Notas iniciais
essa é minha segunda história no projeto de kacchako hehehe e o tema era halloween e eu, como boa cadelinha de fantasia urbana, não consegui nao me render a fantasia urbana e o resultado? katsuki e ochako sobrenaturais que caçam sobrenaturais, porque eu também adoro plot com qualquer tipo de caça/presador, hehehe (mesmo que nessa fanfic eles sejam a presa e o predador... melhor ainda)

enfim! link da arte da capa tá nas notas finais (e, falando em capa, obrigada @/verditacot e @/meness__, ambas lá no wattpad, pela capa e betagem ♥) e as notas finais vão ser um tico grandes (sim, eu também sofri só de pensar em notas finais grandes TT)

[SANGUINEUM LUNA] Um | Neste capítulo, o feitiço não se volta contra o feiticeiro.

prata e estacas que ardem na pele,

mas que não machucam;

— Eu não recebi- recebo o suficiente para isso. Sério.

— Nem eu. — Resmungou, a voz mal passando pelos dentes cerrados. A carranca estava cada vez mais evidente. — Mas você não tá me ouvindo reclamar, então cala a boca.

— Mas eu mal te vejo e seus olhos com certeza estão tão abertos que você deve é tá com cara de peixe morto. — Retruco, rindo. E rio mais ainda quando minha companhia tira o óculos de sol. A armação e sua lente, além do resto de sua roupa, eram pretas. Menos o cadarço da bota dele: era cinza e vermelho.

Ergo a sobrancelha assim que o notei abrir a boca, mas parar abruptamente. Não serei xingada? Huh, alguém está mudando...

— Estou sentindo um cheiro estranho. — Ele explica, antes que eu possa perguntar e ou consiga realmente abrir minha boca para fazer qualquer coisa interrogativa. — Fique atenta, Bochechas. Tem algo vindo.

Sua voz era baixa e grave. Era um sussurro e um aviso; nessas horas — horas estranhas e que me irritam, mas que sinceramente fazem meu interior revirar um pouco —, até parecia um cuidado frater-

Hm.

Cheiro algumas vezes o ar.

O barulho do snifsnif me irrita, mas continuo. Até que meus olhos encontram os dele, mesmo que os meus ainda estejam cobertos pela lente escura, e então, aceno com a cabeça.

— Senti também. — Agora, a voz que estava baixa era a minha.

Nossos olhos ficam grudados mais alguns segundos.

Ele abre a boca e eu estava ansiosíssima para saber qual seria nosso próximo passo ou uma sugestão para o que faríamos, mas na verdade, seu braço fala mais rápido do que sua boca, se é que isso é possível. Hah, Katsuki raramente falava pelos cotovelos.

Mas , sua mão está tocando um dos meus ombros e percebo que estou sendo abraçada de uma forma muito estranha.

Não sei quando exatamente ele colocou os óculos de sol nos olhos de novo, mas agora não tenho nenhuma dica do que está acontecendo além dos dois toques sutis que sua mão faz em minha pele.

E isso, felizmente, é suficiente. Então o desespero estranho dentro de mim se acalma e, milésimos de segundo depois, uma das minhas mãos está em sua nuca e minha cabeça virou um pouco para um dos lados.

A dele se mexe também.

Finalmente, depois de ficar nessa posição constrangedora o suficiente, ouço: passos. Sei que ele também ouve, porque agora sua mão tocou minha cintura, e ele deu meio passo mais para perto.

Queria mexer o nariz, fazer snifsnif no ar de novo, mas se o fizer, sei que alguma parte de nosso disfarce vai por água abaixo: esses momentos, quando estávamos assim, já eram treinados há algum tempo. O suficiente para que, mesmo que não gostássemos dessa aproximação toda, saberíamos o que fazer.

Eu já sabia a distância do meu nariz para o dele ou para sua boca, e é exatamente por isso que a única coisa que eu faço é virar mais a cabeça e trazê-lo comigo no movimento.

Enquanto nos movemos, respiro fundo. Uma bela donzela sem fôlego, isso é o que eu deveria parecer e, portanto, pareço: até me mexo mais lentamente nos próximos segundos e dou uma risadinha.

Katsuki também é bom em seu papel, mas acho que seria mais se segurasse meu corpo mais firme.

Mas aí lembro que é para parecer sem fôlego e totalmente envolvida, então não presto mais atenção nisso, porque respirando fundo de novo, meus olhos se movem freneticamente, varrendo essa praça como se fosse vento.

Sorrio.

E uma das minhas mãos, a que não estava nele, toca em seu peito. — Ah, querido. Às três horas, bem que poderíamos ir na casa da sua irmã, né? Eu me lembro que ela mora aqui perto... — Digo, embolada e quase manhosa. Minha voz se arrasta em minha garganta e agora é minha vez de dar dois toques em seu corpo; o trabalho perfeito para meu indicador.

