem vergonha do mundo dando as caras novamente? Acho que já pedi desculpas demais pra vocês por demorar com os capítulos. Quem me acompanha sabe o quanto eu sou de lua. Desculpem galera, enfim, espero que aproveitem o capítulo. ATENÇÃO: ESSA HISTÓRIA ESTÁ TENDO UM REMAKE E ESPERO CONSEGUIR ESCREVER AS DUAS. A HISTÓRIA SERÁ UM POUCO DIFERENTE DESSA, MAS AGRADECERIA SE PUDESSEM ACOMPANHÁ-LA TAMBÉM. LINK: https://fanfiction.com.br/historia/697957/Diario_Hogwarts_e_Wood/

Naquela manhã, acordei com uma leve dor de cabeça. O dia parecia que seria triste e eu não tinha a mínima ideia do que iria fazer. Era um sábado e olhe lá, estava acordando cedo. Mas também, se não acordasse acabaria por perder o café da manhã.

Após o mesmo, que estava maravilhoso, comecei a caminhar de volta para o quarto, pegaria Sansa e juntas iriamos para a biblioteca ter um pouco de paz e descanso.

No entanto, no meio do meu caminho fui interrompida por um belo ser. Scott me encarava com um sorriso de canto, e parou-me apoiando a mão em meu ombro.

— Olá, Emma! — ele disse, parecendo animado. — Como está o seu dia hoje?

— Ei, Scott. Indo normalmente no tédio e o seu?

— O mesmo — ele deu de ombros, depois coçou a nuca. — É, bem, não tem planos pra hoje?

Eu ri. Era difícil eu ter algum plano pra alguma coisa.

— Não — respondi. — Por quê?

— Estava pensando se você não queria ir a Hogsmeade comigo... — ele deu um riso de nervosismo. — Se você quiser é claro, ou não surgir nada no seu dia...

Scott me chamando para sair? Era isso? Tipo um encontro ou algo assim? Ah, meu Deus.

— Eu quero — respondi e lhe ofereci um sorriso. — Seria ótimo.

Ele respirou aliviado.

— Que bom. Daqui uma meia hora te encontro?

— Sim, vou me apressar se não todos vão antes de nós.

Scott assentiu e dei-me a andar de volta para o quarto. Não seria agora o meu encontro com Sansa na biblioteca.

Troquei rapidamente a roupa, optando por algo mais confortável e prendi o meu cabelo em um rabo-de-cavalo, para deixar o meu rosto mais a mostra.

Depois fui encontrar-me junto com Scott e o restante dos estudantes que também partiriam para Hogsmeade.

(...)

Assim que chegamos em Hogsmeade não tinha a mínima ideia de onde iriamos. Com tantas locais à nossa disposição, esperaria que Scott fosse nos levar para um lugar, digamos, confortável.

No entanto, estive bem enganada. Scott entrelaçou minha mão na sua e dirigiu-nos para o Cabeça de Javali. Não consigo descrever o quão fiquei desconfortável estando lá.

O local tinha uma aparência suja e escura. E quando Scott pediu-nos uma bebida, dei somente um gole e vi que o copo estava sujo. Aquilo fora o suficiente para que desejasse estar de volta no quarto.

— Está tudo bem? — perguntou Scott, como se estivesse estranhando algo em minha expressão. Bom, ele estava certo. — Você tá com uma cara estranha...

Eu começava a ficar irritada.

— Claro que está. Por que não estaria?

Por causa dessas pessoas horripilantes que visitam esse local?

Por que o copo é sujo?

Por que o cheiro é ruim?

Scott respirou fundo.

— Que bom então, fico feliz, Em.

Sorri de canto, não sendo sincera.

— Eu também — meu tom soou sarcástico, mas Scott pareceu não perceber. — O que me conta sobre você?

— Eu quero trabalhar no Ministério da Magia — ele disse. Ergui a sobrancelha. Não esperaria outra coisa.

— Interessante.

Ele riu.

— Eu sei que não é — ele estava certo —, e você, o que me conta?

— Minha mãe morreu e eu ainda não superei — falei, fitando-o a espera de qualquer sinal.

— Foi há muito tempo?

— Sim — respondi.

— E ainda não superou?

— Não.

— Você precisa, sabe. — Ele disse, tentando ser cauteloso. — Eu tinha um gato e ele morreu faz cinco anos, no começo não queria aceitar, mas é a vida. Ela tem dessas.

— Está comparando a minha mãe à um gato? — ergui uma sobrancelha.

— Sim... quer dizer não, ela era bem mais importante. Quer saber, esqueça. Só precisa seguir em frente sabia? Ela ficaria triste se te visse chorando ainda por ela.

— Eu sei — disse e depois ri. — Queria te zoar. Mas então, como andam as matérias?

Scott riu aliviado.

— Você deve saber, horríveis.

Assenti.

A conversa não durou muito tempo, alguns instantes depois, Scott encarou o relógio do Cabeça de Javali e ficou nervoso.

— Bom, eu preciso ir, Em. Desculpe-me.

— Ir?

— Sim, eu acabei de lembrar que tinha algo pra fazer. Desculpas mesmo... — se explicou — vou tentar me compensar.

Ele se levantou, deu-me um beijo na testa e saiu apressado.

Encarei a mesa escura e os dois copos. O de Scott já vazio e o meu completamente cheio.

Ruborizei diante de todos aqueles estranhos me encarando. Muito deles pareciam extremamente perigosos e foi por isso que logo me levantei e sai apressada pela porta, também.

