Sangue nas Mãos, Zumbis na Terra
24 Finalmente Yale
Notas iniciais
Ér bom... Já devem ter lido pelo título, que este será um capítulo bombástico, não?!
E antes de lerem, peço desculpas pelo capítulo passado. Eu tentei consertar os erros gramaticais pelo celular de uma amiga, e não sei que bug que o site teve, que acabou tirando todos os hífen ( - ) das falas. Não sei se todos os leitores leram assim, mas alguns infelizmente pegaram o capítulo dessa forma... Mas já arrumei o/
Os amigos voltaram correndo para o local do acampamento. Não poderiam perder tempo, talvez tivesse algum transporte que levasse até a ilha.
Enquanto corriam na madrugada pela floresta a dentro, o chinelo de Leon estourou, fazendo o loiro grunhir de raiva.
Leon- Cacete! Espera Azami, você arrebentou meu chinelo. — escorou-se em um tronco de árvore.
Azami- Não me importo. — continuou adiantada.
Como já estavam perto do acampamento, Toshio e Wally faziam uma ronda pelo lugar onde passaram. O rockeiro estava entre algumas moitas, o arqueiro nos galhos de uma árvore. Ao ouvirem a conversa de psico e Leon que voltavam agitados, mais uma vez trocaram olhares maliciosos.
Leon- Acorda gente! — balançava os cobertores no ar de quem dormia.
Maya- Nem amanheceu! — resmungou sentando-se no saco de dormir.
Azami- Precisamos sair daqui agora.
Wally- O fato de vocês terem saído para se divertir na noite, e voltarem agitados, — chegava armado.
Toshio- Não quer dizer que precisam acordar todo mundo. — ria malicioso.
Riko- Vocês o que? — bocejou.
Leon- Não foi isso... — olhou fixamente o chão.
Azami- Fomos procurar uma árvore e achamos Yale. — disse séria.
Gabe- A ilha? Aqui?! — procurou a bússola na bolsa de Beth.
Leon- Isso mesmo! — disfarçava.
-X-
Azami não ria, não sentia-se envergonhada com as zoações que faziam enquanto caminhavam à praia. Depois de discutirem muito, o grupo decidiu seguir psico e Leon, e não lhe davam descanso.
Gabe seguia em silêncio, puxando Chucrute pelas rédeas.
Rin- Como assim? Não tem nada demais sair para se divertir de noite! — comentou inocente.
Maya- Um dia você vai entender o que eles foram fazer, Rin. — afagou os cabelos do irmão enquanto ria.
Leon- Já disse, e repito: não fizemos nada! — disse nervoso.
Toshio- Quem prova o contrário? — ao pronunciar, deixou um terrível silêncio denunciador.
Wally- Vocês deviam ser mais discretos... — brincou.
Após o último comentário, Azami virou-se com seu olhar medonho, e fuzilou com os olhos os meninos enquanto caminhava, bastou para ficarem quietos o resto da trilha.
Andaram com a luz do sol clareando seus passos. A estrela escaldante acabara de surgir no horizonte, mostrando o céu azul limpo do dia.
Não demoraram a chegar à praia, alguns bocejavam ao andar outros piscavam profundamente demonstrando o cansaço por acordarem cedo.
O sono foi embora quando seus pés encontraram a areia úmida, e ainda com neblina, era possível enxergar o mar, e uma ponta da grande montanha que subia do mar.
Rin- Ah, que saudade da praia mana! — brincava na areia.
Maya- Verdade, faz tempo que não vemos uma! — acariciava a cabeça do cavalo da equipe.
Beth- Vamos descansar e esperar transporte? — perguntou se sentando na areia.
Gabe- Deve ter algum tipo de barco que leve os sobreviventes. — soltou algumas bolsas do Chucrute. — Quando ouvimos a mensagem de rádio, dizia algo com isso.
Riko- "Junte-se a praia, e iremos te pegar." — repetiu o que fora dito. — Era isso. — seus lábios formavam um gentil sorriso.
Se acomodaram abaixo de uma palmeira, que lhes oferecia sombra. Rin saíra para brincar na água, Wally e Maya estavam juntos. Apenas se molhavam superficialmente, não tinham roupas sobrando.
Riko estendeu um pano no chão, e tomava sol aproveitando não estar muito forte. Gabe e Beth haviam saído cavalgando pela extensão da praia.
Os outros conversavam sentados.
Toshio- Eu ia pra praia, só pra olhar as garotas de biquíni. — seus olhos se concentravam em Maya na água.
Leon- Eu nunca vim pro litoral, não tive sua sorte... — sua voz tinha um tom frustrado.
Azami- Que conversa de gente pervertida. — deitou com os braços apoiando a cabeça. — Nunca visitei praia alguma, e nunca vestiria nenhuma pouca roupa. — concluiu fechando os olhos para descansar. Psico havia tirado o sobre tudo, ficando apenas com o short curto desfiado, e a camisa do Nirvana que expunha sua barriga alva.
O médico loiro, disfarçava e alterava o olhar entre Riko e a amiga de infância.