— Verdade, pãozinho de mel. — Ele me responde, sorrindo como um abestado. Não que ficasse feio, muito pelo contrário, fica lindo. Mas não combina nada com ele. Acho que é por isso que é engraçado e combina perfeitamente com o papel. Enquanto ele acena com a cabeça, nos soltamos.

Ajeito meu vestido com uma das mãos, olhando-o de relance. Vejo que, de certa forma, ele sabe exatamente onde meu olhar está e sabe exatamente porque eu falei três horas: a posição. (Não esperava menos dele, de qualquer forma.)

Do nosso alvo, claro.

Alta, vestida de roxo, laranja e branco. Um par de óculos de sol estranhos, e uma sacola de mercado em mãos.

Não sei exatamente quando, mas nos momentos que estou olhando-a, volto a fazer snifsnif no ar. Katsuki não me acompanha no movimento — eu acho. Se ele o faz, não consigo perceber.

E demoro para perceber, também, que tem alguma coisa se aproximando da gente.

Meu braço se envolve no dele. Não sinto totalmente sua pele, já que metade do meu braço estava coberto por uma luva, mas só o pseudo-contato já é, de certa forma, calmante... Do seu próprio jeito.

Mas é estranho. Continuo cheirando o ar, e o cheiro de seja lá o que é isso parece estar grudado no meu nariz. Sinto que a indignação começa a ficar visível, porque ouço Katsuki me chamar, rígido e baixo:

— O que te deu, merda? Fica quieta! — Ele faz uma pausa, olhando ao redor de novo. Eu também o faço, mas porque começo a me sentir um pouco tonta. — O que te deu, Bochechas!?

— Você não tá sentindo!? — Reclamo, apertando os olhos. Sinto meu corpo ser virado para algum lugar, e então, novamente estou de frente para ele. Mas não o vejo. O que é engraçado, porque eu abri os olhos.

— A única coisa que eu tô sentindo é você desesperada e apertando pra caralho o meu braço.

— Tem certeza?

— Claro que sim, né, ô. Tá achando que eu vou mentir agora, nessa situação?

— Não sei. — Respondo, sinceramente. Palavras voam de minha boca e novamente só percebo que voltei a fazer snifsnif no ar porque me sinto mais tonta ainda.

Sinto ele engolir em seco. Não sei, só sinto. Acho que já é o costume de estar junto há tanto tempo, porque-

O barulho, em si-

— Ah, merda. — Sou eu quem resmunga, dessa vez. — Acho que ela me pegou.

— Como assim, te pegou, caralho? Não tem como!

— Também não sei, inferno! Só sei que tô tonta e só consigo saber que esse seu cenho tá franzido porque já reconheço teus hábitos! Fora isso, nada!

— Tá, então... — Ele para. De andar, falar e de me segurar. Acho que até de respirar, porque não ouço mais o vento de sua respiração batendo no meu rosto. — Então a gente vai sentar naquele banco e você vai fingir que você está bem. Se apoie em mim, querida, porque não vamos deixar que ela saiba que n- te atingiu.

Quem franze o cenho agora sou eu, mas me mantenho quieta, apenas concordando com um sorriso no rosto. Não é de verdade, mas ninguém precisa saber.

E, pelo que entendi, ninguém (eu) também precisa saber que seja lá o que for, o atingiu também, de algum jeito. Continuo fazendo snifsnif no ar, mas agora, com um pouco mais de calma.

Sentamos no banco e respiramos fundo no mesmo momento. Sei que suas pernas também pareciam gelatinas e agora já não sei mais se parecemos apenas um casal descansando.

Provavelmente nem estamos juntos o suficiente, mas isso não é mais um problema. Chegamos mais perto um do outro no mesmo momento.

Isso é estranho, porém, não mais do que esse cheiro de água benta de repente muito, muito forte. E então eu finalmente entendo porque ele não está sentindo isso. Mas sei que está sentindo alguma coisa.

Meu braço encostado no dele e o Sol brilhando não me afetam muito hoje.

Não sei qual situação é realmente a mais estranha, mas algo me diz que não é nenhuma das opções.

— Você acha que-

— Você nem ouse continuar a falar! — A resposta dele vem antes que eu realmente termine de falar. Sei que é porque ele acha que eu vou falar sobre nosso alvo. Isso, de certa forma, me faz rir. — Tá rindo de que?!

— De você. Eu não ia falar disso, eu ia perguntar se você acha que devemos voltar.

— Ah. — Sua voz é um muxoxo. Sopro uma risada, e, de certa forma, sinto-o revirar os olhos. E rir também, depois. — Não sei. Amanhã fica muito na cara, então o que acha de... andarmos um pouco? Você está ok aí?

— Hm, boa pergunta. Enxergar não exatamente, mas minha audição- — "está como a de um humano", penso; quase completo. Mas mordo minha língua. — Minha audição ainda está só um pouco falha, mas dá para ir, tranquilidade...

