Notas iniciais
Hey galeriiis! Estou muito feliz, recebi reviews que me estimularam!! hehe-Nesse capítulo vou descrever mais o que está acontecendo lá fora, enquanto eles apenas entendiam o que se passava dentro... Espero que gostem!! ;)

Capítulo 3 – O mundo lá fora

Azami- Eu já enfrentei duas daquelas coisas... Não é fácil, mas também não é como matar um chefão de final de game, — olhava sugestivamente para Héctus. — vou pegar alguns equipamentos no ginásio em que vamos precisar. Depois explico nossa formação para sair daqui! – deu as costas.

Leon- E você vai sozinha? – puxou-a pelo ombro. — Os funcionários daqui da escola também tomaram a vacina e provavelmente estão fazendo expediente extra!!

Azami- É só pegar uns tacos de beisebol, e vir socando a cabeça deles... – revirou os olhos, ela realmente se divertia com a novidade dos zumbis.

Yui- Você fala como se fosse a coisa mais simples mundo! – encolheu-se assustada.

Héctus- Uma vez eu estava jogando e... — foi interrompido.

Azami- Cala boca Hector! Sua experiência em games, não nos ajuda em nada nessa hora. – passou empurrando o moreno, Leon sentiu-se mal com isso, afinal ele quem a chamara para a equipe.

Azami decidira ir sozinha ao ginásio escolar, que por sinal, ficava pelo menos uns 500m de onde estavam. Por sorte, não encontrou nenhum zumbi no caminho, e trouxe consigo quatro tacos de beisebol e uma corda. Agora teria que desenhar para eles entenderem a formação.

–X-

Héctus- Entendi porra nenhuma! – avisou nervoso, estava cansado dessa reunião.

Azami- A gente vai sair em fila indiana, segurando a corda. – gesticulava, era ridículo fazer isso, parecia estar lidando com crianças. — Em momento nenhum se deve soltá-la. A formação sereá; eu, Hector, Yui e Leon. – apontou para cada um antes de continuar. — Eu, irei cuidar da frente, se vier qualquer zumbi, estouro ele ali mesmo, Hector irá cuidar da esquerda e a Yui da direita. – fez menção de parar, mas lembrou-se de um ponto importante. — Mas vocês dois não vão fazer merda nenhuma, apenas avisar a mim e o Leon se está vindo zumbis desses cantos. Entenderam agora?

Yui continuou como um vegetal, Héctus parecia ter entendido dessa vez.

Leon- Yui apenas não faça nada e olhe para a direita. – resumiu terminando de se equipar.

Yui- Ah, agora entendi! — bufaram de alívio.

Héctus- Cara... Como será que tá o mundo lá fora?! – olhou através da janela, um caminhão tombou em frente, não era possível enxergar muito além do jardim frontal.

Leon- Só saindo pra descobrir. — estavam prontos.

A adrenalina foi liberada no sangue de cada um ali, motivando seus corações a pulsarem frenéticos. Yui respirava com dificuldade devido o medo que sentia, e isso só piorou ao ver o pé de Azami empurrando bruscamente a porta do pátio, agora seria correr ou morrer.

–X-

Era a visão do inferno. Tinha mais zumbis do que esperavam. As ruas fediam carne podre e o que não faltava no chão era sangue. Os zumbis estavam piores do que os pais de Azami, seus dentes estavam arrebentados, partes do corpo de fora, alguns estavam sem membros e havia até zumbi comendo zumbi. Só podiam comparar a imagem que viam, com uma cena de filme. Realmente não imaginavam algo tão desesperador.

Tudo ocorria como o planejado, exceto um desgraçado que decidiu travar Azami como alvo. Para o azar dele, ela estava preparada. Jogou o taco de beisebol para trás, impulsionando-o para acertá-lo no crânio. Strike! Suas vísceras banharam os amigos que estavam perto, Yui vomitou ao sentir um pedaço do cérebro do morto-vivo atingir-lhe na barriga.

Héctus- Merda... Agora eu também vou ter que trocar de roupa! – resmungou prendendo o almoço na boca.

Azami, não sabia o porquê, mas se sentia bem fazendo aquilo. Estourando a cabeças de quem um dia já foi vivo. Fazia aquilo com vontade, sentia prazer com o sangue morno que jorrava em seu rosto. Era como se todo seu ódio, seu rancor e mágoas passadas, fossem embora com cada crânio estourado. Em um momento, não aguentou e começou a sorrir, após ter acertado uma criança zumbi, era uma menininha, não tinha mais que seis anos. A menina usava um vestido branco, que estava meio encardido. Quando essa criança apareceu, todos pararam de caminhar, não sabiam se Azami teria coragem suficiente para fazer aquilo. Enquanto eles haviam parado, ela continuou andando, fazendo a corda se esticar. Mas não apenas socou a cabeça do zumbi, primeiro socou o taco no chão, para que ele se quebrasse e ficasse pontiagudo e somente depois disso enfincou na cabeça do zumbi.

Azami- Acho que quero algo afiado para usar como arma... – suas palavras soaram frias, e em nenhum momento largou a menina. Um sorriso brotou em seus lábios ao ver o corpo podre cair em sua própria poça de sangue.

Leon- Já chega Azami, ela já morreu! — havia soltado a corda e saído da formação para puxar a amiga.

Finalmente havia tirado o taco da cabeça da criança, estava morta definitivamente agora. Azami tinha apertado tanto, que o sangue coagulado da cabeça, escorreu pelos ouvidos, narizes e olhos da criatura que agora estava jogada no chão como um inútil resto de lixo.

Sem perceberem, Azami havia limpado toda rua que tinha em frente à escola, sozinha e com um taco de beisebol. Agora eles se dirigiam para a casa de Yui que era a mais perto dali, para pegarem roupas e mantimentos.