Ouviram baques ritmados e pesados, sendo abafados pela areia se aproximando. Era Gabe e Beth que cavalgavam de volta atônitos.
Beth- Juntem as malas, rápido! — segurava-se na cintura do cunhado, que domava Chucrute fazendo-o dar meia volta.
Riko- Porque? — perguntou juntando seu pano.
Gabe- Tem um cais lá pra frente, e ele não parece desativado! — seus olhos brilhavam com a notícia.
Jogaram as mochilas nas costas mesmo, e correram atrás do cavalo. Rin ia correndo pela beira do mar, jogando água por quem estava perto,fazendo alguns resmungarem nervosos.
-X-
Chegaram no tal cais ofegantes, não podiam perder a oportunidade de serem levados a ilha. Mas lá não havia palmeiras ou qualquer árvore, e o horário passava das dez da manhã. Dessa vez, ficaram expostos aos raios solares.
Os irmãos e Wally voltaram a brincar na água, com mais gente os acompanhando, Toshio e Riko.
Gabe prendeu o cavalo do grupo em um pequeno espaço embaixo da grande estrutura de madeira, deixando somente o animal longe do calor insuportável.
Beth- Ele ficou sem água. — disse ao cunhado que estava voltando.
Gabe- Nem nós temos água. — respondeu frio.
Azami- Não aguento mais isso... — puxou sua camiseta, e assoprou por dentro, tentando inutilmente se refrescar.
Leon- Vamos para água! — puxou o braço da amiga, segurando-a forte o suficiente para não resistir.
Ao chegar perto dos outros colegas, deparou-se com todos molhados por inteiro ou no caso de Maya e Toshio, mergulhados pulando apenas nas ondas.
Leon apanhou um pouco da água salgada, e jogou em Azami, necessariamente em seu rosto. Assustados com a atitude, os jovens se calaram esperando ela reagir, obtiveram apenas um olhar frio.
Sua franja se melou ao fino rosto cobrindo um dos olhos, e deixando respingos por onde passava.
Azami- Você está fodido. — o agarrou pelo pescoço, e montou em suas costas, não aguentando o peso ele caiu de joelhos e teve sua cabeça afundada na água. Os que estavam por perto riram e voltaram a se divertir.
Beth- Dave iria brincar com eles, se ainda estivesse aqui. — sibilou baixo.
Gabe- Beth, me desculpa, ainda não tive a opor...
Beth- Eu te desculpo. — o interrompeu. — Mesmo você não tendo nenhuma culpa parcial nisso.
Olharam Chucrute agitado, tentando se soltar a força, não entenderam o motivo, Gabe foi até ele para acalmá-lo. Enquanto acariciava o animal, notou um estranho movimento, entre o mato alto do canto da praia, o que saiu de lá não foi surpreendente.
Gabe- Beth, atrás de você!! — gritou tentando avisá-la do zumbi.
A mulher, se levantou procurando o machado, o facão, a katana ou qualquer coisa que pudesse encontrar rápido para atacá-lo. Corria desesperada, lágrimas molhavam seu rosto, e o medo de não conseguir se defender lhe adentrava a mente. Seu cunhado gritou para o grupo, que corria tentando se aproximar do único zumbi.
Beth enfim encontrou o facão, jogado dentro de alguma bolsa, e se virou bruscamente pronta para enfiá-lo no olho do bicho. Mas nada encontrou. Viu o resto da praia, e ouvia somente o barulho dos passos desesperados dos amigos que corriam. O cheiro do oceano e o doce som das ondas batendo contra a areia era as únicas coisas que seu cérebro captava, teria o zumbi ido embora? Não.
Seus sentidos inibidos, voltaram em um choque, ao sentir uma dor intensa lhe invadir. Uma dor insuportável que a fez dobrar os joelhos e cair por terra. A dor vinha da região do ombro, ao lado de sua audição. Ouviu e sentiu, sua carne ser rasgada e ossos se quebrarem ao pé do ouvido. Nesse momento, sua visão era turva, e havia sangue em seus olhos os atrapalhando de cumprir sua missão, enxergar. Gabe arrancou o facão da mão da cunhada, e cravou fundo no zumbi que lhe atacava.
Gabe- Eu não vou, — arrancou o facão do bicho. — perder mais ninguém! — atravessou a cabeça do zumbi, partindo-a no meio.
Leon não esperou o cabeça-mole terminar de ser morto para socorrer Beth, pegou panos e estendeu no chão, procurou sua mochila com a maleta de primeiros socorros, tentando parar o sangramento.
O grupo observava de longe, assustados com como tudo ocorrera rápido demais.
O médico se lembrou da vez que Dave o ajudou com o sangramento de Azami, assim que saíram da Capital. Manteve o corpo de Beth erguido, e apertava panos e mais panos ali.
-X-
Já passara de duas da tarde, e o sangramento.havia sido estancado. Beth estava consciente e conversava normalmente sem se mexer muito. Leon fizera um bom trabalho a socorrendo.
Gabe- Você quer alguma coisa? — segurava uma das mãos da cunhada.