— É mesmo?

— Não. Minha cabeça tá doendo e nem é porque tá muito quente. Anda logo, se formos fazer algo, acho que é bom fazermos agora. — Quando ele se levanta, algo estala na minha mente, então o puxo para baixo. — Não xingue! É que, eu pensei aqui... Você não acha que isso pode ser um método de autodefesa dela?

Ele parece parar para pensar, já que não faz nenhum barulho. Forço a visão, tentando enxergá-lo. Não obtenho muito sucesso, mas, pelo menos, ao longe eu consigo avistar um pouco mais.

— Hm. Pode ser... mas não sei, você não acha que talvez só seja outra coisa?

— Se for, o que vai ter sido? Outra pessoa?

Outra pessoa.

— E não é que você tem um cérebro, Bochechas? — Ouço ele, ainda não é do jeito que eu gosto e estou acostumada, mas o ouço, ainda assim, e sinto o sorriso sarcástico que ele dá. Empurro-o no ombro.

— Óbvio que eu tenho cérebro, idiota. — Reviro os olhos, segurando firme, nele. Deu na telha que começaríamos a andar, então, é isso. Estamos andando. — Enfim. Ela também estava de óculos de sol e parecia despreocupada demais. Ou ela já sabia que a gente ia vir ou então alguém está fazendo algo.

— Concordo. Mas... Não seria muito estranho? Já lidamos com bruxas antes.

— Sim, mas essa é velha, lembra? Não é porque ela parece ter nossa idade que ela realmente tem. Ela pode caçar a gente, também, caso sua cabeça tenha se esquecido disso.

Sinto um de seus braços me envolver pela cintura novamente. Agradeço mentalmente, porque já é a terceira vez que quase caio.

— Meus ouvidos. — Ele sussurra pra mim. Não sei exatamente como isso responde o que eu disse, mas aceno com a cabeça enquanto viramos em frente à uma árvore, seguindo para outra área de bancos. — Tem esse zunido estranho nele. Mais ou menos quando você reclamou, eu consegui sentir. É baixo, mas muito alto. Não sei explicar.

— Eu quase não ouço e você com um zunido... — Solto uma risada nasal, balançando os ombros. Sinto ele fazer o mesmo, mas também acho que ele revira os olhos mais do que balançar os ombros. — Uma dupla de problemas, a gente. Que inferno, queria ir pra casa mais cedo hoje.

— Eu também, mas parece que temos uma complicação. — Ouço ele resmungar. No mesmo momento em que sinto mais água benta. Tento segurar um grunhido, mas não consigo, só consigo sentir minha cabeça gritando. Ela pode estar perto, ugh. — Eu sei que você quer ganhar a grana, acredita em mim, eu também quero, acredite. Mas a gente tem que ser um pouco mais racional agora. Por exemplo, o Sol tá me irritando, sim, tá quente demais e-

— Ora, foda-se o Sol, tem uma coisa tão pior que ele. — Resmungo de volta, revirando os olhos. Finalmente o solto e consigo ficar em pé. Mas agora a única coisa que me incomoda é a merda desse salto. Dinheiro mal gasto do caralho. — Mas, apesar do Sol, você tem que entender que o nosso alvo tá ali. A gente tem que tentar fazer algo.

Vejo ele revirar os olhos e reviro os meus juntos.

O que é estranho, porque-

Viro o rosto para os lados.

Vejo tudo brilhando.

Mas vejo muito mais.

Do que... Naturalmente... Vejo...

— Que cheiro estranho.

— Também tô estranha. — Deixo escapulir. — Ei, Katsuki, você-

— Ochako, eu acho que vai chover. — Ele diz, do nada. Ainda estou concentrada em piscar fortemente e tentar me habituar com enxergar de novo, mas de repente, paro.

— Por que...? — Pergunto, mas tenho medo da resposta. Piscando demais, percebo que minha visão vai continuar assim, já que não voltou ao normal. Se é que esse não é o normal.

Eu sei que é, tem essa coisa aqui dentro dizendo que é, mas não parece confortável. E parece menos confortável ainda quando Katsuki abre a boca.

Sinto um arrepio, porque já sei o que ele vai dizer.

Abro os olhos no exato momento em que ele diz que é porque está sentindo cheiro de terra molhada.

A diferença, é que não é ele que fala.

Sou eu.

Pisco de novo.

— Quando foi que- — Agora, quem pisca é ele. Finalmente, penso. Mas finalmente o quê, aliás? — Minha voz tá irritante, Ochako, mas que merda. Eu juro, eu não recebo-

— O suficiente, eu sei. Nem eu, muito menos eu. Olha pra cima, porr- — Mordo os lábios, irritada. Quase deixo escapar. — Olha para cima.

— Ochako.

— Eu acho que mudei de nome. — Comento, com uma risadinha saindo pelos meus lábios.