Ao passear para o caminho de volta, encarei um grupo. Era um grupo de cinco pessoas. O grupo de Olívio e ele gargalhava alto. Um garota encontrava-se apoiada no ombro de Olívio, mordendo alguma coisa e rindo do que um rapaz dizia.

De alguma forma, isso me incomodou. Pensar que eu nunca tive alguém para me apoiar no ombro. Bem, sorte a da tal garota, não é?

Por não ter por onde mais passar, tive que passar justo ao lado da garota que se apoiava em Olívio. Não encarei-o, somente continuei com meus passos.

— Emma?

Fingi não ouvir e continuei a andar. Então ouvi uma sessão de passos correndo para alcançar-me.

— Emma? — Olívio me parou, ele tinha a expressão de um rapaz preocupado.

Parei de andar.

— O que foi, Olívio? Lhe devo outras desculpas?

Ele paralisou também. Surpreso.

— Não, claro que não. Eu só te vi passar, parecia chateada. Sei lá, não gostei. Aconteceu alguma coisa?

Soltei um riso sarcástico.

— Por favor, Olívio. Não é como você se importasse.

Ele pareceu se ofender.

— Ei, Emma. Eu me importo com você, e mesmo que às vezes nós sejamos infantis por agir assim, brigando o tempo todo. Você é legal e não gosto de te ver triste.

Respirei fundo.

— Eu estou bem Olívio. Muito bem. O dia está uma maravilha! — Ele captou o meu tom sarcástico. — Pode voltar lá pra sua namoradinha agora.

— Ela não é minha namoradinha.

— Ainda bem, olhe que cabelo seboso.

Olívio riu.

— Eu sei que seu dia não está bom — ele falou. Assenti. — Onde vai agora?

— Voltar para Hogwarts — respondi. — Já fiquei aqui o suficiente para não querer continuar.

— Pois bem, eu não. Acho que devia me acompanhar.

— Devia? — questionei, irônica.

— Sim — ele confirmou e puxou-me pela mão, fazendo-nos dar uma meia volta e prosseguir a caminho das lojas.

À essa altura os amigos de Olívio já tinham se dispersado.

— Onde você quer ir primeiro? — ele perguntou, parecendo animado.

— Pra Hogwarts? — sugeri.

— É sério, Emma.

— Eu não sei — respondi —, qualquer lugar menos o Cabeça de Javali, é horrível.

Olívio concordou com um sorrisinho.

— É mesmo.

Continuamos a andar por Hogsmeade, e Olívio teve a brilhante ideia de entrar na Dedosdemel. Ele selecionou alguns de seus doces preferidos e eu ia somente lhe acompanhando, tentando escolher somente um para levar, que era o que cabia no meu orçamento.

Optei por um Feijõezinhos de Todos os Sabores e na hora de pagar, Olívio tomou de minha mão e colocou junto com os dele.

— Ei — eu reclamei.

— Eu pago, Emma.

— Não precisa — falei, emburrada.

— Tarde demais — ele falou, quando entregou o dinheiro à mulher.

Dei de ombros, se ele queria pagar, que pagasse, mas não era necessário.

Com os doces, deixamos a Dedosdemel e sentamos em um banco que havia por ali. Olívio me deu o Feijõezinhos de Todos os Sabores enquanto abria um Sapo de Chocolate.

Depois de alguns instantes de silêncio, Olívio perguntou:

— Vai me contar o porquê estava brava/chateada quando passou por mim ali?

Dei de ombros, qual seria o mal de contar?

— Eu estava numa espécie de encontro, daí...

— Encontro? — Olívio me cortou. — Com quem?

— Sim, com um cara da Sonserina.

Olívio ficou sério.

— E então ele me levou no Cabeça de Javali, tipo, que mal gosto. E se não bastasse isso, saiu do nada e me deixou lá, com um monte de gente estranha.

— Sério? Que otário. Não devia dá-lo outra chance.

Ele ainda estava sério, como se preferisse não ter perguntado.

— Foi isso só.

— Hum.

Silêncio.

— Emma?

Silêncio.

— O que?

Silêncio.

— Desculpa por ter agido daquela maneira tão infantil.

Silêncio.

— Tudo bem.

Silêncio.

— É que quando se trata de você, tudo é muito confuso. E quando eu acordei e vi que você tinha ido embora, aquilo de alguma forma me doeu... porque parece que você foge das pessoas que querem o seu bem. Eu achei que finalmente tínhamos acertado uma e então, você não estava mais lá.

Silêncio.

Silêncio.

Encarei os olhos de Olívio, diante de suas palavras.

— Você é um cara legal, Olívio.

— Eu sei.

Rimos.

Silêncio.

— Quer beber uma cerveja amanteigada, Emma?

— É claro que quero.

Nos levantamos, e eu já havia terminado o Feijõezinhos de Todos os Sabores, assim como Olívio seu Sapo de Chocolate.

Caminhamos em direção ao Três Vassouras e enquanto caminhava, senti meu espírito mais livre.

Notas finais
Olá galeraaa, novamente, desculpa pela demora. Is it too late now to say sorry? Espero que tenham gostado, deixem um comentário dando a opinião de vocês. Agradeço, beijos e abraçoss! —---- ATENÇÃO: ESSA HISTÓRIA ESTÁ TENDO UM REMAKE E ESPERO CONSEGUIR ESCREVER AS DUAS. A HISTÓRIA SERÁ UM POUCO DIFERENTE DESSA, MAS AGRADECERIA SE PUDESSEM ACOMPANHÁ-LA TAMBÉM. LINK: https://fanfiction.com.br/historia/697957/Diario_Hogwarts_e_Wood/