Beth- O zumbi era V8 ou normal? — indagou com voz cansada.
Calaram-se, depois que Gabe o furou no crânio, acertou o tórax repetidas vezes. Não deu tempo para vê-lo reagir, e seu chip estaria destroçado agora.
Riko- Não sabemos. — deu a notícia por todos.
O sol havia dado trégua, se escondendo atrás de uma grande nuvem. Todos tinham olhares tensos, e não brincavam mais no mar.
Ouviram novos barulhos, um sino sendo tocado talvez, e perceberam as ondas mais agitadas. Notaram uma buzina grave, e uma grande embarcação se aproximar. Era uma balsa. Se alegraram e fizeram sinais com os braços, Rin subira nas costas de Toshio e gritava incessantemente.
O capitão do barco, os avistou e logo encostou no cais. Gabe e Wally fizeram uma maca com o pano e carregaram a mulher ferida até perto da balsa.
Capitão- Boa tarde! Prontos para a nova vida? — era extramente gentil, colocando uma espécie de prancha para que pudessem descer ao barco.
Desprenderam Chucrute, e o levaram junto. O capitão ajudou todos a descerem e chamou alguma moças para ajudarem Beth.
Capitão- Estou dizendo meu amigo, não tem problema algum levar um cavalo e nem uma mulher ferida. — acalmava Gabe. — Yale é o paraíso na terra!
Suas últimas palavras fizeram Azami pensar. Nada nunca havia sido fácil para o grupo, poque agora essa solução de vida cairia dos céus?
-X-
Wally e Rin estavam enjoados, segundo os meninos, a balsa mexia muito. Azami e Toshio estavam no convés, olhando a ilha se aproximar cada vez mais.
Toshio- Vai ser demais agora! — disse confiante.
Azami- Não tenha tanta certeza. — seu olhar fixava-se no mar movimentado.
Toshio- Ah, cala sua boca! Porque sempre tem que ser negativa? — exaltou-se.
Azami- Sou realista. — apertou o cinto de adagas na coxa. — Porque receber sobreviventes tão bem? E pior, porque dividiriam uma ilha inteira salva, com uma população de um país?! — questionou fria.
Toshio- Porque nem todo mundo, é como você. — saiu de perto, e sentou-se ao lado de Maya.
Yale estava tão próxima que quase a tocavam com as mãos.
Wally vomitava em um banheiro, e Rin dormia passando mal no colo da irmã. Não demorariam mais que cinco minutos para chegarem agora, porque estavam tão ansiosos?
Leon e Gabe, não puderam acompanhar a pequena viajem com o grupo, estavam ocupados com Beth ferida.
O capitão, havia explicado que uma vez por dia a balsa ia até a praia em busca de sobreviventes, e assim funcionava Yale, sempre acolhendo pessoas.
A balsa ia encostando ao cais da ilha. Rin acordara, e sorria alegre vendo os campos verdes e bem cuidados dali.
Uma grande construção aparecia ao fundo, marcando o ambiente.
O grupo desceu, prenderam as mochilas ao Chucrute, e seguiram as instruções do navegador, subir o campo com árvores, e virar à esquerda que encontrariam o hospital.de feridos. Assim fizeram.
O prédio era grande e simples. Sua sala de espera, tinha pelo menos duas portas e era um lugar vazio.
Havia uma atendente magra e de cabelos loiros tingidos em um canto. Leon e Gabe que carregavam Beth, foram levá-la para algum profissional.
Atendente- O que desejam? — perguntou simplesmente.
Gabe- Interná-la. Ela foi mordida por um zumbi.
A atendente loira espantou-se com o que lhe fora dito. Apenas digitou algo em seu computador, e pediu que esperassem. Sentaram-se junto com o resto da equipe, e obedeceram.
Uma maca e alguns homens vestidos de branco apareceram da porta restrita, se movendo até Beth. Sem pedirem permissão, ou avisarem, a colocaram deitada na cama e a levaram.
Leon- Ei!! Nós queremos saber pra onde ela vai! — gritou correndo atrás dos homens.
Gabe- Beth! — ia junto. — Ela é minha cunhada, tenho que protegê-la! — estressava-se com a atendente.
Atendente- Desculpem-me, mas esse é um caso de urgência. A mulher foi levada pelo seu próprio bem, peço que mantenham a calma. — puxava o colarinho da camisa social, como se esforça-se para transparecer normal. — Esse pode ser um procedimento que leve dias.
O grupo permanecia tenso, como poderiam ficar ao ver uma companheira ser levada, sem mais nem menos?
Toshio- O que quer façamos, enquanto isso? — no momento, todos se reuniam em volta da mesa da mulher franzina.
Atendente- São novos aqui, certo? — assentiram com a cabeça. — Podem procurar uma moradia no hotel dos refugiados! — sorriu falsa.
To be continued.
Notas finais
Ah, e claro! Chegamos a nossa 8° recomendação! /o/ o
Agradeço a fofa da Luiza!!! Quase chorei de emoção quando vi u.ú
Será que chegamos a 10 recomendações??! ;33
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