— A merda que mudou, porra- nossa, porra. A gente não recebe o suficiente para isso. Foda-se, vamos sentar de novo. Foda-se isso de querida. Caralho, foda-se esse cheiro também, mas que infer— — Ele para, finalmente. Minha língua queima, mas não sinto de verdade. Porque a língua da boca do Katsuki está normal. E é essa que eu sinto. Mas a dor de... falar... Quero xingar também. — Vá à porra, então. — E voltou. Com fôlego.

— Você não deveria falar tantas palavras feias com um rosto lindo desses.

— E você ousa se preocupar comi- com você com esse outro rosto lindo?! — Enquanto ele sibila, vejo o tique no olho dele. No meu olho. Eu quero rir, mas de repente, não quero mais. Dane-se. — A gente tem que voltar.

— Não era você quem queria o dinheiro?

— Eu me lembro muito bem desse exato corpo dizendo que não é pago o suficiente para isso. — Resmungo, levando minhas mãos até a minha cintura. Calma. As mãos... Do Katsuki... Para... Respiro fundo. Prefiro me orientar- orientar ele, no meu corpo, pelo ombro.

— Pois que faça ser suficiente. A gente corre risco de não receber aumento, você sabe. — Ele parece não perceber que tirei a mão dali, mas o jeito que sua, minha cara, está desgostosa, totalmente sôfrega, duvido que ele preste atenção nisso.

— Isso está tão confuso. — Resmungo, de novo, chorosa. A voz dele é estranha nesse tom e consigo ver meu braço ficando arrepiado. O braço dele, quer dizer- bem, meu corpo. Arrepiado. Coço a garganta.

— Eu sei. Não estou conseguindo seguir a conversa.

— Nem eu.

— A gente deve... Deixar de lado?

— O quê, exatamente? — Ele me pergunta. Dá para sentir a acidez no tom e eu reviro os olhos em resposta. Vai se foder, penso. Mordo a língua.

— A missão- merda. Aah, Katsuki, que saco! — Mais parece um grunhido de frustração do que uma fala propriamente dita. Jogando-me no banco, olho ao redor, ignorando a careta que ele direciona a mim. E acho que é bem parecida com as que eu dou para ele.

Sinto um arrepio passar pela coluna quando Katsuki me toca.

Quando ele, no meu corpo, me toca. No corpo dele.

Dessa vez, quem faz careta sou eu.

— O que foi? — Pergunto, ainda sem olhar para ele. Para mim. Ugh.

— Você só xingou porque está no meu corpo? — Dá para sentir a risadinha que ele está segurando. Não sei exatamente como, já que não o olho. E não é a voz que estou acostumada a ouvir ele usando. Não é nem mesmo o mesmo tom que eu uso.

Eu só sei.

E isso é estranho.

— Xinguei porque estou frustrada. — Solto. — Isso é ruim, estranho, diferente e eu juro, Katsuki, eu juro. Eu não sou preconceituosa mas eu já estou prontíssima para começar a não gostar do que eu não estou acostumada.

— Nossa! Quem diria que você ficaria toda irritada por causa disso.

Não sei o que responder. Não quero pensar no que responder, porque esse não é o meu cérebro.

Então eu me contenho em grunhir de novo.

E mesmo... assim, como estamos, não consigo não tentar apoiar a cabeça nele.

Mas não o alcanço no ombro.

O alcanço na cabeça e consigo sentir o shampoo que eu usei essa manhã.

Por breves momentos, isso não me irrita. Não acontece nada.

Não sinto nada.

Nada além de meu- do cérebro dele em algum tipo de conflito e um ardor inexistente na língua.

Me pergunto se ele está falando mas que inferno!, que é uma expressão que ele adora. Até me sinto um pouco mal por ele, caso ele esteja fazendo isso. E ao mesmo tempo também espero que ele não esteja, porque não quero que ele fique pensando nisso.

— Também estou irritado.

Deixo uma risada escapar. — Ainda bem. Me sinto mais normal, então.

Mal termino de falar e já sinto uma cabeçada. Acabo rindo de novo.

— Só não te xingo porque é uma situação complicada, hein.

No final, ele acaba rindo também.

Que deplorável.

— Já fomos melhores. — Sussurro. Não sei se pra mim, pra ele, ou se é simplesmente um pensamento. Mas sei que sai com tanta facilidade que só percebo que realmente falei porque sinto Katsuki mexer a cabeça.

— Realmente. — Ele resmunga, em resposta. — E pensar que nem nos nossos primeiros meses um desastre assim aconteceu.

— Pff, verdade... Mas se bem que eu acho que é melhor trocar de corpo do que ser afogada por uma naga...

— Mas não melhor do que ser perseguido por bonecos... Aqueles bonecos, lá. Estranhos que falam. Não quero nem falar o nome. — Quando termina de falar, ele está tremendo e eu nego com a cabeça, saindo de cima dele e me encostando no banco de novo. — Apesar de que, concordo. A parte das nagas foi horrível.