–X-

Yui- Bom, meus pais não estão em casa e essa vai ser nossa única parada antes do museu. Fiquem a vontade! — falou como se fosse uma visita de amigos, num dia comum. — Azami, sei que você não me suporta e digo o mesmo sobre você. – sentou-se ao lado da garota. — Mas querendo ou não somos parceiras agora. – revirou os olhos com o que dissera. — Meu número é bem menor que o seu, mas devo ter algumas roupas que caibam em você... -

Azami- E qual é o problema das minhas roupas? — estava jogada no sofá como se a casa fosse dela.

O problema eram que estavam horríveis. Meio sujas de sangue, meio gastas, meio imundas de suor. Um zumbi tentara agarrá-la enquanto chegavam, e acabara rasgando a parte que cobria seus seios, resultando em um decote pouco discreto.

Leon- Ok Azami, entendo que você odeia chamar atenção, mas dá um liga nos seus... Seios. — sua voz saiu baixa e trêmula.

Azami- Espera... Você estava prestando atenção nisso?! – questionou assustadoramente.

Héctus- A culpa não é dele. Qualquer homem olharia, ainda mais sendo os seus. – defendeu o amigo rindo.

Azami levantou-se bufando do sofá e puxou Yui para cima, provavelmente para os quartos. Depois de alguns minutos, os meninos tinham reunido tudo de comida que havia naquela casa em quatro mochilas. Esperavam as meninas descerem e quando ouviram Azami e Yui discutindo: "Eu não vou por isso!!" "Não tem outra coisa que sirva!" "É indecente." "Falou a menina que estava com tudo de fora." — silêncio - "Dá essa porra logo!!"

Depois de mais algum tempo de discussão inútil, desce primeiro Yui, que por algum motivo indefinido, decidiu usar uma bota de saltinho. Azami estava logo atrás, envergonhada, pois não tinha roupas do seu tamanho, e a única coisa que lhe servira fora um short curto e uma camisa regata branca agarrada. Havia tirado as meias da escola e posto meias comuns com o mesmo tênis manchado de sangue. Mas nenhum deles tomou banho, a água encanada havia sido cortada.

Héctus- Olha Yui, não me leva a mal não, você é a maior gata, mas por que você tá de saia e salto? – indagou curioso, Yui não deveria ter cérebro.

Yui- Você gostou Leon?! — ignorou a pergunta de Héctus.

Leon- O que?! — estava distraído lendo o jornal de ontem. — Ah sim, gostei muito!! — mentiu.

Yui- Obrigada! Eu não achei muitas roupas para ela, nós vamos ter que procurar alguma blusa no museu, deve ter em algumas daquelas estátuas, do piso 2. — apontou para a companheira.

Azami ignorou seguindo ao sofá, onde jogou-se com os pés em cima das mochilas empilhadas. Apesar de estar pouco vestida diante de seus próprios olhos, ainda não era a mesma coisa que estar sem nada.

Leon- Ouvi dizer, que antes das vacinas começarem, estava tendo uma exposição de guerra civil com armamentos, munições e até roupas lá... – comentou animado. — Se tivermos sorte, ainda estará lá. — concordaram, pegando as mochilas e os tacos que sobraram, saíram percebendo que era noite.

–X-

As ruas estavam silenciosas. Silenciosas demais levando em conta a realidade que estavam vivendo no momento. Alguns carros com motor queimado ocupavam as ruas, e as aves procuravam suas árvores onde passariam a noite. Chegaram ao museu na mesma tranqüilidade de quando saíram para procurá-lo. Algo inquietava cada um deles, mas era melhor não pensarem negativamente, não é?

Yui- Vocês não acham estranho esse silêncio todo?! — indagou trêmula, movimentava sua cabeça por todos os lados ainda não acostumara com essa ideia de sair e ficar bem.

Azami- Cala boca Yui. — seguia adiante.

Leon- Calma meninas, — largou sua mochila no chão, retirando um pequeno objeto de lá. — agora é só passar meu cartão de visitante e estamos dentro. — segurou a caixa de ferramentas, enquanto Héctus mexia no controle central ligando a energia.

Héctus- É isso aí! Abrimos... — ficaram felizes em descobrir que o lugar tinha um gerador de energia, caso contrário nunca teriam aberto a porta eletrônica.

Azami- Eu não sou muito de assistir televisão... Mas por acaso vocês lembram onde seriam os principais pontos onde a vacina GNM seria dada? — esperou uma resposta de braços cruzados.

Naquele instante a porta empencou. Algo a empurrava na direção contrária em que se abria.

Yui- Escolas, hospitais, casas de ensino para as áreas rurais, e para os presos e moradores de rua, lugares de segurança máxima como prisões e... – respondia receosa.

Leon- Museus. – sentiram o ritmo da pulsação cardíaca cair, Héctus ficou pálido levando em consideração sua cor bronzeada.

Se calaram com aquilo, era informação demais para absorverem.

Héctus- Mas não ouvi falar que viriam para esse museu! O prédio é muito velho para aguentar tanta gente junta... — quebrou o silêncio tranquilizando seus companheiros, ria debochadamente.

Yui- Ufa! Por um minuto eu quase acreditei que... — haviam se virado para então entrar, Leon empurrava a porta com certa dificuldade.

Leon- Puta...

Héctus- Que...

Azami- Pariu. – nem ela havia escondido seu olhar assustado diante daquilo.

Talvez aquela cena fosse pior de que quando deixaram a escola. E apesar do medo que sentiam agora, sabiam que ali estava a resposta do silêncio das ruas.

To be continued.

Notas finais
Valeu gente, até a próximaaaa! ;)