— Os bonecos de ventríloquo també-

— Não diga o nome deles, Bochechas! Nunca ouviu falar de que ficar falando em algo atrai esse algo? — Ele me olha, perplexo. Eu ia rir, mas minha voz é mais rápida para falar:

— Meu corpo.

— O que tem seu corpo?

— Estou falando. Para poder atrair. Você acabou de falar isso. — Reviro os olhos. Mas não queria ter feito isso, porque parece que meu corpo rodou junto.

— Ah. — Vejo ele acenar com a cabeça. E então ele se aproxima. Literalmente estamos quase colados, de tão juntos.

— O que você está fazendo?

— Não é óbvio?

— Não. — Rebato.

— Estou levando seu corpo para perto de você. E ficando perto do meu no processo. — Ele responde, como se fizesse o maior sentido. Tá, até que faz mesmo.

Suspiro, dando-me por vencida, e cedo à aproximação.

Deixo ele ficar ali. Até fecho os olhos, tentando me focar no cheiro do meu shampoo e nas sensações que senti antes de trocar. Não sei exatamente quando trocamos, apesar de tudo, mas fico assim por alguns minutos, em tanto silêncio quanto pedia.

— Você sabe o que eu acho, não sabe?

— Sim.

Ouço o suspiro que sai de sua boca, mesmo que finja que não.

Sinto ele alongar as costas. Estou acostumada a vê-lo fazendo isso, em seu corpo. Os ombros largos e braços musculosos mexendo. Suas costas se contorcendo um pouco.

É até que engraçado ver ele assim, alongando-se com os meus ossos.

Não que eu não faça isso, muito pelo contrário: me alongo pelo menos quinze minutos por dia.

E é isso que deixa a cena mais engraçada ainda, ele se mexendo e se surpreendendo que meu corpo não rejeita o movimento. Isso me faz rir, porque a sobrancelha franzida dele é uma cena um pouco cômica.

Quase consigo vê-lo no meu rosto, assim. Mas isso e esse pensamento é um pouco estranho, então eu só pisco forte e ignoro.

Prefiro me focar na voz d- na minha voz e no tom confuso e engraçado dela enquanto diz que achou que fosse quebrar a coluna e não estalar direito.

Acabo rindo de novo enquanto nego com a cabeça, fazendo uma careta. — Eu sou muito elástica, Katsuki. — Digo, fazendo movimentos de jogar o cabelo para trás do ombro. Mas não tem cabelo para ser jogado e não consigo parar minha mão até que eu realmente já tenha feito isso.

— Dá pra sentir. — A resposta vem acompanhada de uma risada que pode ser considerada contida, enquanto ele se levanta. — Vem, vamos, então. O salário não cobre isso e a gente não parece muito interessado em reclamar com a cliente para conseguir um aumento só por isso.

— Queria discordar. — Resmungo, de novo.

Deixo-o guiar o caminho e é estranho "eu" de costas. Ou sem aspas. Ou com.

Ugh.

De qualquer forma... é estranho ver meu corpo de costas. Até porque imediatamente meus olhos caem em minhas costas.

Bem, os olhos de Katsuki.

Que eu estou "usando".

Minhas costas são bonitas, de qualquer forma. Anos de exercício e autocuidado realmente rendem algo, afinal.

Ainda mais numa roupa tão bonita...

Não é tão colada, nem tão larga. O vestido acaba bem onde tem que acabar para que uma corrida consiga ser feita sem que nada se exponha demais, e ao mesmo tempo, que músculos bonitos sejam vistos.

Ele anda meio torto no salto, dá pra ver que está quase difícil de se equilibrar, mas melhora um pouco quando eu passo pela árvore. Achei que ela fosse mais baixa, porque da primeira vez que nós dois fizemos a curva aqui, as folhas não chegavam direito no meu ombro.

— Katsuki, a gente tá indo pelo mesmo caminho que a gente veio? — Pergunto, curiosa, observando a árvore. Fico olhando-a de cima a baixo e consigo sentir ele reclamando. — Engraçado, não tem como ter mudado, dá até pra ver o galho... quebrado-

— É a mesma árvore, eu me lembro de ter visto esse galho também. Achei que ele estivesse mais embaixo... — Ele me interrompe, tão estranho como eu. — A gente está andando em círculos?

Quando ele pergunta, apesar do tom agressivo e cansado, sei que não está realmente reclamando de mim ou querendo insinuar algo.

— Acho que não- — Minha voz falha. Nesse curto espaço de segundos sem conseguir realmente falar, pisco de novo. Dessa vez é no automático, porque de repente, percebo que ele me perguntou.

O olho.

Meus olhos estão arregalados.

Mas sorrio. Largo, totalmente aliviada e finalmente me sentindo tranquila de novo.

— Ah...!!! Finalmente, Bochechas. — O suspiro que sai de seus lábios me aquece, porque isso significa que ele também já não estava aguentando muito a situação como ela estava.

— Finalmente. — Respondo, olhando para o graveto mais um segundo antes de o observar, também por poucos momentos. Algo está diferente, eu sinto. Não sinto exatamente um cheiro, não é algo que eu ouço, mas tem algo.

Não sei se é nele ou em mim, muito menos no ambiente e nessa praça, mas sei que é estranho.

E também não sei se aquela bruxa tem realmente a ver com isso.

— Vamos fazer os relatórios, Bochechas. — Ele diz, me puxando dos confins de seja-lá-aonde minha mente estava.

Agradeço mentalmente enquanto ando ao seu lado. Tento evitar continuar tendo esse tipo de pensamento que eu nem realmente cheguei a ter, mas não funciona muito. E sinto que ele pode estar igual, porque está liderando o caminho, mas não sai do meu lado e é a terceira vez que nossos olhos se encontram.

Algo definitivamente está acontecendo.

E isso não é nada interessante.

Tento sorrir — "Sorria e acene, Uraraka, sorria e acene.", lembro de minha professora me dizer, há anos. Sorrir e acenar —, mas não adianta.

Minhas bochechas mal se mexem, mesmo que eu esteja forçando elas. Dá pra sentir que tá começando a doer. Eu consigo sentir o incômodo vindo.

Mas mesmo assim, não faço nada.

Ele continua olhando.
E não muda o foco dos olhos, apesar de eu não saber mais se ele está olhando para meus olhos ou qualquer outro canto do meu rosto. Internamente, rez- espero que ele esteja é olhando para meu rosto, só para o rosto, e pensando que droga está acontecendo comigo.

Acaba que ele só ri enquanto revira os olhos.

No cenário atual, isso é algo, também. Fico agradecida, mesmo que não consiga parar de sorrir, já que minha bochecha parece doer mais ainda.

— Relatórios, então. — Respondo, definitivamente um bom tempo depois e quando já consigo falar decentemente. — Vamos pedir um táxi?

— Estava pensando em irmos de metrô. Estamos perto da estação. — Ele mexe a cabeça e eu sigo o movimento, encontrando a estação a duas quadras. Volto a olhar para ele em tempo suficiente para ver o sorriso irritante crescer em seus lábios e consigo sentir a irritação subir, porque acho que já sei o que ele vai falar. — A não ser que você e esse seu salto não aguentem esperar, madame.

Solto o ar de forma nada educada antes de responder. — Para o seu governo, senhor Eu-Também-Uso-Botas-Com-Salto-E-Finjo-Que-Não, meus saltos aguentam muita coisa. Hum. E pode ser metrô, sim. — Digo, com leveza, enquanto voltava a andar com movimentos dignos de madame. Viro um pouco meu rosto, já a sete passos de distância dele. — Mas você paga minha passagem.

E isso é o suficiente para que ele volte a andar e logo estamos andando juntos. Ou lado a lado. Sim, lado a lado é melhor.

Já que definitivamente, juntos, nós não andamos.

— Por que eu que vou pagar a sua passagem?

Ouço ele perguntar, resmungando e já mexendo na carteira. Poucos passos depois, estamos entrando na estação e nos dirigindo aos caixas.

Olho-o enquanto abaixo o óculos de sol, passando a língua pelo lábio inferior. Ele faz uma careta, mas isso não me impede de soltar, melosa: — Eu só tenho notas grandes, que-ri-do~ — Faço questão de prolongar as palavras.

Não tenho resposta além do dedo nada educado que ele me estende, mas me contenho com isso enquanto rio. Com ele saindo em disparada na frente, pisando firme até parar na fila, enquanto me aproximo, consigo ver sua carteira.

Não que eu me interesse pelo dinheiro dele, claro que não — apenas quando apostamos, é claro —, mas uma foto ali me chama atenção: dois cachorros, grandes.

Bem grandes, para falar a verdade.

Mas não é necessariamente nos cachorros que foco, e sim no pensamento de que ele realmente não parecia ser alguém que gostava de cachorros.

Também não arrisco dizer que gosta de gatos, porque nesses anos trabalhando com ele, nunca vi nenhum gato ir para perto dele. Muito pelo contrário, sempre que passávamos por algum gato, vinham para mim.

Eu sabia o motivo, é claro, e isso apenas me irritava mais. Talvez por isso o ignorassem.

Dou de ombros, sozinha, já que não vi que a fila andou. E quando vejo, estou andando porque Katsuki veio me arrancar do lugar para começar a ir lá para frente. Não reclamo, apenas aprecio o vento que veio com a ação.

(e, inconscientemente — ou talvez nem tanto assim —, seu toque.)

— Sem lero-lero, Bochechas! Se não a gente se atrasa mais, anda, anda. Sem pensar na morte da bezerra.

Não entendo metade das coisas que ele fala, mas concordo; sorria e acene, novamente.

— Seu cavalheirismo, Katsuki, cadê?

Tirando as notas do bolso (que, fazendo uma contagem mental rápida, vejo que dá para três passagens) e recebendo nossos ticket-de-volta-ao-trabalho, ele me lança um olhar que não consigo decifrar se é irritado ou só sacana, antes de me responder, com a ironia brilhando na voz:

— Pergunta pra voz na tua cabeça. — Piscou e, simplista, disse e se virou, com um charme estranho em volta dele. Não me pegou pelo pulso nem me puxou e nem sei se espera que eu o acompanhe.

Não respondo, de novo. Acho que não tenho o que responder e apesar disso, também não sei se entendi.

— Boa tarde, obrigada pelo bom trabalho. — Sorria e acene, volto a pensar, saudando a moça do caixa antes de seguir ele.

E quase não o acho.

Quase tive que procurá-lo fazendo mais força no nariz para sentir o cheiro fedorento que ele tinha, mas meus olhos o captam, na área das catracas de embarque antes que o faça.

Seus braços estão cruzados e tem uma expressão serena em seu rosto. Tenho certeza que ele sabe que fiquei quase um minuto andando igual uma barata tonta procurando esse idiota.

— Até que enfim chegou, madame. Estava cogitando chamar você através dos seguranças, botar seu nome no microfone: Uraraka Ochako, por favor, comparecer à área de embarque e desembarque.

—Essa foi a pior imitação de voz de metrô que eu já ouvi. — Respondo, fazendo uma careta.

Dessa vez, quem não o espera sou eu: pego o cartão de sua mão e coloco-o onde acho que é, afinal, todo mundo colocava ali.

Mas segundos se passam e a única coisa que consigo ver além de ele me olhar com cara de quem não acredita no que está vendo, é um grande xis vermelho na tela quando eu tento mexer na catraca.

— Ué. — Olho para os lados, ignorando Katsuki e focando mais uma vez em colocar o cartão onde era para ele estar, com o símbolo do metr- — Katsuki, porque você ia passar o cartão do banco no metrô?

— Eu não ia. — Ele diz, a voz soando toda cortada, porque agora eu tenho certeza que ele deve estar se segurando muito para não rir.

E eu, totalmente contrariada e ciente de que estou com feições emburradas, apenas o empurro pelo ombro enquanto devolvo o cartão para ele e pego o certo.

Nem sei como exatamente peguei ou porquê ele segurava o cartão de crédito, mas não importa, porque agora eu finalmente consigo passar na roleta. Ele vem logo atrás e vejo que está rindo, balançando a cabeça enquanto, de certa forma, ainda parece um guarda-costas.

Não sei também como ele consegue, já que a cara dele é a de um bobalhão. Não é o cheiro também, talvez o corpo, provavelmente.

Reviro os olhos quando ele chega perto e decido que é melhor parar de pensar nisso, porque tá mais é para a pose insuportável de maioral que ele gosta de fingir que tem. Suspiro, indo para a nossa plataforma.

Ele anda junto e dessa vez não me olha. Que bom, mas seria melhor se também não estivesse fazendo uma cara estranha.

Me pego querendo dizer um "que cara feia é essa, Katsuki?" ou "o gato comeu a sua língua?", para ver se ele ri ou algo assim. Mas antes que eu possa abrir a boca para tentar dizer qualquer coisa, ele pisca forte, quase que num sobressalto.

Ah, penso, observando o metrô. eu também nunca vou me acostumar com o quão alto é o barulho disso. Mesmo que não seja tão alto assim...

— É o nosso? — Pergunto, começando a ver muitas pessoas saindo.

— Não, o nosso tá pra chegar daqui... — Vejo ele mexer a cabeça e sei que está procurando o horário e a localização de cada vagão. — Que saco, mais dez minutos. Se você não tivesse demorado tanto, teríamos conseguido pegar um que foi só a gente chegar aqui que saiu.

— Como se fosse minha a culpa de você ser um irritante ágil e que não espera ninguém. Isso aqui tá quase cheio, eu realmente poderia te perder de vista. — Retruco, estranhando o alívio que dá quando ele finalmente me olha. Mas já quero que ele deixe de olhar de novo.

— Você que é lenta demais, Bochechas. — A acidez na sua voz me irrita, mas não mais do que o metrô saindo e voltando a andar.

Mais nove minutos... Quase lá.

SANGLUNA

Assim que fecho a porta, não espero mais nenhum segundo para fazer a única coisa que se passa em minha mente desde horas atrás: tirar o salto.

O sapato fica de qualquer jeito logo antes do degrau que tinha antes de chegar no piso da sala e aproveito para respirar fundo assim que consigo sentir o chão nos pés, a única coisa atrapalhando é a meia calça, mas ela nem importa.

Dirijo-me para a geladeira, retirando o melhor prêmio depois de aguentar mais um dia ao lado do irritante Katsuki e enquanto ia me direcionando até os copos, paro no meio do caminho.

Hoje eu merecia uma taça, isso sim. Não um copinho de requeijão.

E é isso que faço: deixo a garrafa de vinho na pia e procuro uma das minhas taças e deixo ela do lado da garrafa, com cuidado para ficar longe da borda. Meu próximo rumo é meu quarto e sinto que finalmente relaxo assim que passo por minha porta, o sutiã já saindo pelo meu braço e minha mão procurando algo para prender o cabelo.

Cinco minutos depois, estou com um micro banho tomado (banho de gato, como dizem; acho a expressão mais estranha a cada vez que tomo um banho desses, confesso) e vestindo nada menos do que minha linda camisola, totalmente adulta e que eu adquiri há vinte anos: uma da Sailor Moon, minha personagem preferida.

Não demoro mais do que meio minuto para procurar minha pantufa e o controle da TV para voltar para a cozinha, colocar vinho na taça, levar a taça e a garrafa para a sala e me sentar no sofá vendo seja lá o que a televisão pudesse me oferecer às onze da noite.

O primeiro gole vem com uma careta, já que é só vinho, e não o que eu realmente quero. O segundo gole me faz mudar de canal e eu paro no de notícias.

O terceiro gole me faz tirar as pantufas e soltar o cabelo. E respirar fundo depois dele me faz anotar mentalmente que tenho que responder de novo o formulário de sangue.

O quarto gole é um alívio e finalmente pareço relaxar, já que sinto que meu cérebro finalmente entendeu que o trabalho acabou. Amanhã pode ter mais, mas ainda é hoje.

Isso é o suficiente para que o quinto gole vire mais uma taça inteira e para que eu continue vendo as reportagens na televisão até que comece a passar um filme qualquer de novo.

Antes da quarta taça, volto a garrafa para a geladeira e pego algumas fatias de queijo para comer.

O cheiro do queijo me lembra mofo e de alguma forma, meu cérebro entorpecido me leva há horas atrás, quando eu não estava mais em mim.

Mas antes que eu consiga começar a realmente lembrar do quão ruim era a sensação de enxergar demais, um bocejo escapa de minha boca.

E então a terceira taça acaba e com ela eu desligo a televisão e me enrolo no lençol que já fica no sofá para essas ocasiões.

O amontoado de almofadas é confortável o suficiente para que eu não me importe com a mínima parte sóbria de mim me alertando sobre o desconforto que eu vou sentir amanhã.

Novamente, um bocejo me escapa. E então, meus olhos pesam.

nome: Uraraka Ochako
ocupação: Caçadora
idade: 25 anos
guia prático da Magia À Caçada: "Contanto que não caia tanto sangue, então ainda está tudo bem. Ou deve estar, contanto que não passe do limite."
estilo: combate físico; longa e curta distância; eventualmente gosta de usar armas.

Notas finais
See você chegou aqui, olá de novo, espero que você tenha gostado.

É a primeira vez em algum tempo que eu escrevo algo que não é primeiramente pensado para ser oneshot (até então, seria 2shot,,, mas não gosto de 2shot então a ideia foi dropada e além disso) eu gostei demais do plot e do universo geral e me apeguei um pouco KKKKK,,,, enfim: a base de SANGLUNA é de seis capítulos e talvez tenha menos (provável) ou mais (pouco provável)

E vale ressaltar que eu não sei quando vai sair o próximo capítulo, mas sei que vai ser depois de segunda que vem (motivos: época de prova final no colégio, fim de ano, pipipi popopo. Provavelmente e o mais certo também é que saia lá pro meio de dezembro, porque eu também quero escrever bastante, pra desenvolver o universo direito) e falando em escrever: espero que por volta de 5~10k de palavras não fique algo muito massivo, porque é uma quantidade que eu acho que fica tranquila para escrever e ler, mas caso não, por favor, falem

hmm e não tem nenhuma playlist (infelizmente) até o momento mas provavelmente no próximo capítulo eu trago algo, hehe

(queria dizer que foi muito bom escrever os bakuocha trocando de corpo, foi muito legal e, para orientação, as coisas começam a mudar mais ou menos quando a ochako narra sobre querer ir pra casa mais cedo e diz "que inferno" e !!começa a ficar mais tenso quando ela diz "foda-se o sol"!!, e eh nisso q começa a nao ser a ochako, não 100%, né, pq é um pensamento do katsuki se infiltrando nela... tomara que tenha feito sentido!!)

> perfil do artista da capa: https://twitter.com/kocrumpet & da arte: https://twitter.com/kocrumpet/status/1412493841232433163/photo/1

Enfim! Espero que tenham gostado, toda crítica é válida e caso tenha algo que não fez muito sentido, pode perguntar que eu explico. Até a próxima, cuidado com o corona ;)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.